Recentemente, o Censo 2010 apontou a situação das Religiões no Brasil: é notório, entre as igrejas evangélicas, a estagnação das igrejas históricas no Brasil, porem, entre essas, a Igreja Anglicana nem é citada como um grupo significativo; aparece como “outras”. Realmente, mesmo com sua presença no Brasil desde 1805 quando o evangelista Henry Martin esteve no Brasil, o Anglicanismo não é conhecido com profundidade; muitos a percebem somente como uma “igreja católica diferente”; muitos a tem como uma igreja liberal, por conta das polemicas envolvendo a questão do homossexualismo; os evangélicos, principalmente os de linha Presbiteriana e Batista, por conta da história da Reforma Inglesa, muitos levam algumas ideias difusas sobre o anglicanismo, em parte por ignorância do fato de que a Igreja da Inglaterra de fato ser reformada, em parte pelos erros dessa igreja em alguns momentos da história; nessa entrevista, o Bispo Josep Miguel Rossello Ferrer, bispo da Igreja Anglicana Reformada no Brasil, Comissário do Bispo Primus da Igreja Livre da Inglaterra, e blogueiro mantenedor do blog “Café com o Bispo” nos esclarece as raízes do que é realmente é o anglicanismo, fala um pouco de como ele é realmente uma expressão do movimento da Reforma Protestante, e nos coloca várias considerações de como fazer o reino de Deus visível no Brasil de uma forma teocêntrica.

Leia toda a entrevista neste link.

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Entrevista realizada pelo Armando Marcos, Diretor do Projeto Spurgeon.


Nos artigos anteriores aqui e aqui, escrevi sobre a experiência individual da graça soberana de Deus através de Jesus Cristo que cria um desejo no coração humano em viver para a glória de Deus. Neste artigo, desejo olhar mais de perto como isso acontece na vida dos cristãos.

As Escrituras nos ensinam que 40 dias depois da ressurreição de Cristo, Ele aparece pela última vez aos seus discípulos. Ele deu uma última instrução e palavras de ânimo antes da ascensão ao céu. “Mas recebereis poder quando o Espírito Santo descer sobre vós; e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra. Depois de dizer essas coisas, ele foi levado às alturas enquanto eles olhavam, e uma nuvem o encobriu de seus olhos” (Atos 1:8-9).

Existe muito que dizer a partir desta pequena porção das Escrituras, mas gostaria de comentar apenas dois pontos básicos.

1. Jesus prometeu que o Espírito Santo estava vindo, e viria sobre nós.

2. Jesus não estará mais presente fisicamente com os seus discípulos.

Uma vez que realizamos estes dois básicos pontos, observemos os seguintes versículos em Atos 1.10-11, “Estando eles com os olhos xos no céu, enquanto ele subia, apareceram junto deles dois homens vestidos de bran- co, que lhes disseram: Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado ao céu, virá do mesmo modo como o vistes partir.

Este texto nos lembra que vivemos em um tempo especial, o tempo do Reino. Vivemos entre sua primeira e segunda vinda. A graça soberana de Deus atua através da Igreja pelo Espírito Santo. Isto tem sido grandemente ignorado pela Igreja hoje.

Se é verdade que Jesus não se encontra mais na Terra, também é certo que o corpo de Cristo místico, a Igreja, está presente em mais lugares que aqueles que Jesus esteve durante o seu ministério terreno.

Assim, o amor e perdão de Jesus so- mente se fazem visíveis aos olhos do mundo através da Igreja que Ele estabeleceu. Por isso, é essencial que a Igreja esteja fundamentada nas Escrituras, que continue pregando e ensinando as Escrituras, e viva cada dia as verdades que nelas encontramos. As Escrituras são o testamento escrito dos propósitos e promessas de Deus para Seu povo eleito. A Bíblia é a Palavra de Deus viva que transforma aqueles que leem com um coração aberto pelo Espírito.

Albert Einstein diz em uma entrevista publicada no jornal ‘Saturday Evening Post’, o 26 Outubro de 1929: “Ninguém pode ler os Evangelhos sem sentir a presença atual de Jesus. Sua personalidade presente em cada palavra. Nenhum mito está cheio com tal vida.”

As Escrituras seguem sendo o maior testemunho da verdade eterna que Deus se fez homem, Jesus, e habitou em meio de nós. Por isso, muitas pessoas tem sentido do mesmo que Albert Einstein ao ler as Escrituras. De verdade, não somente teem lido, mas meditado no que estas Escrituras descreviam com tal claridade que tocou o coração do leitor.

Isto não deveria surpreender, porque o próprio Jesus diz aos seus discípulos, “Todavia, digo-vos a verdade; é para o vosso benefício que eu vou. Se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, eu o enviarei” (João 16.7). O Consolador tem um ministério essencial na vida da Igreja e dos cristãos. Ele vem nos convencer do pecado, da justiça (João 16.10) e do juízo (João 16.11). Também, lemos que Jesus diz que o Consolador virá e nos dirigirá em toda verdade (João 16.13). Este texto é muito importante, porque foram aos apóstolos que esta promessa foi feita e os responsáveis por escrever o Novo Testamento (2 Timóteo 3.16). Por isso, o Consolador glorificará a Jesus (João 16.14).

A Bíblia tem uma vitalidade que ou- tros livros não tem, porque era e é a palavra de Deus escrita que transmite as verdades eternas. Se lemos as Escrituras, deve ser para glori car Deus. Se o Espírito faz isso, quanto mais a Igreja de Jesus Cristo. Se pensamos que a Bíblia é um livro de regras, dizendo o que devemos ou não fazer, então parecerá muito mais como um manual de instruções. Com certeza, a Bíblia nos ensina como podemos viver melhor. Contudo, a Bíblia não trata do que você tem que fazer como um simples manual, mas trata sobre Deus e o que Ele tem feito pelo Seu povo.

A Bíblia é principalmente um história. É uma aventura do Herói que vem de lugares longínquos para recuperar te- souros perdidos. É uma historia de amor sobre um Príncipe valente que abandona seu palácio, seu trono, tudo, para resgatar a amada. É a mais maravilhosa das histórias que tem sido contadas, mas ela é real.

Existem muitas historias diferentes nas Escrituras, mas todas elas formam parte de uma maior historia. A historia de como Deus amou seus lhos e vem a resgatar eles.

Existem outros livros escritos por C.S. Lewis e Tolkien que tentam contar a historia redentora de Cristo através de novelas. Elas são boas, mas nada pode ser comparado com as Escrituras. “Assim, temos ainda mais rme a palavra profética. E fazeis bem em estar atentos a ela, como a uma candeia que ilumina um lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vosso coração. Saibam antes de tudo que nenhuma profecia das Escrituras é de interpretação particular. Pois a profecia nunca foi produzida por vontade humana, mas homens falaram da parte de Deus, conduzidos pelo Espírito Santo” (2 Pedro 1:19-21).

A “palavra profética,” que Pedro cita aqui ele entende ser as Escrituras. Ele nos ajuda entender que nas Escrituras homens falam, mas falam como “de Deus,” porque eles eram “conduzidos pelo Espírito Santo.” Em nenhum outro livro, isto é assim. Outros autores tiveram esta experiência. Nem fo- ram usados por Deus deste modo. Por este motivo, os Reformadores afirmaram “Sola Scriptura.” Nenhum outro documento tem a autoridade que as Escrituras possuem. Nela, encontramos palavras de vida eterna, a palavra escrita de Deus. E porque é na Escritura somente que temos a promessa que
Deus mesmo fala “fazeis bem em estar atentos a ela, como a uma candeia que ilumina um lugar escuro.” Nós como reformados entendemos que de- vemos fazer exatamente isso.

No 6o Artigo dos 39 Artigos da Igreja da Inglaterra é dito: “A Escritura Sagrada contém todas as coisas necessárias para a salvação; de modo que tudo o que nela não se lê, nem por ela se pode provar, não deve ser exigido de pessoa alguma seja crido como artigo de fé ou julgado como requerido ou necessário para a salvação...

Sola Scriptura nos lembra que a Bíblia é, e deve ser, a regra su ciente e infalível para decidir as questões de fé e prática na vida da Igreja. Isto não deve ser entendido como que a Bíblia contém todo o conhecimento, mas que Ela contém todo o conhecimento necessário para nossa salvação. Se alguma doutrina não se encontra baseada nas Escrituras, essa não pode ser exigida dos cristãos.

No entanto, Sola Scriptura não nega a autoridade da Igreja para ensinar e instruir o povo de Deus, mas que deve ser conforme as próprias doutrinas que encontramos nela. Tampouco, deve ser considerada Sola Scriptura com uma negação a tradição per se. Já que a tradição tem seu papel na igreja, sempre e quando esteja sob a autoridade das Escrituras e não seja contraria a mesma.

Não devemos esquecer que Sola Scriptura não signi ca que os Reformadores rejeitavam todas as coisas que cada cristão tenha dito através dos séculos. Eles mesmos ci- tavam os Pais da Igreja, como exemplos da suas posições. O que Sola Scriputura também signicava é que reconheciam sendo grandes heróis da fé, mas não podiam ser considerados inerentes, nem inspirados, e, na verdade, tinham errado, como fazem os homens hoje. Por isso, a afirmavam que as Escrituras eram a única regra
verdadeira.

E, em tudo isto, o papel do Espírito Santo é vital. Já que somente podemos receber e obedecer pelo Espírito Santo.

Sola Scriptura | Somente pela Escritura

Sola Scriptura nos lembra que somente a Bíblia é a única Palavra de Deus inspirada e infalível. Sendo assim a Bíblia a perfeita Palavra de Deus, ela é acessível a todos, e fácil de ser compreendida.

Sola Scriptura significa que a Bíblia é a revelação aos homens para salvação através da fé em Cristo. Cristo é Deus encarnado, Deus feito homem. Jesus e a Bíblia são a única revelação especial, e formam a perfeita revelação de Deus, juntamente com a revelação geral.

Por esta razão, a pregação e ensino fiel das Escrituras Sagradas que o Espírito Santo traz o evangelho até nos.

"Consequentemente, a fé vem por se ouvir a mensagem, e a mensagem é ouvida mediante a palavra de Cristo" (Romanos 10:17).

"Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?" (Romanos 10:14).

A pregação é uma proclamação pública do evangelho de Cristo. A pregação ensina aquilo que as Escrituras contém para edificação do povo de Deus em toda verdade.

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra" (2 Timóteo 3:16).

Nas Escrituras sagradas, encontramos todo o que precisamos para crescer para toda boa obra. Todas as instruções se encontram na Bíblia para poder viver uma vida santa, conforme a vontade de Deus. Todo o que precisamos conhecer e aprender se encontra na Palavra de Deus. Todo o que precisamos conhecer de Deus e sua vontade se encontra na Bíblia. Somente as Escrituras Sagradas tem a verdadeira Palavra de Deus escrita para a Igreja de Cristo. Não existe outra autoridade final além das Escrituras.

A tradição e a razão nos ajudam a compreender as Escrituras, contudo estas não são iguais a Palavra de Deus. Elas estão submetidas a autoridade suprema e última da Bíblia. Não devemos cometer o erro do passado de adaptar os ensinos de Cristo e os mandamentos de Deus as nossas culturas e tradições, ou aquilo que eu acho a Bíblia ensina ou significa para mim. Os fariseus cometeram o erro de adicionar ensinos além daqueles que as Escrituras ensinavam, como parte da vida religiosa do povo de Deus. Jesus diz, "Assim vocês anulam a palavra de Deus, por meio da tradição que vocês mesmos transmitiram. E fazem muitas coisas como essa" (Marcos 7:13). Também, o Senhor diz aos Saduceus sobre a ressureição, "Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus!"(Mateus 22:29).

Todas as igrejas tem tradições que seguem de uma forma ou outra. Jesus não levantou sua voz contra toas as tradições, mas contra as tradições dos homens que introduziam práticas e costumes que distorciam os ensinos da Palavra de Deus. O próprio Paulo escreveu, "Portanto, irmãos, permaneçam firmes e apeguem-se às tradições que foram ensinadas a vocês, quer de viva voz, quer por carta nossa" (2 Tessalonicenses 2:15).

Nada deve ser ensinado ou requerido dos cristãos que não tenha claramente ensinado na Bíblia, e tenha clara prova da mesma nas Escrituras. Nada deve ser adicionado aos claros ensinos de Cristo e aos Mandamentos da Lei de Deus. Assim, a Bíblia é a suprema autoridade final em todas as questões de teologia, doutrina e cosmovisão.

Sempre devemos nos perguntar, "o que a Escritura ensina sobre uma questão?" Isto é o que devemos de fazer, pensar e atuar sempre.

- Sola Scriptura -


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Texto da minha autoria publicado na revista "A Espada e a Espátura" do Projeto Spurgeon, Junho de 2012.

Na edição anterior de “A Espada e a Espátula” escrevi sobre que ser reformado não é principalmente uma forma de pensar sobre as questões de fé, é um caminho e estilo de vida. Explanei como a vida de um cristão deve ser vivida tendo a Cristo no coração das nossas vidas. Se temos a Cristo, como centro e Senhor; com certeza, temos a Deus como Pai.

Também, colocamos que um compromisso intelectual com certas teologia, realmente é só isso, intelectual. Portanto, esta não tem nenhum valor na nossa vida, se a nossa forma de pensar não reflete na nossa forma de viver. Isto se faz visível na forma em que louvamos e adoramos a Deus.

Nós Reformadores somos um povo que damos somente glória a Deus em todas as coisas. No artigo de hoje, gostaria refletir sobre que produz em nós este desejo verdadeiro e sincero.

Você já percebeu quando você agita uma bússola, a agulha começa a se mover também? Contudo, se você para de agitá-la, então a agulha para de mover-se e será atraída pelo ponto magnético mais forte, ou seja, apontando ao Polo Norte. Da mesma forma, se falamos que somos teocêntrico, então estamos falando que os nossos corações foram e tem sido atraídos por Deus. Ainda que a vida nos agite de vez em quando.

Mas o que faz que um coração seja atraído a Deus? Vamos considerar algumas opções:

I. PODER

Um fator determinante, que observamos em diversas igrejas brasileiras, é como Deus é todo-poderoso. Se conversamos com pessoas sobre Deus, uma das respostas será o testemunho de como Deus é poderoso. Afinal, é normal poderosos atraírem seguidores. Os ricos, os criadores de opinião e os famosos conhecem o que significa ter seguidores.

Porem, alem de agragar, o poder também causa dispersão. Encontramos uma historia interessante de um povo que se encontrava aos pés do Monte Sinai. Israel tinha sido redimido, salvo, do mais poderoso império da época, Egito. Agora, o povo de Deus se encontrou diante do Seu Senhor. Perceberam o poder imenso de Deus. Por um lado, era maravilhoso saber que Deus todo-poderoso estava com eles e, por outro lado, tinham medo diante de um Ser Divino tão poderoso. Lemos em Êxodo 20:18-19,
“Todo o povo presenciava os trovões, os relâmpagos, o som da trombeta e o monte que fumegava. Vendo isso, o povo ficava de longe, tremendo de medo. E disseram a Moisés: Fala tu mesmo conosco, e ouviremos; mas não fale Deus conosco, senão morreremos.”
Porem, se a única coisa importante em Deus fosse ser todo-poderoso, então seria muito difícil viver uma vida Teocêntrica, porque uma vida Teocêntrica demanda que não somente amemos a Deus, mas que nos aproximemos de Deus. Isto se faz difícil quando lemos a história do Êxodo. O sol é belo quando é observado de longe, mas se tivéssemos que caminhar sobre ele, seriamos consumidos rapidamente. Assim, é com um Deus Todo-poderoso e Santo.

II. BONDADE E MISERICORDIA

Como Reformados, reconhecemos que Deus é todo-poderoso, mas conhecemos Ele é mais que somente Seu poder. Também, reconhecemos que Deus é benevolente. Isto pode ser observado quando Moisés pede a Deus: “Mostra-me Tua glória.” A resposta de Deus foi, “Farei passar toda a minha bondade diante de ti e te proclamarei o meu nome, o Senhor...”

Logo, lemos em Êxodos 34:5-6: “O SENHOR desceu numa nuvem e, pondo-se junto a ele, proclamou o nome do SENHOR. Tendo o SENHOR passado diante de Moisés, proclamou: SENHOR, SENHOR, Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e cheio de bondade e de fidelidade.

Deus é Todo-poderoso. Niguem pode negar este fato. Contudo, Sua “bondade” não é somente seu poder, mas sua misericórdia. Charles Spurgeon uniu dois atributos de Deus, como “Soberanamente Clemente.”
Coloca os dois juntos, bondade e soberania, e verás a glória de Deus. Se tomas somente a soberania, não entenderas Deus. Algumas pessoas só tem a ideia da soberania de Deus, mas não sua bondade; tais ideias são sombrias, severas e mal-humoradas. Deves colocar os dois juntos; que Deus é bom, e que Deus é soberano. Deves falar da graça soberana. Deus não é somente graça, Ele é soberano. Ele não é soberano somente, mas Ele é soberano benevolente. Isto é a melhor ideia de Deus. Quando Moises diz, “Rogo-te que me mostres tua glória.” Deus faz que ele pudesse ver que Ele era glorioso, e que Sua glória era sua bondade soberana.” Spurgeon – sermão 3120 - A View of God's Glory
Assim, a bondade soberana de Deus é que dá forma ao coração dos cristãos que desejam viver em um caminho teocêntrico. Quando os reformadores falam da “bondade soberana” de Deus, ou a “graça soberana,” isso pode ser um termo a ser usado extensamente. Nós reformados vemos toda a vida através das lentes da glória de Deus, vemos a bondade soberana de Deus exibida em todos as aspectos da vida. Por exemplo, é a graça soberana de Deus que tem dado criatividade aos homens para produzir arte, filmes e teatro que nós inspiram.

JESUS: O PRISMA SOBERANO

Evidentemente, existe uma forma de falar mais especialmente sobre a graça soberana de Deus, referindo-se a pessoa de Jesus Cristo. Se desejamos ver a luz do sol na sua plenitude, isto pode ser feito usando-se um Prisma. A luz é observada em todas as suas cores espectrais através do Prisma. Jesus Cristo é o prisma da graça soberana de Deus. Toda a bondade de Deus passa através do prisma de Jesus Cristo onde se pode observar essa bondade soberana de tal
forma que entendamos e observamos a graça de Deus claramente.

Assim, podemos viver uma vida de acordo a essa graça bondosa e soberana. Por exemplo, conhecemos que a provisão de Deus é parte da misericórdia soberana. Se consideramos a provisão de Deus na sua total plenitude, podemos surpreender-nos pelo que isto significa na nossa vida.

No evangelho de Marcos, encontramos a história de um pai que leva o filho a Jesus, porque muitos tem tentado curar o jovem, inclusive os próprios discípulos, mas não tinham tido sucesso.
E alguém dentre a multidão lhe respondeu: Mestre, eu te trouxe meu filho, que tem um espírito mudo. Onde quer que o apanhe, provoca-lhe convulsões, de modo que ele espuma pela boca, range os dentes e começa a se enrijecer. Pedi aos teus discípulos que o expulsassem, mas eles não conseguiram. E Jesus lhes respondeu: Ó geração incrédula! Até quando estarei convosco? Até quando terei de suportá-los? Tragam-me o menino. Então eles o trouxeram. Ao ver Jesus, o espírito imediatamente provocou-lhe uma convulsão, e o endemoninhado, caindo ao chão, rolava, espumando pela boca. Jesus perguntou ao pai dele: Há quanto tempo isso lhe acontece? Ele respondeu: Desde a infância. E muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para destruí-lo. Mas se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos. Ao que lhe disse Jesus: Se podes? Tudo é possível ao que crê. Imediatamente o pai do menino clamou:* Eu creio! Ajuda-me na minha incredulidade” (Marcos 9:17-24)
Onde está a provisão de Deus nesta história? Primeiro, tanto o pai, como o jovem, necessitavam da cura para restaurar a saúde do jovem e liberta-los da escravidão de Satanás. Segundo, o pai não tinha suficiente fé. “Ajuda minha descrença” é sua oração a Jesus. A soberania de Deus em Jesus é reconhecida. Ele podia curar o jovem, Ele podia dar fé ao pai.

A graça de Deus em Jesus Cristo pode ser observada no fato de que não só Ele pode curar o jovem, e não que somente Ele pode dar fé ao pai, mas Jesus deseja fazer exatamente isso.
Vendo que a multidão, correndo, aglomerava-se, Jesus repreendeu o espírito impuro, dizendo: Espírito mudo e surdo, eu te ordeno: Sai dele e nunca mais entres nele. Então o espírito saiu, gritando e agitando-o muito. O menino ficou como se estivesse morto, de modo que muitos diziam: Ele morreu. Mas Jesus, tomando-o pela mão, levantou-o, e ele ficou em pé” (Marcos 9:25-27)
Deste modo, vemos como a soberania e a graça vem juntas no prisma de Jesus Cristo, sendo vivido pessoalmente na vida do pai e do seu filho. Aqueles dentre nos que temos vivido a graça soberana de Deus refletida sob nossas vidas através do prisma de Jesus, realmente somos pessoas transformadas, mudadas para sempre.

NOVAS CRIATURAS

A experiência da bondade soberana de Deus faz que sejamos convertidos em novas criaturas, que comecemos uma nova vida pelo Espírito Santo. Percebemos que, certamente, somos pecadores e estamos mortos espiritualmente, mas a graça soberana de Deus nos traz a vida, vida eterna, sendo hoje o primeiro dia dessa nova vida.

Confessamos nosso pecados e nos arrependemos – mudamos nossas atitude o respeito o pecado – buscando agora viver prioritariamente para a glória de Deus em todas as coisas. Isto só é possível através do prisma de Jesus Cristo, porque Ele é o mediador entre Deus e os homens.

Quando precisamos da santidade que não existe em nós, reconhecemos que Deus é soberano e benevolente. Ele pode dar santidade, e deseja concedê-la ao Seu povo eleito, mas Ele faz isso através do prisma de Jesus Cristo.

Quando precisamos de misericórdia, reconhecemos que Deus é soberano e bondoso. Ele pode dar misericórdia e deseja dar ao Seu povo eleito, mas Ele faz isso através do prisma de Jesus Cristo.

Quando precisamos cultivar um coração amoroso, reconhecemos que Deus é soberano e misericordioso. Ele nos pode dar um coração amoroso e deseja dar ao Seu povo eleito, mas Ele faz isso através do prisma de Jesus Cristo.

Assim, encontramos que como reformados não vivemos somente “Sola Deo Gloria” (somente glória a Deus), mas vivemos também “Sola Christus” (somente Cristo). Isto é através do prisma de Cristo.

Solus Christus | Somente Cristo

Jesus Cristo é o Filho de Deus, e Ele é nosso único mediador e salvador. Não existe outro caminho, nem verdade ou vida. Somente Jesus consegue vence a separação entre a humanidade e Deus, portanto ninguém vai ao Pai, a não ser por Ele. Somente Cristo salva os pessoas dos seus pecados através da Sua morte substituiria na Cruz e Sua ressurreição da vida vence a morte e faz possível a vida eterna.
"Respondeu Jesus: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim" - João 14:6.

"Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" - Atos 4:12.

"Pois há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens: o homem Cristo Jesus..." - 1 Timóteo 2:5.

"Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus" - 2 Coríntios 5:21.

"Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida" - 1 João 5:12.
Não podemos considerar que exista salvação alguma além daquela que Deus nos oferece através de Cristo. Se a salvação pudesse se encontrada através de outros caminhos; por exemplo, Alá. Buda, Krishna ou outra religião fora de Cristo; então, não teria razão pela qual Cristo entregar sua vida na Cruz e morrer nela. Jesus era a única pessoa que poderia satisfazer a ira de Deus e, portanto, ser o perfeito sacrifício por nosso pecados. Porque? Pelo simples fato de que Cristo era sem pecado, Ele é o Cordeiro imaculado. Jesus tomou os pecados do mundo sobre Ele, e justificou aqueles que se arrependem e colocam sua fé e confiança somente em Cristo.

Nossa aceitação por Deus não estará baseado nunca na nossa justiça, somente somos aceitos pela justiça de Cristo e a morte sacrificial de Jesus.

A obra do Espírito Santo está focado em Cristo, e é o espírito que nos dá fé aos eleitos em cristo, nos dá vida nova e nos faz novas criaturas. Ele nos ajuda a entender a Palavra de Deus, nos faz mais como Jesus e nos permite ser testemunhos de Cristo ao mundo.

- Solus Christus -


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Texto da minha autoria publicado na revista "A Espada e a Espátura do Projeto Spurgeon, Maio de 2012.



Recentemente, alguém me perguntou porque tínhamos o termo “Reformada” no nome da nossa igreja. Ele não entendia a razão desse nome. Infelizmente, depois de cinco séculos, a maioria dos evangélicos esqueceram sua própria historia.

Possivelmente, se perguntássemos, a maioria dos evangélicos não entendem o que significa ser evangélicos. A porcentagem ainda seria maior entre os não-evangélicos. Contudo, existem um interesse crescente da teologia reformada entre os jovens evangélicos brasileiros. Isso é um fato muito positivo.

Infelizmente, também existe certa confusão sobre o que significa ser reformado. Alguns pensam que ser reformado significa ser calvinista, outros ser presbiterianos, e ainda tem aqueles que pensam que ser reformado significa afirmar a Confissão de Fé de Westminster.

Nós, anglicanos, confessamos que somos reformados, porque esta é nossa herança. Infelizmente, essa herança e grande verdade tem sido esquecida pelo fato de que o Anglicanismo Brasileiro tem sido fortemente influenciado pelos anglo-católicos e o liberalismo. Contudo nosso jeito de ser reformado, difere do jeito presbiteriano, ou batista, de ser reformado.

A Igreja de Inglaterra, da qual surgiu o movimento anglicano global, nasceu do fogo da Reforma Protestante, e fogo literal. A Igreja de Inglaterra tem até hoje uma confissão de fé claramente Reformada. Também, é certo que o anglo-catolicismo e os não-conformistas tem tentado destruir qualquer referencia a sua identidade protestante do Anglicanismo e sua doutrina reformada dos 39 Artigos da Religião.

O próprio Spurgeon falou dos Trinta e Nove Artigos no sermão “A Inclinação da Carne é Inimiga de Deus”,
Agora, meus queridos leitores, “somente a Bíblia é a religião dos protestantes”: mas sempre que reviso um certo livro tido em grande estima por nossos irmãos anglicanos, o encontro inteiramente ao meu lado, e invariavelmente sinto um grande deleite ao citá-lo. Vocês sabem que sou um dos melhores clérigos da Igreja da Inglaterra, o melhor, se me julgarem pelos Artigos, e o pior se me julgarem por qualquer outra norma?

Meçam-me pelos Artigos da Igreja da Inglaterra, e não ocuparia o segundo lugar ante ninguém abaixo do céu azul do firmamento, pregando o evangelho contido neles; pois, se há um excelente epítome do Evangelho, se encontra nos Artigos da Igreja da Inglaterra. Permitam-me mostrar-lhes que não estiveram escutando uma doutrina estranha.

Temos, por exemplo, o artigo nono, sobre o pecado de nascimento, o pecado original: “O pecado original não consiste em seguir a Adão (como o afirmam em vão os pelagianos), mas é a falha e a corrupção da natureza de cada indivíduo, que naturalmente é engendrada pela prole de Adão, pela qual o homem está sumamente distanciado da justiça original, e é por sua própria natureza propenso ao mal, de tal forma que o desejo da carne é contra o Espírito; e, portanto, toda pessoa vinda a este mundo merece a ira de Deus e a condenação. E esta infecção da natureza efetivamente permanece, sim, nos que são regenerados; pelo qual a concupiscência da carne, chamada no grego: phronema sarkos, que alguns expõem como a sabedoria, a sensualidade, o afeto, o desejo da carne, não está sujeita à Lei de Deus. E ainda que não haja condenação para os que crêem e são batizados, contudo o apóstolo confessa que a concupiscência e a lascívia têm em si a natureza do pecado.”

Não necessito mais nada. Acaso alguém que creia no Livro de Oração discordará da doutrina que “a mente posta na carne é inimiga de Deus”?
John Owen, renomeado puritano, uma vez já fora da Igreja da Inglaterra por causa do Ato de Uniformidade 1662, escreveu a seguinte declaração a qual se aproximava muito a subscrição requerida aos ministros da Igreja da Inglaterra,
"Eu abraço a doutrina da Igreja da Inglaterra, como declarados nos Trinta e Nove Artigos, e outros escritos públicos dos mais famosos bispos e outros teólogos da mesma." (Works of John Owen, 14:196)
Em 1669, Owen escreveu novamente,
"A principal glória da Reforma Inglesa consistiu na pureza de sua doutrina, assim restaurada primeiro a nação. Esta, como está expressada nos artigos da religião, e nos escritos publicamente autorizados dos bispos e teólogos principais da igreja da Inglaterra, é, como já fui dito, a glória da Reforma Inglesa" (Works of John Owen, 13:354).
Estas palavras de Spurgeon e Owen mostram como que os anglicanos possuem no culto (o Livro de Oração Comum), nas ordens sagradas (Ordinário) e na doutrina (os 39 Artigos da Religião), o perfeito formulário que faz de nós uma igreja reformada.

Ser reformado não é simplesmente afirmar um formulário, porque isto poderia ser simplesmente um exercício acadêmico, sem mais. Declarar que somos reformados, significa que nossa fé, vida e valores estão sendo formada e conformadas pelas Escrituras. Não em vão, os reformados somos o Povo do Livro.

Ser o Povo do Livro, nos ensina a ser um povo (a Igreja) que segue os ensinos do Livro (as Escrituras) para que Deus seja glorificado sempre através da nossa vida, testemunho e exemplo. Não vivemos mais por nós, mas vivemos sobretudo para que Deus seja glorificado cada dia através de nós. Assim, estamos preocupados profundamente com o que está acontecendo na igreja hoje, porque faz que Deus não esteja sendo glorificado, como foi revelado pelo nosso Senhor, Jesus Cristo.

Neste primeiro artigo desta série, desejo simplesmente analisar de forma introdutória o que significa ser Reformado. Vou começar, onde todo começou. “No princípio, Deus...” (Gênesis 1.1). Não podemos começar de outra forma. J.I. Packer escreveu estas palavras na sua introdução a obra de John Owen, “Death of Death in the Death of Christ.”:
“Calvinismo é um caminho teocêntrico (centrado em Deus) de pensamento sobre todos os aspetos da vida sobre a direção e controle da própria Palavra de Deus. Calvinismo, em outras palavras, é a teologia da Bíblia vista desde a perspectiva da Bíblia – o ponto de vista centrado em Deus que vê o Criador como a fonte, e significado, e fim, de todas as coisas que são, tanto na natureza e na graça.”
Por “todos os aspetos da vida,” Packer se refere ao nosso emprego, nossa amizade, nossa criatividade, nossa imaginação, nosso exercício, nosso casamento, nossas relações, nosso dinheiro, nosso tempo e, inclusive, a própria morte. Reconhecemos que todo nasce e vive a partir de Deus, “porque nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam poderes; tudo foi criado por ele e para ele” (Colossenses 1.16).

Para cristãos reformados, isto também inclui os Anglicanos, o culto não é um ato que só acontece nos domingos, mas, como todas as coisas vem dEle e somente dEle, nossa vida é um ato de louvor. Isto vem a ser conhecido durante a Reforma através da frase em latim, “Soli Deo Gloria,” que significa somente gloria a Deus. Todo o que fazemos, tem um significado espiritual e é um ato de adoração.

Portanto, o seu emprego tem importância para Deus, como o seu casamento e as amizades na sua vida. Esta realidade transforma o entendimento, porque somos consciente que a nossa vida deve ser um ato de adoração ou, do contrario, será um ato de idolatria.

Por este motivos, não estamos satisfeito com uma espiritualidade que nós fecha nas quatro paredes do templo, ou em pequenos grupos, ou nos círculos cristãos. Somos conscientes de que caminhamos com Deus o tempo todo, e Sua gloria está presente em cada aspeto da vida humana e, assim, cada ação é uma ação de culto a Deus. Esta espiritualidade faz presente o Reino de Deus nas nossas vidas, família, casamento, emprego, bairro, cidade e no mundo todo. A vida não se encontra já mais fragmentada, mas é uma só.

Ao mesmo tempo, não podemos esquecer que somente Deus e só Deus merece toda a gloria, porque todo começa com nossa salvação. Ainda que, muitos irmãos pensem que todo termina com a salvação. “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se orgulhe” (Efésios 2.8-9).

Deus é o todo, e o motivo da existência e da vida. Assim, aclamamos com absoluta certeza, “No principio, Deus...” Todas as coisas boas vem de Deus, e do que temos recebido somos agradecidos.

Como cristãos reformados somos, e devemos ser, um povo agradecido por todo o que temos, porque vem de Deus. Seria um erro, pensar que temos certas coisas, porque somos bons em isto ou aquilo. Na verdade, somos bons em isto e aquilo, porque Deus primeiro nós deu essas habilidades e permitiu na sua providencia nossa realização.

Spurgeon escreveu, “Não é oração, não é fé, não é nossas tarefas, ou nossos sentimentos sobre o que devemos descansar, mas sobre Cristo e somente Cristo.” (The Comer’s Conflict with Satan” Spurgeon’s Sermons Vol II pg 309)

Ser reformado é ser um povo que glorifica a Deus em cada área a aspeto da nossa vida.

Soli Deo gloria | Somente a glória seja dada a Deus

O povo de Deus é salvo pessoalmente pela graça de Deus somente através da fé em Cristo. Isto é realizado somente para o louvor, adoração, honra e glória de Deus através de todas as areas da vida e esferas de poder e autoridade.

A Igreja existe para proclamar o nome do Senhor e fazer visível o Reino de Deus, assim a glória de Deus é demostrada as nações, como Criador e Redentor. Em outras palavras, significa um estilo de vida de completa adoração a Deus. Cada area da vida deve ser uma area de serviço a Deus e uma expressão de amor a Ele.

Isto remove qualquer possibilidade de que o homem tentei reclamar qualquer mérito diante de Deus ou que somente pertence a Deus. Dá toda a glória a Deus para a salvação dos pecados. Somente o Criador e Redentor merece toda a glória, e somente nosso Senhor, nosso Deus, Pai, Filho, e Espírito Santo.

"Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção para que, como está escrito: "Quem se gloriar, glorie-se no Senhor"" - 1 Coríntios 1:30-31.

"Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus" - 1 Coríntios 10:31.

"Se alguém fala, fale como entregando oráculos de Deus; se alguém ministra, ministre segundo a força que Deus concede; para que em tudo Deus seja glorificado por meio de Jesus Cristo, ma quem pertencem a glória e o domínio para todo o sempre. Amém." - 1 Pedro 4:11.

"Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." - Romanos 11:36.

Assim todo o que fazemos, devemos fazer para Sua glória. Todo o que Deus faz, é para Sua glória. Em João 11, Jesus poderia ter simplesmente sarado Lazaro, e ele não houvesse morto. Em vez disso, Ele espero um tempo para mostrar o poder de Deus e a glória do Criador. Jesus inclusive falou para Marta, se você acredita você poderá ver a glória de Deus. As sinais e prodígios tem como alvo exaltar e trazer glória a Deus.

Nos nunca chegaremos a compreender plenamente porque Deus permite certas coisas terríveis acontecer no mundo. Temos certeza de que tais coisas são fruto do pecado e a morte. Contudo temos a certeza de que Deus sabe o que é melhor, e Ele tem um plano para trazer eterna glória ao Seu Santo Nome.

Em Isaías 42:8, Deus claramente declara que Ele não comparte Sua glória com ninguém, porque somente Ele é digno de toda a glória.

Inclusive, as autoridades e governos deste mundo darão glória a Deus ou a ira de Deus caira sobre aqueles que refusem dar toda a glória a Deus. Veja o livro de Atos 12:21-23.

Aprendamos e demos a Deus toda a glória que somente Ele é digno.

- Soli Deo gloria -


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Texto da minha autoria publicado na revista "A Espada e a Espátura" do Projeto Spurgeon, Abril de 2012.

Hoje, celebramos o começo de uma revolução que foi chamada de Reforma Protestante. Um ato que tinha acontecido com anterioridade, foi usado na providencia de Deus para começar uma verdadeira reforma espiritual na Igreja de Cristo na Europa no século 16. Martinho Lutero colocava suas 95 Teses na porta da Catedral, enquanto muitos estavam preocupados nas suas tarefas diárias. Aquele ato não era novo, já que assim era a costume da época, colocar panfletos e notícias na porta da Catedral, mas Deus faz que aquele ato simples ato transformara a história de Europa.

Aquela Reforma foi conhecida por cinco lemas que se converteram em estandarte dos valores essenciais e fundamentais da Reforma Protestante. Agora, quase 500 anos depois, será que estas cinco solas ainda são relevantes par a vida cristã? Eu acredito que sim. Neste artigo, a partir da Declaração de Cambridge, desejo refletir de forma simples para que possamos interagir com as cinco solas e refletir sobre como nos relacionamos com estes Standards cristãos.

O que significa ser “Evangélico”? Esta palavra tem sua origem no grego euangelion, que se traduz Evangelho, ou (literalmente) Boas Novas; Assim, ser evangélico é crer no Evangelho, é proclamar as Boas Novas de Cristo em palavras e ações, é viver e adorar de acordo com o Evangelho.

A Igreja Anglicana Reformada do Brasil (IARB) está alicerçada e centrada no Evangelho. E o Evangelho encontra-se no centro da Liturgia, da Práxis e do Governo da Igreja. Em nosso Livro de Oração Comum (LOC), que é nossa oração em comunidade, e igualmente centrada no Evangelho, dá-se forma litúrgica à doutrina da graça e da Justificação pela Fé em Jesus Cristo.

A Salvação, pois, é um dom gratuito da Graça de Deus, independentemente das obras humanas, e baseia-se somente na Morte Expiatória de Cristo, e é recebida somente pela fé na Pessoa e na Obra consumada por Jesus Cristo na Cruz, e pela fé em Sua Ressurreição de entre os mortos.

Acreditamos, portanto, que é responsabilidade de cada cristão anunciar a Boa Nova de Cristo, e procurar fazer discípulos para o crescimento da Igreja e a expansão do Reino de Deus.

Os anglicanos somos evangélicos, porque afirmamos e subscrevemos a Declaração de Fé da Aliança Evangélica, com total convicção e determinação de que tal fé mostra a fé Cristã das igrejas evangélicas.
Declaração de Fé 
1.    Cremos na existência de um único Deus eterno, pessoal, inteligente e espiritual, eternamente existente em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.
2.    Cremos na soberania e sabedoria de Deus na criação e sustento do Universo, na providência, na revelação e na redenção.
3.    Cremos no Senhor Jesus Cristo como Filho Unigénito de Deus e coexistente com o Pai, na Sua encarnação humana, no Seu nascimento virginal, na Sua vida sem pecado, nos seus milagres divinos, no Seu sacrifício redentor, na Sua ressurreição e ascensão corporal, na Sua mediação junto de Deus, na Sua segunda vinda pessoal, visível e em poder e glória.
4.    Cremos no Espírito Santo, sua personalidade, divindade e actividade, que opera a conversão e regeneração do pecador e lhe concede poder para testemunhar do Evangelho e exercitar dons.
5.    Cremos na inspiração divina e total das Escrituras Sagradas, na Sua suprema autoridade como única e suficiente regra em matéria de fé e de conduta e que não existe qualquer erro ou engano em tudo o que ela declara.
6.    Cremos que o homem foi criado por Deus à Sua imagem, que pecou em Adão, que caíu do seu primitivo estado de santidade por transgressão voluntária e que é actualmente um pecador por natureza e escolha, estando, por isso, sob a condenação de Deus.
7.    Cremos na salvação e justificação do pecador pelo sacrifício expiatório de Jesus Cristo, que se adquire pela fé Nele, como uma graça de Deus, independente do mérito humano, de boas obras ou de cerimónias.
8.    Cremos na imortalidade da alma, na ressurreição corporal de todos os mortos, no juízo final do mundo pelo Senhor Jesus Cristo, na eterna condenação dos não crentes.
9.    Cremos que a igreja é o corpo universal e espiritual de Cristo, cuja cabeça é Ele, com a missão de pregar o Evangelho no mundo inteiro e que, na sua expressão local, ela é um corpo vivo, uma comunhão de crentes congregados para a sua edificação, adoração e proclamação do evangelho. Cremos também que Cristo conferiu à sua Igreja, com carácter de permanência, duas ordenanças: o Baptismo e a Ceia do Senhor.
10. Cremos que é dever de todas as igrejas locais e de cada crente em particular esforçarem-se por fazer discípulos em todas as nações e proclamarem a toda a criatura a grande salvação de Deus.
11. Cremos que é dever de todo o cristão servir a Deus em boa mordomia, promover a paz entre todos os homens e a cooperação entre as igrejas e os irmãos, tendo em vista a concretização dos grandes objectivos do Reino de Deus.
Declaração de Fé da Aliança Evangélica Portuguesa
http://www.aliancaevangelica.pt/

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"Nós temos errado e nos extraviado dos Teus caminhos como ovelhas perdidas. Temos seguido demasiadamente os conselhos e os desejos do nosso próprio coração. Temos deixado de fazer aquilo que devemos fazer. E temos feito coisas que não deveríamos ter feito. Certamente não existe sanidade em nós. 
Confissão Geral do Livro de Oração Comum
Após vários anos como cristão, comecei a questionar os clichês evangélicos que havia aprendido durante os anos anteriores. Conhecia tudo o que devia ser dito e quando devia ser dito. Era um
amontoado de frases feitas que, sinceramente, nem ao certo sabia o que significavam realmente.

Isto me lembra duas situações que vivi e que me fizeram começar a questionar tais clichês. A primeira foi quando alguém estava falando acerca de algo desagradável e o irmão disse um “Aleluia! Glória a Deus!”, sem, no entanto, perceber o contexto incoerente de sua exclamação.

A segunda foi quando alguém me perguntou se eu era salvo. Fiquei surpreso pelo questionamento, pois a pessoa declarou que eu não era cristão pelo simples fato de estar usando camisa clerical. Então, decidi averiguar se aquele indivíduo entendia, de fato, o teor do questionamento que ele levantara. E respondi: “salvo do que?”. Minha resposta o deixou sem saber o que dizer naquele momento. Encontrou-se sem resposta para minha indagação. Provavelmente, era a primeira vez
que isso acontecia com ele.

A salvação é um tema realmente sério, relevante e de consequências eternas. Saber se Deus nos salvou do pecado e da morte é algo de suma importância. As Escrituras falam extensivamente sobre nossa salvação. Também, devemos estar conscientes de que a salvação é o começo da nossa jornada pessoal enquanto cristãos.

Nas Escrituras, lemos que Jesus foi anunciado como o salvador do mundo enquanto ainda estava no
ventre de Maria. Este texto bíblico nos mostra como a pessoa do Salvador e a salvação estão interligadas de tal modo que, realmente, se desejamos entender o significado da salvação, primeiro precisamos conhecer o nosso Salvador, Jesus Cristo. A missão de Cristo é salvar o mundo.

A questão que devemos considerar agora é a de que devemos ser salvos. As Escrituras falam da salvação em um sentido muito mais extenso do que muitos cristãos acreditam. Afinal, a verbo “salvar” significa “ser resgatados de uma situação perigosa ou ameaçadora.”

Portanto, consideremos a situação de Israel. O povo de Deus foi liberto do poder opressor de seus inimigos no campo de batalha, portanto, podemos afirmar que ele foi salvo. Outra situação é quando uma pessoa escapa com vida de um acidente grave, e afirmamos que ela se salvou. E no futebol, quando um time estava para ser rebaixado de divisão, mas isso não ocorre, dizemos que ele se salvou. A salvação é o ato de se ver livre de uma situação difícil, perigosa ou ameaçadora.

Em que sentido as Escrituras falam de salvação?

No Novo Testamento, a salvação é tratada de forma muito mais específica. A salvação está ligada a nossa redenção, regeneração e novo nascimento. A salvação é nossa libertação das consequências do pecado, que é a morte, e da autoridade de Satanás sobre nossas vidas. Logo, a salvação é a única esperança da humanidade, diante do pecado e da opressão, que causa tanto sofrimento ao mundo e às nossas vidas.

Se esquecermos que a morte é fruto do pecado original, então não conseguiremos entender o que realmente significa a salvação. A salvação é o fato de que “o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo” (1 João 3.8). Sendo assim, libertos “da ira futura” (1 Tessalonicenses 1.10).

Somos cônscios de que, na segunda vinda de Cristo, a humanidade enfrentará o juízo final. Nesse dia, cada um de nós deverá prestar contas por cada um de nossos atos diante do Santo Deus, todos, sem excessão. Nem preciso dizer que este será um terrível dia para a humanidade. Ninguém poderá escapar desse juízo, nem o enfrentará com a certeza de que tem vivido uma vida justa e digna (pois não há um justo, nenhum sequer).

Nesse dia, descobriremos, de forma plena, o quão Justo e Santo Ele é. Observaremos a ira de Deus contra os malvados e àqueles que não arrependeram-se dos seus pecados e de sua vida desregrada. Será um dia difícil de explicar pelas consequências pela eternidade de tantas pessoas. Jesus será reconhecido como o soberano de todas nações, e sua justiça será perfeita. Será conhecido, como o Salvador do seu povo, a Igreja. Isto significa que será também o grande dia da salvação e a grande esperança que temos em Cristo. Ele reunirá os eleitos de todos os povos, tribos, nações e grupos em uma nova nação santa.

Por certo, a salvação não é só um fato futuro. Ela já aconteceu, está acontecido e acontecerá. Em outras palavras, fomos salvos (desde a fundação do mundo); estamos salvos (pela obra de Deus na historia); somos salvos (porque temos sido redimidos, regenerados e justificados); estamos sendo salvos (ao ser santificados pelo Espírito Santo); e seremos salvos (quando experimentemos a consumação da nossa redenção no céu).

Antes de terminar este artigo, gostaria dizer que não podemos esquecer do essencial. A salvação não é uma decisão humana, ou uma resposta ao que fazemos. Não podemos fazer absolutamente nada para sermos salvos. A salvação é uma obra divina que começa e termina em Deus. Deus é quem consegue fazer possível por Cristo levar adiante esta obra pelo Espírito Santo. Por isso, chamamos de graça. A salvação é um dom da graça de Deus e provém dEle somente. O nosso Senhor, Jesus Cristo, nos liberta da ira de Deus.

Esta é a graça maravilhosa de Deus. Recebemos um dom que nem desejamos, nem podemos conseguir, nem sabíamos que precisávamos. Deus deu a resposta quando ainda estávamos em rebeldia, nem havíamos nascido e vivíamos longe dEle. O Senhor entregou sua vida para que o seu povo eleito seja salvo da ira de Deus e da opressão do pecado.

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Publicado no blog Pelas Escrituras. E no primiero número da revista "A Espada e a Espatula" do Projeto Spurgeon.

O maior mistério e maravilhosa verdade do evangelho é o fato de que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Esta é a fundação de nossa fé e, a partir desta doutrina, toda a estrutura da redenção tem plena compreensão. Esta doutrina tem sido respondida através dos séculos. Ainda hoje, as Testemunhas de Jeová, os Unitaristas e os Mórmons rebatem esta doutrina.

Nunca poderemos compreender plenamente Deus, nem entender com total clareza o seu Ser; contudo, Ele tem feito que possamos conhecer todas as coisas necessárias para nossa salvação e satisfazer os próprios propósitos d’Ele. Deus tem revelado:

1. A definição da Trindade ensinada.
2. A verdade da Trindade revelada.
3. A atividade da Trindade demostrada.
4. A realidade da Trindade vivida.

Quando conheci, por graça do bom Deus, a obrigação que me impunha vossa piedade, aliás bem conforme ao amor(1) de Deus no Cristo, de vos fazer por escrito uma profissão da santa fé, inicialmente pensei em minha pequenez e fraqueza, hesitando em corresponder a vosso pedido. Mas lembrando-me das palavras do Apóstolo: "sustentai-vos mutuamente na caridade" e: "é crendo no coração que se obtém a justiça e professando em palavras que se obtém a salvação", julguei perigoso resistir-vos e calar minha profissão de fé. Pus então minha confiança em Deus, segundo a palavra: "não que sejamos capazes por nós mesmos de conceber alguma coisa como procedente de nós, mas nossa capacidade vem de Deus". Ele nos fez capazes — e per causa de vós — de sermos ministros da Nova Aliança, "não da letra, mas do espírito(2)".

Ora, bem o sabeis, é próprio do ministro guardar íntegro e intato o depósito que lhe confiou o bom Mestre, em favor de seus companheiros. Por conseguinte, o que aprendi da Escritura inspirada devo igualmente comunicar-vos, procurando atender a vossas necessidades e agradar a Deus. Entretanto, se o próprio Senhor, em quem o Pai pôs seu agrade, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência, e que, após ter recebido do Pai todo poder(3) e julgamento, afirma: "Ele me prescreveu o que devo dizer e ensinar", e também: "o Espírito não fala de si mesmo, mas diz o que ouviu", com muito mais razão devo eu pensar e agir em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

Durante longo tempo(4) em que precisei combater as heresias, à medida que brotavam — o que fazia seguindo o exemplo de meus predecessores — achei preferível adaptar-me ao desvio provocado pelo demônio e usar, para reprimir eu confundir as blasfêmias proferidas, expressões correspondentes a elas, ora umas, ora outras, segundo as necessidades dos fracos, e às vezes mesmo expressões que não eram bíblicas, embora não estranhas ao sentido correto das Escrituras.



Hoje reparei com este texto de Mateus Moreira no facebook.

"Quando eu era católico lembro que nos finais dos seu sermões na missa o Padre convidava os seus,fies a reza o credo do apóstolos. Quando me tornei protestante achava que o credo era apenas para católico."

Se entendemos hoje que o Credo dos Apóstolos é uma apresentação de ensino bíblico, a doutrina ortodoxa e a base teológica da fé Cristã, então seremos capazes de compreender o princípio da catolicidade da Igreja apresentado por Vicente de Lérins, ''aquilo que foi crido em todo lugar, em todo tempo e por todos.'' A catolicidade da igreja nos ajuda a encontrar pontes de unidade dos cristãos na diversidade e o respeito entre as diversas confissões cristãs e denominações evangélicas.

A igreja cristã sempre valorizou o Credo dos Apóstolos, inclusive durante a Reforma Protestante. Por exemplo, Martinho Lutero valorizou o Credo dos Apóstolos nos seus Catecismo Menor e o Maior; Tomás Cranmer comentou o benefício dele para a igreja e colocou no Catecismo Anglicano, e o Catecismo de Heidelberg também comenta o Credo dos Apóstolos. Diante destes fatos, os cristãos precisam perceber a importância de manter o Credo dos Apóstolos, como parte da sua vida cristã e declaração essencial da fé Cristã.

O Credo Apostólico

Creio em Deus Pai, todo-poderoso, Criador do céu e da terra.

E em Jesus Cristo, um só seu Filho, Nosso Senhor.
qual foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem.
Padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado.
Desceu aos infernos, ao terceiro dia ressurgiu dos mortos.
Subiu ao Céu, está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso.
De onde há de vir a julgar os vivos e os mortos.

Creio no Espírito Santo.
Na Santa Igreja Católica; na comunhão dos Santos.
Na remissão dos pecados.
Na ressurreição da carne.
Na vida eterna.
Amém.

Se deseja conhecer melhor o Credo dos Apóstolos, recomendo estes dois livros:

- Creio - Um Estudo Sobre As Verdades Essenciais da Fé Cristã No Credo Apostólico - Alastair McGrath


- O Credo dos Apóstolos - Franklin Ferreira

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João 10: 11-21

A maior prova de Deus para a humanidade se encontra na morte e ressurreição do Seu Filho, Jesus Cristo. É a maior prova de amor e a realização que as promessas feitas por Jesus não eram promessas vãs. Elas eram eternas e vivas. O amor de Deus se vê exatamente na morte do Cristo na Cruz. O Filho amado é entregado como um sacrifício perfeito por todos nós. Contudo a ressurreição nos lembra que esse amor não era somente temporal, mas eterno. Através de Jesus, temos vida, e vida abundante.

As palavras do evangelho de João lembram de tal amor, “de tal modo amou Deus ao mundo...” Tais palavras tocam o mais profundo do coração do homem e nos levam a profundo arrependimento.

A morte e ressurreição é a maior prova de que Jesus é sem nenhuma dúvida o BOM PASTOR. Todos os líderes e fundadores de outras religiões são um reflexo distorcido, incapazes de prometer com plena certeza aos seus seguidores a vida eterna. Somente Jesus é capaz de fazer e cumprir tal promessa.

Jesus conhece Suas ovelhas. A questão é, será que Ele te conhece? Esta é a pergunta mais importante que qualquer homem pode fazer. Você deve buscar o seu coração, orar pela confirmação do Espírito Santo e ter certeza da salvação que os cristãos temos em Cristo Jesus. Se seu nome está escrito no Livro da Vida, então alegra-te porque as promessas da vida eterna são para Ti.

Sou consciente que existe uma moda hoje no Brasil de que muitos se dizem evangélicos, ou crentes, contudo isto não é prova de salvação. Se eles são verdadeiros filhos de Deus, então afirmam com alegria de coração as seguintes Escrituras:

1. vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz (João 10:4b)
2. Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus (Romanos 8:14)
3. Mas, se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele (Romanos 8:9)

Tome um tempo para refletir sobre sua conversação, e ver se foi real ou fruto de um momento de emoção. Jesus é o bom pastor, e Ele está buscando o seu rebanho para cuidar dele. Tenha sempre confiança de qualquer que sejam as dificuldades que você enfrenta, Jesus está cuidando de Ti. E ele não te abandona.

ORAÇÃO

SENHOR, Deus, obrigado porque encontrei a paz perfeita pela segurança que tenho de que você é o Bom Pastor. Cuida de minha vida e da minha família. Por Jesus Cristo, nosso Salvador. Amém.

Hebreus 13: 1-14

Uma razão pela qual Cristo deu sua vida por nós, é que Ele adquiriu um povo peculiar, zeloso para boas obras (Tito 2: 14). Se tem lido os últimos devocionais poderá ver, como já aprendemos, que nós pertencemos ao Senhor, a partir de um texto de Êxodo.

No texto de hoje, o crente está chamado a mostrar certos atributos cristãos, como têm sido exibidos por Cristo. Estes são amor, hospitalidade, pureza, humildade, entre outros. Todos estes atributos nos ajudam a examinar pessoalmente nossa temperatura espiritual à luz da Palavra de Deus. A partir deste texto bíblico, podemos considerar se estamos obedecendo ao Senhor e seguindo os caminhos de Deus, ou, pelo contrário, estamos longe demais do ideal cristão.

Tome um momento para responder às seguintes perguntas, será que tais atributos são evidentes na sua vida como cristão? Ou será que simplesmente lembramos daquelas partes das Escrituras que mais nos agradam?

Não é difícil encontrar cristãos que tenham se afastado do caminho do Senhor, devido às muitas pressões deste mundo. As mudanças constantes chegam a causar dúvidas, e as vozes discordantes nos fazem questionar aquilo que uma vez era certeza. Hoje encontramos cristãos que vivem longe do ideal cristão apresentado pela carta de Hebreus.

Diante de tantas lutas e conflitos, sempre poderemos confiar no nosso Senhor, Jesus Cristo, que nos dá graça para viver por Ele (v. 8). Os discípulos de Jesus eram chamados Cristãos pelas qualidades que possuíam (Atos 11:26).

Está sendo um embaixador de Cristo na sua família, escritório, escola, etc.?

Lembre-se sempre que somos a luz e o sal da terra. Somos uma epístola viva para aqueles que convivem conosco. Seja um exemplo nas suas ações e palavras, seguindo o maior exemplo de todos, Jesus Cristo. Como peregrinos, estamos de passagem nesta terra em direção ao Novo Céu e a Nova Terra. Sejamos assim exemplos do evangelho vivo e trabalhemos para fazer visível o Reino de Deus (Hebreus 13:14; Col. 3:1-2).

ORAÇÃO

Senhor, Deus Todo-poderoso, permita que a beleza da santidade de Jesus seja vista em mim, hoje e sempre. Pelo Senhor, Jesus Cristo. Amém.

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Êxodo 13: 1-6

No texto de hoje, o Senhor instruiu a Moisés que dedicasse cada primogênito de Israel a Ele (vv. 1-2). Eles deviam ser considerados propriedade do único Deus verdadeiro.

Os primogênitos sempre têm sido considerados como filhos especiais em muitas das sociedades do mundo até recentemente. Eles eram uma causa de muita alegria e felicidade, porque eram a promessa de que a família continuaria adiante. Portanto, consagrar o primogênito para o serviço a Deus definia a posição que Ele ocupava na vida deles.

Isto nos leva à pergunta de hoje, Será que Deus tem um lugar na sua vida?

Deus não quer ser o segundo na sua vida, ou um pensamento quando tem finalizado de realizar todas as outras atividades do dia. Deus deseja o melhor que temos. Ele requer de nós oferecer nossas vidas como um sacrifício vivo (Romanos 12:1-2).

Uma das proibições curiosas para nós se encontra na proibição de usar fermento na preparação da comida da celebração da Páscoa, contudo tal proibição é significativa. O fermento simboliza a corrupção, artificialidade, maldade e impureza moral (Ex. 12:19; I Cor. 5: 6-8). Deus ajudava a lembrar aos filhos de Israel a necessidade de permanecer puros e obedecer aos Seus mandamentos.

Será que somos puros de coração, mente e pensamento?

Como os filhos redimidos do Senhor, necessitamos estar consagrados somente a Ele. Abandonar toda classe de corrupção e estar unidos à Videira (João 15:5). Que as nossas ações nos deixem marcas visíveis para todos verem que nós pertencemos a Cristo.

ORAÇÃO

Ó Senhor, ajuda-me a oferecer meu corpo, como um sacrifício vivo, santo e agradável a Ti. Pelo nosso Senhor, Jesus Cristo. Amém.

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Êxodo 12: 43-51

Uma das evidências do texto de hoje é que a Páscoa era exclusiva para os membros do povo de Israel. Nenhum estrangeiro devia comer dela. Esta comida era somente para os filhos de Israel. Em outras palavras, poderíamos dizer que era uma comida somente para a família, e não para todo o mundo.

Se consideramos a continuidade do pacto entre os dois Testamentos, devemos concluir do mesmo modo que a Santa Ceia do Senhor, também chamada de Santa Comunhão, não é para todo o mundo. Somente para aqueles que formam parte do povo de Deus, a Igreja de Jesus Cristo, una santa, católica e apostólica.

John Murray escreveu, “Nem todos sem distinções são elegíveis para vir à Mesa do Senhor... é para os discípulos.”

Louis Berkhof diz em um dos seus livros, "O sacramento é para crentes que prontamente se arrependem dos seus pecados, confiam que estes tem sido limpos pelo sangue de Jesus Cristo, e estão desejosos de aumentar sua fé, e crescer na verdadeira santidade."

Além da Santa Comunhão, que é nossa comida pascal, Deus tem outras bênçãos especiais para os membros da Sua família. Não todos podem desfrutar delas, e se vamos a recebê-las, devemos estar prontos para confessar, amar e obedecer ao nosso Senhor, Jesus Cristo. Vamos hoje a nos aproximar a Deus e ser abençoados na Sua presença preciosa.

ORAÇÃO

Ajuda-me, preciosíssimo Deus, a seguir-te sempre e em todo momento, permanecendo no Teu rebanho e sendo um fiel discípulo do Teu Amado Filho, Jesus Cristo, assim possa receber sempre as muitas e maravilhosas promessas que tem feito ao Teu povo. Mediante Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

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Leitura Bíblia: Êxodo 12:23-32

Deus prometeu através de Moisés que iria castigar de forma severa o Egito. Ele fez isso através do que hoje tem sido chamadas as Dez Pragas do Egito. Tais pragas foram enviadas sobre essa nação, porque o faraó não permitiu aos filhos de Israel adorar ao único Deus vivo e por não deixá-los ir embora.

Na leitura de hoje, Deus executa Seu julgamento final sobre o povo do Egito. Ele mata todos os primeiros filhos nascidos dos homens e dos animais. Tal devastação sobre Egito é causada pela constante desobediência de faraó contra a ordem direta de Deus. Esta ação de Deus leva à libertação dos filhos de Israel; finalmente são livres de novo depois de muitos anos de opressão e escravidão. Deus mostra para o faraó de forma plena quem é o Deus Todo-poderoso, e que Ele faz aquilo que diz que vai fazer. Deus também ordena a Israel que eles devem continuar contando a história para os seus filhos para manter vivo este evento em cada geração.

Manter viva a história nos ajuda a lembrar quem é o nosso Deus. E percebemos que nosso Senhor é o Deus Todo-poderoso, Criador do Céu e da Terra. Não importa quais problemas você esteja enfrentando neste instante, e por quanto tempo tenham durado. Hoje pode ser o dia da vitória. Hoje pode ser o dia que Deus Todo-poderoso o liberte da sua situação e sejas livre das lutas que tem enfrentado por tanto tempo. Jesus nos diz, “para Deus nada é impossível” (Lucas 1:37).

Talvez você já tenha esquecido as outras ocasiões nas quais Deus lutou por sua causa e te ajudou a vencer outras situações contrárias. Se toma um momento, tenho certeza que poderá lembrar outras vitórias que você teve na sua vida pela obra maravilhosa de Deus. Contudo esqueceu de seguir contando, e lembrando, perdendo a fé e a confiança no que Deus é capaz de fazer na sua vida.

Os nossos filhos precisam escutar dos nossos lábios e ver nas nossas vidas aquilo que Deus tem feito por nós. A herança das próximas gerações se encontra em Cristo. Nosso Senhor, Jesus Cristo, nos resgatou do pecado e nos libertou da morte, nos deu vida eterna e nos fez filhos do Deus vivo. Não podemos ficar calados. Precisamos contar e compartilhar nossa história para nossos filhos, ensinar as Escrituras, a fé dos nossos pais (da Igreja) e daqueles que viveram antes de nós. Somos peregrinos nesta terra. Estamos caminhando na senda que nos leva à Cidade de Deus. Todos temos uma história para ser contada. Compartilhemos com nossas famílias. Vivamos nossa fé em comunidade, juntos.

OREMOS

Senhor, Jesus Cristo, muito obrigado por ter me salvado e escolhido para ser parte da Sua Igreja. Ajuda-me a compartilhar as boas novas com alguém hoje. Me dá palavras de sabedoria e amor pelas pessoas que encontro e que precisam ouvir a história de salvação de Deus. Envia o Teu espírito para ser capaz de usar as palavras que transformem os corações endurecidos do homem, e levar as pessoas diante da Cruz. Pelo nosso Salvador, Jesus Cristo. Amém.

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Leitura Bíblica: Êxodo 12:14-22

Se você toma um momento, poderá encontrar um dia na sua vida que nunca esquece, porque foi um evento muito especial na sua vida. Pode ser um aniversário, quando conheceu sua esposa, o dia do casamento, ou quando nasceu seu filho. Estas são somente algumas das muitas ocasiões que existem para celebrar e lembrar com alegria.

Lembrar os dias especiais, nos ajudam a não esquecer a importância o significado desses dias para as nossas vidas. Por isso, celebramos aniversários de casamento, nascimento, inclusive dias que dedicamos a profissionais de diversas áreas. As nações têm dias onde celebram datas importantes na história desse país. Por exemplo, 4 de Julho nos USA, 12 de Outubro na Espanha, e 7 de Setembro no Brasil. Geralmente, existe mais de uma data que os povos celebram durante o ano, e assim revivem sua história como nação.

Os filhos de Israel foram ordenados por Deus, a separar um dia especial para lembrar a grande libertação que Ele deu a Israel quando resgatou o povo da opressão de Egito. Este dia especial tinha que ser um dia para desenvolver uma atitude de agradecimento e ação de graças. Esse dia era quando a festividade da Páscoa era celebrada. No Novo Testamento, esta festividade seria transformada pelo próprio Jesus na celebração da Santa Comunhão ou Ceia do Senhor, popularmente conhecida como a Eucaristia. Leia cuidadosamente Êxodo 12:16-22, e perceba as instruções especificas que receberam para ser observadas.

Através dos séculos, a Igreja tem desenvolvido um calendário cristão para lembrar datas importantes da vida e ministério de Jesus Cristo, e da história da igreja primitiva. Este calendário está formado por dias especiais, chamados de santos. São chamados de santos, porque são separados de outros dias para nos lembrar alguns eventos importantes na nossa história redentora. Não têm a mesma característica das festividades do Antigo Testamento, porque não foram ordenados diretamente por Deus. Segundo, a obediência dos mesmos não é necessária para a salvação. Uma vez dito isto, estes dias nos ajudam a lembrar de forma especial eventos destacados da vida de Jesus. Assim, nos lembramos que a Igreja é uma nação santa, um povo escolhido, e como tal celebramos aquelas datas especiais da nossa história.

E na sua vida, há alguma data importante para ser lembrada? Você lembra qual foi o dia em que Jesus te chamou ao teu encontro com Deus? Você toma tempo para celebrar a vida e ministério de Jesus Cristo na vida da sua família? Você tem celebrado alguma vez o Calendário Cristão?

Se você nunca tem orado pelo perdão dos seus pecados e confessado a Jesus Cristo, como Senhor e Salvador, sendo consciente que somente Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida, hoje, poderia ser um dia para ser lembrado na sua história.

ORAÇÃO

Obrigado Senhor, Jesus Cristo, pelo que você fez na Cruz por mim. Me ajude a que cada dia me lembre o que você tem feito por mim. Desejo viver por Ti cada instante da minha vida. Senhor, somente em Ti confio e somente Jesus tem palavra de vida eterna. Obrigado Senhor.