Profissão de Fé - São Basílio


Quando conheci, por graça do bom Deus, a obrigação que me impunha vossa piedade, aliás bem conforme ao amor(1) de Deus no Cristo, de vos fazer por escrito uma profissão da santa fé, inicialmente pensei em minha pequenez e fraqueza, hesitando em corresponder a vosso pedido. Mas lembrando-me das palavras do Apóstolo: "sustentai-vos mutuamente na caridade" e: "é crendo no coração que se obtém a justiça e professando em palavras que se obtém a salvação", julguei perigoso resistir-vos e calar minha profissão de fé. Pus então minha confiança em Deus, segundo a palavra: "não que sejamos capazes por nós mesmos de conceber alguma coisa como procedente de nós, mas nossa capacidade vem de Deus". Ele nos fez capazes — e per causa de vós — de sermos ministros da Nova Aliança, "não da letra, mas do espírito(2)".

Ora, bem o sabeis, é próprio do ministro guardar íntegro e intato o depósito que lhe confiou o bom Mestre, em favor de seus companheiros. Por conseguinte, o que aprendi da Escritura inspirada devo igualmente comunicar-vos, procurando atender a vossas necessidades e agradar a Deus. Entretanto, se o próprio Senhor, em quem o Pai pôs seu agrade, em quem estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência, e que, após ter recebido do Pai todo poder(3) e julgamento, afirma: "Ele me prescreveu o que devo dizer e ensinar", e também: "o Espírito não fala de si mesmo, mas diz o que ouviu", com muito mais razão devo eu pensar e agir em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.

Durante longo tempo(4) em que precisei combater as heresias, à medida que brotavam — o que fazia seguindo o exemplo de meus predecessores — achei preferível adaptar-me ao desvio provocado pelo demônio e usar, para reprimir eu confundir as blasfêmias proferidas, expressões correspondentes a elas, ora umas, ora outras, segundo as necessidades dos fracos, e às vezes mesmo expressões que não eram bíblicas, embora não estranhas ao sentido correto das Escrituras.


Mas agora, para atingir nosso objetivo presente, o meu e o vosso, achei conveniente ficar na simplicidade da pura fé, e dizer-vos — cedendo à vossa exigência no Cristo — o que aprendi da Escritura divinamente inspirada. Evitarei, pois, termos e palavras que não estiverem literalmente na Escritura, ainda que exprimissem o mesmo pensamento dela. O que for alheio à letra e ainda contiver um sentido diverso do que se acha na pregação dos santos, afastaremos totalmente come estranho e incompatível com a sadia fé.

A fé é, pois, um assentimento dado sem reserva ao que se ouve dizer, na convicção de ser verdadeiro tudo o que foi proclamado na graça de Cristo.

Abraão a possuía, segundo está atestado: "ele não hesitou em sua fé, mas manteve-se firme nela e deu graças a Deus, persuadido de que é poderoso para cumprir o que prometeu". Se, pois, o Senhor é digno de fé em suas palavras, se todos os mandamentos são seguros, confirmados nos séculos dos séculos, realizados na verdade(5) e na justiça, é manifestamente uma fraqueza da fé e prova de orgulho rejeitar qualquer ponto do que está escrito, ou introduzir o que não está. Com efeito, nosso Senhor disse: "minhas ovelhas conhecem minha voz" (João 10:27), e o disse depois de ter afirmado: "elas não seguem ao estranho, mas dele fogem pois não conhecem a voz do estranho" (João 10:5). E o Apóstolo, estabelecendo confronto com as coisas humanas, proíbe o acréscimo às Escrituras inspiradas, dizendo: "quando um testamento está em forma boa e conveniente, ninguém deve anulá-lo ou acrescentar-lhe algo".

Resolvemos, pois, evitar sempre, e sobretudo agora, qualquer expressão ou pensamento alheies ao ensino do Senhor, porque nosso objetivo, o vosso e o meu, difere muito dessas proposições sobre as quais fui levado a falar ora de um modo, ora de outro. O que importava então, com efeito, era refutar uma heresia ou anular os artifícios do demônio, ao passo que no momento se trata apenas de confessar a verdadeira fé e pô-la em evidência. Não podemos então, falar agora nos mesmos termos. Ninguém se utilizaria dos mesmos meios para cultivar o solo e para ir à guerra, uns sendo instrumentos de trabalho e outros armas de combate. Ninguém usaria a mesma linguagem, com a qual refuta os adversários, para a exortação na sã doutrina. Um é o modo de persuadir, outro o de exortar; uma a simplicidade de professar em paz e piedade, outra a dificuldade de resistir a uma doutrina enganadora.

Assim, usando de discernimento, empregaremos as expressões úteis à manutenção e edificação da fé.

Mas antes de vir a minha profissão de fé, será preciso deixar bem claro não me ser possível exprimir pela palavra nem captar pela inteligência a grandeza e a glória de Deus, nem designá-la ou concebê-la numa só palavra ou num só pensamento.

É por uma multidão de palavras, adaptadas a nosso uso, que a Escritura inspirada mal a esboça, como através de um espelho, para aqueles que têm um coração puro. O conhecimento6 face a face e perfeito será concedido, conforme a promessa, apenas no século vindouro para os que forem dignos. No tempo presente, seja Paulo ou seja Pedro, dizemos que ele vê realmente o que vê e não se engana nem se ilude, mas vê através de um espelho e confusamente. Aceitando com gratidão o conhecimento imperfeito, aguarda na alegria o conhecimento perfeito. O apóstolo Paulo atesta isso quando introduz sua afirmação por estas palavras: "quando eu era menino,(7) falava como menino, pensava como menino; agora que sou homem(8) libertei-me das coisas de minha meninice" (I Coríntios 13:11) e tais foram meu progresso e meu avanço na ciência das coisas de Deus, que minha instrução no culto judaico corresponde à atividade(9) intelectual do menino, enquanto meu conhecimento no Evangelho convém antes ao homem adulto.

Da mesma forma, se ao conhecimento que será revelado no século vindouro aos dignos se compara o que agora se julga ser o conhecimento perfeito, este parecerá curto e indistinto e tão mais distante da caridade futura quanto é distante da visão face a face a que se tem através do espelho.

Não será menor a superioridade do conhecimento futuro em relação ao desta vida: demonstram-no os discípulos do Senhor, com Paulo e João. Quando eles pareceram dignos de ser chamados pelo Senhor para viver em sua companhia, ser por ele enviados em missão e receber os carismas espirituais, então aconteceu que depois de lhe ter dito: "a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus"(Mateus 13:11), depois de lhes ter sido outorgado tal conhecimento daquilo que a outros era ocultado, ainda ao aproximar-se a paixão, ouviram do Senhor as palavras: "tenho muitas coisas a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora" (João 16:12).

Resulta deste e de outros semelhantes textos que não se termina jamais de perscrutar a Escritura inspirada e é impossível penetrar nos mistérios divinos, ficando sempre à frente um progresso a se fazer, de sorte que a perfeição dista de nós até o momento em que "o perfeito aparece, quando o imperfeito for abolido".

Eis porque não nos podemos contentar com uma só palavra para designar simultaneamente todas as glórias de Deus, e nenhuma palavra pode ser empregada sem risco, em seu sentido integral. Assim, se alguém diz: "Deus", não está indicando o "Pai", e se diz "Pai", ainda não está indicando: "Criador", precisando acrescentar depois: "Bondade", "Sabedoria", "Poder" e todos os demais atributos mencionados na Sagrada Escritura. Prosseguindo: a palavra "Pai", se a empregamos para Deus absolutamente no mesmo sentido que tem entre nós, estaremos faltando ao respeito, pois ela envolve a paixão, o sêmen, a ignorância,(10) a fraqueza e todas as outras coisas desse gênero. O mesmo se dirá da palavra "Criador": nós, para criarmos alguma coisa, precisamos de tempo, de materiais, de instrumentos, de auxílios, e tudo isso é o que temos de expurgar ao máximo da idéia de Deus.

Se todas as inteligências se reunissem para compreendê-lo e todas as línguas se juntassem para proclamá-lo, ainda assim nada se conseguiria de condigno. Salomão, o sábio, expõe esse pensamento com toda clareza: "eu disse: tornar-me-ei sábio; eis que a sabedoria se retirou longe de mim, mais ainda do que já estava" (Eclesiastes 7), não que fugisse, mas porque ela aparece mais incompreensível aos que Deus faz conhecê-la melhor. A Sagrada Escritura deve, assim, servir-se de vários termos ou expressões para nos dar uma idéia, ao menos parcial e confusa da glória de Deus.

Nós cremos, pois, e confessamos nossa fé no único Deus verdadeiro e bom, Pai todo-poderoso, criador de todas as coisas, Deus e Pai de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo; no único Filho do Pai, nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, único verdadeiro, por quem tudo foi feito, tanto as coisas visíveis como as invisíveis, e em quem tudo subsiste; que estava no princípio junto de Deus e era Deus, e em seguida, conforme as Escrituras, apareceu sobre a terra e habitou com os homens, que sendo de condição divina não reteve avidamente sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo, per seu nascimento da Virgem, a condição de servo e manifestando-se sob o aspecto de homem, quando então cumpria, segundo a ordem do Pai, tudo o que estava escrito dele e sobre ele, tornando-se obediente até a morte(11), e morte de cruz; ressuscitando dentre os mortos ao terceiro dia, conforme as Escrituras, mostrou-se aos santos apóstolos e a outros, como está escrito; subiu aos céus e está assentado à direita do Pai, de onde voltará, no fim dos tempos, para ressuscitar todos os homens e dar a cada um a retribuição de seus atos, indo os justos para a vida eterna e o Reino celeste, enquanto os pecadores serão condenados ao eterno castigo, lá onde o verme não morre e o fogo não se extingue. Creio igualmente no único Espírito Santo, o Paráclito(12), cujo selo recebemos para o dia da redenção; Espírito de verdade, Espírito de adoção, no qual clamamos Abba, Pai; que distribui e opera os dons de Deus em cada um conforme convém, conforme lhe apraz; que ensina e sugere tudo o que ouviu do Filho; que é bom, guiando cada um em toda a verdade e fortificando os fiéis na fé segura, na confissão exata, no culto santo e na adoração em espírito e verdade, de Deus Pai, de seu Filho único, nosso Deus e Senhor Jesus Cristo, e dele mesmo.

O nome dado a cada um indica claramente um atributo que lhe é próprio e, de cada um se predicam, com toda piedade, diversas propriedades particulares. O Pai existe em seu caráter próprio de Pai, o Filho em seu caráter próprio de Filho e o Espírito Santo em seu caráter pessoal, mas nem o Espírito Santo fala por si mesmo, nem o Filho faz algo per si mesmo; o Pai enviou o Filho e o Filho enviou o Espírito Santo.

Assim pensamos e assim nos batizamos na Trindade consubstanciai, segundo a ordem do Senhor Jesus Cristo: "Ide, ensinai todas as nações, batizai-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, fazendo-as observar todos os mandamentos que vos dei" (Mateus 28:19-20). É “observando esses mandamentos que lhe manifestamos nosso amor" e merecemos nele permanecer, como está escrito; se não os observamos, manifestamos o contrário, pois: "aquele que não ama, diz o Senhor, não guarda meus mandamentos" (I João 2:4)e ainda: "aquele que tem meus mandamentos e os guarda, esse me ama" (João 14:21).

Admira-me grandemente ouvir palavras como a do Senhor: "não vos alegreis por expulsardes os demônios, mas porque vossos nomes estão escritos no céu" (Lucas 10:20), e ainda: "nisso reconhecerão serdes meus discípulos: se vos amardes uns aos outros" (João 13:35). Donde, o Apóstolo, para mostrar a necessidade da caridade em tudo, acrescenta este testemunho: "ainda que eu fale todas as línguas, dos homens e dos anjos, se não tiver a caridade, serei como um bronze que soa e como um címbalo que retine; se tiver o dom da profecia e conhecer todos os mistérios e ciências, se tiver uma fé tal que transporte montanhas, se não tiver a caridade, nada serei" (1 Coríntios 13). E pouco depois: "as profecias desaparecerão, o dom das línguas cessará, o dom da ciência se extinguira" (1 Coríntios 13:8); "atualmente três coisas permanecem: a fé, a esperança e a caridade, mas a maior das três é a caridade"(1 Coríntios 13:13). Ora, admira-me ouvir tantas declarações (e ainda outras semelhantes) do Senhor e do Apóstolo, e no entanto ver os homens mostrar solicitude e inclinação pelas coisas perecíveis, não se preocupando pelas que permanecem e caracterizam o cristão; ver até os homens oporem-se aos que as procuram, dando cumprimento à palavra: "eles não entrarão nem deixarão os outros entrarem".

Eis por que vos peço que ponhais fim a toda pretensão supérflua e a todo palavreado importuno, que vos contenteis com as palavras do Senhor e dos santos, e tenhais pensamentos dignos de vossa vocação celeste, a fim de levardes uma vida digna do Evangelho de Cristo e do reino do céu, preparado para todos os que guardam os mandamentos de Deus Pai, segundo o Evangelho de Jesus Cristo, Deus e Senhor nosso, no Espírito de santidade(13) e de verdade.

Ante a insistência de vossa piedade, temos crido necessário e oportuno repetir tudo isso e manifestar claramente nosso pensamento a vós todos e, por vós, aos nossos irmãos no Cristo, a fim de vos dar uma garantia plena no nome de nosso Senhor Jesus Cristo. Não deve ocorrer, com efeito, que o espírito de alguns seja levado à dúvida por causa do que poderíamos ter dito diversamente ou em outros termos, sempre na medida em que estávamos obrigados a refutar os argumentos alegados pelos adversários da verdade; ou por causa das atribuições de erros, que nos fazem os que nos atribuem suas próprias fraquezas, no intento de seduzir os simples. Dessa gente deveis acautelar-vos, como gente estranha à fé evangélica e apostólica, e também à caridade, lembrados da palavra do Apóstolo: "se alguém, dentre nós mesmos ou até um anjo do céu, vos anunciasse um evangelho diferente do que vos temos anunciado, seja anátema" (Gálatas 1:9). Lembrai-vos igualmente da palavra: "guardai-vos dos falsos profetas" (Mateus 7:5) e desta outra: "mantende-vos à distância de todo irmão que vive de modo irregular e não seguindo a tradição recebida de nós". Conformai-vos à regra dos antigos, pois estais "edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, com nosso Senhor Jesus Cristo como pedra angular, ele, em quem o edifício, perfeitamente coordenado, se eleva para formar um templo santo no Senhor.

"Que o Deus de paz vos santifique totalmente. Que todo o vosso ser: espírito, alma e corpo sejam conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Deus, que vos chama, é fiel e tudo aperfeiçoará".

Julgando ter-vos exposto com suficiente clareza o que diz respeito à verdadeira fé, vamos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, apressar-nos a cumprir a promessa no tocante à moral. Tudo o que, até agora, encontramos proibido eu aprovado no correr do Novo Testamento, esforçar-nos-emos por condensar em regras sumárias para o fácil entendimento de todos, notando para cada regra o número dos capitules correspondentes da Escritura, seja do Evangelho, seja do Apóstolo, seja dos Atos, a fim de que o leitor de cada regra, percebendo per acaso o número inscrito ao lado, procure pessoalmente a Escritura e encontre o texto sobre o qual está baseada a regra escrita.

Dentro da verdade, teria gostado de colocar também ao lado as referências correspondentes ao Antigo Testamento, mas premido pela necessidade — pois os irmãos me urgem o cumprimento de uma velha promessa — lembrei-me do que foi dite: "Dai ocasião ao sábio e ele será mais sábio". Assim, cada qual terá uma boa ocasião de ir ao Antigo Testamento e certificar-se por si mesmo da concordância dos textos da Escritura inspirada, mesmo se, para aqueles que têm fé e estão convencidos da verdade das palavras do Senhor, uma só dentre elas já bastasse. Eis por que também pensamos não ser necessário, mesmo para o Novo Testamento, citar todos os textos, mas apenas alguns.
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1 agape ou Eros (grego)
2 pneuma (grego)
3 dynamis (grego)
4 aion (grego)
5 aletheia (grego)
6 gnosis (grego)
7 recém-instruído com os primeiros elementos dos oráculos divinos (N.do autor)
8 e me apresso a chegar à estatura da plenitude de Cristo (N.do autor)
9 energeia (grego)
10 agnoia (grego)
11 thanatos (grego)
12 advogado, em grego (N. Editor)
13 hagiasmos (grego)

AUTOR: São Basílio (329 - 379) foi teólogo escritor cristão do século IV e é um dos padres capadócios e Doutor da Igreja. nasceu em Cesareia (atual Kayseri), capital da Capadócia, Ásia Menor , na hoje Turquia; no seio de uma família profundamente cristã. Seu pai era Basílio, o Velho, e sua mãe, Emília de Cesareia. Estudou em Constantinopla e Atenas. Entre seus nove irmãos figuraram: Gregório de Nissa, Macrina (uma heroína da fé), a Jovem e Pedro de Sebaste, todos canonizados pela Igreja (Católica Romana). É também neto de Macrina Maior. Como seus colegas de estudo teve o futuro imperador apóstata, Juliano, e Gregório Nazianzeno, Basílio retornou a Cesareia , sendo batizado e se determinando a seguir a pobreza evangélica. Visitou e estudou em mosteiros do Egito, Palestina, Síria e Mesopotâmia. Em seguida morou em uma estalagem na região do Ponto, perto do rio Íris, entregando-se a uma vida solitária de oração e estudo, e formando o primeiro mosteiro da Ásia Menor.

Basílio foi ordenado diácono e sacerdote em Cesareia em 363, mas se retirou para o Ponto para evitar conflitos com o arcebispo Eusébio. Em 365, seu amigo Gregório de Nanzianzo retirou Basílio de seu retiro, e em 370, quando o arcebispo Eusébio morreu, deixando vaga a sede arcebispal, Basílio foi eleito para ocupá-la. Com a morte de Santo Anastácio, pouco depois, Basílio passou a ser o último defensor da ortodoxia no oriente, contra o arianismo, morrendo em 1 de janeiro de 379, aos 49 anos.

Dedicou as suas maiores energias a defender a doutrina da consustancialidade do Verbo, definida solenemente no Primeiro Concílio de Niceia (325). Por este motivo sofreu muitos ataques dirigidos pelos arianos e pelas autoridades imperiais, que queria, impor a doutrina de Ário. Junto com São Gregório de Nazianzo e São Gregório de Nissa, contribuiu de maneira decisiva na tarefa de precisão conceptual dos termos com os quais a Igreja viria a expor o dogma trinitário, preparando, desta maneira, o Primeiro Concílio de Constantinopla (381), que enunciou de forma definitiva a doutrina sobre a Santíssima Trindade.

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