Brasil, Justiça Social e os Padres da Igreja

Este artigo nasce como fruto de uma reflexão pessoal sobre a realidade brasileira na qual estamos inseridos e imersos. Brasil é meu país adotivo, e onde vivo já faz quase dez anos.


Há alguns dias, logo após assistir a uma conferência, dispuz-me a tomar o metro em direção a rodoviária do Tietê, enquanto ainda ressoava em meus ouvidos as palavras do ministro, e ainda me achava envolvido pela emoção da mensagem, quando de repente me dei conta da realidade que me cercava ao redor: uma multidão de pessoas amontoadas sem perceber os mendigos com suas poucas possessões que encontraram na entrada do metro; uma fria e mal preservada estação de metro, e um forte e persistente cheiro de urina; a pobreza se mostrava de uma maneira impiedosa e implacável, em uma existência diária que nos leva a desumanização.

Uma vez parado o trem, uma multidão entrou no metro em meio de outra multidão já no interior do vagão do metro, porém aqueles poucos mendigos que subiram espaço encontraram lugar e as pessoas não desejavam ficar perto deles. Longe estava já as palavras que nos inspiravam a sonhar um novo mundo, e me encontrava com a via mesma. Deus, com a sua linguagem bem mais eloqüente, que é a realidade, me mostrava as pessoas, lá atrás no tempo, o moveu de compaixão na ocasião da multiplicação dos pães.

O contato com a multidão, com a dor, com a busca da esperança e com a injustiça era moeda corrente no mundo apresentado nas Escrituras. A Igreja dos primeiros séculos cresceu em meio da pobreza, a opressão e as injustiças. Foi assim que o povo de Deus aprendeu a ser Igreja de Cristo e onde os primeiros líderes e doutores da igreja desenvolveram toda a doutrina cristã e, inclusive, a litúrgica; e chega-se a conclusão de que, depois de tudo, a atual realidade brasileira é bastante semelhante aquela que a igreja primitiva conheceu e trabalhou para mudar com a mensagem do evangelho do Reino. Eles, como nós, conheceram de perto a opressão, a usura impositiva perpetrada pelas autoridades imperiais, a morte injusta, a postergação, o medo ao futuro incerto. Basta ler o seguinte parágrafo de uma homilia de João Crisóstomo para nos dar conta de como ele percebia toda a magnitude desta verdadeira tragédia humana, já no 4º século, tal como eu agora, em pleno século 21, olhando da janela embaçada, numa chuvosa e fria tarde de verão em Pindamonhangaba:

"No inverno, ao contrário, se lhes faz a guerra por todas as partes, e o cerco lhes é fechado pelos dois lados: a fome lhes consome por dentro as entranhas, e o frio os congela por fora e lhes mata a carne. Daí a necessidade de mais abundante comida, vestes mais quentes, abrigo e cama, calçados e muitas outras coisas... Mas, ainda por cima, agora que mais necessitam do do que lhes é essencial para viver, tiram-lhes o trabalho, porque ninguém dá emprego a esses pobres, nem são chamados para serviço algum, nem mesmo a baixos salários... Esta é a nossa embaixada, para a qual tomamos como ajuda aquele que foi verdadeiramente o protetor dos pobres, o apóstolo Paulo" - São João Crisóstomo


Me surpreende a agudeza com que Basílio, como João Crisóstomo, parece descrever a realidade atual do povo brasileiro, e me surpreende ainda mais ler os jornais e ver através de suas manchetes a sabedoria evangélica de Basílio. Hoje leia com surpresa a noticia de que cresce a pobreza ao redor do mundo, enquanto a riqueza se acumula em mãos de uns poucos. Lendo isso, não posso evitar que me viesse à mente um texto de Basílio que diz o seguinte:

"Tais são ricos, tais seus benefícios. Dão pouco e recebem muito. Esta é vossa humanidade. Expoliam, mesmo quando dizem que socorrem. Para vocês, até mesmo o pobre é uma fonte fecunda da vossa ganância. Impõem ao pobre a usura, (o consumismo), e sabem obrigá-lo depois a pagar caro por isso, mesmo quando não tenham sequer o suficiente para as suas necessidades básicas. Como vocês são misericordiosos! Os que vocês ‘libertam’, vinculam a vocês e os obrigam a que vos paguem pelas suas ganâncias, mesmo que não tenham o que comer. Pode-se imaginar..."São Basílio


João Calvino explicou deste modo no seu comentário do Salmo 74, como tinhamos que lembrar os pobres e cuidar deles,

“Deus tomou um cuidado maior pelos pobres que os outros, devido a que estão mais expostos a violence e lesões… Davi, portanto, particularmente menciona que o rei seria o defensor daqueles que somente podem ser salvos sobre a proteção dos magistrados.”


A questão de que isto deveria ser deixado somente a ação de pessoas bondosas, foi respondia com clareza pelo próprio João Calvino quando afirmou que era a função da igreja através dos diáconos. Calvino afirmou o antigo refrão cristão de que a propriedade da igreja é a propriedade dos pobres. Ele seguiu a regra da igreja medieval recomendando as igrejas dedicar ao menos a metade dos seus recursos para cuidar dos necessitados.

A busca do desenvolvimento humano é um compromisso do qual nenhum cristão está isento, pois não lhe exige uma tradição, nem sequer um comportamento ético, mas trata-se antes de uma exigência que brota das palavras de Jesus:

"porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim». ( Mt 25, 35-36).

Gregório de Nazianzo, apregoando uma sociedade baseada na igualdade primitiva, deixou o seguinte escrito:

“Imitemos este lei sublime e primeira de um Deus que faz cair chuva sobre os justos e sobre os maus e faz com que o sol se levante sobre todos os homens. Às criaturas que vivem sobre a Terra, ele concede imensos espaços, fontes, rios, florestas. Para as espécies aladas ele criar o ar, e a água para a fauna aquática. Fornece a cada um todo o necessário para a subsistência. E seus dons não caem nas mãos dos fortes, não são medidos por lei, nem repartidos entre estados. Tudo é comum, tudo existe em abundância. Quando os próprios homens amontoaram em seus cofres ouro, prata, diamantes e coisas do gênero, então uma louca arrogância endureceu suas feições. Eles não refletem sobre o fato de que pobreza e riqueza, condição livre e servil, além de outras categorias semelhantes chegaram tarde demais entre os homens e se propagaram como epidemias, trazidas pelo pecado do qual eram invenções” ' São Gregorio


O cristão não deve ter medo de denunciar a injustiça social, tão pouco guardar um silêncio cúmplice a seu respeito, ainda que, muitas vezes, corra-se o risco de ser mal interpretado; o brilhante João Crisóstomo também teve que defender-se de dessas acusações, como podemos ver neste fragmento:

"Está certo, há muitos que não param de me dizer: 'estás atacando aos ricos!' Mas, são eles que atacam aos pobres! Como eu ataco aos ricos? Não aos ricos, mas aos que usam mal as suas riquezas. Eu não me canso de repetir que não condeno aos ricos, mas ao ladrão. Uma coisa é o opulento, outra o avarento. Distingue as coisas e não confunda o inconfundível. És rico? Parabéns! És um ladrão? Eu te condeno por isso. Tens o que é teu? Desfruta-o! Apoderas-te do que não é teu? Então, não calarei a minha boca! Queres me apedrejar? Pois, bem, eu estou pronto a derramar o meu sangue, desde que isso impeça que cometas pecado" - São João Crisóstomo


A cada dia me convenço mais do valor da leitura dos Padres da Igreja e os Pais da Reforma, e não apenas em um plano espiritual, já que defenderam como ninguém as verdades cristãs, mas também em termos sociais. Como não lembrar as palavras de Basílio ao sermos impactados com a atitude francamente gananciosa e materialistas de tantas pessoas, governos, bancos e corporações. Não é uma questão contra a economia do mercado ou o livre comercio, mas a necessidade da justiça social como estilo de vida essencial da Igreja de Cristo.

"Mas, tu me dizes: ‘Dinheiro e interesse, buscas de quem nada tem? Por acaso, isso te faria mais rico? Que necessidade teria de bater à tua porta? Veio procurar um aliado e encontrou um inimigo. Buscava um remédio e encontrou um veneno. Era teu dever socorrer a indigência deste homem, e tu a multiplicas pois, tratas de tirar dele até esgotar o pouco que tem'."


Estou consciente de que este artigo pode parecer uma defesa de valores socialistas para alguns dos meus amigos e, ainda para outros, seja um texto que não vai longe o suficiente. Entretanto, é absolutamente certo que existe um claro pensamento social na igreja primitiva e reformada, da mesma forma que, indubitavelmente, a partir do próprio Evangelho se depreende uma consciência social. Porém, a mesma não pode ser considerada como socialista, nem tampouco responde aos atuais valores do liberalismo social e político. Se encontram presente na catolicidade da igreja e os valores do evangelho do Reino de Deus.

Meu desejo, e oração, é que não comentamos os erros da Teologia da Libertação, porém tampouco sejamos como aqueles que endurecem o coração diante da pobreza e as injustiças sociais tão fortes nas nossas cidades e no nosso amado Brasil.

Como ficar calados diante da pobreza?

Não devemos perder de vista que a pobreza é causa do pecado e a transformação social começa com a mensagem das boas novas do evangelho do Reino. Isto nos deve refletir como uma cidade como São Paulo, com o maior número de milionários (1.885 pessoas em 2015) da América Latina, não tem alcançado a trazer certo ordem social, cultural e urbano. Essa mesma cidade que é considerada a 17º cidade com maior número de bilionários no mundo.

Não desejo tirar a riqueza deles, Deus nos livre de tal desejo. Desejo trazer uma reflexão da urgente necessidade de ver os valores do Reino existentes nas igrejas, nos cristãos, no Brasil. Talvez, assim, sejamos capazes de ser uma voz profética de mudança social, humana e urbana.

Deus tem misericórdia de nos, pecadores!!!

+++

1 comentários:

Predestinação nos Formulários Anglicanos



Em um período da história humana quando muito se faz da autonomia individual do ser humano, seu direito de escolha e sua possessão dos direitos humanos básicos, o ensino da predestinação para a vida eterna por Pai através do Filho e pelo Espírito Santo não atrai a muitos cristãos ocidentais. Parece exaltar Deus demasiado enquanto humilha ao homem excessivamente.

Por outro lado, há hoje uns poucos que se sentem muito fracos, sem esperança, alinhados e desamparados no contexto da vida moderna ocidental e diante de Deus, que para eles somente a mensagem da escolha e ação soberana pela Santíssima Trindade na misericórdia em nome deles parece responder a sua condição e estado de perda.

Olhando no passado, uma razão porque a predestinação divina parece tão óbvia e verdadeira para muitos Cristãos no século 16 era que eles acreditavam fortemente que tal era a natureza dos seus pecados e separação de Deus o Pai, e tão impotentes eram eles para realizar coisa alguma para ser aceitáveis a Deus, Senhor Santo, que sabiam com certeza que somente a graça soberana de Deus através de Cristo e pelo Espírito Santo poderia salvá-los. E acreditar nisto era acreditar que Deus, o eterno e onisciente Senhor, teria planejado tudo isto antes dele ter criado o mundo. Como lemos a Bíblia com sua narrativa da eleição de Abraão, Israel, e Jesus, e meditamos também sobre ensinos em lugares como Romanos 8-11 e Efésios 1 concernente ao propósito eterno de Deus em Cristo Jesus, eles seguiam Agostinho de Hipo e outros teólogos da Igreja em acreditar que a única razão válida e real pela qual eles tinham recebido a graça salvadora de Deus era que tinham sido escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo. Sua escolha de Deus era de fato a escolha de Deus deles.

Esta doutrina da predestinação para a vida é apresentada com maior clareza no Artigo XVII dos “Trinta e Nove Artigos”, 1571, da Igreja da Inglaterra, e é assumido em vários lugares no Livro de Oração Comum (edições de 1549, 1552, 1559 e 1662). Veja o artigo ao final deste artigo.

Dentro dos Padrões Anglicanos de Fé (formulários), a doutrina da eleição divina é mantida dentro do contexto de culto e doutrina, especialmente como um meio para dar todo louvor pela salvação à Santíssima Trindade. É uma doutrina absolutamente necessária porque sem ela a Igreja perde a habilidade para confessar em gratidão e maravilhados a relação da obra de Deus no espaço e tempo para nossa redenção para Seu eterno ser e natureza como uma trindade de Pessoa e o único Deus que é onipotente, onisciente, justo e santo.

Contudo, a mente humana possui pela criação divina a capacidade de lógica e frequentemente busca ser lógica em certas áreas de pensamento, ação e experiência. Se a lógica é aplicada à evidência na Escritura na eleição divina, então é facilmente possível usar tal lógica para deduzir que se Deus escolheu milhões para ser os destinatários da sua graça salvadora, então Ele também (na sua sabedoria soberana inescrutável) também escolhe milhões para não ser os destinatários da sua graça salvadora. Aqui a ênfase lógica não é sobre o fracasso de milhões de receber o evangelho com fé obediente mas sobre a escolha soberana de Deus de não atuar neles causando o crer.

Este lado negativo da eleição divina foi resistido no Catolicismo Reformado (termo usado pelo autor para referir-se às características únicas da Reforma Inglesa) da Igreja da Inglaterra, ainda que os exilados que tinham estado em Genebra e voltaram durante o reinado de Elizabeth I pressionaram para que a dupla predestinação fosse incluída na confissão de fé da reformada Igreja da Inglaterra, como também fizeram alguns Puritanos na última parte do reinado de Elizabeth I e quando Rei James I chegou ao Trono em 1604. Estes exilados e Puritanos tinham sido influenciados pelas igrejas reformadas de Suíça, especialmente pelo ensino de João Calvino e Teodoro Beza, reformadores importantes que sentiram a obrigação através dos seus estudos bíblicos admitir a realidade da eleição divina não somente para aqueles que acreditavam no evangelho, mas também para aqueles que não acreditavam.

O que é chamado hoje como dupla predestinação entrou na mente das Igrejas (Presbiterianas) reformadas na metade do século 16 e se encontra nas suas Confissões de Fé, ainda que o lugar especifico onde está declarado nas Confissões não é uniforme. Talvez a declaração lógica da natureza dupla da predestinação divina mais clara, e a mais acessível, seja encontrada um século depois na Confissão de Fé e o Catecismo Maior (que foi escrita na Abadia de Westminster na metade de 1640 no período em que a Liturgia Anglicana e os Artigos da Religião eram proibidos na Igreja Inglesa; depois se converteriam nos Padrões da Igreja Nacional Presbiteriana de Escócia).

Não há dúvida que quando mantida com uma piedade bíblica e reverência diante de Deus, e com grande humildade (como me parece que foi feito pelo próprio Calvino), a doutrina plena da dupla predestinação tem feito e faz ainda cristãos fortes, no sentido de que eles acreditam que Deus é tudo e eles não são nada e que é somente pela graça de Deus que eles são. Esta doutrina tem dado e pode colocar ferro no sangue, como a história do “povo calvinista” demonstrou. O perigo com esta doutrina, como tenho demonstrado no meu primeiro livro, ‘O Surgimento do Hyper-calvinismo’ (The Emergence of Hyper-Calvinism ), é que sendo uma doutrina dentro de um sistema lógico pode facilmente se converter racional e ideológica e, portanto, tirar todo desejo de proclamar o Evangelho, evangelizar e fazer o bem a todos os homens, porque no fim Deus trará seus eleitos para si na sua própria soberania. (Veja também meu livro, Puritans and Calvinism).

Em contraste, a doutrina Anglicana como apresentada no Artigo XVII reconhece o que é abundantemente claro nas Escrituras e apresenta a mesma de forma cuidadosa e não especulativa, a fim de que a doutrina faça mais sentido, não no debate racional, mas como nos curvamos diante de Deus na adoração, agradecendo-lhe pela sua misericórdia e graça salvadora, e meditando sobre a obra expiatória de Cristo por nós. Enquanto a um bom clero Anglicano é requerido acreditar na eleição divina no sentido de eleição para a vida eterna; por outro lado, a ele não é requerido acreditar, ensinar e confessar o corolário lógico aparente, que Deus especificamente ordenou a muitos a ira e condenação. Uma última consideração, os supostos excessos do “Calvinismo” (pelo qual geralmente significa high e hyper Calvinismo), do qual muitos Anglicanos “anglo-católicos” reclamam, não é desculpa para rejeitar o lugar importante da Eleição Divina nos formulários Anglicanos e, deste modo, no Catolicismo Reformado.
ARTIGO XVII – DA PREDESTINAÇÃO E ELEIÇÃO 
A PREDESTINAÇÃO à vida é o eterno propósito de Deus, pelo qual (antes de lançados os fundamentos do mundo) Ele tem constantemente decretado por seu conselho, a nós oculto, livrar da maldição e condenação os que elegeu em Cristo de entre todos os homens, e conduzi-los por Cristo à salvação eterna, como vasos feitos para honra (Rom. 9:21ff). Portanto, os que se acham dotados de um tão excelente benefício de Deus, são chamados, segundo o propósito de Deus, por seu Espírito, que opera no tempo devido; pela graça obedecem ao chamamento; são justificados livremente; são feitos filhos de Deus por adoção (Rom 3:24; 8:15f); são formados à imagem do seu Unigénito Filho Jesus Cristo; vivem religiosamente em boas obras, e, pela misericórdia de Deus, chegam finalmente à felicidade eterna (Rom. 8:29f; Ef. 2:8-10). 
Assim como a piedosa consideração da predestinação e da nossa eleição em Cristo, é cheia de um conforto doce, suave e inefável para as pessoas piedosas e para as que sentem em si mesmas a operação do Espírito de Cristo, que vai mortificando as obras da carne e os seus membros terrenos, e arrebatando o pensamento às coisas altas e celestiais, não só porque muito estabelece e confirma a sua fé na salvação eterna que hão de gozar por meio de Cristo, como lhes torna mais fervorosa a natureza do seu amor para com Deus; assim também, para as pessoas curiosas e carnais, destituídas do Espírito de Cristo, o ter sempre presente a sentença da predestinação divina, é um precipício perigosíssimo, por onde o diabo as arrasta ao desespero, ou ao descuido, igualmente perigoso, duma vida impuríssima. 
Além disso devemos receber as promessas de Deus, como geralmente nos são propostas na Escritura Santa, e seguir nas nossas obras aquela vontade de Deus, que nos declara expressamente a Palavra de Deus.


Autor: Rev. Dr. Peter Toon, foi Presidente da Prayer Book Society (Sociedade do Livro de Oração) dos USA, até sua morte.

0 comentários:

O Triplo Ministério do Senhor

As escolas de teologia dogmática, seguindo a igreja primitiva, para ter um maior e completo saber da obra salvadora do nosso Senhor, Jesus Cristo, vêem frequentemente esta obra sob três aspectos fundamentais: a) o ministério de Sumo Sacerdote; b) seu ministério profético; e c) seu ministério real. Esses três aspectos são chamados o triplo ministério do Senhor.


O aspecto comum destes três ministérios no Antigo Testamento era que a pessoa separada para o chamado de um destes três ministérios era acompanhada por unção com óleo, e aqueles que passavam por esses ministérios eram alentados pelo poder do Espírito Santo.

O próprio nome "Cristo" significa "ungido" (o nome "Jesus" significa "Salvador"). O Senhor refere-se a Si mesmo com as palavras do Profeta Isaías quando Ele as lê na Sinagoga de Nazaré: " "O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor" (Lucas 4:18-19).

A. Cristo, o Sumo Sacerdote


O Senhor Jesus Cristo não é só o Cordeiro de Deus que é oferecido em sacrifício pela vida do mundo; Ele é ao mesmo tempo Aquele que oferece o Executor do sacrifício, o Sumo Sacerdote. Cristo é "Tu que ofereces e é oferecido, és Tu que recebes e distribui" (Hino Cristão Antigo). Ele próprio é oferecido como sacrifício, e Ele próprio também oferece o sacrifício. Ele tanto recebe como distribui o sacrifício para aqueles que vêm.

O Senhor expressou seu ministério Sumo Sacerdotal na terra, no mais alto grau na oração a Seu Pai que é chamada de "a oração do Sumo Sacerdote," que foi pronunciada depois da conversa de despedida com Seus discípulos na noite em que Ele foi preso pelos soldados e da mesma forma na oração em solidão no jardim de Getsêmani: " Em favor deles eu me santifico, para que também eles sejam santificados pela verdade. Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles" (João 17:19-20).

O Apóstolo Paulo interpreta o ministério Sumo Sacerdotal de Cristo em sua Epístola aos Hebreus (capítulos cinco ao dez). Ele justapõe o ministério sumo sacerdotal de Cristo com os ministérios dos Sumos Sacerdotes do Antigo Testamento e mostra que o sacerdócio de Cristo os ultrapassa incomparavelmente.

Existiram muitos sumos sacerdotes de acordo com a ordem de Aarão, já que a morte não permitia que houvesse só um. Mas esse Um, de acordo com a ordem de Melquisedec, permanecendo eternamente, tem um sacerdócio que não passa (Hebreus 7:23-24).

Aqueles sumos sacerdotes eram cobertos com enfermidade; mas o Sumo Sacerdote é perfeito para sempre (Hebreus 7:28).

Aqueles eram sacerdotes do tabernáculo terrestre feito por mãos; mas esse Um é o Executor sagrado do tabernáculo eterno não feito por mãos (Hebreus 9:24).

Aqueles sumos sacerdotes entraram no local sagrado como sangue de bodes e bezerros; mas esse Um com seu próprio sangue entrou uma vez no local sagrado e obteve uma redenção eterna (Hebreus 9:12).

Eles foram sacerdotes do Antigo Testamento; enquanto esse Um é o sacerdote do Novo Testamento (Hebreus 8:6).

B. Cristo, o Profeta e Mestre


O ministério profético do nosso Senhor, Jesus Cristo, foi expressado no fato que Ele proclamou aos homens, em toda totalidade e clareza acessível a eles, a vontade do Pai celestial, para a salvação do mundo; e concedeu ao homem a mais perfeita lei de fé e misericórdia que serve ao propósito de salvação pela graça mediante a fé do povo de Deus, a Igreja de Cristo. Esse ministério foi executado pelo próprio Senhor e através de Seus discípulos, que de acordo com Seus mandamentos, proclamaram as boas novas do evangelho do Reino para todos os povos e entregaram-nas à Igreja em todos os tempos.

A Boa Nova do evangelho do Reino foi preparada ao longo da história (Marcos 1,1-8), foi proclamada solenemente pelo Pai na hora do batismo de Jesus (Marcos 1,9-11), foi testada e aprovada no deserto (Marcos 1,12-13). Agora aparece o resultado da longa preparação: Jesus anuncia a Boa Nova do Reino de Deus publicamente ao povo (Marcos 1,14-15) e convoca outras pessoas a participar do anúncio (Marcos 1,16-20).

O ensinamento evangélico de fé é o ensinamento:
  1. a respeito de Deus, nosso Todo-poderoso Deus, a Quem nós somos ensinados a apelar com o grito de um filho: "Pai Nosso." A respeito a verdadeira revelação de Deus aos homens. O Salvador fala na oração antes de Seus sofrimentos: "Manifestei o teu nome aos homens... e eu lhes fiz conhecer o teu nome" (João 17:6, 26).

  2. a respeito da vinda do Verbo ao mundo — a vida do Unigênito Filho de Deus — para a salvação dos homens e para a reunião deles com Deus.

  3. a respeito do Espírito Santo, nosso Confortador e Santificador;

  4. a respeito da natureza e propósito do homem; a respeito da natureza corrompida pelo pecado; o novo nascimento pelo Espírito Santo ; a urgência do arrependimento; a salvação pela graça mediante a fé em Cristo e a santificação;

  5. a respeito do Reino de Deus e da Igreja do Novo Testamento; a respeito do Julgamento Geral e o destino final do mundo e do homem.

O ensinamento evangélico se resume aos mandamentos de Cristo: amar a Deus e ao próximo, que é apresentado mais extensamente no Antigo Testamento, e que inspira a completa devoção a Deus pelos seus filhos. Muitos destes mandamentos da lei moral estão apresentados de forma concentrada no Sermão da Montanha. Por exemplo, lá estão os mandamentos de perdoar as ofensas e amar os inimigos, de autonegação e humildade, de verdadeira pureza, não só corporal, mas também espiritual, de serviço mútuo de acordo com o exaltado exemplo do próprio Salvador, e de outras coisas que são exigidas de um Cristão.

Enquanto o Antigo Testamento em suas leis inspira a cumprir os mandamentos principalmente para uma prosperidade terrena e temporal, o Novo Testamento inspira para todas as coisas, tanto aqui e agora, como eternas e espirituais.

A lei do Antigo Testamento, no entanto, não foi ab-rogada pelo Salvador, ela só foi elevada; foi-lhe dada uma interpretação mais perfeita; foi colocada sobre melhores bases. Com a vinda do Novo Testamento (Tempo), foi a lei ritual Judaica que foi ab-rogada e reconsiderados a lei civil de Israel a luz da realidade presente do Reino de Deus.

A respeito da relação dos Cristãos com o Antigo Testamento, o Teodoreto de Cirro raciocina assim: "Assim como mães de recém-nascidos nutrem por meio do peito, e depois comida leve, e finalmente, quando eles se tornam crianças ou jovens, dão a eles comida sólida, assim também o Deus de todas as coisas de tempos em tempos deu aos homens ensinamentos mais perfeitos. Mas, apesar de tudo isso, nós reverenciamos o Antigo Testamento como o peito da mãe, só não tomamos leite dele; os perfeitos não têm necessidade de leite de uma mãe, apesar de deverem reverenciá-la por que foi dela que eles receberam o desenvolvimento. Assim nós também, apesar de não mais observar a circuncisão, o sábado, as ofertas de sacrifício, os borrifamentos — não o mínimo, nós tiramos do Antigo Testamento um benefício diferente: por ele, de modo prefeito, nos introduz em piedade, em fé de Deus, em amor pelo próximo, em continência, em justiça, em coragem e acima de tudo pela imitação dos exemplos dos antigos Santos" (Teodoreto de Cirro, "Brief Exposition of the Divine Dogmas").

A lei dos Evangelhos foi dada para todos os tempos, até o final dos tempos, e não está sujeita a ser ab-rogada ou modificada.

A lei dos Evangelhos é dada para todos os homens, e não para um só povo, como foi a lei do Antigo Testamento.

Por essas razões, a fé e ensinamentos dos Evangelhos é chamada pelos Padres da Igreja de "Católica," isto é, englobando todos os homens em todos os tempos e lugares.

C. Cristo, o Rei do Mundo


O Filho de Deus, o Criador do céu e da terra, o Rei Eterno de acordo com a Divindade, é Réu também de acordo com Seu Deus-Humano, do Seu ministério na terra, até Sua morte na Cruz, e em Sua condição glorificada após a Ressurreição.

O Profeta O profetizou como um Rei, como lemos no Profeta Isaias: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da eternidade, Príncipe da Paz ... do incremento deste principado e da paz, não haverá fim, sobre o trono de Davi, e no Seu Reino" (Isaías 9:6-7).

O ministério Real do Senhor antes de Sua Ressurreição foi expresso: a) em Seus milagres, em Sua autoridade sobre a natureza; b) em Sua autoridade sobre os poderes do inferno, a respeito da qual há testemunhos de Seus inúmeros exorcismos de demônios a palavra do Senhor: "E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu" (Lucas 10:18); c) em Sua autoridade sobre a morte, manifestada na Ressurreição do filho da viúva de Naim, a irmã de Jairo, e Lázaro dos quatros dias.

O próprio Senhor Jesus Cristo fala de Si como um Rei antes de Sua Ressurreição quando Ele estava sendo julgado por Pilatos: "O meu Reino não é deste mundo" (João 18:36). Ele disse a eles: "É-me dado todo o poder no céu e na terra" (Mateus 28:18).

Depois de Sua Ascensão o Deus-Homem Cristo é Cabeça do céu, da terra e do submundo. Ao inferno e Sua vitória sobre eles, sua destruição das amarras dele; adiante, em Sua Ressurreição e vitória sobre a morte; e finalmente, na Ascensão de Jesus Cristo e a abertura do Reino do Céu para todos aqueles que acreditam Nele.

O próprio Senhor, Jesus Cristo, anunciou a chegada do Reino de Deus, “Daí por diante, passou Jesus a pregar e a dizer: Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4:17). A promessa esperada do Messias, se faz realidade em Cristo. A mensagem do evangelho é uma mensagem do domínio divino. A mensagem de paz e salvação anunciada é o simples e importante fato de que Deus reina. A chegada do reino dos céus foi um dos principais temas da pregação de João Batista (Mateus 3:2).

O domínio do Senhor sugere a derrota de outro, que dominava antes. O contexto de Isaías 52 trata de outros que dominavam sobre o povo de Deus. A mesma linguagem é usada em Naum para falar sobre a queda da Assíria diante do poder de Deus: “Eis sobre os montes os pés do que anuncia boas-novas, do que anuncia a paz! Celebra as tuas festas, ó Judá, cumpre os teus votos, porque o homem vil já não passará por ti; ele é inteiramente exterminado” (Naum 1:15). Para estabelecer um rei, é necessário tirar outro.

Quando esse tema do evangelho do reino é apresentado no Novo Testamento, a mensagem inclui essa noção da derrota de um dominador para dar lugar ao verdadeiro Soberano. Quando Jesus chamava as pessoas a se arrependerem, ele exigia a rejeição do domínio do pecado para dar lugar para seu reinado na vida de cada um. Paulo explicou esta mudança importante quando escreveu: “sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos; . . . Assim também vós considerai-vos mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões; nem ofereçais cada um os membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça. Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça” (Romanos 6:6,11-14).

FONTE: PESPEK


1 comentários:

Calvino subscreveu Augsburgo?


Nas controvérsias atuais, formados por pessoa que leem poucos e debatem muitos, as vezes sem maior argumentos que a opinião daqueles teólogos admirados por eles. Encontramos uma falta de conhecimento do contexto histórico que me preocupa. Uma vez dito isto, não tentou me proclamar como tendo tal conhecimento histórico. Somente estou em uma jornada de pesquisa e estudo a qual me tem feito reconsiderar muitas premissas afirmadas anteriormente.

Até recentemente, era amplamente conhecido o fato de que Calvino, o grande teólogo francês que desenvolveu seu ministério na Genebra, tinha subscrito, ou concordo com, a Confissão de Augsburgo. Talvez, se possa discordar se tal ato foi um mero formalismo ou um ato formal e formado.

O que não se pode colocar em dúvida, são as próprias palavras de Calvino em uma carta que escreve a Schallingius, no mês de Março de 1557. Se tem oportunidade recomendou ler a carta pelo seu grande interesse histórico. Nesta carta, Calvino diz sobre a confissão De Augsburgo:

“Não rejeito a Confissão de Augsburgo, que há muito tempo eu subscrevi de bom grado e de forma voluntaria, como o próprio autor interpretou tal confissão.” (Original em latim, Nec vero Augustanam confessionem repudio, cui pridem volens ac libens subscripsi, sicuti eam autor ipse interpretatus est).

O próprio Calvino nos lembra nesta carta que ele teria subscrito a Confissão de Augsburgo possivelmente em 1540. Isto significa que ele assinou 17 anos desta carta e, depois de todo este tempo, ainda permanecia na sua afirmação. De fato, concordando amplamente de coração com tal confissão, já que ele assinou de forma voluntária, sem ter pressão alguma pra tomar tal decisão.

Inclusive, afirma qual é a interpretação com a qual ele concorda. Aquela que o próprio autor fez. O autor não é outro que Felipe Melanchthon. Portanto, se refere a versão da Confissão de Augsburg Variata que foi uma versão revisada com pequenas mudanças feitas pelo próprio Melanchthon. Isto estaria mais de acordo com o pensamento da maioria dos Reformadores Protestantes, refletindo a unidade das diversas escolas teológicas desenvolvidas em diversas cidade protestantes (Genebra, Zurique, Heidelberg, Augsburgo, Cantuária, etc.).

Sem nenhuma dúvida, esta carta nos ajuda a perceber a unidade existente entre os Reformadores Protestantes do século 16, a qual não seria mantida nos séculos posteriores, causando divisões e conflitos entre as diferentes tradições protestantes. Estes constantes desacordos tem chegado até os nossos dias.

0 comentários:

O Caminho da Reconciliação

Um dos elementos essenciais do guerreiro é descobrir a importância de se reconciliar com Deus. Porém, tal aprendizado só é completo, se entendemos que sem a intervenção do próprio Deus, o homem não deseja se reconciliar com o Criador. O homem deseja um Deus que cuide dele e responda seus pedidos, e está disposto a fazer aquilo que Deus pede em troca de ter seus pedidos atendidos, porém o homem não deseja ter de volta a relação perdida com Deus. A vergonha do pecado permanece na perspectiva humana.


Esta é a razão pela qual o Caminho ensina que Deus tem feito possível a reconciliação de Deus com os homens através de Jesus Cristo. Agora, o homem poderia ser reconciliado com o Pai, e redescobrir o Criador.

O motivo pelo qual Deus tem tomado tal passo, ainda quando o homem tem pecado e se rebelado contra o Criador, simplesmente será compreendido se conhecemos a verdadeira natureza justa e bondosa do Criador. Deus não é só um Deus irado, como alguns desejam nos apresentar. Ele é muito mais que um Deus irado. Ele é um Pai que deseja resgatar sua criação da própria auto-destruição. Deus não tem prazer algum na morte dos homens.

Pois não me agra­da a morte de ninguém. Palavra do Soberano, o Senhor. Arrependam-se e vivam!” (Ezequiel 18.32)

Diga-lhes: Juro pela minha vida, palavra do Soberano, o Senhor, que não tenho prazer na morte dos ímpios, antes tenho prazer em que eles se desviem dos seus caminhos e vivam. Voltem! Voltem-se dos seus maus caminhos! Por que o seu povo haveria de morrer, ó nação de Israel?” (Ezequiel 33.11)

O Senhor não demora em cumprir a sua promessa, como julgam alguns. Ao contrário, ele é paciente com vocês, não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3.9).

Ser discípulo é observar a humanidade nos olhos de Cristo. Ele nos ensina o Caminho diante de nós. Não desejamos sair do mundo, nem odiar o mundo, mas abraçar a cruz e a própria mensagem de Jesus para levar a mensagem do amor do Senhor para o mundo.

Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele” (João 3.16-17).

Jesus se fez homem para salvar os pecadores deste mundo, e inaugurar um novo tempo, o tempo do Reino. Às vezes, esquecemos a verdade básica desse amor e maravilhosa graça de Jesus pelos pecadores. Ele não esqueceu dos homens, mas lembrou deles na sua misericórdia. Neste perfeito propósito, leva a entrega dEle para receber os pecados dos homens, e viver a morte dos pecadores naquele que é justo e perfeito.

Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior” (1 Timóteo 1.15).

Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados” (1 Pedro 2.24, veja também Isaías 53.5-6).

Se desejamos ser verdadeiros discípulos, e aprender a ser guerreiros serenos de Cristo, cabe olhar o sacrifício de Cristo com corações agradecidos e mentes renovadas. Através de Cristo, Deus tem feito o impossível possível. Tem permitido que os pecadores uma vez mais fossem reconciliados com Ele. Por este motivo, compreendemos a importância de escolher o caminho da reconciliação que Deus nos apresenta através da obra reconciliadora do nosso Senhor, Jesus Cristo.

Tudo isso provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, ou seja, que Deus em Cristo estava reconciliando consigo o mundo, não levando em conta os pecados dos homens, e nos confiou a mensagem da reconciliação. Portanto, somos embaixadores de Cristo, como se Deus estivesse fazendo o seu apelo por nosso intermédio. Por amor a Cristo suplicamos: Reconciliem-se com Deus. Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus” (2 Coríntios 5.18-21).

O Caminho começa com esta reconciliação com o Pai. As boas novas são que é possível voltar a ter íntima comunhão com o Criador, e conhecê-lo como ele tem sido revelado em Cristo. Por este motivo, precisamos nos arrepender das nossas atitudes, pensamentos, jeitos, palavras e pecados que tem sido feitos, pensados e ditos contra Deus e contra outros. Isto nos ajudará a perceber que os homens estamos todos na mesma jornada, e ninguém deverá se considerar mais esperto, ou superior, que os outros, porque a fé que professamos e confessamos em Cristo, é um presente dado por Deus a todos aqueles que são escolhidos para ser parte do povo de Deus, a Igreja.

"O tempo é chegado", dizia ele. "O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas-novas!”” (Marcos 1.15)

No passado Deus não levou em conta essa ignorância, mas agora ordena que todos, em todo lugar, se arrependam” (Atos 17.30)

Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso pela fé a esta graça na qual agora estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança; a perseverança, um caráter aprovado; e o caráter aprovado, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu" ( Romanos 5.1-5)

No Caminho de Reconciliação se entra através de Cristo, e os benefícios desta jornada são fruto da maravilhosa graça de Deus. Aprender a viver esta realidade requer tempo, enquanto seguimos a jornada dia a dia.


SÉRIE: Lições do Guerreiro Sereno



0 comentários:

O Papa e o Pastor Presbiteriano




Uma reflexão sobre a unidade cristã a partir de um tema polêmico na igreja protestante do século 21.


Agradeço a todos pelas suas opiniões sobre a notícia do pastor presbiteriano que tem sido nomeado pelo Papa como o novo Editor do jornal do Vaticano, tanto as opiniões públicas como as privadas feitas no Messenger.

(NOTA - Esta notícia foi publicado no meu perfil onde perguntei as opiniões sobre esta notícia)

Pessoalmente, não tenho uma idéia formada sobre este passo dado pelo Papa Francisco. Um fato é inegável, estamos diante de um fato inédito, possivelmente um ponto histórico sem precedentes. As opiniões expressadas, a favor e em contra, mostram muitos dos meus próprios pensamentos.

Referente a unidade com a Igreja de Roma, simplesmente é impossível neste momento. As diferenças teológicas e bíblicas, sem mencionar as diferenças litúrgicas e pastorais, são de tal magnitude que tal unidade é uma utopia neste instante. Porém, podemos estar agradecidos a Deus que temos trocado o barulho das armas e a perseguição, em nome de Cristo, pelas orações e o diálogo.

Sei que muitos tem medo da unidade da igreja cristã. Alguns inclusive consideram toda a idéia da unidade, como uma das sinais da besta. Porém o fato é que a Igreja de Cristo está ferida, machucada e maltratada. Temos enfraquecido a missão de Deus e feito um desfavor ao testemunho cristão.

Os cristãos protestantes devemos considerar o que nos separa e até que ponto tais diferenças são razões para permanecer separados uns dos outros. E, me perguntou, se estamos diante de um novo acordar do movimento a favor da unidade cristã? O último levou o surgimento de várias igrejas unidas. Minha própria denominação foi fruto da união de duas igrejas na Inglaterra, a Igreja Livre da Inglaterra e a Igreja Episcopal Reformada da Grã Bretanha, que se uniram em 1927. Minha própria jurisdição local (Igreja Anglicana Reformada do Brasil) tomou o passo corajoso de deixar de ser independente para ser Igreja Livre da Inglaterra a partir de 2014, perdendo o que muitos consideravam inadmissible ser independentes, como se isto fosse uma das marcas da igreja.

Existe uma história ampla nos últimos 100 anos de igrejas que superaram as diferenças e se uniram em favor do evangelho de Cristo. Se deseja conhecer um pouco mais sobre esta história, desconhecida por muitos, poderá descobrir mais nesta página, ainda que está longe de refletir todas as igrejas que tem se unido nos últimos 100 anos:

https://en.wikipedia.org/wiki/United_and_uniting_churches

Talvez, ajude a que muitas das igrejas independentes reconsiderem sua própria Independência, e descubram que a Igreja de Cristo foi chamada a ser interdependente uns dos outros e dependente de Cristo, como Cabeça da Sua Igreja, visível e invisível. Ao mesmo tempo, ser interdependente, não significa rejeitar o principio de autonomia da congregação local, mas não confundamos a autonomia com o individualismo e o corporativismo local.

Deus nos ajudei a descobrir a unidade no essencial e fundamental, a diversidade, nas questões secundarias e não-essenciais, e, em todo tempo e lugar, a caridade, respeito e amor uns pelos outros.

ADDENDUM: Depois de ter visto as primeiras reações a este texto, talvez seja necessário escrever um Addendum para afirmar que o artigo não trata da unidade dos protestantes com os católicos romanos, já que o autor não considera esta possibilidade como possível em hipóteses alguma neste momento. O artigo levanta a questão, porque os protestantes brasileiros temos tanta dificuldade em buscar a unidade visível entre nos e temos tanta facilidade para nos dividir regularmente. Tendo presente as palavras do próprio Jesus Cristo no evangelho de João 17, e observando que a Igreja do NT tinha uma unidade visível inerente a sua própria existência.

NOTA - A foto deste artigo é o logo da Igreja Protestante da Holanda uma das últimas igrejas unida da Europa onde se uniram várias igrejas reformadas com a igreja luterana nesse país.


0 comentários:

Vivendo pela Fé – Parte II

Deus não está tentando que sejamos os primeiros em boas obras. Ele nos traz da morte à vida para que tenhamos a natureza divina em nós. Aos Seus olhos, os justos não são aqueles que fazem boas obras, mas aqueles que vivem pela fé em Cristo (veja Romanos 4.5, também Habacuque 2.4). Por certo, não estou dizendo que não devamos realizar boas obras, porém, estas são resultados de quem somos em Cristo e não o caminho para chegar a Deus.


Em Habacuque 2.4, Deus apresenta dois grupos de pessoas. Aqueles que acreditam no Senhor e aqueles que são orgulhosos. Aqueles que são arrogantes não podem viver pela fé. A razão é que muitos não conseguem perceber que Deus esteja dando livremente tal dom pela simples fé em Cristo. Não precisa uma fé madura, nem uma fé desenvolvida, porém uma fé verdadeira. Assim, alguns desejam ganhar Seu perdão e Sua santidade através de fazer aquilo que é certo. Talvez, inclusive leiam este artigo e concordem com ele, porém estão vivendo como aquilo que este texto está denunciando.

Satanás continua dizendo hoje, como no Jardim de Éden, que não necessitamos depender de Deus para conhecer a verdade e a diferença entre o que é verdade do que não é. Talvez, ele não usou exatamente estas palavras, porém, o resultado são cristãos vivendo vidas cristãs sem comunhão, nem devoção, ao Deus vivo. Eles terminam acreditando que se fazem todas estas coisas pelo Senhor ou se conhecem melhor a Bíblia, então são cristão maduros e tudo está certo. Se deseja saber se você caiu nessa armadilha de Satanás, permita que te pergunte se você se sentem mais espiritual quando lê todos os dias a Bíblia e ora… e se sentem uma cristão carnal quando não faz tal coisas. Se é assim, então você ainda não compreendeu a graça maravilhosa de Deus.



Nossas emoções ou consciências não definem quem somos em Cristo, nem nossa santidade. Estas são subjetivas, enquanto nossa identidade em Cristo é objetiva.



Este problema não é novo. Paulo enfrentou esta situação, por este motivo escreveu a carta aos Gálatas. Eles tentavam ser perfeitos pelos seus próprios esforços (Gálatas 3.3). Eles consideram seu valor espiritual baseado no que tinham feito por Deus ou pelos resultados que tinham visto no seu ministério. Se eram positivos aos seus olhos, então estavam satisfeitos. Isto se observa na cultura cristã atual que os pastores de grandes igrejas são melhores pastores daqueles que tem igrejas pequenas. Talvez, seja verdade, porém nunca uma multidão foi sinal de sucesso aos olhos de Jesus. De fato, em muitas ocasiões, as pessoas acabavam abandonando a Jesus diante de ensinos considerados difícil de aceitar. Ele teve multidões que seguiram na sua vida, contudo se encontrava sozinho na Cruz. E, depois da ressurreição, tinha apenas 120 discípulos. Não eram números espetaculares. Porém, eram o resultado do ministério de Cristo na Terra.
É curioso perceber que quando as pessoas perguntaram a Jesus como podiam realizar a obra de Deus, Ele não diz façam boa obras. Jesus diz para acreditar nEle (João 6.28-29). Sem fé é impossível agradar a Deus.

Há muitos paradoxos na vida cristã e, aqui, vou apresentar a primeira delas quando somos resgatados e salvos do pecado e da morte.

1º Jesus nos justifica como se nunca houvéssemos pecado: deste modo podemos ter acesso ao Pai, como justos e filhos de Deus, porque Deus promete que nunca lembrará nossos pecados passados contra nos (Hebreus 8.12). Ao mesmo tempo, também recebemos a instrução de nunca esquecer nossos pecados passados, a fim de que não acabemos sendo cegos (2 Pedro 1:9).

2º somos pecadores, porém agora somos santos que ainda pecam: Isto faz que vivamos em uma constante tensão. Enfatizamos nossos pecados, que ainda existe em nós, ou o fato de ser santos e justos diante de Deus?
A resposta é que Deus deseja que não esqueçamos de onde estamos vindo para não voltarmos lá. Não há humildade em sentir-se culpado pelos pecados passados. Isto é descrença na obra redentora de Cristo, não humildade. Por isso, não deseja que nos desesperemos com o nosso passado, mas tenhamos a liberdade em Cristo, como filhos da promessa. Deste modo, agora vivemos para a glória de Deus.

Esta segurança é o que dá confiança diante de Deus e coragem contra as acusações de Satanás e, como não, ânimo para enfrentar os medos com quem Satanás tenta nos assustar.
Existem muitos livros hoje em dia que tratam sobre fé e o Espírito Santo, porém estes livros dirigem os cristãos em uma fé e experiência enganosa. A FÉ que estes livros ensinam é fé para ser ricos ou conseguir aquilo que desejamos. Nas páginas destes livros, poderá ler que os cristãos podem conseguir tudo aquilo que eles desejam, se eles têm a fé suficiente para receber esses bens materiais. Tal ensinos é fundamentalmente contrário aos ensinos e as práticas dos primeiros apóstolos e a maioria dos grandes homens de Deus através dos séculos que sacrificaram tudo, inclusive a vida, para promover o Reino de Deus.

A fé genuína é aquela que nos permite vencer o mundo (1 João 5.4). Por mundo, precisamos compreender todo o que não provem do Pai “a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens”(1 João 2.16). Como Jesus venceu este mundo, nos também (veja João 16.33 e Ap. 3.21). Quando vencemos o mundo, nunca mais seremos enganados por Satanás. Suas tentações e os prazeres deste mundo não serão mais nosso desejo, nem tampouco estaremos preocupados por alcançar riquezas materiais e ser ricos. O materialismo não terá mais poder sobre nós, porque teremos descobertos as eternas riquezas que vêm por sermos filhos de Deus e coparticipantes da família do Rei.

Deus deseja que possamos desfrutar os prazeres puros da comunhão com Ele. Somente isso é capaz de levar longe os desejos por outros prazeres (Salmos 16.11). Muitos tentam desesperadamente vencer as tentações dos prazeres pecaminosos através de estratégias humanas. Porém, somente quando estamos diante da presença do Deus vivo, e permanecemos em Cristo pelo poder do Espírito Santo, que realmente seremos capazes de ser livres. FÉ em Deus e o poder do Espírito Santo te fará livre totalmente e verdadeiramente.

Está em uma situação que não consegue abandonar alguns pecados fruto dos prazeres que te atraem? Então, clama ao Senhor!

Foi o que Pedro fez quando estava se afundando no mar, dizendo: “Senhor, me salve.” Ele não somente te salvará, também tirará de ti o desejo para o pecado e colocar o desejo de ser livre dele. É Deus quem causa em nos tanto o desejo e como o realizar (Filipenses 2.13). Este é a totalidade do evangelho. Glória a Deus!

A vida de Jesus não é uma coisa que possamos imitar. Devemos participar dela através do Espírito Santo. A maioria dos cristãos não experimentam isto, porque são pobres de espírito. Isto significa que não vivem suas vidas com uma constante consciência de sua necessidade de Deus. Eles vivem independentes do Senhor.

Jesus convida somente os sedentos a vir a Ele e beber. Caminhar pela fé, significa viver da água viva, que é a única água que será capaz de satisfazer nossos desejos mais profundos (João 7.37-38). Assim, todos nós poderemos viver a glória desta vida de fé e descobrir a maior das aventuras que jamais poderá ser vivida: Ser filhos do Deus vivo e discípulos de Cristo.

Publicado no site Reformai.



0 comentários:

Vivendo pela Fé – Parte I

“Eis que vêm os dias, diz o Senhor Deus, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor. Andarão errantes de mar a mar, e do norte até o oriente; correrão por toda parte, buscando a palavra do Senhor, e não a acharão” (Amos 8.11-12).


Muitos cristãos, sinceramente, têm buscado seguir os ensinos de Cristo através dos séculos, porém, eles têm encontrado grandes barreiras para viver em santidade e vencer o pecado em suas vidas, enquanto tentam tomar sua cruz, negando a si mesmo. Há momentos em que a vida cristã parece mais uma vida impossível do que a vida gloriosa descrita nas Escrituras. Muitas vezes fracassamos tentando compreender realmente o que significa a vida cristã. Deste modo, nunca chegaremos a compreender a vida de fé no novo pacto da graça. Acabamos assim caindo no estilo de vida do Antigo Testamento, em vez de entender os princípios da nova vida em Cristo. Isto é mais fácil de acontecer do que possamos perceber em um primeiro momento, porque sempre existe uma tensão entre a relação do pacto no Antigo Testamento e no Novo Testamento.

Em 2 Coríntios 3.6, lemos que o novo pacto é a obra do Espírito que traz vida, enquanto o Antigo Testamento estava fundamentado na letra que traz morte. Se caminhamos de acordo com a letra dos mandamentos da lei de Deus, inclusive no Novo Testamento, ela continuará nos trazendo morte. Somente ao vivermos pela fé com o Espírito Santo nos dirigindo e guiando, entraremos na “vida de Cristo, ”porque o Espírito escreverá a lei dos mandamentos de Deus nos nossos corações (Hebreus 10.16, veja também Jeremias 31.33) e viveremos conforme a plenitude do plano de Deus.

Desde a ressurreição e ascensão de Cristo, o Pai enviou o Espírito Santo sobre o povo de Deus. Nossa vida, como a família escolhida de Deus, pode ser mais gloriosa que aquela que temos visto nos santos do Antigo Testamento. Portanto, você precisa compreender que se vive uma vida de condenação, depressão e tristeza dia sim e dia não, possivelmente seja porque você está tentando viver sobre os princípios do antigo Pacto (2 Cor. 3.9), tentando ganhar o favor de Deus e seguir os mandamentos na sua própria força.

Há duas coisas que observamos claramente na vida de Jesus, nosso Mestre: sua total dependência do Pai e o poder do Espírito Santo. A Trindade presente na vida de Cristo. Nós, como comunidade cristã, estamos chamados a viver esta mesma realidade. Como? Os cristãos são chamados, primeiro de tudo, a serem discípulos de Cristo, em outras palavras, formar nossas vidas seguindo o estilo de vida de Jesus que está fundamentado nos ensinos das Escrituras. Isto é possível, porque temos sido reconciliados com o Pai pela morte de Cristo na Cruz, e agora podemos ter plena comunhão com Deus e viver em plena dependência dEle, recebendo vida plena pelo poder do Espírito Santo. Deste modo, não temos que tentar ganhar o favor de Deus, porque a graça de Deus já tem feito isso por nós.

Este foi exatamente o que Adão não percebeu quando não exerceu sua autoridade sobre a criação, e decidiu seguir seu próprio entendimento. Assim, tomou do fruto proibido do bem e do mal, ao invés da vida (Gênesis 2.9). Nunca fez sentido para mim, porque Adão preferiu tomar o fruto do conhecimento ao invés de comer da árvore da vida, possivelmente porque não valorava o suficiente a relação e intimidade que tinha com Deus. Ele desejava ser como Deus, o mesmo pecado que cometeu Satanás e os anos que seguiram ele quando se rebelou contra Deus. Adão desejava ter o conhecimento nele, em vez de depender em Deus para receber tal conhecimento.

Hoje em dia, observamos o mesmo problema na vida dos discípulos de Cristo. Tentamos ganhar conhecimento, em vez de depender dEle. Não estou falando que não seja importante crescer no conhecimento e na verdade. Por suposto que é importante, o problema é quando achamos que somente isso não vai fazer melhores cristãos. A vida em Cristo é o que nos leva a ter intimidade com a Trindade.

O conhecimento surge a partir dessa comunhão relacional (pactual) entre o povo escolhido, a Igreja, e Deus. Deste modo, esquecemos o ensino do rei Salomão quando escreveu, “Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas.”(Provérbios 3:5-6). Exatamente este conhecimento é o que leva a perdição ao povo de Deus, como lemos em Oséias 4:6

“O meu povo está sendo destruído, porque lhe falta o conhecimento. Porquanto rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.”

Os homens não rejeitam o conhecimento per se (em si mesmo), rejeitam o conhecimento que vem de Deus, buscando seu próprio conhecimento e entendimento. Isto termina causando inumeráveis conflitos existenciais, quando não são também familiares, bélicos ou sociais.

O grande pecado da humanidade tem sido viver longe de Deus, em vez de viver em dependência total de Deus. O homem tem escolhido viver para ele mesmo, separando-se de Deus a tal ponto pelo pecado original que, ainda se agora desejassem buscar a Deus, não seria possível sem a obra perfeita de Deus que enviou a Igreja para ser um farol na noite obscura.
Infelizmente, muitos cristãos continuam vivendo suas vidas longe de Deus, sem depender dEle, e sem intimidade com o Pai; por esta razão, acabam frustrados e desanimados na vida cristã. E tentam preencher o vazio com outras coisas que, ainda sendo boas, não fazem sentido se não fluem a partir de uma verdadeira comunhão na presença de Deus.

Todas as religiões ensinam aos seus seguidores a fazer o bem e fugir do mal. Os cristãos que desejam viver vidas agradáveis a Deus também desejam fazer o bem e fugir da maldade. O problema é quando isto é um fim em si mesmo. A busca da santidade surge da relação que temos com o Pai mediante o Filho pelo poder do Espírito Santo. É aí que surge a capacidade de agradar a Deus em perfeição, já que é o próprio Espírito que escreve os Mandamentos nos nossos corações e quem faz possível obedecer aos mesmos. Aqueles que tentam fazer pelas suas próprias forças e conhecimento do bem e má, acabam desenvolvendo mais e mais distinções desnecessárias entre o bem e o mal, através de várias regras e costumes. Deste modo, os cristãos acabam perdendo a liberdade que tem recebido em Cristo. Sem mencionar que existe um alto risco de cair no mesmo espírito (pensamento) que os fariseus da época de Jesus. O triste paradoxo é acabam nunca chegando a genuína vida santificada. Porque eles tentar chegar pelas boas obras e não pela fé.

Por 1500 anos, Deus ensinou aos judeus sobre a Lei, o que era bom e aquilo que era malvado. Porém a obediência as boas obras não levaram a vida eterna de nenhum judeu, ainda quando a obediência a Lei era uma ordenança de Deus. Viver seguindo uma série de regras e regulações, ainda que sejam a própria lei de Deus, não leva a ser uma pessoa aprovada por Deus. Isso não quer dizer que devemos ignorar os Mandamentos de Deus; pelo contrário, é impossível ignorar aquilo que está escritor no coração pelo Espírito. A lei mostra nossa fragilidade e urgência necessidade de Deus. A verdadeira santidade não se encontra somente em seguir regras e estipulações, mas é fruto da obra completa do Espírito em nós.

Em outras palavras, a santidade verdadeira é a vida de Deus sendo vivida cada dia, e Deus é o único que pode nos dar tal vida e permitir que tal dom seja vivido constantemente. Nunca seremos capazes de obter o mesmo, ainda que tentemos. Se recebe pela fé, e continua sendo vivenciado pela íntima comunhão na presença de Deus. Deste modo, o fruto do Espírito nos leva a obediência dos Grandes Mandamentos de Deus.

O apóstolo Paulo diz que nos dias quando ele, desconhecedor das demandas da lei, se sentia vivo. Porém, quando compreendeu as demandas da Lei de Deus, ele percebeu os pecados na sua vida, sentindo-se morto.

“E outrora eu vivia sem a lei; mas assim que veio o mandamento, reviveu o pecado, e eu morri…”(Romanos 7.9)

Esta é a experiência de muitos cristãos quando se enfrentam a realidade da sua própria existência. Eles se sentem vivos e felizes, enquanto somente escutam mensagens de bênçãos, promessas e as grandes coisas que Deus tem feito na história. Inclusive, sentem paz quando escutam sobre o perdão de Deus. Porém, se eles escutam pregações sobre o pecado e a importância de obedecer os mandamentos da lei de Deus, se sentem condenados e miseráveis, e a vida cristã parece estar morta.

Isto é devido a que se tem uma compreensão do evangelho somente parcial. Paulo não parou com a lei, tampouco nós devemos. Deus mostrou a Paulo a plenitude da lei, a lei do Espírito que não é outra que a vida plena em Cristo. Este entendimento ajudou a compreender que ele era livre do pecado e da morte.

“Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte”(Romanos 8.2).

Muitos tentam chegar à santidade fazendo coisas boas e sendo boas pessoas, tentando ganhar a aprovação de Deus. Muitas pessoas hoje em dia tentam viver de acordo a Lei, cometendo o mesmo erro que Eva no jardim de Éden. Eva não comeu da fruta proibida, porque desejava ser como Satanás, mas porque desejava ser como Deus, porque essa foi a promessa que recebeu da serpente (Gênesis 3.5). As pessoas pensam que podem ser como Deus se realizam boas obras. Inclusive acreditam que podem chegar a ser tão bons como Jesus Cristo, o único sem pecado. Assim, repetindo o mesmo pecado de Adão e Eva novamente.

Em muitas ocasiões, as boas obras que realizamos na vida, não é fruto da busca da genuína santidade, mas como resultado da educação recebida em família. Do mesmo modo, muitas das coisas que acabamos não realizando, não são fruto de buscar a maldade, mas por não ter sido educadas nestas coisas. Isto mostra que existe uma falta de fome e sede por Deus. Muitos cristãos passam suas vidas acumulando conhecimento da Bíblia, porém, sem viver as verdades aprendidas de Deus. Diante deste fato, a vida deles não é muito diferente daqueles que são boas pessoas, ainda que não sejam cristãos. Todos estes cristãos têm esquecido um aspecto fundamental do evangelho: somos novas criaturas em Cristo Jesus. Já não somos mais pecadores, ainda quando pecamos, mas santos. Nossa identidade não se encontra naquilo que fazemos, mas em quem somos em Cristo.

Publicado no site Reformai.



0 comentários:

Houston temos um problema

No filme Apolo 13, o ator Tom Hanks, depois de uma explosão na nave espacial, diz “Houston temos um problema.” Esta frase tem sido popularizada para falar de forma calma quando enfrentamos um possível desastre de grandes proporções antes de perceber a dimensão do mesmo.


A realização de que temos um problema, e este é muito sério. É fundamental para a vida de um discípulo de Cristo. Portanto, é importante que compreendamos a dimensão do problema e, também, é claro, qual é o problema.

A resposta é simples, porém nem sempre aceita com facilidade. Temos um problema com Deus. Nós não estamos em uma relação com Deus que seja aceitável por Ele. Você talvez se pergunte, o que isto significa?

Deus criou a humanidade para ter uma relação pessoal e intima com os homens e as mulheres. Este era o desejo de Deus. Tal relação se apresenta em muitos livros com a palavra Pacto ou Aliança. Deus desejava compartilhar uma relação única com os seres humanos. Por este motivo, lemos que fomos criados à imagem e semelhança dEle.

Adão e Eva são o exemplo dessa relação íntima na Criação. Eles tinham uma relação plena com Deus. Eles possuíam um conhecimento verdadeiro, santidade e justiça. Eles moravam na perfeita e maravilhosa Criação de Deus. A própria criação mostrava o desejo de Deus para abençoar a humanidade. Ele criou, e criou todas as coisas boas.

Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou… E Deus viu tudo o que havia feito, e tudo havia ficado muito bom. Passaram-se a tarde e a ma­nhã; esse foi o sexto dia” (Gênesis 1.27, 31).

Assim, cheguei a esta conclusão: Deus fez os homens justos, mas eles foram em busca de muitas intrigas." (Eclesiastes 7.29)

Essas intrigas foi o que acabou causando o fim do relacionamento entre Deus e os homens. Eles acabaram seguindo seus próprios conselhos, em vez de seguir os conselhos de Deus. Infelizmente, tais ações de rebeldia contra Deus tiveram consequências até os dias de hoje. O pior de tudo é que Adão e Eva passaram de ter uma relação intima e pessoal com Deus a esconder-se dEle.

Imagine por um instante a vergonha que sentiram ao perceber que aquilo que tinham até aquele instante, a prefeita comunhão com Deus, tinha sido pedido. A consciência de culpa terrível levou a se afastar de Deus. Nem sei as vezes que tenho visto essa mesma reação em pessoas que começaram o caminho, porém acabaram se afastando da sua presença, e seguindo outras estradas.

Ouvindo o homem e sua mulher os passos do Senhor Deus, que andava pelo jardim quando soprava a brisa do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus entre as árvores do jardim” (Gênesis 3.8).

Os homens até os dias de hoje se escondem de Deus. Envergonhados. Alguns desejam provar que são suficientemente bons para ganhar o reconhecimento de Deus, sem perceber que não é impossível ganhar o amor de Deus. Como tampouco é possível ganhar o amor de um verdadeiro pai. Os pais amam pelo fato de que os seus filhos, ainda quando fazem arte ou os entristeçam com suas decisões. Igual as crianças, diante dos pais, tentamos justificar as ações incorretas, e os desejos ímpios, como se os mesmos pudessem nos justificar diante do Pai.

Este não é o caminho do discípulo. Nós reconhecemos que a relação com o Pai está com sérios problemas por causa da desobediência e pecado de Adão e Eva. Porém, não somente pelo pecado deles, também pelos nossos próprios pecados.

Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram” (Romanos 5.12).

Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23).

A tragédia foi que Adão e Eva nunca perceberam a extensão do seu ato até que foi tarde demais. Ainda que deveriam ter sido conscientes do custo que ia ser desobedecer a Deus. O pecado de Adão trouxe a morte para a humanidade, assim a natureza do homem foi de tal modo danificada pelo pecado que os teólogos falam de uma natureza pecaminosa. em outras palavras, a identidade da natureza humana está identificada pela morte e o pecado que habita nos corações dos homens.

A questão surge para muitas pessoas que desejam começar o caminho, por que o pecado é um problema tão grave assim? Sobretudo, se todos somos pecadores?

A resposta é óbvia, ainda que geralmente não percebida por muitos. Deus é Deus maravilhoso, bondoso e santo, impossível de compreender além da Sua revelação. O Salmista diz, “Adorai ao Senhor na beleza da santidade; tremei diante dele toda a terra…” (Salmos 96:9). As palavras do salmista nos permite afirmar que Deus é Santo, e ao aproximar-nos ao Senhor para adorar-lo, nos reparamos com Sua santidade. Porém, o pecado nos aparta dEle. De fato, pecado nos tem corrompido de tal modo que tem mudado nossa própria natureza. Por isso, nos encontramos com um muro insuperável entre Deus e nós. O pecado impede o acesso ao Deus Santo e Justo.

O profeta Isaías expressa tal tragédia quando escreve estas palavras, “…as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça” (Isaías 59:2).

Enquanto que o apóstolo João expressa a mesma verdade nestes termos, “E esta é a mensagem que dele ouvimos, e vos anunciamos: que Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas” (1 João 1:5).

Um verdadeiro discípulo descobre que o caminho começa com uma triste realização: estamos separados do nosso Criador, e sem conhecer como chegar até Ele. Assim, descobrimos que o caminho diante de nós não é qualquer caminho. Este Caminho é diferente de qualquer outro. Temos certeza onde começa e onde nos vai levar, porém não conhecemos cada passo a ser dado. E, ao mesmo tempo, requer a coragem de um guerreiro e a espiritualidade de um monge. Talvez, assim, descobrimos o verdadeiro valor de ser um discípulo de Jesus.

O primeiro passo é mudar nossa mente. O que quero dizer por isso? Leiamos as palavras das Escrituras, “Confia, de todo o teu coração, em Jeová, E não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, E ele endireitará as tuas veredas” (Provérbios 3:5,6).

Se confiamos no Senhor, imediatamente evitaremos as próprias ações que nós desejamos. O comportamento maldoso que, às vezes, tomamos para justificar nosso estilo de vida longe de Deus.

Entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração…” (Efésios 4.18).

A vós também, que noutro tempo éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou…” (Colossenses 1:21).

Em tal condição, nem preciso explicar a distância que nos levava a buscar aquilo que nos dava prazer temporal. A sociedade do século 21 nos ensina a viver pelos prazeres que nos vão dar a felicidade e a plenitude daquilo que desejamos. O homem busca os bens materiais e o prazer para se definir como pessoa diante dos outros. O individualismo nos coloca todos como concorrentes, e não companheiros nesta jornada. Esta vazio causa uma busca por comunidade, enquanto somos incapazes de criar laços fraternais autênticos com outras pessoas, além daqueles que nos dão respostas aos anseios pessoais, ou, talvez, seria melhor dizer individualistas.

Se refletimos observamos que nossa própria relação com Deus não difere da relação que temos com os outros. Esta é a razão de que o Senhor deseja que nossa relação mude com Ele. Se mudamos nossa compreensão da realidade em que nos encontramos, seremos capazes de mudar as próprias relações que temos com os outros.

A Igreja surge nesta realidade como a nova comunidade, a sociedade que reflete a cidade de Deus na Terra. Um reflexo daquilo que Deus está pronto a recriar, o novo Céu e a nova Terra, o Éden perdido feito novo e, talvez, inclusive mais esplendoroso que o anterior.

Porém, na situação atual, somos incapazes de conhecer Deus e viver o estilo e vida a qual somos chamados (Salmos 14.1-3, Isaías 64.6, Romanos 7.18).

A jornada começa… tome um momento e se aproxime ao Senhor com humildade e coração quebrantado. Você está entrando no Trono da Graça para ter uma audiência com o Criador todo-poderoso.



SÉRIE: Lições do Guerreiro Sereno



0 comentários:

Acredite, há um só Deus

O Caminho afirma que existe um só Deus. Esta é uma verdade simples e básica do verdadeiro Guerreiro. Possivelmente, este seja um dos maiores desafios que tem o discípulo que deseja manter a serenidade em meio da confusão pós-moderna.


Só precisamos olhar nossas cidades para perceber que há muitos deuses, religiões e templos nas cidades brasileiras. É difícil ter a certeza de que existe somente um só Deus, e ainda mais parece arrogante afirmar que esse único Deus que existe seja o Deus confessado pelos cristãos. Afinal de contas, nem sempre temos sido capazes de mostrar o amor de Deus (Filipenses 1:9-11). Sem nomear todas as vezes que temos visto pessoas fazer as barbaridades mais terríveis em nome do Senhor.

Será que podemos afirmar que existe um só Deus? e podemos dizer que esse Deus realmente seja o Deus dos cristãos?

Os cristãos nem são capazes de fazer as coisas mais básicas que ensinou o Senhor. Do que estou falando? Amar a Deus e amar o próximo (Marcos 12:28-31). E próximo não se refere aquele que é cristão ou crente, se refere aquele que está próximo a ti… na mesma rua, emprego, escola, mercado, etc.

O desafio da afirmação de que existe um só Deus, é que tal verdade não muda pelo que nós pensamos e como nós agimos. Se Deus existe, e ele é um só Deus. Então, este fato é verdadeiro e não muda ainda que nós mudemos de idéia. Há um só Deus e Pai, é a firmação das Escrituras (Efésios 4.6).

As Escrituras Sagradas não negam a existência de outros deuses. Porém afirma sem nenhum temor que estes outros deuses são falsos. “Pois, mesmo que haja os chamados deuses, quer no céu, quer na terra (como de fato há muitos "deuses" e muitos "senhores"), para nós, porém, há um único Deus, o Pai, de quem vêm todas as coisas e para quem vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, por meio de quem vieram todas as coisas e por meio de quem vivemos” (1 Coríntios 8.5-6).

E, ao mesmo tempo, nos apresenta um Deus único e Criador (Gênesis 1). Afirma que somente tal Deus é Supremo e Soberano sobre todas as coisas. E, de fato, todas as coisas tem a razão de existir, porque vêm dEle, existem pelo Seu poder e tem Sua glória, como o objetivo da própria existência.

Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém” (Romanos 11.36).

Então ouvi algo semelhante ao som de uma grande multidão, como o estrondo de muitas águas e fortes trovões, que bradava: "Aleluia!, pois reina o Senhor, o nosso Deus, o Todo-poderoso” (Apocalipse 19.6).

Este incrível Deus é ainda muito mais indiscritível, porque Ele é revelado na Divindade, como Trindade, ainda sendo um só Deus e Senhor. “Ouça, ó Israel: O Senhor, o nosso Deus, é o único Senhor” (Deuteronômio 6.4).

Se é verdade que este maravilhoso Deus é imutável, as impressões do ser humano podem ser distorcidas pelo exemplo, ou falta dele, daqueles que levam o nome do Senhor. A vida dos cristãos podem ter um efeito negativo na percepção dos outros a respeito do Deus que nós acreditamos. Este é sim um problema muito sério.

Por esta razão, cabe lembrar que Deus é Juiz sobre todos, e conhece os segredos escondidos e a vida de todos nós, ainda quando nos encontramos na intimidade do lar. Talvez, somos capazes de enganar ao presbítero, ou irmão, porém seremos nós os tolos se pensarmos por um instante que podemos enganar ao Deus Todo-poderoso e Criador do Céu e da Terra.

Isso tudo se verá no dia em que Deus julgar os segredos dos homens, mediante Jesus Cristo, conforme o declara o meu evangelho” (Romanos 2.16).

Este é o motivo pelo qual temos que considerar nosso caminho. Se estamos realmente seguindo os passos de Jesus, o nosso Senhor.

Ou seremos como aqueles que com a boca afirmamos uma coisa, e nossas ações afirmam outra:

Lon­ge de ti fazer tal coisa: matar o justo com o ímpio, tratando o justo e o ímpio da mesma maneira. Longe de ti! Não agirá com justiça o Juiz de toda a terra?” (Gênesis 18.25)

Se deseja ser um verdadeiro discípulo do Senhor, precisa descobrir a verdade do único Deus, Criador Soberano e Supremo Governante sobre todos povos e nações da Terra.

SÉRIE: Lições do Guerreiro Sereno


0 comentários:

O que é o Caminho?

O Caminho é conhecer a Deus, como Ele deseja, e viver o estilo de vida de Jesus pelo poder do Espírito Santo.


O Caminho é o primeiro nome que recebeu a comunidade dos discípulos de Jesus (Atos 19.9, 23). O Cristianismo é, sobretudo, o Caminho, não um caminho qualquer, mas um único caminho que recebe o nome do Caminho. O Caminho de Cristo é o próprio Jesus. “Eu sou o Caminho, a verdade e a Vida. Ninguém vai ao Pai, a não ser por mim” (João 14.6). O Caminho é conhecer a Deus, como Ele deseja, e viver o estilo de vida de Jesus pelo poder do Espírito Santo.

Se temos conhecido realmente a Jesus e aprendido com o Senhor, então temos certeza de que temos conhecido ao Pai. “Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto” João 14:7

O caminho para conhecer a Deus é Jesus Cristo. Ele se nos mostra através do evangelho. Os evangelhos nos revelam a vida de Jesus, desde o nascimento até sua morte e ressurreição. Não somente o seu nascimento e sua morte, mas tudo aquilo que é útil para o nosso crescimento na verdade na graça de Deus.

Conforme crescemos à semelhança do Cristo, seguimos avançando no Caminho que nos leva à Cidade de Deus, nosso eterno lar e morada celestial a qual temos sido eleitos para toda eternidade.

O Espírito Santo, assim, nos faz crescer, como uma àrvore saudável, para que demos o fruto do Espírito abundante. Somos transformados, e estamos sendo formados à semelhança de Deus, “seja santo porque eu sou santo” (1 Pedro 1.16). Tal nova criação dando como resultado uma transformação interior que causa um desejo profundo e busca autêntica para fazer o bem, dar justiça, ser exemplos de amor, viver em fidelidade e entregar perdão.

Quem segue o verdadeiro Caminho encontra vida e sabedoria pela obra perfeita do Espírito Santo realizada nele por Cristo.

Existe porém outro caminho. Ai daqueles que andam ness caminho, porque ele levará à destruição. Esse caminho até poderá parecer mais fácil aos olhos dos néscios, contudo no fim leva ao sofrimento e à morte. O caminho da destruição está cheio de profunda dor, tristezas escondidas nos recantos do caminho e, finalmente, multidão de perigos. Todos nós andávamos neste caminho e direção até que encontramos a Cristo. Ele se apresentou a nós, e nos resgatou pela sua maravilhosa graça. O Caminho de Cristo poderá parecer mais difícil, contudo nos leva a um porto seguro e descobrimos quem somos e para que fomos criados. A comunhão com o Pai foi o propósito original da nossa existência, e Jesus nos permitiu voltar a ter tal relação pessoal e única.

Me chamou o Guerreiro Calmo, porque as batalhas que lutamos estão no interior…” - Do filme, ‘Poder Além da Vida’

MEDITE NESTES TEXTOS BÍBLICOS 

Te ajudarão nos primeiros passos no Caminho e a compreender melhor o Caminho de Cristo.

Afasto os pés de todo caminho mau para obedecer à tua palavra… A tua palavra é lâmpada que ilumina os meus passos e luz que clareia o meu caminho.   Salmos 119:101, 105

Que o ímpio abandone o seu caminho; e o homem mau, os seus pensamentos. Volte-se ele para o Senhor, que terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele dá de bom grado o seu perdão.  Isaías 55:7

Em seu coração o homem planeja o seu caminho, mas o Senhor determina os seus passos.   Provérbios 16:9

Pois o Senhor aprova o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios leva à destruição!   Salmos 1:6 (veja também, Provérbios 14:12)

A sabedoria o livrará do caminho dos maus, dos homens de palavras perversas - que abandonam as veredas retas para andarem por caminhos de trevas -, têm prazer em fazer o mal, exultam com a maldade dos perversos, andam por veredas tortuosas e no caminho se extraviam.   Provérbios 2:12-15

A vereda do justo é como a luz da alvorada, que brilha cada vez mais até a plena claridade do dia. Mas o caminho dos ímpios é como densas trevas; nem sequer sabem em que tropeçam.   Provérbios 4:18-19

Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá: ele deixará claro como a alvorada que você é justo, e como o sol do meio-dia que você é inocente.   Salmos 37:5-6 (veja também, 2 Samuel 22:31-33 e Salmos 25:8-10)

Ensina-me o teu caminho, Senhor, para que eu ande na tua verdade; dá-me um coração inteiramente fiel, para que eu tema o teu nome.   Salmos 86:11

Seguirei o caminho da integridade; quando virás ao meu encontro? Em minha casa viverei de coração íntegro.   Salmos 101:2

Quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz nas suas costas dirá a você: "Este é o caminho; siga-o".   Isaías 30:21

Sigam o caminho do amor e busquem com dedicação os dons espirituais, principalmente o dom de profecia.   1 Coríntios 14:1

SÉRIE: Lições do Guerreiro Sereno

0 comentários:

12 Conselhos Bíblicos para um feliz 2017



Neste início de ano, desejo compartilhar alguns conselhos práticos que tenho aprendido a partir da Santa Palavra de Deus. A prática destes princípios básicos que surgem da leitura das Escrituras Sagradas, tenho certeza que serão de grande benção neste ano que começa hoje.

É importante dizer agora que estes conselhos nem sou da minha autoria, simplesmente tenho coletados através daquilo que tenho recebido nos últimos dias.

Tomei tempo para ler e refletir cada um destes conselhos e, em oração, tentei aplicar cada um deles na sua vida. Será surpreendido pelo poder transformados do estilo de vida de Jesus.

Não prometa o que não vai cumprir


Mateus 5:37, Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não; pois o que passa daí, vem do Maligno. -- Versão Almeida Atualizada

Organize o seu tempo 


Ecles. 3:1, Tudo tem a sua ocasião própria, e há tempo para todo propósito debaixo do céu. -- Versão Almeida Atualizada

Seja gentil e pratique a cortesia


Rom. 12:20-21, "Ao contrário: "Se o seu inimigo tiver fome, dê-lhe de comer;
se tiver sede, dê-lhe de beber. Fazendo isso, você amontoará brasas vivas sobre a cabeça dele". Não se deixem vencer pelo mal, mas vençam o mal com o bem.
"

Usemos palavras e frases como "com licença", "por favor", "obrigado", "desculpe"

Seja ético - Respeite os limites dos outros 


Atos 15:7-10, "Depois de muita discussão, Pedro levantou-se e dirigiu-se a eles: "Irmãos, vocês sabem que há muito tempo Deus me escolheu dentre vocês para que os gentios ouvissem de meus lábios a mensagem do evangelho e cressem. Deus, que conhece os corações, demonstrou que os aceitou, dando-lhes o Espírito Santo, como antes nos tinha concedido. Ele não fez distinção alguma entre nós e eles, visto que purificou os seus corações pela fé. Então, por que agora vocês estão querendo tentar a Deus, pondo sobre os discípulos um jugo que nem nós nem nossos antepassados conseguimos suportar?"

Controle as suas palavras 


Efésios 4:29, Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que seja boa para a necessária edificação, a fim de que ministre graça aos que a ouvem. -- Versão Almeida Atualizada

Seja equilibrado com as suas finanças, não gaste mais do que ganha, não desperdice


Gênesis 41:47-49, "Durante os sete anos de fartura a terra teve grande produção. José recolheu todo o excedente dos sete anos de fartura no Egito e o armazenou nas cidades. Em cada cidade ele armazenava o trigo colhido nas lavouras das redondezas. Assim José estocou muito trigo, como a areia do mar. Tal era a quantidade que ele parou de anotar, porque ia além de toda medida."


Gênesis 41:53-57, "Assim chegaram ao fim os sete anos de fartura no Egito, e começaram os sete anos de fome, como José tinha predito. Houve fome em todas as terras, mas em todo o Egito havia ali­mento. Quando todo o Egito começou a sofrer com a fome, o povo clamou ao faraó por comi­da, e este respondeu a todos os egípcios: "Dirijam-se a José e façam o que ele disser". Quando a fome já se havia espalhado por toda a terra, José mandou abrir os locais de ar­mazenamento e começou a vender trigo aos egíp­cios, pois a fome se agravava em todo o Egito. E de toda a terra vinha gente ao Egito para comprar trigo de José, porquanto a fome se agravava em toda parte."


Encontre alguém para ajudar 


Há pessoas que vivem para serem ajudados e nunca ajudam ninguém. Não seja uma dessas pessoas, seja alguém pro-ativo e disposto sempre a ajudar aos outros.

Eclesiastes 11:1-2, "Atire o seu pão sobre as águas, e depois de muitos dias você tornará a encontrá-lo. Reparta o que você tem com sete, até mesmo com oito, pois você não sabe que desgraça poderá cair sobre a terra."


Honre e respeite a sua família


Gênesis 47:11-12, "José instalou seu pai e seus irmãos e deu-lhes propriedade na melhor parte das terras do Egito, na região de Ramessés, conforme a or­dem do faraó. Providenciou também sustento para seu pai, para seus irmãos e para toda a sua família, de acordo com o número de filhos de cada um."

1 Tim. 5:8, "Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo."


Não perca tempo com a inveja 


Provérbios 14:30, "O coração tranqüilo é a vida da carne; a inveja, porém, é a podridão dos ossos."


Seja perseverante 


Se vai começar um novo projeto, se prepare e persevere. Pare de abandonar os projetos pela metade, porque acabará causando uma dinâmica negativa no seu comportamento e perspectivas que voc~e cria sobre sua vida e trabalho.

Daniel 12:13, "Tu, porém, vai-te, até que chegue o fim; pois descansarás, e estarás no teu quinhão ao fim dos dias."

Seja otimista com o seu dia e a sua vida


1 Reis 4:26, "Salomão tinha também quarenta mil manjedouras para os cavalos dos seus carros, e doze mil cavaleiros."

Assuma um real compromisso com Deus


Mateus 6:33, "Mas, buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça, e as demais coisas vos serão acrescentada"

Sem este ponto os demais ficarão comprometidos, portanto tenha certeza de que suas motivações sejam centradas na busca do Reino de Deus e em uma comunhão autêntica com o Pai em Cristo pelo Espírito Santo..

Que você e sua família tenham sempre DEUS EM SEU CORAÇÃO, SAÚDE e PROSPERIDADE NA VIDA.



Feliz 2017



1 comentários: