Revelação divina no Antigo Testamento



A maioria dos povos no mundo pré-cristão seguiam uma prática, culto e crença politeísta, por outro lado observavam a criação como sendo o Criador. Somente encontramos uma exceção a esta norma. Um pequeno povo desconhecido no Oriente Médio, Israel.

Israel foi único na sua crença, não somente por acreditar que eram o povo escolhido por Deus, mas também pela própria crença monoteísta. Deus confiou o verdadeiro conhecimento dEle para Israel. Eles tinham acesso ao Criador do universo e Soberano Deus sobre todas as nações, portanto ainda sendo um pequeno povo, compreendiam que todo o que tinham era resultado da graça e a misericórdia de Deus. Sua existência tinha significado no Criador que tinha sido revelado.

Os antigos Judeus conheciam a Deus não pelos livros, não por ter recebido conselho de sábios, mas pela sua própria experiência, como povo escolhido por Deus. Noé, Abraão, Isaac, Moises, Elias, e tantos outros homens santos de Israel não simplesmente contemplaram Deus e oraram ao Senhor; eles chegaram a ver Ele com os seus próprios olhos, conversaram com Ele, e caminharam diante dEle. Existe uma grande diferença entre conhecer alguém pelos livros, e conhecer pessoalmente.

Cada uma das revelações de Deus no Antigo Testamento leva uma natureza pessoal. Deus é revelado a humanidade não como uma força abstrata e distante, mas como um Ser vivo e presente, Quem fala, escuta, vê, pensa e ajuda. Deus toma uma parte vital e ativa na vida de Israel. Quando Moises dirigiu o povo da escravidão de Egito para a liberdade da Terra Prometida, o próprio Deus vai diante deles na forma de uma coluna de fogo. Deus habita em meio do Seu povo, ouve as Suas orações e vive na casa que eles têm construído para Ele. Quando o Rei Salomão completou a construção do Templo, ele chamou a Deus para viver nele. Deus se aproximou ao Seu povo e viveu em meio deles, no lugar que o Seu povo construiu para Ele. Aquele que criou o mundo, e que o mundo não pode conter, porque está além da própria criação, se revelou ao Seu povo escolhido e habitou em meio deles. Ele que é invisível e faz visível o mundo, se fez presente. Tal mistério difícil é de compreender, porém é a alegria do povo de Israel.

Esta é a maior surpresa sobre a verdadeira religião sendo revelada: Deus permanece ainda sobre o véu de um mistério, continua desconhecido e, ainda assim, Ele está perto do povo. Eles chamam o Senhor do ‘nosso Deus’ e ‘meu Deus’. Aqui é onde encontramos o espaço impossível de ser preenchido entre a revelação divina e a capacidade do pensamento humano: o Deus dos filósofos continua abstrato e sem vida, uma ideia criada para satisfazer suas próprias mentes, como observamos a necessidade de criar uma multidão de deuses, não somente no mundo antigo, mas também na modernidade. Por outro lado, o Deus da revelação é um Deus vivo, próximo e pessoal. Ambas sendas concordam que Deus é incompreensível e que ele é um mistério; porém a filosofia nos abandona no pé da montanha, sem nos capacitar subir a montanha, enquanto a verdadeira religião nos leva na cima da montanha onde Deus nos mostra o horizonte. Nos leva ao desconhecido além de todas as palavras e deduções racionais fazem sentido, nos abrindo o mistério de Deus.



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