Que tem de maravilhosa a graça?

graça de deus

Tenho quase certeza de que Maravilhosa Graça seja um dos hinos cristãos mais conhecidos por toda a humanidade, talvez simplesmente pelo fato de que aparece em muitos filmes ou pela história incrível de graça e transformação atrás desse hino. 


Uns anos atrás, tivemos um filme com esse título onde encontrávamos a incrível luta de William Wilberforce para dar um ponto final da escravidão e o negócio ao redor dela.

A maioria das pessoas que eu conheço seria capaz de cantar o hino somente ao ouvir as primeiras notas do hino. Sem falar como as palavras deste hino nos emocionam aliem do que possamos explicar com palavras. Sentimos o coração espremido por uma sensação profunda de estar cantando sobre uma coisa que nos chamamos maravilhosa. Contudo, nem sempre temos certeza o que significa essa palavra que usamos tantas vezes, “graça.” Neste artigo estaremos vendo o que tem de maravilhosa a graça de Deus. Meu desejo é que ajudei a compreender e ser transformados pelo amor do eterno Criador por você e por mim.

ESTOU FALANDO SÉRIO, O QUE É A GRAÇA?


Esta foi a pergunta que recebi de um amigo. Eu não acreditava o que estava ouvindo, como podia ser que ele não tivesse uma ideia clara do que era a graça? Uma vez percebi que era uma pergunta sincera, respondi que a graça era “o favor imerecido que Deus concede ao homem.” Contudo percebi que aquela resposta não acabava de explicar suficientemente o que era a maravilhosa graça.

Em outra ocasião, um irmão da igreja se aproximou depois de um culto dominical, “bispo, poderia me explicar mais sobre aquilo que você falou sobre graça e misericórdia?” Durante meu sermão, mostrei a diferença entre misericórdia e graça. Usei aquela definição que diz “a misericórdia é Deus não nos castigando como merecem os nossos pecados e a graça é Deus nos abençoando apesar de não merecermos. Misericórdia é a libertação do julgamento, enquanto graça é estender bondade aos indignos.” (Não sei quem é o autor desta definição, nem lembro em que momento aprendi a mesma, contudo sempre achei oportuna).

A simples verdade é que definir “graça” não é tão fácil, como pode parecer em um primeiro instante. O motivo é que esta palavra é usada de formas diferentes no Novo Testamento. Evidentemente, o significado amplo dela fala da generosidade de Deus nos dá parte da Sua abundância. Em outras palavras, graça é qualquer coisa que Deus nos dá livremente e brota da Sua bondade. Este é o motivo pelo qual falamos da “graça comum,” que alcança a todas as pessoas; por exemplo, a chuva, o sol, a tecnologia, os avanços na medicina, entre outros. Todos são dons maravilhoso de Deus que Ele entrega tanto aos cristãos como aqueles que não são.

Também, falamos dos “médios de graça.” Quais são esses médios de graças? Em um sentido amplo, são as coisas que os cristãos fazem ou vivem, como povo de Deus, através da obra do Espírito Santo. Deus usa estas coisas para levar adiante o propósito perfeito na Igreja de Cristo. Isto se refere tanto a leitura e estudo das Escrituras, a oração, os cultos, a comunhão, e outras atividades que envolve o povo de Deus. A graça de Deus chega ao povo de Deus através deles. Por outro lado, em um sentido mais estrito, se refere aos sacramentos: o Santo Batismo e a Santa Ceia do Senhor. Ambos são sinais e médios de graça.

Muitos cristãos pensam sobre a salvação quando ouvem falar da graça. Isto é devido a verdade eterna de que somos salvos pela graça mediante a fé em Cristo. Lembramos-nos de que a salvação é única, porque somente é possível em Cristo e Sua morte na Cruz por todos nós. Evidentemente, falamos da graça aqui, se referindo especialmente ao povo da Cruz, a Igreja de Cristo. Neste sentido, a graça de Deus para o Seu povo não se resume somente a salvação, também a fé, dons espirituais e a continua graça para edificação e crescimento espiritual. Todos estes são dons de Deus e, portanto, são parte da graça dEle para nós. Nós recebemos devido ao sacrifício de Cristo por nos.

Brennan Manning escreveu, “O pecador salvo está prostrado em adoração, perdido em assombro e louvor. Ele sabe que o arrependimento não é o que fazemos para obter o perdão; é o que fazemos porque fomos perdoados. Ele serve como expressão de gratidão em vez de esforço para obtenção do perdão. Portanto, a sequência: perdão primeiro e arrependimento depois (e não arrependimento primeiro, perdão depois) é crucial para a compreensão do evangelho da Graça.

São Agostinho escreveu também sobre a graça, “A graça de Deus não encontra homens aptos para a salvação, mas torna-os aptos a recebê-la.

Martinho Lutero diz, “Os salvos são escolhidos não por seus próprios méritos, mas pela graça do Mediador.

Todas estas citações nos ajudam a compreender a generosidade gratuita que temos recebido de Deus. A graça não pode ser comprada, nem adquirida, nem recebida como prêmio. A graça é de graça. Deus nos apresenta como um presente único. Você não pode fazer nada, somente agradecer pela graça que não é merecida e se nos dá como presente eterno.

Se a graça fosse somente um presente gratuito que Deus não dá, já seria suficientemente maravilhoso. Contudo a graça é muito mais que isso, a graça é graça porque recebemos o contrário que merecemos. Nós merecemos ser condenados e rejeitados por Deus por causa das muitas transgressões e pecados, contudo o Senhor decide nos dar aquilo que não merecemos, sua bondade abundante. Deus entregou Seu filho para que nos pudéssemos receber aquilo que nunca conseguiríamos alcançar, que não éramos dignos de receber, e aquilo que nem buscávamos: a graça e o amor de Deus.

DEUS SEMPRE TE AMOU. ACREDITE!


Se você toma um momento para considerar em que momento você recebeu a graça de Deus, talvez considere o momento em que confessaste a Cristo como Senhor e confessaste os teus pecados a Deus. Outros podem pensar no momento em que começaram ver e perceber a bondade de Deus. Possivelmente, tem aqueles que pensem no instante que decidiram ser cristãos, ou a primeira vez que ouviram falar sobe Jesus.

A Bíblia nos ensina que a graça de Deus nas nossas vidas começou muito antes do que imaginamos, “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado” (Efésios 1:3-6).

A graça de Deus já estava presente antes da criação do mundo. Se isto não é graça, não sei o que é.

ELE TE CONHECE, E TE CONHECIA


Não são poucas as pessoas que acreditam esta ideia, “primeiro vou mudar para depois entregar minha vida a Deus.” Porém, está ideia é completamente a oposta do que nos ensina as Escrituras Sagradas. Primeiros temos um encontro com Deus para depois ser transformados pela sua graça.

Deus te conhecia melhor que você mesmo quando Ele te chamou para ser parte da Igreja de Cristo. A graça invadiu sua vida quando você ainda nem tinha percebido dela. Somos escolhidos antes de ter nascido e chamados a sermos santos e irrepreensíveis na sua presença. Isso não é de nos mesmos, é o Espírito Santo que dá o fruto em nós.

O apóstolo Paulo escreveu esta verdade da seguinte forma, “Vocês estavam mortos em suas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver, quando seguiam a presente ordem deste mundo e o príncipe do poder do ar, o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência. Anteriormente, todos nós também vivíamos entre eles, satisfazendo as vontades da nossa carne, seguindo os seus desejos e pensamentos. Como os outros, éramos por natureza merecedores da ira. Todavia, Deus, que é rico em misericórdia, pelo grande amor com que nos amou, deu-nos vida com Cristo quando ainda estávamos mortos em transgressões - pela graça vocês são salvos. Deus nos ressuscitou com Cristo e com ele nos fez assentar nas regiões celestiais em Cristo Jesus, para mostrar, nas eras que hão de vir, a incomparável riqueza de sua graça, demonstrada em sua bondade para conosco em Cristo Jesus” (Efésios 2:1-7)

Este texto bíblico nos ensina a grande verdade de que quando a graça nos alcançou, estávamos “mortos em nossas transgressões e pecados, nos quais costumavam viver…” Éramos filhos da ira, como toda a humanidade. Talvez, esta não seja uma mensagem que queiramos ouvir, contudo é o que as Escrituras nos apresenta. A realidade é que antes da graça invadir nossa vida, não existia nada pelo qual viver espiritualmente. Estamos em um estado de morte espiritual e sem desejo algum de buscar a Deus. Isto mudou quando o Espírito Santo tocou sua vida e te fez vivo em Cristo, e respondeu a esta maravilhosa graça. Desde o inicio até o fim, em cada instante e momento, sua vida cristã e sua existência é uma obra da Sua graça.

PARA QUEM É ESSA GRAÇA?


Uma das tentações que devemos evitar como cristãos, é pensar que a graça de Deus nos salva, contudo depois é conosco. Em outras palavras, começamos a vida pela graça, mas logo é santidade, obediência e boas obras. Temos que nos esforçar a fazer todas as coisas que Deus ordena para agradar a Deus e ter comunhão com o Pai. Exatamente esta ideia é o que leva a muitos cristãos a cair na desilusão, o fracasso e desesperação. Eles percebem que não conseguem viver o estilo de vida de Jesus e os mandamentos da Lei de Deus. Tentam, tentam, e tentam, contudo acabam sempre errando. O problema é que se esqueceram do simples fato de que graça é sempre o fundamento das nossas vidas, e quando escrevi sempre, me refiro a sempre mesmo.

O apostolo Paulo escreveu ao bispo Tito, “Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens. Ela nos ensina a renunciar à impiedade e às paixões mundanas e a viver de maneira sensata, justa e piedosa nesta era presente, enquanto aguardamos a bendita esperança: a gloriosa manifestação de nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo. Ele se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tito 2:11-14).

As palavras de Paulo são para todos os cristãos, não somente para Tito. Tampouco se referem ao tempo antes de ser cristãos. A graça “se manifestou salvadora para todos os homens,” assim nos resgatou da morte e nos deu uma vida nova. Contudo não somente fui para a salvação, ela continua obrando nas nossas vidas, nos fazendo santos, e nos permitindo esperar o retorno de Cristo, sendo dedicados a prática de boas obras. A graça de Deus é 24/7 por 365 dias ao ano. O cristão precisa da graça de Deus, como precisamos de ar para respirar. Em todo momento e em todas circunstancias, precisamos da graça e do amor de Deus.

SEMPRE PRECISAMOS DE MAIS GRAÇA


Em outras palavras, quando precisamos mais graça? Talvez, alguns pensem quando pecamos, ou quando nos afastamos de Deus, ou quando temos dúvidas, contudo o cristão sempre precisa mais graça. Permita que coloque de outra forma. A bondade gratuita de Deus nos chega até nos desde antes da fundação do mundo, nos leva da morte em pecado a vida em Cristo, e continua a obra de perfeição e santidade na sua vida e na minha. Há também um aspecto a ser considerado, a graça de Deus está aí quando nos precisamos para nos ajudar a enfrentar os desafios e as lutas que estaremos enfrentando no dia a dia.

Em tempo de necessidade, Deus está pronto para nos auxiliar e nos ajudar a vencer as batalhas que enfrentamos. Qualquer que seja nossa situação ou lugar de necessidade, Deus nos não abandona. Ele está conosco.

…pois não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas, mas sim alguém que, como nós, passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado. Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hebreus 4:15-16).

O trono da graça está sempre a nossa disposição quando precisamos nos aproximar para pedir auxilio e ajuda no momento da necessidade. A graça de Deus nunca termina, nem acaba, para o Seu povo escolhido desde a fundação da terra.

FALA SÉRIO, NÃO DÁ PARA SER DE GRAÇA


Escrevi que a graça significa a bondade de Deus dada totalmente livre. Da mesma forma, é recebida livremente. E, inclusive, falamos que a graça de Deus é totalmente de graça. É verdade, contudo não é toda a história. Por quê? Porque a graça teve um preço muito alto. De fato, fui o maior preço nunca pago para que a graça nos fosse dada sem custo algum.

Paulo escreveu, “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente por sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o ofereceu como sacrifício para propiciação mediante a fé, pelo seu sangue, demonstrando a sua justiça. Em sua tolerância, havia deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; mas, no presente, demonstrou a sua justiça, a fim de ser justo e justificador daquele que tem fé em Jesus” (Romanos 3:23-26).

O preço que fui pago não fui outro que a morte do próprio Filho de Deus. O amor do Pai Eterno se fez visível quando Ele enviou Seu Filho a ser o perfeito sacrifício pelos pecados do mundo e nos resgatar da morte. Jesus que existia eternamente na glória em perfeita comunhão na Divindade com o Pai e o Espírito Santo, deixou todo isso para trás para vir a terra e viver entre nós. Ele se encarnou e nasceu da virgem Maria, e se fez homem. Tomou para ele toda a fragilidade e limitações da humanidade. Enfrentando no momento certo uma morte brutal na Cruz, como era comum para os piores criminosos da época. Seu sangue inocente fui derramada, como um perfeito sacrifício, e seu corpo foi quebrado, como o cordeiro puro e santo. Este foi o preço pago para que nos pudéssemos ser salvos da morte espiritual presente e da condenação eterna depois. A graça, assim, nos alcançou e chegou até nos, nos dando uma vida nova e nos transformando para sempre.

A GRAÇA CONTINUA


Inclusive quando pensamos em presentes, temos a ideia de que existe uma parte a qual nos temos que fazer para receber tal presente. Por exemplo, temos que aceitar e receber o presente, precisamos tirar o papel e abrir o presente. Em certa maneira, se pode dizer que precisamos fazer um pequeno esforço que nem consideramos pela alegria de receber um presente e o desejo de saber que existe atrás do pacote. Ao mesmo tempo, temos a sensação de que o presente nos pertence. A graça de Deus é realmente um presente, contudo recebemos e forma diferente. Confio em Cristo. Pelo ato da fé, recebeu a graça para a salvação. A fé é também um dom de Deus. É através da fé que continuou recebendo a graça de Deus.

Em João 1:16, lemos “Todos recebemos da sua plenitude, graça sobre graça.” Recebido Cristo, recebemos “graça sobre graça.” Eu recebo Cristo pela fé, sendo a fé dom de Deus.

Jesus diz, “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede… todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele… permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Nenhum ramo pode dar fruto por si mesmo se não permanecer na videira. Vocês também não podem dar fruto se não permanecerem em mim” (João 6:35; João 6:56; João 15:4)

Acreditar e receber vida abundante estão juntos, como permanecemos em Cristo. Por isso, se vivemos vidas ativamente confiantes em Cristo, estou conectado e fonte da graça infinita, Jesus Cristo. A graça nos alcança da plenitude do Seu ser. Ele é o pão da vida que nunca falha a nos satisfazer, e Ele é a videira que prove aos ramos uma fonte infinita de vida, fortaleça e vitalidade espiritual, através do sacramento da Santa Ceia do Senhor e uma vida de plena e autêntica comunhão com o Pai pelo Filho através do Espírito Santo.

Assim como somos salvos pela graça pela fé, assim continuamos recebendo a graça que nos sustenta e santifica pela fé. Somos alimentados espiritualmente na Santa Comunhão. O pão e o vinho são a sangue e o corpo de Cristo que tomamos pela fé.

Cremos e confessamos que nosso Salvador Jesus Cristo ordenou e instituiu o sacramento da santa ceia, a fim de alimentar e sustentar aqueles que Ele já fez nascer de novo e incorporou à sua família, que é a sua igreja” (ARTIGO 35 - A SANTA CEIA, a Confissão Belga)

A Ceia do Senhor não só é um sinal do mútuo amor que deve haver entre os cristãos, mas é também um sacramento da nossa redenção pela morte de Cristo; de modo que, para os que devida e dignamente e com fé a recebem, o pão que partimos é uma participação do Corpo de Cristo; e igualmente o cálice de bênção é uma participação do sangue de Cristo... O Corpo de Cristo dá-se, toma-se, e come-se na Ceia do Senhor, de um modo unicamente celestial e espiritual. E o meio pela qual o Corpo de Cristo se recebe e se come na Ceia, é a fé” (Artigo 35 - Da Ceia do Senhor, Os 39 Artigos da Religião).

A graça final que recebeu não está separada de Deus, é Deus. O próprio Deus em Cristo Jesus é a graça definitiva para ti e para mim.

Graça sobre graça” (João 1:16) nos alcança em Cristo, porque nos é dado Cristo através do evangelho e, deste modo, estamos eternamente unidos em Cristo e a sua abundante graça. Em Cristo, somos novas criaturas e temos sido recebidos na eterna aliança a qual renovamos cada vez que celebramos a Santa Ceia do Senhor, o perpétuo memorial do Seu Corpo e Seu sangue. Dependemos, confiamos e nos apoiamos em Jesus, recebendo assim constantemente a graça de Deus.

PARA FINALIZAR


Jerry Bridges escreveu um excelente livro, “A Disciplina da Graça,” onde podemos ler uma das porções mais linda sobre a graça de Deus: “seus piores dias nunca serão tão ruins a ponto de você estar além do alcance da graça de Deus. E seus melhores dias nunca serão tão bons a ponto de você estar além da necessidade da graça de Deus.”

Qualquer que seja o seu dia, lembrasse sempre da graça de Deus. E que a graça do nosso Senhor, Jesus Cristo, esteja contigo (1 Tessalonicenses 5:28).


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