Quem pode mudar o mundo? Estudando Eclesiastes 1:4-7

Ainda lembro que quando era jovem desejava mudar o mundo. Tinha um desejo profundo de fazer a diferença no mundo. Se tivesse que usar uma palavra para definir o que sentia, seria paixão. Essa paixão me envolvia para moldar e dirigir minha vida. Possivelmente, é a paixão uma das características mais interessantes da juventude. Sonhamos, e estamos dispostos a dar nossas vidas por esses sonhos.

Muitos dos homens que fizeram uma diferença na história da humanidade desejavam também mudar o mundo. Sem falar das pessoas com nobre coração que tem vivido ao longo da história. São muitos os que tem desejado e vivido com o propósito de fazer o mundo um lugar melhor. Têm trabalhado arduamente para conseguir tal objetivo, inclusive realizando sacrifícios pessoais, e usando seus próprios recursos para alcançar tais mudanças.

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Qual vantagem conseguiu na vida?

Estudando Eclesiastes 1:1-3

O livro de Eclesiastes apresenta de forma clara qual é o seu principal tema. Isto é feito através de uma pergunta que nos apresenta uma questão para refletir de forma pausada. “Que vantagem tem o homem em todo o seu trabalho, em que tanto se esforça debaixo do sol?” (Ec. 1:3).

Se somos sinceros conosco mesmos, percebemos constantemente que estamos tentando tirar vantagem em todas as circunstâncias. Assim nos achamos sábios. Será que tudo o que fazemos tem algum beneficio? Será que tanto esforço tem uma recompensa?

Em Mateus 16:26, lemos uma questão semelhante sendo feita por Jesus, “Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a vida? Ou, que dará o homem em troca da sua vida?

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Ecclesiastes - seu autor e propósito

O autor de Eclesiastes nem sempre se considera ser o Rei Salomão. Em diversos círculos acadêmicos, se debate se realmente Salomão é o autor deste livro, sobretudo porque o autor do livro nunca se identifica pelo nome. Uma vez dito isto, realmente, o autor se identifica através de algumas informações.

  • Ele era um filho de Davi e um rei em Jerusalém (Ec. 1:1).
  • Ele era um rei sobre Israel em Jerusalém (Ec 1:12).

Os autores do Antigo Testamento usam com regularidade o termo filho, como um equivalente a descendente. Se entendemos este termo no seu sentido geral, o autor é um descendente de Davi que governa desde Jerusalém sobre Israel. A partir do neto do Rei Davi, Roboão, o reino de Israel foi dividido em duas partes. O reino do Norte continuou se chamando Israel e sua capital era Samaria. O reino do Sul era chamado Judá e sua capital era Jerusalém. Deste modo, o único descendente do Rei Davi que governou desde Jerusalém sobre Israel foi o Rei Salomão.

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Quer estudar com o bispo?


Estes dias esteve lendo o livro de Eclesiastes, novamente. A verdade já passou algum tempo desde a última vez que esteve meditando neste livro do Antigo Testamento. Ele tem muitos aspectos filosóficos e conselhos práticos para refletir cada amanhecer.

A leitura de Eclesiastes tem sido muito agradável. Por este motivo, decidi escrevi uma série de meditações/estudos sobre este livro, e compartilhar com aqueles leitores que estejam interessados.

Não existe melhor forma que começar o estudo de Eclesiastes que lendo alguns textos do mesmo que traz alegria a alma e conforto a vida.

Um breve conselho, antes de continuar lendo, abre sua Bíblia, prepare um caderno para anotar aquilo que o Espírito te mostrei e as reflexões do texto e, finalmente, server-te um taça de café.

O que significam para ti as seguentes declarações?
"Não há nada melhor para o homem do que comer e beber e permitir-se ter prazer no seu trabalho. Vi que isso também vem da mão de Deus. E quem pode desfrutar da comida e da vida sem ele? Porque Deus dá sabedoria, conhecimento e felicidade ao homem que lhe agrada. Mas ao pecador ele dá o trabalho de ajuntar e armazenar riquezas para entregá-las a quem agrada a Deus. Isso também é ilusão e perseguir o vento!" - Eclesiastes 2:24-26
"Compreendi que não há felicidade para o homem, a não ser alegrar-se e fazer o bem enquanto vive. Compreendi também que poder comer, beber e desfrutar do seu trabalho é um presente de Deus." - Eclesiastes 3:12-13
"Eu também disse no coração: Deus prova os homens para que possam ver que são como os animais. O que acontece com os homens é o mesmo que acontece com os animais; a mesma coisa acontece para ambos. Assim como um morre, morre também o outro. Todos têm o mesmo fôlego de vida. O homem não tem vantagem sobre os animais. Tudo é ilusão. Todos vão para o mesmo lugar; todos são pó e todos retornarão ao pó." - Eclesiastes 5:18-20
Eclesiastes é um livro de surpresas. Onde percebemos a noção de centralidade e harmonia entre tensões constantes que vivemos, como homens. Ele nos mostra a futilidade da busca desejos inúteis, inclusive seria correto afirmar que condena tais desejos. Advertindo assim contra a busca de popularidade, notoriedade, bens, sem mais. Por outro lado, dá um ar fresco aos desejos das ações transformadoras. Apresentando assim o trabalho, como uma ação transformadora nas mãos de Deus. Espero, talvez de forma inocente, que possamos chegar a concordar com a valia deste livro para sua vida e para a minha, e o estudo e meditação do mesmo nos transforme e, por que não, nos forme a imagem de Deus.

Se Deus permite, este estudo terá treze lições as quais espero finalizar os próximos dias antes de começar Advento. O alvo deste pequenas meditações, e talvez estudos, é ajudar a aprender o máximo diretamente da própria Palavra de Deus. Encontrará algumas perguntas ao final do estudo, podendo usar as mesmas, se considera útil para o processo de aprendizagem. Não se preocupe tanto em responder perfeitamente as perguntas, como aprender o que estamos lendo juntos.

Este encontro com Deus será uma experiência impactante, se permite o Espírito Santo envolver-se no estudo e mudar suas ideias e pensamentos sobre o texto para que Ele mostre o que realmente está desejando te comunicar. Precisamos estar dispostos a mudar nosso entendimento da Bíblia, se desejamos conhecer mais intimamente a Deus. Nos meus anos de professor, percebi que muitos alunos não desejam mudar suas opiniões pre-estabelecidas, eles não chegam para aprender; pelo contrário, desejam confirmar aquilo no qual já acreditam. Estão fechados a novas ideias, ainda quando as suas próprias estejam erradas. Se este é o seu desejo, talvez aqui não seja o lugar certo para você.

Minha oração é que estes textos te ajudem a crescer na graça e conhecimento de Deus.

Que Deus esteja contigo.

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Ser Reformado nem sempre significa Calvinista

ser reformado nem sempre significa ser calvinista

Existe uma constante tentação de definir a teologia que professamos de forma restrita, em vez de forma abrangente. São muitos os Calvinistas que preferem assumir uma posição reducionista da Reforma Protestante, como se era houvesse somente acontecido na Inglaterra do século 17.


Com o ressurgimento da teologia reformada, observamos a continuidade dos conceitos desenvolvidos a partir do passado século. Se considera, assim, ser calvinista é idêntico a ser reformado ou as posições defendidas pela dita teologia reformada. Este fato não é por acaso. Isto tem sido resultado de vários séculos de definições e redefinições do que significa ser calvinista e reformado. Levando a ter um significado limitador, em vez, de amplo do termo reformado, como seria entendido no início da Reforma Protestante.

Este artigo tem como alvo defender a teses de que ser reformado nem sempre é ser calvinista. Com o desejo de esclarecer minha posição, se faz necessário definir os termos para ter uma compreensão dos mesmos.

A palavra Calvinista surge a partir de Calvino, o principal autor associado as preposições apresentada pelo Calvinismo. Neste sentido, o conceito teológico Calvinismo tem um sentido restrito, limitado e estreito teologicamente as teses apresentadas por Calvino. Por este motivo, muita tinta tem sido usada para mostrar o que Calvino realmente acreditava para seguidamente defender que a posição defendida era igual e idêntica ao Reformador Francês. Além disso, se tem o entendimento em certos círculos que ser calvinista significa necessariamente uma aceitação total aos 5 pontos do Calvinismo e, ainda mais, a Confissão de Fé de Westminster (CFW) ou as versões Congregacional (1) ou Batista (2) surgidas a partir da CFW.

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