As Doutrinas da Graça


São muitas as ocasiões em que me perguntam se a Igreja Anglicana é uma igreja reformada. Existe muito desconhecimento sobre as doutrinas e ensinos da Tradição Anglicana. Isto é devido, sobretudo, a que o Anglicanismo foi abandonando os seus Artigos de Fé no decorrer século XX e somente ao final deste mesmo século começou um ressurgir da importância da confessionalidade nas igrejas anglicanas e, portanto, se voltou a falar dos 39 Artigos da Religião. Isto não foi um fato isolado no Anglicanismo, contudo teve uma matiz mais pronunciada nas igrejas anglicanas.


A transição dos séculos XX e XXI esteve acompanhada com um despertar das Doutrinas da Graça entre as novas gerações de jovens cristãos. As Doutrinas da Graça são aquelas doutrinas que popularmente são reconhecidas como a base da Soteriologia, isto é, as doutrinas da salvação do Calvinismo. Tais ensinos bíblicos tratam a questão da natureza do homem e a Eleição de Deus, de homens e mulheres, através de Cristo. As Doutrinas da Graça tem sido um tópico fortemente controvertido nos círculos acadêmicos, nas igrejas evangélicas e nos seminários teológicos. Este debate tem estado vivo e presente nas igrejas evangélicas nos últimos 500 anos, ainda que as Doutrinas da Graça remontem aos primeiros séculos da Cristandade.

Não é por acaso que estas doutrinas causam tanto conflitos, já que confrontam o ser humano com o simples fato de que ele é incapaz de se salvar e se ajudar em sua condição. O homem contemporâneo acredita na superioridade e autossuficiência. No instante que se depara com as Doutrinas da Graça, se encontra com um dilema que mostra sua própria inabilidade e sofre um choque de tal magnitude que termina rejeitando tais doutrinas. Somente com o tempo, consegue perceber a Verdade que o liberta de si mesmo para encontrar a plena liberdade em Cristo.

Este é o motivo pelo qual as Doutrinas da Graça são tão importantes para àqueles que acreditam nestas doutrinas, sendo, portanto, parte central da mensagem de Cristo. Este artigo deseja ajudar a que entendam mais claramente o ensino das Escrituras e mostrar para os Anglicanos que se desejam entender plenamente os ensinos da Tradição Anglicana, tem que perceber a simples verdade de que o Anglicanismo tem ensinado, de forma confessional, as Doutrinas da Graça.

A Teologia Reformada tem sido apresentada com o acrônimo, TULIP (1). Pessoalmente, tenho a convicção, de que a Teologia Reformada é muito mais que TULIP e vai além da Soteriologia. De fato, TULIP é um acrônimo de uso moderno. Tampouco deveríamos considerar os “Cinco Pontos do Calvinismo,” como um sumário da Teologia Reformada. Os mesmos surgem dentro de uma controvérsia na Holanda, em resposta aos cinco pontos apresentados pela Irmandade Remonstrantes os quais apresentaram objeções a Confissão Belga. O Sínodo de Dort foi convocado para resolver esta controvérsia teológica e foram convidados delegados de outras nações incluindo uma delegação anglicana. Se deseja ler a resolução do Sínodo de Dort que foi assinado pela delegação anglicana também, visite este site. A presença anglicana foi fundamental na hora de tomar decisões e resulta interessante a influência que teve o texto dos Artigos de Lamberth (2) para a redação das decisões tomadas pelo Sínodo de Dort (3). Contudo será necessária outra postagem para tratar adequadamente esta questão.

A Igreja da Inglaterra afirmou que os ensinos de Dort era consistente com seus próprios ensinos sobre a Eleição, ainda que as igrejas anglicanas nunca adotaram oficialmente as decisões do Sínodo de Dort como uma declaração própria. Em grande medida, porque se considerava que o Sínodo de Dort era uma resposta a um problema interno da Igreja Reformada da Holanda.

As doutrinas da graça se encontram em dois dos artigos da Igreja da Inglaterra. A linguagem usada reflete o tempo em que foram escritos os 39 Artigos da Religião. Estes são anteriores ao Sínodo de Dort. Isto deve ser compreendido para entender que os mesmos não têm como objetivo responder às objeções dos Remonstrantes, nem defender as Doutrinas da Graça seguindo os artigos das resoluções do Sínodo de Dort.

Total Depravação e Graça Irresistível

Total Depravação é o primeiro ponto do TULIP. Possivelmente, seria mais correto falar de Total Incapacidade. Este ponto não está dizendo que cada homem é tão malvado como ele pode ser, mas ele ensina que o estado do homem depois da queda de Adão não tem capacidade, nem desejo, no seu atual estado, de buscar a Deus para sua salvação e devido a sua natureza decaída é absolutamente escravo do pecado e morto espiritualmente, estando separado de Deus, e totalmente incapaz de exercer sua própria vontade livremente. Isto faz com que sua salvação seja totalmente dependente da Obra de Deus para vivificar a vida dele antes que possa crer em Cristo.

ARTIGO IX – DO PECADO ORIGINAL
O PECADO Original não consiste na imitação de Adão (como os Pelagianos de forma vã propagam); antes é um vício e corrupção da natureza de todo o homem gerado naturalmente da semente de Adão, pelo que o homem dista muitíssimo da justiça original e é de sua própria natureza ser inclinado ao mal, de sorte que a carne tem sempre desejos sensuais contrários ao Espírito; e por isso toda a pessoa que nasce neste mundo merece a ira de Deus e a condenação. E esta infecção da natureza ainda permanece também neles que são regenerados; por cujo motivo, o apetite carnal, chamado em grego phronema sarkos, que uns lêem sabedoria, outros sensualidade, alguns afeição e outros desejo carnal, não se sujeita à Lei de Deus. E apesar de que não há condenação para os que creem e são batizados, contudo o apóstolo confessa que a concupiscência e luxúria têm em si mesmas a natureza do pecado.

ARTIGO X – DO LIVRE ARBÍTRIO
A CONDIÇÃO do homem depois da queda de Adão é tal, que ele não se pode se converter nem preparar a si mesmo, por sua própria força natural e boas suas obras, para a fé e invocação de Deus; portanto, não temos poder para fazer boas obras, agradáveis e aceitáveis a Deus, sem que a Graça de Deus, por Cristo, nos previna ( nos de a capacidade e nos prepare) para que possamos ter uma boa vontade, e continuar trabalhando conosco após já termos essa boa vontade.

A questão da natureza do pecado original o qual passa de geração a geração é tratada sobre a questão "Do Pecado Original". Enquanto "Do Livre Arbitrio" apresenta o ensino de que a natureza não tem a capacidade de exercer o livre arbítrio. Estes artigos apresentam os ensinos da Total Depravação, ou Total Incapacidade.

O Anglicanismo ensina claramente que o homem não é capaz de voltar e buscar a Deus antes da sua regeneração, somente uma vez esta tenha acontecido pela graça de Deus, o homem é capaz de voltar-se ao Senhor em fé. O motivo é porque estamos mortos espiritualmente e somos prisioneiros do pecado, portanto somente uma intervenção sobrenatural por parte de Deus poderia restaurar o que foi perdido na queda.

A tradição Anglicana, seguindo Agostinho, ensina que a Eleição precede a Regeneração e, portanto, Deus dá Graça Particular ou Graça Irresistível àqueles que Ele escolhe para a salvação. A Graça é dada àqueles que Deus escolheu desde antes da criação do universo. Em outras palavras, quando Deus dá a Graça Irresistível aos escolhidos, o efeito desta graça sempre é eficaz e leva os eleitos à conversão e à fé salvadora.

Observe a semelhança entre os Artigos da Religião e os Cânones do Sínodo de Dort:

Artigo 3- Incapacidade total do homem
Portanto, todos os homens são concebidos em pecado e nascem como filhos da ira, incapazes de qualquer ação que o salve, inclinados para o mal, mortos no pecado e escravos do pecado. Sem a graça do Espírito Santo regenerador não desejam nem tampouco podem retornar a Deus, corrigir sua natureza corrompida ou ao menos estar dispostos a essa correção.

Artigo 11 - Como ocorre a conversão
Deus realiza seu bom propósito nos eleitos e opera neles a verdadeira conversão da seguinte maneira: ele faz com que ouçam o Evangelho mediante a pregação e poderosamente ilumina suas mentes pelo Espírito Santo de tal modo que possam entender corretamente e discernir as coisas do Espírito de Deus. Mas, pela operação eficaz do mesmo Espírito regenerador, Deus também penetra até os recantos mais íntimos do homem. Ele abre o coração fechado e enternece o que está duro, circuncida o que está incircunciso e introduz novas qualidades na vontade. Esta vontade estava morta, mas ele a faz reviver; era má, mas ele a torna boa; estava indisposta, mas ele a torna disposta; era rebelde, mas ele a faz obediente, ele move e fortalece esta vontade de tal forma que, como uma boa árvore, seja capaz de produzir frutos de boas obras (I Cor 2.14).

Expiação Limitada

Ainda existe uma questão aberta que seria a terceira letra do acrônimo TULIP. Infelizmente, este ponto tem causado controvérsias e sido mal-interpretada através dos séculos. Pensemos em uma expiação pessoal, intencional e efetiva.

Os Artigos mantém silencio nesta questão, também o Livro de Oração Comum. Evidentemente, várias pessoas tem tentado mostrar que o LOC ou os Artigos são contrários a esta posição, porque eles dizem que nada se encontra neles que possa defender esta posição. A questão da expiação limitada não era uma questão em debate quando foram desenvolvidos os Artigos da Religião. Posteriormente, os Artigos de Lamberth (2) e os Artigos Irlandeses (4) tomariam partido pela expiação limitada, aceitando assim as posições defendidas pelo Sínodo de Dort.

A delegação anglicana no Sínodo de Dort afirmou que os Cânones de Dort estavam em acordo com as doutrinas e os ensinos da Igreja da Inglaterra, inclusive tendo presente a presença de John Davenant que mostrou certas diferenças com esta posição. Ele manteve uma posição discordante tanto com os Calvinistas Altos (High Calvinists), associados com Gomarus e os Contra-Remonstrantes, e também contrária a posição de João Cameron e a Escola de Saumur. John Davenant defendeu que a Igreja da Inglaterra era uma igreja reformada sem ser necessariamente idêntica a igreja francesa ou a igreja holandesa.

Se faz necessário reconhecer a diversidade existente entre os teólogos ingleses. Esta diversidade esteve presente inclusive na Assembléia de Westminster (5) onde foram apresentadas várias posições sobre a expiação limitada. Richard Baxter discordo com a posição aprovada neste ponto na Confissão de Fé de Westminster.

Inclusive, nas últimas décadas, existe um debate sobre Calvino e os Calvinistas ao redor da posição real de João Calvino referente a Expiação Limitada, como apresentada na atualidade. Um dos autores que questiona a ideia de que Calvino afirmava os 5 pontos de TULIP é R.T. Kendall, quem fui pastor por muitos anos de Westminster Chapel, a igreja de Martin Lloyd-Jones.

Os Trinta e Nove Artigos da Religião, portanto, permitem ser subscritos e afirmados por aqueles que concordam, e pelos que discordam, com a Expiação Limitada, porque os próprios Artigos nem negam, tampouco afirmam, a Expiação Limitada.

Eleição Incondicional, Chamado Eficaz e Perseverança dos Santos

As doutrinas da graça se apresentam principalmente no Artigo XVII:

ARTIGO XVII – DA PREDESTINAÇÃO E ELEIÇÃO
A PREDESTINAÇÃO à vida é o eterno propósito de Deus, pelo qual (antes de lançados os fundamentos do mundo) Ele tem constantemente decretado por seu conselho, a nós oculto, livrar da maldição e condenação os que elegeu em Cristo de entre todos os homens, e conduzi-los por Cristo à salvação eterna, como vasos feitos para honra. Portanto, os que se acham dotados de um tão excelente benefício de Deus, são chamados, segundo o propósito de Deus, por seu Espírito, que opera no tempo devido; pela graça obedecem ao chamamento; são justificados livremente; são feitos filhos de Deus por adoção; são formados à imagem do seu Unigénito Filho Jesus Cristo; vivem religiosamente em boas obras, e, pela misericórdia de Deus, chegam finalmente à felicidade eterna.

Assim como a piedosa consideração da predestinação e da nossa eleição em Cristo, é cheia de um conforto doce, suave e inefável para as pessoas piedosas e para as que sentem em si mesmas a operação do Espírito de Cristo, que vai mortificando as obras da carne e os seus membros terrenos, e arrebatando o pensamento às coisas altas e celestiais, não só porque muito estabelece e confirma a sua fé na salvação eterna que hão de gozar por meio de Cristo, como lhes torna mais fervorosa a natureza do seu amor para com Deus; assim também, para as pessoas curiosas e carnais, destituídas do Espírito de Cristo, o ter sempre presente a sentença da predestinação divina, é um precipício perigosíssimo, por onde o diabo as arrasta ao desespero, ou ao descuido, igualmente perigoso, duma vida impuríssima.

Além disso devemos receber as promessas de Deus, como geralmente nos são propostas na Escritura Santa, e seguir nas nossas obras aquela vontade de Deus, que nos declara expressamente a Palavra de Deus.

Uma característica interessante deste artigo é que não trata a questão teológica nomeada de “dupla predestinação.” Esta questão é a ideia de que Deus predestina tanto os que vão ser salvos e aqueles que serão reprovados. Muito tem sido escrito sobre este ponto, entretanto os 39 Artigos permanecem em silêncio. Este artigo fala sobre a predestinação para a vida, ou eleição em Cristo; também, fala sobre o chamado eficaz e a perseverança dos santos.

Perceba como a primeira frase do Artigo XVII a qual apresenta a doutrina da eleição, tem um linguagem próximo aos Cânones de Dort:

Artigo 7 - Eleição definida
Esta eleição é o imutável propósito de Deus, pelo qual ele, antes da fundação do mundo, escolheu um número grande e definido de pessoas para a salvação, por graça pura. Estas são escolhidas de acordo com o soberano bom propósito de sua vontade, dentre todo o gênero humano, decaído, por sua própria culpa, de sua integridade original para o pecado e a perdição. Os eleitos não são melhores ou mais dignos que os outros, mas envolvidos na mesma miséria. São escolhidos, porém, em Cristo, a quem Deus constituiu, desde a eternidade, Mediador e Cabeça de todos os eleitos e fundamento da salvação. E, para salvá-los por Cristo, Deus decidiu dá-los a ele e efetivamente chamá-los e atraí-los à sua comunhão por meio da sua Palavra e de seu Espírito. Em outras palavras, ele decidiu dar-lhes verdadeira fé em Cristo, justificá-los, santificá-los, e depois, tendo-os guardado poderosamente na comunhão de seu Filho, finalmente glorificá-los. Deus fez isto para a demonstração de sua misericórdia e para o louvor da riqueza de sua gloriosa graça. Como está escrito ... assim como nos escolheu nele, antes do fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado... E em outro lugar: E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também, glorificou (Ef 1.4_6; Rm 8.30).

Três questões são observadas neste artigo. Primeiro, a relação da “predestinação de Deus” antes da fundação do mundo pelo qual Este escolheu aqueles que seriam eleitos para a salvação. Isto vai além da compreensão que temos, contudo as Escrituras são claras nesta questão. A eleição está baseada no plano redentor de Deus, não está baseada em alguma condição que o homem precisa ter para receber a salvação. Somos predestinados de acordo com a livre vontade de Deus a despeito de qualquer obra de fé e/ou boas ações nossas.

Segundo, afirma o “chamado eficaz” o qual é claramente observável na seguinte frase do artigo, “Portanto, os que se acham dotados de um tão excelente benefício de Deus, são chamados, segundo o propósito de Deus, por seu Espírito, que opera no tempo devido; pela graça obedecem ao chamamento; são justificados livremente; são feitos filhos de Deus por adoção; são formados à imagem do seu Unigênito Filho Jesus Cristo; vivem religiosamente em boas obras e, pela misericórdia de Deus, chegam finalmente à felicidade eterna.

Terceiro, percebemos como a última parte do texto anterior afirma a doutrina da “segurança da salvação”, também conhecida como a “perseverança dos santos”. Esta doutrina é de grande conforto para todos nós, porque ainda que sejam as circunstâncias difíceis que enfrentamos, nunca cairemos da Graça de Deus, porque o Espírito Santo nos protege e nos segura para permanecer em Cristo.

A Igreja Anglicana Reformada do Brasil

A Igreja Anglicana Reformada do Brasil é a Free Church of England (Igreja Livre da Inglaterra) no Brasil, portanto usa a Declaração de Princípios da Free Church of England a qual também é a Declaração de Princípios da Reformed Episcopal Church (Igreja Episcopal Reformada dos USA) que foi escrita em 1873.

Nela se declara o seguinte: “Esta Igreja mantém a Fé uma vez entregue aos santos,” declara sua crença nas Sagradas Escrituras do Antigo e Novo Testamento, como a Palavra de Deus, e a única Regra de Fé e Prática; no Credo “comumente chamado de Credo Apostólico;” na instituição Divina dos Sacramentos do Batismo e da Ceia do Senhor; e nas Doutrinas da Graça substancialmente, como são estabelecidas nos Artigos da Religião.” (Ênfases foram feitas por mim)

Assim é evidente que a Igreja Anglicana Reformada do Brasil seguindo a tradição anglicana histórica e clássica, afirma e declara as doutrinas da graça substancialmente como são estabelecidas nos Artigos da Religião. E, por este motivo, a mesma Declaração define esta igreja, como uma Igreja Protestante e Reformada, em conformidade com o voto que tem realizados os monarcas ingleses quando fazem juramento de defender a Fé Protestante Reformada da Igreja da Inglaterra.

Talvez o leitor fique surpreso com o que tem lido até agora. Possivelmente, você tenha pensando que o Anglicanismo nunca poderia ser considerado parte da família das igrejas reformadas. Realmente, existem motivos para chegar a tal conclusão, se observamos as controvérsias acontecidas no Anglicanismo no século 19 e a direção que tomaram muitas das igrejas anglicanas no Século 20, contudo a Misericórdia e a Graça de Deus, têm parecido a bem, despertar novamente as Doutrinas da Graça em meio às igrejas anglicanas, assim como em outras igrejas reformadas que estavam em mãos do liberalismo, e uma vez mais os 39 Artigos da Religião estão sendo ensinados e usados cada dia mais. E, portanto, as doutrinas da graça estão sendo promovidas e conhecidas pelas novas gerações anglicanas.

A Deus seja dada toda a glória, agora e para sempre. Amém.


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(1) Para mais informação sobre os significado do acrônimo TULIP, visite este site: http://www.monergismo.com/textos/jcalvino/joao_calvino_5pontos_silverio.htm

(2) Os Artigos de Lamberth nunca receberam a aprovação pela Rainha Elizabeth I, portanto nunca chegaram a ser aprovados como uma declaração oficial da Igreja da Inglaterra. Os motivos pelos quais a Rainha não aprovou estes artigos são diversos. Alguns falam que Elizabeth I estaria mais confortável nas posições luteranas qua aquelas apresentadas pelo seu arcebispo calvinista. Também, é certo que a Rainha não ficou feliz de descobrir que os bispos e arcebispos tinham tomado a decisão de escrever os artigos sem consultar primeiro. Outros indicam que Elisabeth I tinha a preocupação de manter as diferentes posições teológicas em harmonia e convivência pacifica dentro da Igreja da Inglaterra. Possivelmente, visto a história dos conflitos religiosos do Século XVI, seja mais certo afirmar que a Rainha estava preocupado em evitar conflitos religiosos no seu reinado. Já que foi a própria Elisabeth I quem nomeou o Arcebispo de Cantuaria, Dr. John Whitgift. Ainda que os artigos não tiveram a aprovação de Elizabeth I. Eles foram aprovados pelos bispos e arcebispos da Igreja da Inglaterra reunidos no Palácio de Lambeth, Londres (20 de Novembro de 1595).

(3) O sínodo de Dort foi um sínodo nacional que teve lugar em Dordrecht, na Holanda em 1618/19, pela Igreja Reformada Holandesa, com o objectivo de regular uma séria controvérsia nas Igrejas Holandesas iniciada pela ascensão do Arminianismo. A primeira reunião do sínodo foi tida a 13 de Novembro de 1618 e a última, a 154ª foi a 9 de Maio de 1619. Foram também convidados representantes com direito de voto vindos de 8 países estrangeiros. O nome "Dort" era um nome usado na altura em inglês para a cidade holandesa de Dordrecht. O sínodo é por vezes chamado de Sínodo de Dordt, ou Sínodo de Dordrecht.

(4) http://reformationanglicanism.blogspot.com.br/2009/10/irish-articles-of-1615-by-philip-schaff.html

(5) Mais informação, podem ler este artigo apresentados as diversas posições existentes: http://bereianos.blogspot.com.br/2015/01/notas-sobre-supralapsarianismo.html

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