Se você não está mais tão perto de Deus como antes, então está na hora de voltar-se para Ele.


A Bíblia fala do declínio aparentemente do amor, o apóstolo João escreve esta idéia no livro de Apocalipse no fim do primeiro século da Cristandade. Ele estava preocupado por eles terem perdido o seu "primeiro amor" (Apocalipse 2:4). Existe uma percepção de que eles perderam o seu antigo desejo de obedecer ao seu chamado para segui-Lo.

Aparentemente, as tempestades reais da vida tinham feito suas vítimas ao longo dos anos. A maioria dos apóstolos originais já tinha morrido, alguns amigos queridos tinham abandonado a fé, o imperador romano Domiciano estava perseguindo-os e Jesus não tinha retornado. Naturalmente, seu zelo e entusiasmo foram afetados.

Eles tinham incorrido no erro comum de basear as ações de suas vidas cristãs em eventos externos, em vez de focar sua caminhada em um relacionamento íntimo com Deus.

A palavra de Deus não é simplesmente uma mensagem em uma garrafa que chegou ao nosso litoral do século 21. Pois, as Escrituras Sagradas são um desafio em qualquer época para os seus discípulos de Cristo, guiados pelo Espírito, que desejam manter viva aquela centelha do primeiro amor.

Talvez agora você se sinta muito sozinho e quer saber por que sua caminhada cristã, aparentemente, chegou a um impasse. Talvez você se sinta vazio. Não desanime ainda, Cristo sabe exatamente onde estamos nessa jornada. Cristo não nos deixa lamentando. Apocalipse 2:1 nos lembra de que Ele "tem na Sua destra as sete estrelas" e que "anda no meio dos sete candeeiros de ouro" — referindo-se, simbolicamente, a Sua presença e cuidado com Sua Igreja.

Jesus afirmou: “E a vontade do Pai que me enviou é esta: Que nenhum de todos aqueles que me deu se perca, mas que o ressuscite no último dia” (João 6:39).

Jesus sabe exatamente onde estamos e qual nossa condição espiritual. O Senhor nos ajudará a crescer para que tenhamos uma perfeita comunhão com o Pai — não baseada apenas em sentimentos, mas em uma fé inabalável através da obra do Espírito Santo.

O QUE É O "PRIMEIRO AMOR"?


Consideramos por um instante o que é o primeiro amor. É um sentimento transformador do nosso ser e um anseio real das nossas mentes que tem o seu início na obra regeneradora do Espírito Santo.
O primeiro amor se pode definir como uma experiência apaixonada ao perceber o amor de Deus. E, ao mesmo tempo, é uma resposta de ação de graças pelo que Cristo fez por nós na Cruz, já que nunca seríamos merecedores e, com certeza, não houvéssemos sido capazes de obter isso por nossos próprios méritos humanos.

É também o entendimento de que precisamos de Deus e a necessidade de segui-Lo aonde Ele quiser nos levar — e permanecer comprometido com isso.

Além disso, significa a alegria em compreender a plenitude do evangelho da graça — que Deus enviou o Seu Filho Unigênito para resgatar-nos do pecado e da morte através da Sua morte na Cruz. Sua ressurreição é a plena esperança da vida eterna, a segunda volta de Cristo (Mateus 24: 21-22) e a realização do Reino de Deus aqui na Terra (Isaías 2:1-4).

O primeiro amor significa ter fé em Deus além da razão, mas sem ser irracional, porque é a convicção e certeza de que Ele vai cumprir Seus propósitos (Isaías 46:10). Portanto, é uma sensação de bem-estar ao saber que Ele é nosso Pastor em quem podemos confiar (Salmos 23:1).

TRÊS PASSOS PARA RESTAURAR O PRIMEIRO AMOR


Se desejamos restaurar o nosso primeiro amor, existem três passos que são ensinados na exortação de Apocalipse 2:5:

1. Lembra-te, pois, donde caíste,
2. Arrepende-te, e
3. Pratica as primeiras obras.

1. LEMBRA-TE


Um dos piores hábitos humanos é o esquecimento. Todos nós fazemos isso. Podemos facilmente ficar presos em nossa própria bolha solitária de autocomiseração, lamentando: “A situação não poderia estar pior e, além disso, me sinto tão sozinho.”

Em Hebreus 10:32, lemos, “Lembrai-vos, porém, dos dias passados, em que, depois de serdes iluminados...”

Existe um ensino essencial de lembrar-nos para ser capazes de ser guiados pelos caminhos do Senhor. Em outras palavras, Deus nos está dizendo: “Pare um momento e volte no tempo, pense bem! Lembre-se de onde começamos juntos. Lembre-se de quando a vida parecia sem propósito. E, então, Eu te chamei a seguir-me e vocês nasceu de novo atrav[es da ação do Espírito. Eu disse que seria o seu Deus, e que você seria Meu filho (Apocalipse 21:7). Eu disse que nunca iria deixá-lo nem o ia desamparar (Hebreus 13: 5). Eu ainda estou aqui. Estou esperando. E sempre estarei. Lembre-se que Eu te amo!”

2. ARREPENDE-TE


Isso significa mudança de verdade, não somente um sentimento de tristeza. Arrependimento significa um giro de 180 graus e seguir na direção oposta de nossa natureza pecadora, corrupta e cobiçosa. Mais uma vez, "lembra-te" onde e quando o Senhor te chamou e quão pronto você estava de se arrepender incondicionalmente.

Isso foi mais do que transformar o nosso ser de dentro para fora. Isso o tornava uma nova criatura em Cristo (2 Coríntios 5:17). Mas com o passar da vida, talvez tenhamos chegado a um “status quo espiritual”, pensando que já dominamos todo o assunto — apenas fazendo o mínimo, não guardando os ensinos de Cristo, nem seguindo os caminhos de Deus.

Os cristãos passamos por várias etapas de amadurecimento, inclusive de desânimo e tem pessoas que passam por etapas de rebeldia. Cada etapa tem uma razão e um propósito de nos ajudar a compreender o grande amor de Deus e a misericórdia que Ele tem por nós. O Espírito Santo ainda está trabalhando em áreas das nossas vidas que estão em oposição aos próprios ensinos de Jesus Cristo. Portanto, temos que estar sempre prontos para arrepender-nos e confessar aquilo que desagrada a Deus.

Caso seu amor por Deus tenha diminuído, saiba que o mesmo não ocorre com o amor de Deus quanto a você. Hoje mesmo, peça-Lhe com sinceridade: “Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova em mim um espírito estável [comprometido]... Restitui-me a alegria da Tua salvação, e sustém-me com um espírito voluntário” (Salmos 51:10, 12).

Deus está esperando para renovar suas forças e te orientar a cada passo pelos caminhos do Senhor através do poder do Espírito Santo.

3. PRATIQUE AS PRIMEIRAS OBRAS


A conclusão é que o amor não é um sentimento. Em vez disso, é um ato voluntário que praticamos para com Deus e com o próximo. Por natureza, o amor de Deus em nós é incondicional, imparcial e sem interesse mesquinho. Que “não busca os seus próprios interesses” (1 Coríntios 13:5). Por esse tipo de amor nós somos abençoados, somos transformados para sempre.

Os caminhos de Deus não são teorias, mas sim um estilo de vida único. Um antigo provérbio asiático afirma o seguinte: “O que eu ouço, eu esqueço. O que eu vejo, eu lembro. O que eu faço, eu entendo.” As Escrituras nos ensinam o mesmo principio em Tiago 1:22, “E sede cumpridores da palavra e não somente ouvintes...”

A vida é viva e orgânica. Cristo sabia muito bem que a estrada de boas intenções seria permeada de sentimentos quando nos chamou para seguir a Jesus. Portanto, tome um tempo para responder estas perguntas para você mesmo, e refletir nas coisas de Deus.

O que você está aprendendo de sua relação de amor com Deus? Você se sente temeroso, desorientado ou confuso?

Que Deus renove seu primeiro amor, e fortaleça sua caminhada com Seu Eterno Amor por ti.


Publicado original no site, Reformai.




Existem lemas e frases que tem mudado a forma de pensar de uma geração ou, inclusive, de uma nação. Na atualidade, somente precisamos ser atentos à publicidade da TV para perceber a importância que os lemas tem para transmitir uma idéia.


As Cinco “Solas” formaram a fundação do que seria uma visão elevada de Deus. Estas cinco frases em latim, são conhecidas como as 5 Solas, porque todas começam com a palavra em latim que significa "somente." Estes cinco lemas e aquilo que afirmavam, era a força motora da Reforma Protestante da Igreja no século 16. Estas cinco afirmações declaram o que o próprio Deus tem dito e feito.

A experiência de Lutero foi exponencial quando descobriu a doutrina considerada como o centro da Reforma Protestante: a justificação mediante a graça pela fé. Contudo estaríamos errando e perdendo o contexto histórico, se esquecemos que as idéias de Lutero não eram novas. A maior diferença com as tentativas anteriores é que Lutero conseguiu propagar suas idéias, como nunca antes, e o movimento se espalhou como fogo por toda Europa para nunca mais deixar de existir.

É importante lembrar aqui que a Reforma Protestante começou muito antes. Tiveram várias tentativas de mudança nos séculos anteriores. Entre as mais importantes, se encontram aquela liderada por Peter Waldo (1140-1217) e a igreja Valdense que seria estabelecida no Norte da Italia. Na Inglaterra, John Wycliffe (1324—1384) e os Lobardos que uniriam forças com os outros reformados ingleses para proclamar as idéias da Reforma Protestante e dando a luz à Igreja Anglicana. Wycliffe teve um impacto na vida e obra de John Huss (1372-1415) e seus seguidores na Bohemia que estabeleceriam a Igreja Morava. Todos estes homens e muitos outros são reconhecidos como percursores da Reforma Protestante. Porém, deveriam ser considerados os primeiros reformadores.

É importante destacar que o desejo destes homens, e do próprio Lutero, não era formar uma nova igreja ou denominação ou ministério, como acontece com tanta facilidade nos dia de hoje. Eles desejavam reformar a Igreja Católica Romana de todos os erros, abusos e práticas errôneas. Infelizmente, isto não foi possível, e o resto é história.

Sola Scriptura | Somente pela Escritura


O ÚNICO FUNDAMENTO sobre o qual a vida cristã é estabelecida, sendo as Escrituras a única regra infalível e suficiente para toda doutrina e vida cristã, tendo nela todas as coisas necessárias para a salvação.


Sola Scriptura nos lembra que somente a Bíblia é a única Palavra de Deus inspirada e infalível. Sendo assim a Bíblia a perfeita Palavra de Deus, ela é acessível a todos, e fácil de ser compreendida.

Sola Scriptura significa que a Bíblia é a revelação aos homens para salvação através da fé em Cristo. Cristo é Deus encarnado, Deus feito homem. Jesus e a Bíblia são a única revelação especial, e formam a perfeita revelação de Deus, juntamente com a revelação geral.

Por esta razão, a pregação e ensino fiel das Escrituras Sagradas que o Espírito Santo traz o evangelho até nós.

"Consequentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo" (Romanos 10:17).

"Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?" (Romanos 10:14).

A pregação é uma proclamação pública do evangelho de Cristo. A pregação ensina aquilo que as Escrituras contém para edificação do povo de Deus em toda verdade.

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16).

Nas Escrituras sagradas, encontramos tudo o que precisamos para crescer para toda boa obra. Todas as instruções se encontram na Bíblia para poder viver uma vida santa, conforme a vontade de Deus. Tudo o que precisamos conhecer e aprender se encontra na Palavra de Deus. Tudo o que precisamos conhecer de Deus e sua vontade se encontra na Bíblia. Somente as Escrituras Sagradas têm a verdadeira Palavra de Deus escrita para a Igreja de Cristo. Não existe outra autoridade final além das Escrituras.

A tradição e a razão nos ajudam a compreender as Escrituras, contudo estas não são iguais à Palavra de Deus. Elas estão submetidas à autoridade suprema e última da Bíblia. Não devemos cometer o erro do passado de adaptar os ensinos de Cristo e os mandamentos de Deus às nossas culturas e tradições, ou aquilo que a Bíblia ensina ou significa para mim. Os fariseus cometeram o erro de adicionar ensinos além daqueles que as Escrituras ensinavam, como parte da vida religiosa do povo de Deus. Jesus diz, "Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa" (Marcos 7:13). Também, o Senhor diz aos Saduceus sobre a ressurreição, "Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!"(Mateus 22:29).

Todas as igrejas têm tradições que seguem de uma forma ou outra. Jesus não levantou sua voz contra todas as tradições, mas contra as tradições dos homens que introduziam práticas e costumes que distorciam os ensinos da Palavra de Deus. O próprio Paulo escreveu, "Portanto, irmãos, permaneçam firmes e apeguem-se às tradições que foram ensinadas a vocês, quer de viva voz, quer por carta nossa" (2 Tessalonicenses 2:15).

Nada deve ser ensinado ou requerido dos cristãos que não tenha claramente ensinado na Bíblia, e tenha clara prova da mesma nas Escrituras. Nada deve ser adicionado aos claros ensinos de Cristo e aos Mandamentos da Lei de Deus. Assim, a Bíblia é a suprema autoridade final em todas as questões de teologia, doutrina e cosmovisão.

Sempre devemos nos perguntar, "o que a Escritura ensina sobre uma questão?" Isto é o que devemos fazer, pensar e atuar sempre.

Sola Gratia | Somente pela graça


O ÚNICO MÉTODO é o amor infinito de Deus pela Sua Igreja e os escolhidos a ser parte desta nova família em Cristo. Tal amor se mostra através da Sua graça, sem depender do homem ou coisa alguma além da perfeita vontade de Deus.


"Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9).

A salvação é pela graça. A graça é o imerecido dom de Deus para o homem. O homem não pode fazer nenhuma coisa para receber o mesmo. Assim Deus mostra o Seu eterno amor por todos nos. Ele nos dá o perfeito presente para ser vivido em cada instante da nossa vida. Esta é uma obra perfeita e plenamente realizada somente por Deus.

"pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele" (Filipenses 2:13).

"Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados,... deu-nos vida com Cristo quando ainda estávamos mortos em transgressões - pela graça vocês são salvos" (Efésios 2:1, 5).

Somente pela graça, porque Deus precisa derramar vida à natureza morta do homem através do Espírito Santo para que assim possamos exercer fé para a vida.

A salvação se faz em Cristo possível, sem ter que fazer nada para ganhar ou merecer a mesma. Toda a obra redentora é a obra da Trindade sobre nós. Portanto, recebemos o presente gratuito da graça de Deus, nós que não merecemos tal dom.

Esta maravilhosa graça deve ser celebrada e desfrutada por aqueles que acreditam, como forma sua motivação para a vida e suas ações para louvor do Senhor. Nos permite mudar o próprio foco do eu para Ele.

A graça sempre nos lembrará do que Deus tem feito todo por todos nós, assim não precisamos tentar ganhar o favor de Deus ou tentar impressionar o Senhor, somente obedecer e fazer suas boas obras como um ato de ação de graças.

"Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus" (Mateus 5:16)

"De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada dia e um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso? Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta. Mas alguém dirá: "Você tem fé; eu tenho obras". Mostre-me a sua fé sem obras, e eu mostrarei a minha fé pelas obras." (Tiago 2:14-18)

As boas obras não são uma necessidade para a salvação, com certeza são requeridos da salvação.

Sola Fide | Somente pela fé


O ÚNICO MEIO é a fé em Cristo, porque somos incapazes de fazer obras suficientemente agradáveis e boas diante de Deus para ganhar sua aprovação ou ser salvos da sua ira pelos nosso pecado.


“Esta roca firme e primeira, que chamamos a doutrina de justificação, é o principal artigo de toda a doutrina cristã, que compreende o entendimento de toda bondade" - Martinho Lutero

Somente pela Fé nos ensina que os cristãos somos justificados e declarados justos diante de Deus pela fé. Isto não é resultado das nossas ações ou boas obras, ou de quem somos. É a obra perfeita e completa de Cristo na Cruz. Em Romanos 3:28, está escrito, "Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à Lei."

Uma pessoa é salva dos seus pecados e da morte somente pela fé em Cristo. Não somos salvos pelas boas obras, tampouco conseguimos através de uma vida boa e moral, nem os atos de adoração e louvor servem para a salvação. Todos eles são frutos da salvação, contudo nunca nos permitem alcançar a salvação, mas Cristo.

"Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9).

"Pois sustentamos que o homem é justificado pela fé, independente da obediência à Lei. Deus é Deus apenas dos judeus? Ele não é também o Deus dos gentios? Sim, dos gentios também, visto que existe um só Deus, que pela fé justificará os circuncisos e os incircuncisos" (Romanos 3:28-30, veja Romanos 4:5, Romanos 5:1, Romanos 9:30, Romanos 10:4, Romanos 11:6).

"...sabemos que ninguém é justificado pela prática da Lei, mas mediante a fé em Jesus Cristo. Assim, nós também cremos em Cristo Jesus para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pela prática da Lei, porque pela prática da Lei ninguém será justificado... Não anulo a graça de Deus; pois, se a justiça vem pela Lei, Cristo morreu inutilmente!" (Gálatas 2:16, 21).

O apóstolo Paulo escreve com total claridade em uma frase a eterna verdade de que somos salvos pela graça, e isto não vêm de nós. A justificação somente é possível através de Cristo e por Cristo. Não há outros meios. Se acreditamos que temos alguma parte na nossa justificação, então afirmamos que a obra redentora de Cristo na Cruz não foi suficiente para nossa justificação, e que precisamos dar uma ajuda àquilo que Cristo fez por nós. Contudo sua morte foi o perfeito sacrifício, uma vez por todas para o perdão dos pecados do mundo.

Cada pessoa está corrompida pelo pecado, e somente alcançará a salvação dos pecados e aceitação por Deus através de arrependimento e fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo. E tal arrependimento e fé é possível pela obra do Espírito Santo que nos traz da morte à vida espiritual.

Existe uma controvérsia ao redor da expressão "somente pela fé," porque o livro de Tiago parece ensinar o contrário. Contudo o entendimento correto de Tiago, nos ajuda a perceber que a salvação é separada das obras, contudo as boas obras são resultado da verdadeira salvação. em outras palavras, o cristão dá fruto que mostra sua nova natureza em Cristo. Este fruto é a sinal de ter o Espírito Santo nele que santifica e dá nova vida.

"Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!" (2 Coríntios 5:17).

Portanto, se somos uma nova criação, somos julgados justos diante de Deus somente pela graça mediante a fé em Cristo. O sacrifício de Cristo nos leva a receber a justiça em nós, como pecadores sendo libertados por uma declaração legal por Deus.

É importante perceber que existe uma diferença importante entre a justificação e a santificação. A santificação é a obra de crescimento espiritual que nos leva à santidade através da obra do Espírito Santo na vida do cristão.

Os cristão somos chamados a viver vidas santas que glorifiquem a Deus, obedecendo os mandamentos da Lei de Deus, as verdades do evangelho, e exercendo fé em Cristo. Veja 1 Pedro 1:13-23. Esta é a fundação do Cristão que acredita, do primeiro dia até o último, vivemos pela fé em Cristo Jesus cada dia e todos os dias.

Solus Christus | Somente Cristo


O ÚNICO E VERDADEIRO MEDIADOR entre Deus e os homens é nosso Senhor, Jesus. Em Cristo, temos a certeza e segurança da salvação e esperança da vida eterna e plena na presença do Pai.


Jesus Cristo é o Filho de Deus, e Ele é nosso único mediador e salvador. Não existe outro caminho, nem verdade ou vida. Somente Jesus consegue vencer a separação entre a humanidade e Deus, portanto ninguém vai ao Pai, a não ser por Ele. Somente Cristo salva as pessoas dos seus pecados através da Sua morte na Cruz e Sua ressurreição a vida vence a morte e faz possível a vida eterna.
"Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim" - João 14:6.

"Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" - Atos 4:12.

"Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus..." - 1 Timóteo 2:5.

"Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus" - 2 Coríntios 5:21.

"Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida" - 1 João 5:12.
Não podemos considerar que exista salvação alguma além daquela que Deus nos oferece através de Cristo. Se a salvação pudesse ser encontrada através de outros caminhos; por exemplo, Alá. Buda, Krishna ou outra religião fora de Cristo; então, não teria razão pela qual Cristo entregar sua vida na Cruz e morrer nela. Jesus era a única pessoa que poderia satisfazer a ira de Deus e, portanto, ser o perfeito sacrifício por nosso pecados. Por que? Pelo simples fato de que Cristo era sem pecado, Ele é o Cordeiro imaculado. Jesus tomou os pecados do mundo sobre Ele, e justificou aqueles que se arrependem e colocam sua fé e confiança somente em Cristo.

Nossa aceitação por Deus não estará baseada nunca na nossa justiça, somente somos aceitos pela justiça de Cristo e a morte sacrificial de Jesus.

A obra do Espírito Santo está focada em Cristo, e é o Espírito que nos dá fé aos eleitos em Cristo, nos dá vida nova e nos faz novas criaturas. Ele nos ajuda a entender a Palavra de Deus, nos faz mais como Jesus e nos permite ser testemunhas de Cristo ao mundo.

Soli Deo gloria | Somente a glória seja dada a Deus


A AMBIÇÃO SUPREMA E ÚNICA é viver por Cristo, para Cristo e em Cristo, dando toda a glória que somente Deus merece e é digno de adoração, louvor e honra, agora e para sempre. Amém.


O povo de Deus é salvo pessoalmente pela graça de Deus somente através da fé em Cristo. Isto é realizado somente para o louvor, adoração, honra e glória de Deus através de todas as àreas da vida e esferas de poder e autoridade.

A Igreja existe para proclamar o nome do Senhor e fazer visível o Reino de Deus, assim a glória de Deus é demonstrada às nações, como Criador e Redentor. Em outras palavras, significa um estilo de vida de completa adoração a Deus. Cada àrea da vida deve ser uma àrea de serviço a Deus e uma expressão de amor a Ele.

Isto remove qualquer possibilidade de que o homem tente reclamar qualquer mérito diante de Deus ou que somente pertence a Deus. Dá toda a glória a Deus para a salvação dos pecados. Somente o Criador e Redentor merece toda a glória, e somente nosso Senhor, nosso Deus, Pai, Filho, e Espírito Santo.

"Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção para que, como está escrito: "Quem se gloriar, glorie-se no Senhor"" - 1 Coríntios 1:30-31.

"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus" - 1 Coríntios 10:31.

"Se alguém fala, fale como entregando oráculos de Deus; se alguém ministra, ministre segundo a força que Deus concede; para que em tudo Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, ma quem pertencem a glória e o domínio para todo o sempre. Amém." - 1 Pedro 4:11.

"Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." - Romanos 11:36.

Assim tudo o que fazemos, devemos fazer para Sua glória. Tudo o que Deus faz, é para Sua glória. Em João 11, Jesus poderia ter simplesmente sarado Lazaro, e ele não houvesse morto. Em vez disso, Ele esperou um tempo para mostrar o poder de Deus e a glória do Criador. Jesus inclusive falou para Marta, se você acredita você poderá ver a glória de Deus. Os sinais e prodígios têm como alvo exaltar e trazer glória a Deus.

Nós nunca chegaremos a compreender plenamente porque Deus permite certas coisas terríveis acontecerem no mundo. Temos certeza de que tais coisas são fruto do pecado e da morte. Contudo temos a certeza de que Deus sabe o que é melhor, e Ele tem um plano para trazer eterna glória ao Seu Santo Nome.

Em Isaías 42:8, Deus claramente declara que Ele não comparte Sua glória com ninguém, porque somente Ele é digno de toda a glória.

Inclusive, as autoridades e governos deste mundo darão glória a Deus ou a ira de Deus cairá sobre aqueles que recusem dar toda a glória a Deus. Veja o livro de Atos 12:21-23. Aprendamos e demos a Deus toda a glória que somente Ele é digno.

Por tudo isto que tenho escrito até agora, a igreja cristã (da qual sou bispo) está dedicada a preposição que Deus, e somente Deus, é digno de tomar o trono eterno. Exaltamos o Seu Santo Nome, e louvamos somente a Deus Pai, Filho, e Espírito Santo, através de músicas, orações e a pregação da Santa Palavra de Deus. Somente Deus é glorioso e justo. Somente Ele é suficiente, bondoso e misericordioso.

Nós não temos em nós nenhuma justiça, graça, bondade ou misericórdia. Deus, através de Cristo, é a única fonte de todas estas virtudes. Por esta razão, somente Ele é digno da nossa adoração.

"Então olhei e ouvi a voz de muitos anjos, milhares de milhares e milhões de milhões. Eles rodeavam o trono, bem como os seres viventes e os anciãos, e cantavam em alta voz: "Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor!" Depois ouvi todas as criaturas existentes no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles há, que diziam: "Àquele que está assentado no trono e ao Cordeiro sejam o louvor, a honra, a glória e o poder, para todo o sempre!" Os quatro seres viventes disseram: "Amém", e os anciãos prostraram-se e o adoraram" (Apocalipse 5:11-14)


os cristãos podem fumar

Recebi esta pergunta recentemente que requer uma reflexão sincera e honesta sobre uma questão delicada, como é fumar. Conheci muitos pastores que eram homens de Deus os quais fumavam. Também, encontramos na história heróis da fé que fumavam durante sua vida. Diante disto, surge a pergunta se um cristão pode fumar.

A primeira coisa que devemos saber sobre essa questão é que as Escrituras Sagradas não tratam especificamente deste assunto. Não encontrará nenhum texto bíblico que fale “Você não pode fumar”. Uma vez esclarecido este ponto, existem várias questões que devemos considerar sobre este tema. Aqui encontrará algumas pontos para se pensar quando o assunto é fumar e fumantes.

Em muitos países (incluído o Brasil) não é permitido comprar cigarros quando se tem menos de 18 anos. As Escrituras são claras sobre a importância dos cristãos obedecer às leis (Romanos 13:1). Por este motivo, se você tem menos de 18 anos e é cristão, você não deve fumar. Talvez, possa parecer um argumento fraco, contudo existe um princípio fundamental quando obedecemos as leis, compreendemos que o Senhor é soberano sobre todas as coisas. Obedecer as leis de um país, quando não são contrárias as Escrituras, forma parte do nosso chamado como discípulos de Cristo.

Outro ponto a ser considerado seriamente, é o simples fato de que o cigarro é viciante, e muitos tem grandes dificuldades de largar o tabaco por causa disso. Isto nos leva a considerar as palavras do Apóstolo Paulo, “mas eu não deixarei que nada me domine” (1 Coríntios 6:12). O cigarro nos domina muito mais do que percebemos, por isso fumar entra em conflito com a liberdade que temos em Cristo.
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma.” I Coríntios 6:12
Seguir Jesus envolve viver inteiramente para o Senhor e pela causa do evangelho (Marcos 8:34-35). Isso significa que os cristãos devem seguir o exemplo de Cristo, como os discípulos. Jesus não permitiu que nada tomasse sua atenção e desejo da vontade de buscar ao Pai. Aqueles que fumam, tem um desejo intenso para poder consumir um cigarro. Sem esquecer das causas terríveis que o fumo tem para a saúde pessoal e daqueles que estão perto. Fumar diminui a expectativa de vida da pessoa. Fumar é seriamente prejudicial para a saúde. Existem provas mais que suficientes que mostram o dano causado pelo cigarro aos pulmões e freqüentemente ao coração.
“Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e no vosso espírito, os quais pertencem a Deus” (I Coríntios 6:19-20).
Um amigo meu me escreveu estas palavras, "Fumar é semelhante a outros vícios condenados pela Bíblia. Alguns defendem o uso do tabaco apoiando-se no fato da Bíblia não condenar diretamente o tabaco. Mas é óbvio que as listas de pecados condenados presentes na Bíblia não são exaustivas. Se o tabaco não é mencionado, pode ser porque não era um problema na época como é hoje. Em uma de suas listas, Paulo diz o seguinte: “Ora, as obras da carne são conhecidas e são (…) bebedices, glutonarias e coisas semelhantes a estas“ (Gálatas 5.19, 21). Não vejo dificuldade alguma em comparar o vício do tabaco com, por exemplo, as glutonarias e bebedices citadas por Paulo. São muito semelhantes. Certamente esse vício do tabaco pode ser encaixado em “coisas semelhantes a essas” se considerarmos todo o contexto que trabalhamos acima." Este pensamento tem sua consistência exatamente, porque nos ajuda a perceber que ainda quando a Bíblia nos fala diretamente de fumar, o princípio existe na Palavra de Deus.

Além disso, o cigarro também pode ser causa de ofensa algumas pessoas (1 Coríntios 10:32-33) e, também, é considerado um problema social por causa do mal-estar que causa aqueles perto do fumante.

Uma vez dito isto, não devemos esquecer que Deus ama todas as pessoas da mesma forma e que nós somos chamados para fazer isso também, seguindo o exemplo de Cristo. Portanto, temos que aprender a tratar aos fumantes com igual respeito e amor que aos não fumantes, e recebê-los em nossas igrejas como qualquer outra pessoa.

Temos que ser pacientes com aqueles irmãos que ainda não têm sido capazes de abandonar o vício do tabaco, e ajudar-los abandonar tal prática para adquirir um estilo de vida mais saudável e livre de vícios que controlam nossa vida.

A igreja deve acolher sim e, também, deve orientar de forma adequada sobre esta questão. Ao mesmo tempo, o fumante deverá perceber o prejuízo doo cigarro na sua vida e na vida dos outros, sendo este o primeiro passo para abandonar uma vez e para sempre tal vício.

Se você é um fumante, me permita que te faça algumas perguntas que encontre no site "gotquestions.org":
  • Pode o fumar ser considerado “benéfico” (I Coríntios 6:12)?
  • Pode-se dizer que fumar é verdadeiramente “honrar a Deus com seu corpo” (I Coríntios 6:20)?
  • Pode uma pessoa honestamente fumar “para a glória de Deus” (I Coríntios 10:31)?
Tenho que concordar com a resposta deles, "Cremos que a resposta a estas três perguntas é um grande e redondo “não”. Como resultado, cremos que fumar é um pecado, não devendo então ser praticado pelos seguidores de Jesus Cristo."

Por este motivo, te convido a considerar os benefícios que tera para ti e tua família, se você consegue abandonar o tabaco nos próximos dias. Não estou falando somente de saúde, mas também econômicos e pessoais.





Se você nunca antes tem lido a Bíblia, ou nem os evangelhos no Novo Testamento, talvez você gostaria ter uma conselho por onde começar a leitura da Bíblia. O evangelho de Marcos é um ótimo lugar para começar, porque é o menor dos evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João), e um livro cheio de ação onde encontramos uma imagem nítida sobre Jesus. Este evangelho fui escrito pensando em pessoas como tu, pessoas que não têm experiência em costumes e cultura judaicas.

Por que eu deveria confiar em Marcos?

Muitas pessoas têm diferentes idéias e opiniões a respeito de Jesus, mas é importante confiar no relato que nos foi dado por pessoas que estiveram com Jesus ou conheceram Jesus e, portanto, conhecem do que estão falando. Marcos acompanhou muitas das viagens missionárias dos apóstolos Paulo e Pedro, dois apóstolos chaves na igreja primitiva.

Isso significa que Marcos era capaz de escrever histórias do ponto de vista de Pedro, quase como seu escrivão. Como Pedro foi um dos discípulos mais próximos de Jesus, Marcos está escrevendo com uma testemunha que presenciou tudo. Não há ninguém vivo hoje, 2000 anos mais tarde, que poderia estar em melhor posição para nos informar sobre Jesus do que um dos seus discípulos, que realmente estava lá para ver tudo acontecer!

Como devo ler

A coisa mais importante é a sua atitude diante da leitura. Humildade, gratidão, entusiasmo e emoção devem estar em todo tempo no nosso coração, porque o próprio Deus está nos falando do Seu Filho Amado, Jesus. Comece orando e pedindo a Deus para ajudar você a entender o que você lê e o que fazer sobre isso depois. Lembre-se que está lendo a própria Palavra de Deus que nos fui dada pela mãos de homens sendo orientada e inspirada pelo Espírito Santo.

Escolha uma Bíblia ou um Novo Testamento, e busque o evangelho de Marcos. Se você não tem sua própria Bíblia, você pode lê-la on-line aqui. Você não tem que ler tudo de uma vez (mesmo que isso sendo ótimo). Você pode simplesmente começar com apenas alguns minutos a cada dia e, pouco a pouco, ir absorvendo tudo o que você está lendo.

Mas conforme for lendo, você pode achar útil fazer perguntas como estas e anotar as suas respostas em algum lugar.

  • O que se destaca para mim? O que eu acho confuso? O que eu acho interessante?
  • O que significa essa palavra?
  • Eu vi muito essa palavra ou frase, por quê?
  • Como eu poderia resumir esse parágrafo ou capítulo? Qual é a grande idéia aqui?
  • O que há de novo para mim? O que eu ouvi antes que seja semelhante?
  • O que eu estou aprendendo sobre Jesus? Como é que é diferente do que eu pensava?
  • O que Deus pode querer que eu saiba? O que Deus pode querer que eu faça?

Comece e obtenha ajuda

Você não precisa fazer todas essas perguntas, contudo conforme você for anotando as respostas, encontre que as mesmas estão lhe ajudando a manter o foco. Também significa que você pode voltar para as suas perguntas mais tarde sem ter que parar a leitura a cada instante. E se você tem perguntas que não sabe as respostas, você me pode escrever perguntando e será um prazer te responder e juntos encontrar as respostas.

Existem diversos métodos para poder estudar e ler a Bíblia, contudo o mais importante será sempre começar a ler a Palavra de Deus, e não esperar a ter todas as respostas.

Se precisa de mais ajuda, ou tem dúvidas, por favor entre em contato. Estou aqui por ti.

_________
Artigo publicado no site de Youthworks, fervr.net, um ministério de jovens da Diocese Anglicana de Sydney.





Orar é um dos presentes de Deus mais importantes na vida de todo cristão, tão necessário como o próprio respirar. Mas, infelizmente, nem todos os cristãos oram regularmente. Muitos vão até seu pastor para pedir oração, contudo esquecem de se aproximar a Deus com humildade e um coração quebrantado.

Aqui encontrará algumas dicas simples para orar segundo o coração de Deus:
1. Com seus pecados confessados á Deus, e espírito quebrantado – Salmo 51;

2. Com palavras curtas e singelas, de temor e reverência á Deus – Mt 6:5-8;

3. Mencionando apenas o nome de Deus, que Sua vontade seja feita, com gratidão e contentamento, e que nos livre da tentação – Mt 6:9-13;

4. Com tranquilidade e paz no coração – Mt 6:25-34

5. Pela salvação e conversão das pessoas segundo á Bíblia – Lc 19:9,10;

6. Com tranquilidade e fé, pois está a salvo em Cristo – 1ªJo 5:18 –Jd 24

7. Rogando por fé, sabedoria, e crescimento espiritual - Tg 1:5
A melhor formar de aprender a orar, é orando regularmente a Deus. Espero que estas simples dicas te ajudem a crescer em comunhão intima com o Pai do Céu.



Tem surgido entre os evangélicos um movimento chamado apostólico que ensinam a importância do ofício dos Apóstolos e Profetas para a igreja contemporânea. Este movimento tem crescido com força no Brasil na última década.  



O Didaquê, também conhecido como "Instrução dos Doze Apóstolos", é possivelmente o primeiro livro cristão na história da Igreja Cristã. Sem dúvida, é um dos escritos cristãos mais antigos que se tem notícia. Estima-se - com alto grau de confiabilidade - que tenha sido composto no primeiro século (1), e a única divergência significativa quanto à sua datação é se teria sido elaborado antes ou depois da destruição de Jerusalém no ano 70 d. C.

O texto foi mencionado por escritores antigos, inclusive por Eusébio de Cesareia que viveu no século III, em seu livro "História Eclesiástica", mas a descoberta desse manuscrito, na íntegra, em grego, num códice do século XI (ano 1056) ocorreu somente em 1873 num mosteiro em Constantinopla.

Ainda que não se atribua a sua autoria diretamente aos primeiros apóstolos, se imagina que era uma espécie de compilação das orientações gerais que eles deixaram de viva voz ou aos seus primeiros discípulos sobre a organização da igreja, da vida e do trabalho cristão no primeiro século. A sua importância e a sua utilização para a Igreja primitiva era tamanha que chegou a ser cogitado para ser incluído no cânon do Novo Testamento, que somente foi estabelecido no século IV.

a natureza da oração cristã

A vida de oração é um constante desafio para todos os cristãos nos dias atuais. Se requer um acordar a importância e natureza da oração para que a comunidade cristã voltei novamente a uma vida sincera de oração.


"E, quando orarem, não fiquem sempre repetindo a mesma coisa, como fazem os pagãos. Eles pensam que por muito falarem serão ouvidos. Não sejam iguais a eles, porque o seu Pai sabe do que vocês precisam, antes mesmo de o pedirem" Mateus 6:7-8


Estive observando os livros que tenho sobre oração na minha livraria. São muitos, porque muito se fala muito de oração, e ouvimos muito sobre oração, contudo, são poucos os que conseguem definir o que a oração é. Assim, que vou tentar responder o que a oração não é para depois poder entender o que a oração é realmente

A Oração não é impor nossa presença


Quando era jovem, eu tinha um caráter bem forte, portanto, muitas vezes tinha a tentação de impor minha presença e meus desejos contra as opiniões dos outros. Às vezes, as pessoas atuam da mesma forma quando se aproximam a Deus em oração. Desejam impor seus desejos e sua presença à Deus. Isto não é oração. Deus está pronto para nos receber na sua presença, mas nós não podemos impor nossa presença ou desejo.

A oração não é uma intromissão na presença de Deus


Se algumas pessoas querem impor sua presença, outras pessoas acham que estão intrometendo-se e terminam por ter temor de aproximar-se a Deus. Contudo, temos que entender que Deus está sempre disposto a ouvir nossas orações. Deus nos convida a vir até Ele, “Clama a mim, e te responderei, e te anunciarei coisas grandes e inacessíveis, que não conheces” (Jeremias 33.3, veja também Salmos 50.15). Este é o mesmo Deus do que escreve Tiago, “Achegai-vos a Deus, e ele se achegará a vós” (Tiago 4.8). Lembremos sempre as palavras do Senhor, Jesus Cristo, “Peça... Busca... Chama...” (Mateus 7.7). Deus estava esperando para ter comunhão conosco, em todas as situações. William Law diz uma vez, “A oração é a máxima aproximação que podemos ter de Deus, e a maior alegria em sua pessoa que podemos desfrutar neste mundo.

A oração não é pressionar a Deus


Muitas pessoas podem pensar, ou atuar, como se a oração fosse a forma mais eficaz para pressionar Deus para conseguir a resposta desejada. Elas veem a Deus como um Deus relutante e restivo. Isto está longe da verdade. “Àquele que é poderoso para fazer bem todas as coisas, além do que pedimos ou pensamos, pelo poder que age em nós” (Efésios 3.20). Este é o nosso Deus. Não precisamos pressionar, somente con ar n’Ele.

A oração não é uma lei


Há pessoas que entendem a oração como uma lei. Portanto, acham que se seguem essa lei, vão conseguir certas coisas em troca, como se fossem premiadas por fazer certas coisas. Na verdade, a oração não funciona assim. Tampouco, vamos ser castigados, se não oramos. O que acontece é que se não oramos, não vamos ter comunhão com Deus, nem vamos entender sua perfeita vontade, nem ouvir sua voz, nem entender seus caminhos. Imagine como você pode conhecer seu pai ou mãe, se não fala com eles, regularmente. O objetivo não é o que conseguimos algo deles, mas estar com eles.

A oração não é uma lista de compras


Há pessoas que entendem a oração, como se fosse uma lista de compras. Deus sabe tudo, Ele é onisciente. Ele é perfeito no seu conhecimento, pode ter certeza disso. Não precisamos apresentar uma lista com as coisas que desejamos, ou queremos. Nem podemos surpreender o Pai com nova informação que Ele não seja consciente da mesma. O Rei Davi escreveu, “SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me sento e quando me levanto; conheces de longe o meu pensamento. Examinas o meu andar e o meu deitar; conheces todos os meus caminhos. Antes mesmo que a palavra me chegue à língua, tu, SENHOR, já a conheces toda” (Salmos 139.1-4). Não há nada escondido de Deus. O próprio Senhor, Jesus Cristo, falou duas vezes em Mateus 6 que Deus conhece nossas necessidades.

Talvez, você se pergunte, se Deus sabe todas as coisas, porque devemos orar? Oramos para que nossa mente e vontade sejam levadas a um lugar de acordo com a mente e a vontade de Deus, em cada área da nossa vida. Deus é um Pai que deseja ter comunhão com seus lhos. Ele sabem o que precisamos antes que levemos nossa petição, mas Ele deseja que fazemos conhecidas nossas petições diante d’Ele. Assim, Ele fala conosco, e nos ajuda entender Seus perfeitos planos e propósitos, nos transformando cada dia mais à semelhança do Seu Filho, Jesus Cristo.

A oração não altera a mente de Deus


A oração não é um truque para conseguir alterar a mente de Deus. Principalmente, porque Deus não muda, como acontece com os homens. A mente de Deus não muda, pode até mudar sua atitude, mas nunca muda seu proposito eterno. A oração não é um ato que fazemos para mudar a mente de Deus, mas é um encontro com Deus que muda nossa vida dia a dia. Quando oramos, oramos no nome de Jesus. Isto significa que oramos conforme quem Jesus é, em outras palavras oramos da mesma forma que Jesus orou, “não seja feita a minha vontade, mas a tua” (Lucas 22.42). Assim, percebemos que Deus está pronto para abençoar nossas vidas conforme toda benção espiritual, se estamos prontos a seguir a Jesus Cristo e obedecer aos Mandamentos de Deus. Não porque seja uma recompensa por sermos bonzinhos, mas devido a que Deus é um Pai pronto para abençoar e amar sua família que tem sido reunida em Cristo. Se estivermos prontos a ser transformados, então poderemos ver como já não oramos conforme os desejos na carne, mas conforme os desejos do Pai. Deste modo, desejamos obedecer e estar na perfeita vontade de Deus e, em harmonia, com o propósito de Deus para nossas vidas.

Termino este primeiro artigo, com esta definição, “a oração é um oferecimento dos nossos desejos a Deus, no nome de Cristo, para a glória d’Ele através da submissão completa da nossa vontade a Sua vontade pelo Espírito Santo.”

- Sola Scriptura -

____________
Texto da minha autoria publicado na revista "A Espada e a Espátura" do Projeto Spurgeon, Agosto de 2012.


islam e estado islamico

O apocalipse é só uma questão de ponto de vista, segundo matéria publicada no Instituto Humanistas Unisinos que li recentemente, ainda que a notícia tem quatro anos, onde afirmam que milhões de muçulmanos estão esperando o messias. 


Com o titular, Mulçumanos aguardam a chegada de Mahdi, o último profeta do Islã, IHU publica está matéria no site deles.
De acordo com uma nova pesquisa pela Pew Resarch, 672 milhões de mulçumanos aguardam a chegada do último profeta do Islã. Para a maioria deles, ele será o último profeta, que governará o mundo e derrotará os inimigos que não servem Alá. 
Os resultados confirmam as predições do autor cristão Joel Richardson, que escreveu, em 2009, o livro intitulado “The Middle East Beast” (A Besta do Oriente Médio), o Anticristo islâmico. 
Richardson tem alertado aos cristãos sobre isto, porque muitos mulçumanos esperam a vinda de Mahdi, ao que a Bíblia chama de “falso profeta”, que deve acompanhar o Anticristo em seu reinado de sete anos.  
Uma pesquisa publicada pelo Istituto Pew Research mostra que no Oriente Médio, África do Norte, Ásia Meridional e Sudeste Asiático, “a metade ou mais dos mulçumanos acreditam que irão viver para ver a chegada de Mahdi”. 
Esta expectativa é mais expandida no Afeganistão (83%), Iraque (72%), Tunísia (67%), Turquia (68%) e Malásia (62%). “Em alguns países, com grandes populações sunitas e xiitas, os pontos de vista sobre o retorno de Mahdi são diferentes. No Iraque, por exemplo, os xiitas são mais propensos a esperar a chegada de Mahdi, num futuro próximo, do que os sunitas. No Azerbaijão, a diferença entre os dois grupos também é grande (25 pontos percentuais)”, aponta o relatório. 
“Sobre este assunto, as diferenças entre xiitas e sunitas reflete o papel mais importante que o retorno de Mahdi possui para o islã xiita” 
Em resumo, estima-se que 672 milhões de mulçumanos esperam presenciar rápido o retorno de Mahdi. “Agora, pela primeira vez um estudo completo, incluindo dezenas de milhares de mulçumanos, em mais de 23 países, que foram questionados se acreditavam que a vinda de Mahdi era iminente ou ia acontecer em breve. Os resultados demonstram, de maneira concludente, que a advertência chegou há muito tempo”, disse Joel Richardson. 
O projeto Pew também demonstra que os mulçumanos acreditam nos anjos, na predestinação, na vida depois da morte, no céu e no inferno. Por outro lado, acreditam que Mahdi virá acompanhado por Jesus, que negará o cristianismo e para mostrar que o Islã é a promessa da lealdade a Deus.

E qual é a sua opinião? Deixe o seu comentário. Ele é muito importante para mim. Obrigado pela sua participação e compartilhar sua opinião.




o que é a oração?


“A oração diligente é o segredo para uma vida de santidade” Bispo J. C. Ryle



A oração é para o cristão, o que o ar é para a vida. Todo cristão verdadeiro tem uma vida de oração, como toda pessoa tem uma vida, sem falar que temos uma vida publica, uma vida social, uma vida privada, etc. Contudo, será que temos realmente uma vida de oração? Será que nossa vida de oração é tão real como os outros aspectos da nossa vida? Oração não é somente um privilegio, mas também uma obrigação, um compromisso sobre a qual todo cristão edifica sua vida, “...o dever de orar sempre e nunca desanima” (Mc. 18.1). Se você deseja conhecer o estado espiritual de um cristão, escute suas orações. A oração mostrará sua vida es- piritual e se essa é saudável ou não. As orações mostraram o estado do cristão, como as folhas de uma árvore mostram o estado da mesma. Não em vão, a vida cristã começa, cresce e termina em oração.

A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO

1. Seu lugar e vitalidade

Encontramos em Gênesis 4.26, a primeira referência direta a oração, “Foi nesse tempo que os homens começaram a invocar o nome do SENHOR.” Ao mesmo tempo, encontramos em Abraão um dos maiores exemplos de um homem de oração. Sua vida é um exemplo de alguém que aprendeu através da oração e cresceu com ela. Em Gênesis 18.22-35, a oração foi além de um dialogo, a oração se fez intercessão. Deste modo, a oração chegou a desenvolver-se em uma comunhão intima e pessoal entre Abraão e Deus. Leia Gênesis 24.12, encontramos como o ser- vente de Abraão orando de forma pessoal, e assim podemos ver como ensinamos outros a orar através das nossas vidas de oração. A vida de oração de Abraão foi uma inspiração para outros e, ao mesmo tempo, podemos resumir a vida de oração dele com a palavra “comunhão.” Abraão foi chamado três vezes o “amigo de Deus.” Ele tinha uma fraternidade e caminhada real e viva com Deus.

2. Sua centralidade

Pode-se a rmar, com certeza, de que Jesus era um homem de oração. Em Marcos 1, mostra um dia na vida do Senhor, Jesus Cristo. Observemos o que Jesus faz no inicio do dia, “De madrugada, ainda bem escuro, Jesus levantou-se, saiu e foi a um lugar deserto; e ali começou a orar” (Mc. 1.35). Às vezes, os cristãos dão explicações, porque não oram ou não temos uma vida de oração verdadeira. Possivelmente, a escusa mais ouvida é que estamos muito ocupados, mas Jesus sempre encontrava tempo para orar e ter comunhão com Deus. Se lermos o evangelho de Lucas, existem duas questões fortemente visíveis: (1) a humanidade de Jesus e (2) a centralidade da oração na vida de Jesus. Em sete ocasiões, podemos ver Jesus orando. Também, temos o exemplo dos seus discípulos e as parábolas, vejam Lucas 18.1-7 e Lucas 11.5-13. Há uma ênfase na centralidade da oração.

3. A negligência

No Antigo Testamento, encontramos Deus expressando insatisfação no fracasso do Seu povo por não buscar a face de d’Ele. “Povo que formei para mim, para que proclamasse o meu louvor. Contudo, não me invocaste, ó Jacó, mas te cansaste de mim, ó Israel” (Is. 43.21-22). Encontramos que Isaías mostra seu descontento diante da atitude de Israel, “E não há quem invoque o teu nome, que desperte e te detenha, pois escondeste de nós o rosto e nos consumiste por causa das nossas maldades” (Is. 64.7). Encontramos advertências muito serias para o povo de Deus que negligência buscar a Deus. Vejam também Oséias 7.7, 14.

4. As consequências

Muito dos males na vida são atribuídos a uma vida sem oração, ou a falta da oração. Se observarmos, muitas adversidades que tem vindo sobre uma nação, uma igreja, um cristão, poderiam ser atribuídos a falta da oração. “Como está escrito na lei de Moisés, toda esta desgraça nos sobreveio; apesar disso, não buscamos o favor do SENHOR, nosso Deus, para nos convertermos das nossas maldades e alcançarmos discernimento na tua verdade. Por isso, o SENHOR cuidou de trazer sobre nós a desgraça; pois o SENHOR, nosso Deus, é justo em tudo o que faz, e nós não temos obedecido à sua voz” (Dan 9.13- 14). Foi pela falta de oração e temor de Deus o não buscaram a presença de Deus e nem obedeceram a lei de Deus.

5. O exemplo dos apóstolos

“Portanto, irmãos, escolhei dentre vós sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço. Mas nós nos devotaremos à oração e ao ministério da palavra” (Atos 6.3-4). Isto não quer dizer que outras coisas não são importantes, ou temos que ignorar as mesmas. Existem muitos ministérios que são importantes, contudo, cada parte do corpo tem uma função a desenvolver. Os apóstolos estão falando de uma prioridade, e a prioridade dos apóstolos era orar e ensinar a palavra de Deus à igreja nascente, como é também a função de todos os Ministros nos dia de hoje, especialmente presbíteros e bispos. Neste texto, é interessante o fato de que a oração vem diante do ensino da Palavra, sendo essa uma verdade essencial na vida do povo de Deus. Temos que orar antes de escutar, estudar e meditar na Palavra de Deus. Também, isto é um ensinamento para os Ministros, que esses não podem declarar e ministrar a Palavra com poder e autoridade do Espírito Santo, se não nos encontrarmos primeiro de joelho com o Senhor.

6. Obediência

O Senhor diz, “orar sempre e nunca de- sanimar” (Lucas 18.1). O apóstolo Paulo diz, “Perseverai na oração, nela permanecendo atentos com ações de graças” (Col. 4.2) e “Orai sem cessar” (1 Tess 5.17). Estes textos bíblicos nos lembram de que devemos estar em constante oração, enquanto vivemos, tomamos decisões, agradecemos a Jesus por todo o que temos, e isto requer viver com a certeza de que estamos sempre na presença do Pai. Assim, nos somos a oração viva que o mundo vê com claridade. Quando oramos, Deus nos transforma para ser a oração e resposta, em dependência a Ele. Nossa vida em comum faz visível o Corpo de Cristo, as mãos, os pés, a voz, que transforma e res- taura, como Jesus fez 2,000 anos atrás. Bispo Ryle disse uma vez, “a oração é o verdadeiro folego do Cristianismo.”

- Sola Scriptura -


____________

Texto da minha autoria publicado na revista "A Espada e a Espátura" do Projeto Spurgeon, Agosto de 2012.


"Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis misericórdia, mas, agora, alcançaste misericórdia" (I Pedro 2.9-10).

Pregar o sacerdócio universal dos crentes foi um dos pilares fundamentais resgatado e defendidos pelos reformadores do século XVI, a fim de contrapor o clericalismo desenvolvido na Idade Média, de que apenas o povo teria acesso a Deus através do sacerdote. Isto nos ensinam, que todos crentes tem livre acesso a Deus, através do sumo sacerdote Jesus Cristo. Nos mostra o grande privilégio que temos todos os crentes como filhos de Deus: cada cristão é um sacerdote; cada cristão tem livre e direto acesso ao Trono da Graça, tendo como único mediador o Senhor Jesus Cristo.

O QUE SIGNIFICA?

Somos sacerdotes de nós mesmos, no sentido de podermos prestar culto diretamente a Deus, através de Jesus Cristo, sem intermediário algum. É o que o apóstolo diz em 1Pedro 2:4,5: "Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo." Os sacrifícios eram prestados pelos sacerdotes e eram materiais; precisavam ser agradáveis a Deus para que fosse aceito por Ele; o mediador era o próprio animal sacrificado que figurava o Messias. Hoje o culto é espiritual, mas precisa ser agradável a Deus e é realizado pela mediação do Cordeiro de Deus, Jesus Cristo. Quando cultuamos a Deus através de Jesus Cristo, exercemos o sacerdócio que nos foi delegado.

O segundo aspecto do sacerdócio do crente está no sentido da intermediação entre pessoas e Deus. Não como era a função do sacerdote de Israel, que recebia do povo o animal a ser sacrificado e o apresentava a Deus, como um mediador aparentemente direto, mas em uma intermediação indireta, como veículos de uma mensagem que leva ao perfeito e único Mediador, Jesus Cristo. Observe-se as palavras do apóstolo em 1 Pedro 2:9: "Vós, porém, sois nação eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz."

Terceiro, todos os cristãos são “leigos”, palavra que vem do termo grego laós, “o povo de Deus”. Infelizmente, a palavra "leigos" tem tomado outro significado popular entre nos o qual significa aquele que tem pouco conhecimento sobre uma questão. Alguns cristãos são especificamente chamados, treinados e comissionados para o ministério especial de pregação da Palavra e ministração dos sacramentos. Os leigos, no sentido daqueles que não são “ministros da Palavra e Sacramento”, também têm importantes esferas de atuação à luz do Novo Testamento. Os líderes da Igreja devem falar sobre o ministério do povo de Deus, bem como instruir e incentivar os crentes a desempenharem seu ministério, como sacerdotes.

Uma vez dito isto, este princípio jamais deve ser entendido de maneira individualista, como acontece hoje. A ênfase dos reformadores está unido inseparavelmente a Igreja de Cristo e Sua vida em comum. Somos sacerdotes uns dos outros, devendo orar, interceder e ministrar uns aos outros. À luz do Novo Testamento, cada cristão deve exercer a função de poimene, que em grego quer dizer “cuidador”, “ajudador”, “pastor”, “discipulador”, entendendo seu papel e responsabilidade de discipular/cuidar de alguém. Ou seja, todo cristão é um ministro (diákonos) de Deus, chamado para servir ao outro em amor, porque se somos discípulos de Cristo estamos chamados a fazer discípulos e cuidar daqueles que Deus nos tem permitido cuidar e discipular dentro da Igreja.

O crente faz parte do povo de Deus e exerce um sacerdócio real com a finalidade de proclamar, pregar, anunciar, as virtudes do nosso Salvador, Jesus Cristo. Ou seja, exercemos um sacerdócio mediador no sentido de veicularmos a mensagem que pode levar o homem a Cristo que, por sua vez, é o único que pode levar o homem a Deus.

Uma igreja que caminha baseada nestes princípios será uma igreja saudável, abrangendo a maioria das pessoas que se aproximam a igreja cristã. Cada cristão precisa assumir sua responsabilidade, sair da sua zona de conforto, olhar menos para si mesmo e servir de suporte para aqueles que precisam de socorro, ajuda e esperança.

Seremos uma igreja mais forte se todos exercermos o sacerdócio universal, independentemente de títulos. A igreja não é feita de cargos ou posições, mas de vidas que precisam ser amadas. Uma das maiores belezas da igreja de Cristo é que, quando um está fraco, pode contar com quem está mais forte. E assim vamos nos nutrindo, crescendo e caminhado juntos.

Estes, e somente estes, são os aspectos do nosso sacerdócio como crentes em Jesus Cristo.

Deus seja glorificado e louvado através das nossas vidas.



graça de deus

Tenho quase certeza de que Maravilhosa Graça seja um dos hinos cristãos mais conhecidos por toda a humanidade, talvez simplesmente pelo fato de que aparece em muitos filmes ou pela história incrível de graça e transformação atrás desse hino. 


Uns anos atrás, tivemos um filme com esse título onde encontrávamos a incrível luta de William Wilberforce para dar um ponto final da escravidão e o negócio ao redor dela.

A maioria das pessoas que eu conheço seria capaz de cantar o hino somente ao ouvir as primeiras notas do hino. Sem falar como as palavras deste hino nos emocionam aliem do que possamos explicar com palavras. Sentimos o coração espremido por uma sensação profunda de estar cantando sobre uma coisa que nos chamamos maravilhosa. Contudo, nem sempre temos certeza o que significa essa palavra que usamos tantas vezes, “graça.” Neste artigo estaremos vendo o que tem de maravilhosa a graça de Deus. Meu desejo é que ajudei a compreender e ser transformados pelo amor do eterno Criador por você e por mim.

ESTOU FALANDO SÉRIO, O QUE É A GRAÇA?


Esta foi a pergunta que recebi de um amigo. Eu não acreditava o que estava ouvindo, como podia ser que ele não tivesse uma ideia clara do que era a graça? Uma vez percebi que era uma pergunta sincera, respondi que a graça era “o favor imerecido que Deus concede ao homem.” Contudo percebi que aquela resposta não acabava de explicar suficientemente o que era a maravilhosa graça.

Em outra ocasião, um irmão da igreja se aproximou depois de um culto dominical, “bispo, poderia me explicar mais sobre aquilo que você falou sobre graça e misericórdia?” Durante meu sermão, mostrei a diferença entre misericórdia e graça. Usei aquela definição que diz “a misericórdia é Deus não nos castigando como merecem os nossos pecados e a graça é Deus nos abençoando apesar de não merecermos. Misericórdia é a libertação do julgamento, enquanto graça é estender bondade aos indignos.” (Não sei quem é o autor desta definição, nem lembro em que momento aprendi a mesma, contudo sempre achei oportuna).

A simples verdade é que definir “graça” não é tão fácil, como pode parecer em um primeiro instante. O motivo é que esta palavra é usada de formas diferentes no Novo Testamento. Evidentemente, o significado amplo dela fala da generosidade de Deus nos dá parte da Sua abundância. Em outras palavras, graça é qualquer coisa que Deus nos dá livremente e brota da Sua bondade. Este é o motivo pelo qual falamos da “graça comum,” que alcança a todas as pessoas; por exemplo, a chuva, o sol, a tecnologia, os avanços na medicina, entre outros. Todos são dons maravilhoso de Deus que Ele entrega tanto aos cristãos como aqueles que não são.

Também, falamos dos “médios de graça.” Quais são esses médios de graças? Em um sentido amplo, são as coisas que os cristãos fazem ou vivem, como povo de Deus, através da obra do Espírito Santo. Deus usa estas coisas para levar adiante o propósito perfeito na Igreja de Cristo. Isto se refere tanto a leitura e estudo das Escrituras, a oração, os cultos, a comunhão, e outras atividades que envolve o povo de Deus. A graça de Deus chega ao povo de Deus através deles. Por outro lado, em um sentido mais estrito, se refere aos sacramentos: o Santo Batismo e a Santa Ceia do Senhor. Ambos são sinais e médios de graça.

Muitos cristãos pensam sobre a salvação quando ouvem falar da graça. Isto é devido a verdade eterna de que somos salvos pela graça mediante a fé em Cristo. Lembramos-nos de que a salvação é única, porque somente é possível em Cristo e Sua morte na Cruz por todos nós. Evidentemente, falamos da graça aqui, se referindo especialmente ao povo da Cruz, a Igreja de Cristo. Neste sentido, a graça de Deus para o Seu povo não se resume somente a salvação, também a fé, dons espirituais e a continua graça para edificação e crescimento espiritual. Todos estes são dons de Deus e, portanto, são parte da graça dEle para nós. Nós recebemos devido ao sacrifício de Cristo por nos.

Brennan Manning escreveu, “O pecador salvo está prostrado em adoração, perdido em assombro e louvor. Ele sabe que o arrependimento não é o que fazemos para obter o perdão; é o que fazemos porque fomos perdoados. Ele serve como expressão de gratidão em vez de esforço para obtenção do perdão. Portanto, a sequência: perdão primeiro e arrependimento depois (e não arrependimento primeiro, perdão depois) é crucial para a compreensão do evangelho da Graça.

São Agostinho escreveu também sobre a graça, “A graça de Deus não encontra homens aptos para a salvação, mas torna-os aptos a recebê-la.

Martinho Lutero diz, “Os salvos são escolhidos não por seus próprios méritos, mas pela graça do Mediador.

Todas estas citações nos ajudam a compreender a generosidade gratuita que temos recebido de Deus. A graça não pode ser comprada, nem adquirida, nem recebida como prêmio. A graça é de graça. Deus nos apresenta como um presente único. Você não pode fazer nada, somente agradecer pela graça que não é merecida e se nos dá como presente eterno.

Se a graça fosse somente um presente gratuito que Deus não dá, já seria suficientemente maravilhoso. Contudo a graça é muito mais que isso, a graça é graça porque recebemos o contrário que merecemos. Nós merecemos ser condenados e rejeitados por Deus por causa das muitas transgressões e pecados, contudo o Senhor decide nos dar aquilo que não merecemos, sua bondade abundante. Deus entregou Seu filho para que nos pudéssemos receber aquilo que nunca conseguiríamos alcançar, que não éramos dignos de receber, e aquilo que nem buscávamos: a graça e o amor de Deus.

DEUS SEMPRE TE AMOU. ACREDITE!


Se você toma um momento para considerar em que momento você recebeu a graça de Deus, talvez considere o momento em que confessaste a Cristo como Senhor e confessaste os teus pecados a Deus. Outros podem pensar no momento em que começaram ver e perceber a bondade de Deus. Possivelmente, tem aqueles que pensem no instante que decidiram ser cristãos, ou a primeira vez que ouviram falar sobe Jesus.

A Bíblia nos ensina que a graça de Deus nas nossas vidas começou muito antes do que imaginamos, “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado” (Efésios 1:3-6).

A graça de Deus já estava presente antes da criação do mundo. Se isto não é graça, não sei o que é.

ELE TE CONHECE, E TE CONHECIA


Não são poucas as pessoas que acreditam esta ideia, “primeiro vou mudar para depois entregar minha vida a Deus.” Porém, está ideia é completamente a oposta do que nos ensina as Escrituras Sagradas. Primeiros temos um encontro com Deus para depois ser transformados pela sua graça.

Deus te conhecia melhor que você mesmo quando Ele te chamou para ser parte da Igreja de Cristo. A graça invadiu sua vida quando você ainda nem tinha percebido dela. Somos escolhidos antes de ter nascido e chamados a sermos santos e irrepreensíveis na sua presença. Isso não é de nos mesmos, é o Espírito Santo que dá o fruto em nós.

O apóstolo Paulo escreveu esta verdade da seguinte forma, “Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira. Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo quando ainda estávamos mortos em transgressões - pela graça vocês são salvos. Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus, para mostrar, nas eras que hão de vir, a incomparável riqueza de sua graça, demonstrada em sua bondade para conosco em Cristo Jesus” (Efésios 2:1-7)

Este texto bíblico nos ensina a grande verdade de que quando a graça nos alcançou, estávamos “mortos em nossas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver…” Éramos filhos da ira, como toda a humanidade. Talvez, esta não seja uma mensagem que queiramos ouvir, contudo é o que as Escrituras nos apresenta. A realidade é que antes da graça invadir nossa vida, não existia nada pelo qual viver espiritualmente. Estamos em um estado de morte espiritual e sem desejo algum de buscar a Deus. Isto mudou quando o Espírito Santo tocou sua vida e te fez vivo em Cristo, e respondeu a esta maravilhosa graça. Desde o inicio até o fim, em cada instante e momento, sua vida cristã e sua existência é uma obra da Sua graça.

PARA QUEM É ESSA GRAÇA?


Uma das tentações que devemos evitar como cristãos, é pensar que a graça de Deus nos salva, contudo depois é conosco. Em outras palavras, começamos a vida pela graça, mas logo é santidade, obediência e boas obras. Temos que nos esforçar a fazer todas as coisas que Deus ordena para agradar a Deus e ter comunhão com o Pai. Exatamente esta ideia é o que leva a muitos cristãos a cair na desilusão, o fracasso e desesperação. Eles percebem que não conseguem viver o estilo de vida de Jesus e os mandamentos da Lei de Deus. Tentam, tentam, e tentam, contudo acabam sempre errando. O problema é que se esqueceram do simples fato de que graça é sempre o fundamento das nossas vidas, e quando escrevi sempre, me refiro a sempre mesmo.

O apostolo Paulo escreveu ao bispo Tito, “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tito 2:11-14).

As palavras de Paulo são para todos os cristãos, não somente para Tito. Tampouco se referem ao tempo antes de ser cristãos. A graça “se manifestou salvadora para todos os homens,” assim nos resgatou da morte e nos deu uma vida nova. Contudo não somente fui para a salvação, ela continua obrando nas nossas vidas, nos fazendo santos, e nos permitindo esperar o retorno de Cristo, sendo dedicados a prática de boas obras. A graça de Deus é 24/7 por 365 dias ao ano. O cristão precisa da graça de Deus, como precisamos de ar para respirar. Em todo momento e em todas circunstancias, precisamos da graça e do amor de Deus.

SEMPRE PRECISAMOS DE MAIS GRAÇA


Em outras palavras, quando precisamos mais graça? Talvez, alguns pensem quando pecamos, ou quando nos afastamos de Deus, ou quando temos dúvidas, contudo o cristão sempre precisa mais graça. Permita que coloque de outra forma. A bondade gratuita de Deus nos chega até nos desde antes da fundação do mundo, nos leva da morte em pecado a vida em Cristo, e continua a obra de perfeição e santidade na sua vida e na minha. Há também um aspecto a ser considerado, a graça de Deus está aí quando nos precisamos para nos ajudar a enfrentar os desafios e as lutas que estaremos enfrentando no dia a dia.

Em tempo de necessidade, Deus está pronto para nos auxiliar e nos ajudar a vencer as batalhas que enfrentamos. Qualquer que seja nossa situação ou lugar de necessidade, Deus nos não abandona. Ele está conosco.

…pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hebreus 4:15-16).

O trono da graça está sempre a nossa disposição quando precisamos nos aproximar para pedir auxilio e ajuda no momento da necessidade. A graça de Deus nunca termina, nem acaba, para o Seu povo escolhido desde a fundação da terra.

FALA SÉRIO, NÃO DÁ PARA SER DE GRAÇA


Escrevi que a graça significa a bondade de Deus dada totalmente livre. Da mesma forma, é recebida livremente. E, inclusive, falamos que a graça de Deus é totalmente de graça. É verdade, contudo não é toda a história. Por quê? Porque a graça teve um preço muito alto. De fato, fui o maior preço nunca pago para que a graça nos fosse dada sem custo algum.

Paulo escreveu, “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:23-26).

O preço que fui pago não fui outro que a morte do próprio Filho de Deus. O amor do Pai Eterno se fez visível quando Ele enviou Seu Filho a ser o perfeito sacrifício pelos pecados do mundo e nos resgatar da morte. Jesus que existia eternamente na glória em perfeita comunhão na Divindade com o Pai e o Espírito Santo, deixou todo isso para trás para vir a terra e viver entre nós. Ele se encarnou e nasceu da virgem Maria, e se fez homem. Tomou para ele toda a fragilidade e limitações da humanidade. Enfrentando no momento certo uma morte brutal na Cruz, como era comum para os piores criminosos da época. Seu sangue inocente fui derramada, como um perfeito sacrifício, e seu corpo foi quebrado, como o cordeiro puro e santo. Este foi o preço pago para que nos pudéssemos ser salvos da morte espiritual presente e da condenação eterna depois. A graça, assim, nos alcançou e chegou até nos, nos dando uma vida nova e nos transformando para sempre.

A GRAÇA CONTINUA


Inclusive quando pensamos em presentes, temos a ideia de que existe uma parte a qual nos temos que fazer para receber tal presente. Por exemplo, temos que aceitar e receber o presente, precisamos tirar o papel e abrir o presente. Em certa maneira, se pode dizer que precisamos fazer um pequeno esforço que nem consideramos pela alegria de receber um presente e o desejo de saber que existe atrás do pacote. Ao mesmo tempo, temos a sensação de que o presente nos pertence. A graça de Deus é realmente um presente, contudo recebemos e forma diferente. Confio em Cristo. Pelo ato da fé, recebeu a graça para a salvação. A fé é também um dom de Deus. É através da fé que continuou recebendo a graça de Deus.

Em João 1:16, lemos “Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça.” Recebido Cristo, recebemos “graça sobre graça.” Eu recebo Cristo pela fé, sendo a fé dom de Deus.

Jesus diz, “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede… todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele… permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto se não permanecerem em mim” (João 6:35; João 6:56; João 15:4)

Acreditar e receber vida abundante estão juntos, como permanecemos em Cristo. Por isso, se vivemos vidas ativamente confiantes em Cristo, estou conectado e fonte da graça infinita, Jesus Cristo. A graça nos alcança da plenitude do Seu ser. Ele é o pão da vida que nunca falha a nos satisfazer, e Ele é a videira que prove aos ramos uma fonte infinita de vida, fortaleça e vitalidade espiritual, através do sacramento da Santa Ceia do Senhor e uma vida de plena e autêntica comunhão com o Pai pelo Filho através do Espírito Santo.

Assim como somos salvos pela graça pela fé, assim continuamos recebendo a graça que nos sustenta e santifica pela fé. Somos alimentados espiritualmente na Santa Comunhão. O pão e o vinho são a sangue e o corpo de Cristo que tomamos pela fé.

Cremos e confessamos que nosso Salvador Jesus Cristo ordenou e instituiu o sacramento da santa ceia, a fim de alimentar e sustentar aqueles que Ele já fez nascer de novo e incorporou à sua família, que é a sua igreja” (ARTIGO 35 - A SANTA CEIA, a Confissão Belga)

A Ceia do Senhor não só é um sinal do mútuo amor que deve haver entre os cristãos, mas é também um sacramento da nossa redenção pela morte de Cristo; de modo que, para os que devida e dignamente e com fé a recebem, o pão que partimos é uma participação do Corpo de Cristo; e igualmente o cálice de bênção é uma participação do sangue de Cristo... O Corpo de Cristo dá-se, toma-se, e come-se na Ceia do Senhor, de um modo unicamente celestial e espiritual. E o meio pela qual o Corpo de Cristo se recebe e se come na Ceia, é a fé” (Artigo 35 - Da Ceia do Senhor, Os 39 Artigos da Religião).

A graça final que recebeu não está separada de Deus, é Deus. O próprio Deus em Cristo Jesus é a graça definitiva para ti e para mim.

Graça sobre graça” (João 1:16) nos alcança em Cristo, porque nos é dado Cristo através do evangelho e, deste modo, estamos eternamente unidos em Cristo e a sua abundante graça. Em Cristo, somos novas criaturas e temos sido recebidos na eterna aliança a qual renovamos cada vez que celebramos a Santa Ceia do Senhor, o perpétuo memorial do Seu Corpo e Seu sangue. Dependemos, confiamos e nos apoiamos em Jesus, recebendo assim constantemente a graça de Deus.

PARA FINALIZAR


Jerry Bridges escreveu um excelente livro, “A Disciplina da Graça,” onde podemos ler uma das porções mais linda sobre a graça de Deus: “seus piores dias nunca serão tão ruins a ponto de você estar além do alcance da graça de Deus. E seus melhores dias nunca serão tão bons a ponto de você estar além da necessidade da graça de Deus.”

Qualquer que seja o seu dia, lembrasse sempre da graça de Deus. E que a graça do nosso Senhor, Jesus Cristo, esteja contigo (1 Tessalonicenses 5:28).



Consumir álcool, para os crentes brasileiros, é mesmo como um tabu, e até aqueles que são membros de denominações ou grupos cristãos mais liberais em relação ao assunto têm certa preocupação em serem vistos com o copo na mão.

Você, leitor cristão, imagine-se na seguinte situação: depois de uma abençoada reunião de oração e estudo da Palavra de Deus, é hora daquela gostosa comunhão regada a comes e bebes. Ato contínuo, o dono da casa abre uma garrafa de vinho e oferece a bebida aos presentes. Se você acha que se sentiria constrangido e inseguro entre aceitar e ser criticado pelos outros ou recusar e perceber, meio sem graça, que todos provaram da bebida, saiba que não está sozinho. A maioria dos evangélicos já passou por situação semelhante, se não na casa de irmãos na fé, no ambiente de trabalho ou no lazer com amigos. Consumir álcool, para os crentes brasileiros, é mesmo como um tabu, e até aqueles que são membros de denominações ou grupos cristãos mais liberais em relação ao assunto têm certa preocupação em serem vistos com o copo na mão.

O que a maioria dos evangélicos brasileiros desconhece é que esta visão estigmatizada acerca do álcool é coisa muito recente na história da Igreja. Ao longo de quase 2 mil anos de cristandade, prevaleceu a noção de que a bebida, em si, é neutra, uma dádiva do Senhor que traz alegria – sendo o seu consumo excessivo, ou embriaguez, esta sim, pecaminosa. De fato, muitos crentes se escandalizariam ao descobrir que, na galeria dos heróis da fé protestante, homens e mulheres de Deus consumiam bebida alcoólica, e ficariam surpresos por saber que certos segmentos da Igreja, em nome do abstencionismo, alteraram até mesmo um dos ritos mais importantes, ao lado do batismo: a celebração da eucaristia. O detalhe é que o vinho é mencionado reiteradamente nas Escrituras, tanto no sentido literal como por expressão poética. E o produto da uva era parte fundamental da cultura, da religiosidade e da economia do povo hebreu, desde sua origem.

Em relação ao álcool, os cristãos se dividem basicamente em três correntes: os abstêmios, que optam por beber eventualmente, mas não combatem quem pensa diferente; os temperantes – ou moderacionistas, que assumem beber em determinadas circunstâncias e com moderação –; e os proibicionistas, que advogam a condenação total ao ato de beber álcool. Por aí, já se tem uma noção do tamanho do problema. Com ascendência religiosa ligada ao arminianismo das tradições batistas do sul dos Estados Unidos e ao pentecostalismo clássico, o movimento evangélico brasileiro tende historicamente à rejeição total ao álcool, posição que, no entanto, tem tantas motivações culturais quanto espirituais. E a prática evangelística dominante no país, muito pautada na oposição ao catolicismo, faz com que a maioria dos evangélicos brasileiros se surpreenda ao descobrir diferenças culturais marcantes entre eles e os cristãos de outros povos, em especial os europeus. De fato, na Europa, até mesmo os pentecostais não costumam ter qualquer pudor diante de um canecão de vinho ou de uma reluzente tulipa de cerveja.

“Depois de ter vivido em diversos países, tenho percebido que a questão da bebida está mesmo muito ligada à cultura dos missionários que chegaram a cada região”, confirma o bispo Josep Rossello Ferrer, moderador da Igreja Anglicana Reformada no Brasil. No Velho Mundo, os cristãos veem o ato de beber com maior normalidade que os americanos, por exemplo – por isso, muitas práticas na Igreja brasileira de hoje são frutos de ideias religiosas oriundas dos Estados Unidos, o que explica porque as denominações surgidas do esforço missionário americano do século 19 (batistas e presbiterianos, por exemplo), guardem em sua memória a visão abstencionista.

Líder de uma comunidade anglicana em Pindamonhangaba (SP), Ferrer, que é espanhol, observa que sua organização religiosa não tem uma posição oficial sobre o assunto. “Entendemos que a decisão de beber ou não é uma questão de liberdade cristã. Alguns irmãos podem usar álcool sem nenhum problema de consciência, enquanto outros entendem que isso seria pecado”. Por isso, o bispo faz questão de não tratar o assunto como dogma. “Não se pode afirmar que a Bíblia condena a bebida. Encontramos nas Escrituras avisos claros contra o estado de embriaguez, que leva à perda do controle dos sentidos, mas não vemos nenhuma restrição ao consumo moderado.”

Leia todo o artigo aqui.

Autor: Danilo Fernandes
Publicado: Cristianismo Hoje

Já passamos do meridiano de 2012, e faltam 5 meses para o Natal chegar. Contudo, o que celebramos no Natal se faz presente hoje. Celebramos o Natal a cada ano, mas poucos se perguntam porque celebramos o nascimento de Jesus.

Nos últimos anos, tenho visto como muitas palavras tem mudado de significado, e como, as vezes, falamos de “amor” quando queremos falar de “sexo.” As palavras mudam através dos anos, mas ainda hoje existe uma palavra que permanece inamovível, “graça.” Por este motivo, Jesus veio 2,000 anos atrás. Por esse motivo, cada ano trocamos presentes, como um memorial de que o maior presente nos foi dado de graça.

Nós como cristão de tradição reformada reconhecemos que tudo é um presente de Deus. A vida, a família, a salvação e até mesmo cada novo dia. Por este motivo, desejamos seguir vivendo esta vida de graça a cada instante. Sabemos que nossa salvação depende inteiramente em Cristo: Sua vida, Seu ministério, Sua morte e Sua ressurreição. Ele é quem faz possível para nós sermos salvos do pecado, resgatados de satanás e reconciliados com Deus e uns com os outros.

Somente pela graça, podemos viver essa nova vida em Cristo pelo poder do Espírito Santo que nos santifica e nos permite ser transformados dia a dia. Esta realidade nos liberta e nos ajuda a descobrir uma liberdade que nem sabíamos que existia. Enquanto éramos pecadores, pensávamos que éramos livres, fazendo aquilo que desejávamos, mas somente conhecemos a verdadeira liberdade quando fomos regenerados pelo Espírito de Deus. Só então, percebemos que vivíamos em uma prisão, enquanto nos enganávamos acreditando que éramos livres.

Isso demonstra como estávamos errados ao pensar que éramos sábios aos nossos próprios olhos. O ser humano pensa que é sábio, mas não percebe o seu próprio estado e nem suas limitações. Porem, isso somente se observa quando olhamos com atenção a graça infinita e maravilhosa de Deus.

A graça nos encontra no estado onde estamos, longe de Deus e na escuridão da nossa própria existência. Lá, Ele nos transforma para que possamos encontrar um caminho cheio de graça e misericórdia. Assim, as palavra do livro de Lamentações se con- vertem em nossas próprias palavras, “as misericórdias de Deus são novas cada manha.”

Como escreveu o Rev. Thomas Adams (1612-1653), “A graça vem na alma, como o sol da manhã para o mundo; amanhecer um primeiro, em seguida, uma luz. E, finalmente, o sol em seu brilho máximo e excelente.”

Com certeza, nós, como cristãos, somos lhos de Deus pela graça imerecida de Deus. Percebemos que não merecemos essa graça, e não entendemos porque a recebemos. Diante de tal dom, desejamos viver e ser tudo para Ele. Em consequência, desejamos amar e servir a Deus onde seja quer Ele nos chama.

Nesse aspecto, observamos como que os cristãos de tradição reformada são pessoas que tem participado intensamente da transformação do mundo, lutando contra a escravidão, formando escolas, os primeiros orfanatos, e indo a lugares longinguos para pregar o evangelho ou dando tudo para que outros possam conhecer as boas novas de Cristo, ao longo da história, e deveríamos ter essa posição também hoje, como resultado de nossa compreensão da graça que veio em Cristo e por Cristo que veio.

A graça nos transforma para dar frutos do Espírito. Assim, a igreja se faz presente no meio do mundo, mostrando Cristo para um mundo em escuridão, e o Reino de Deus se faz visível, contra o reino da Escuridão.

Somente a graça pode quebrar os medos e temores que alimentam a vida de tantos. Contudo, o temor não existe em nós, porque conhecemos que não podemos perder algo que não nos pertence, e ainda que nós percamos a vida, somente estamos ganhamos a vida eterna.

A esperança, a fé e o amor surgem a partir desta realidade. Portanto, nosso coração se entrega a essa graça que se nos faz presente na Cruz do Calvário. Cristo ressurrecto é a eterna imagem do amor, como o Natal é a eterna imagem da graça de Deus que se faz homem para que nos pudéssemos renascer em Cristo.

Quando encontramos a graça, realmente nunca mais seremos os mesmos, ainda que tentemos voltar aos caminhos de onde viemos. Não em vão, Spurgeon escreveu, “a graça não elege um homem e, depois, deixa ele como ele é.”

Hoje, observamos a graça que se faz presente no amor de Deus pelo seu povo eleito. O Senhor reina, e nos chama para que sejamos parte de Seu propósito. A noite escura já passou enquanto o amanhecer chega diante de nós. Assim, podemos seguir em frente, em meio a dor e das dificuldades, porque a graça de Deus nos dá força em meio a tudo para nos transformar naquilo que Deus está nos moldando a ser, a imagem de seu Filho para Sua glória.

Nós cristãos reformados afirmamos, “Reafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito San- to é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.” (Declaração de Cambridge)

Um cristão reformado é, e sempre será, um cristão eternamente agradecido a Deus. Cada segundo da vida é um novo dia cheio de oportunidades em Cristo. Somente com a compreensão da maravilhosa graça do Espírito atuando através de nós, como parte do povo eleito de Deus, que seremos transformados de glória em glória.



Este artigo forma parte de uma série de artigos que vai encontrar aqui, aqui e aqui.

____________

Texto da minha autoria publicado na revista "A Espada e a Espátura" do Projeto Spurgeon, Junho de 2012.




Recentemente, o Censo 2010 apontou a situação das Religiões no Brasil: é notório, entre as igrejas evangélicas, a estagnação das igrejas históricas no Brasil, porem, entre essas, a Igreja Anglicana nem é citada como um grupo significativo; aparece como “outras”. Realmente, mesmo com sua presença no Brasil desde 1805 quando o evangelista Henry Martin esteve no Brasil, o Anglicanismo não é conhecido com profundidade; muitos a percebem somente como uma “igreja católica diferente”; muitos a tem como uma igreja liberal, por conta das polemicas envolvendo a questão do homossexualismo; os evangélicos, principalmente os de linha Presbiteriana e Batista, por conta da história da Reforma Inglesa, muitos levam algumas ideias difusas sobre o anglicanismo, em parte por ignorância do fato de que a Igreja da Inglaterra de fato ser reformada, em parte pelos erros dessa igreja em alguns momentos da história; nessa entrevista, o Bispo Josep Miguel Rossello Ferrer, bispo da Igreja Anglicana Reformada no Brasil, Comissário do Bispo Primus da Igreja Livre da Inglaterra, e blogueiro mantenedor do blog “Café com o Bispo” nos esclarece as raízes do que é realmente é o anglicanismo, fala um pouco de como ele é realmente uma expressão do movimento da Reforma Protestante, e nos coloca várias considerações de como fazer o reino de Deus visível no Brasil de uma forma teocêntrica.

Leia toda a entrevista neste link.

______________
Entrevista realizada pelo Armando Marcos, Diretor do Projeto Spurgeon.