O culto reformado


"Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome" (Salmos 100:4)

O estilo de adoração

Uma das coisas mais impressionantes da igreja primitiva era o seu ardente desejo de estar unida em celebrações. Não raras vezes vemos, no livro de Atos dos Apóstolos, todos os irmãos, unânimes no templo, ou mesmo de casa em casa, partilhando a maravilhosa graça de Deus em momentos de oração e louvor.

Os Anglicanos, como reformados, queremos também experimentar deste privilégio que Deus nos dá de podermos celebrar a vida em Seu Nome e como família de Deus e povo eleito. A adoração é o coração da igreja cristã. No culto cristão, nos unimos a outros para reconhecer a santidade de Deus, ouvir a sua palavra, oferecer as orações e louvores, e para celebrar os sacramentos.

O culto cristão tem suas raízes na adoração praticada no Templo e nas Sinagogas, combinada com as celebrações dos cristãos primitivos. Através do culto nos unimos na adoração eterna a Deus, entrando no trono da graça e nos lugares celestes, como também participamos na adoração histórica através dos séculos.

O Livro de Oração Comum

O Livro de Oração Comum (1662) é o livro de culto da Igreja Anglicana. Mais de 70% do conteúdo do LOC procede da Bíblia. Ao elaborar e adotar a ordem de culto do LOC (1662), os Reformadores da Inglaterra não fizeram outra coisa senão seguir o antigo culto cristão, eliminando todos os erros e falsas práticas adotadas pela Igreja de Roma na Idade Média.

O Culto Reformado da Igreja Anglicana se arraiga no Livro de Oração Comum, que remonta ao terceiro século. O Livro de Oração Comum permite uma tremenda flexibilidade com expressões locais, sem colocar em risco os essenciais da fé. Esta prática histórica pode permitir uma ordem simples de adoração, como também adorações mais elaboradas.

A expressão “oração comum” significa que o culto não é individual, mas este é expresso em comunidade, quando os cristãos se congregam para adoração, pregação e oração. Isto não significa que, também, não se possa usar individualmente. De fato, o culto na congregação tem o seu reflexo na vida devocional de cada cristão, uma completa a outra. Em Cristo somos todos tanto indivíduos, quanto membros uns com os outros.

O Livro de Oração Comum foi entregue pela primeira vez para uso coletivo e particular em 1549, ainda que foi a revisão deste que desenvolveu uma verdadeira liturgia cristã.

Estes elementos anglicanos permitem uma tremenda flexibilidade com expressões locais, sem colocar em risco a essência da fé. Esta tradição histórica pode permitir uma ordem simples de adoração, como também adorações mais elaboradas.

As passagens bíblicas que estão no lecionário do Livro de Oração Comum possibilitam uma leitura sistemática de quase todo o Antigo Testamento e do Novo Testamento em um ano.

Duas condições são fundamentais para a adoração anglicana. A primeira é a comunidade cristã reunida para adorar e louvar a Deus em espirito e verdade. A segunda é um culto centrado na leitura e pregação das Escrituras e na celebração dos sacramentos.

As congregações locais tem autonomia para escolher as músicas (hinos ou cânticos), a ordem de culto e outros aspectos de culto, como horários de culto, atividades semanais, decoração da igreja, versão da Bíblia, entre outros.

As paróquias também tem liberdade no que se refere à obra do Espírito Santo. A adoração é muito mais que litúrgica, porque estamos diante do Rei de Reis e Senhor de Senhores. Portanto, devemos ser sensíveis ao que Deus quer fazer no meio de Seu povo.

Os elementos bíblicos do Culto Cristão

A oração em comum (adoração) é o centro da vida na Igreja Anglicana Reformada do Brasil, como convergência das coisas “antigas” e “novas” guardadas no tesouro, de acordo com Mateus 13.52.

As marcas distintivas da Igreja Anglicana Reformada são cinco aspectos essenciais na adoração: louvor e adoração, ensino da palavra, comunhão, santa ceia e oração.

Estos distintivos emergem das próprias Escrituras:

“Aleluia! Cantem ao Senhor uma nova canção, louvem-no na assembléia dos fiéis. Alegre-se Israel no seu criador, exulte o povo de Sião no seu rei! Louvem eles o seu nome com danças; ofereçam-lhe música com tamborim e harpa. O Senhor agrada-se do seu povo; ele coroa de vitória os oprimidos. Regozijem-se os seus fiéis nessa glória e em seus leitos cantem alegremente!” (Salmos 149.1-5)

“Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações.” (Atos 2.42)

A palavra “liturgia” significa “o serviço do povo,” e mostra a prática de adoração da Igreja. Todas as igrejas usam alguma estrutura litúrgica, inclusive quando negam este fato. Nossa liturgia se descreve da seguinte forma:

A Palavra de Deus

A Igreja Anglicana Reformada do Brasil celebra adoração através de hinos e cânticos. Entendemos que a música tem sido usada através dos tempos para adorar a Deus na beleza da Sua santidade (Salmos 29.2). Portanto, o culto Anglicano usa diversas expressões bíblicas de adoração como são:

Confessando os nossos pecados –  “Se confessarmos os nossos pecados, diz o Apóstolo, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e purificar-nos de toda injustiça” (1 João 1.8).

Usando instrumentos musicais – “Louvem a Deus no seu santuário, louvem-no no seu poderoso firmamento. Louvem-no pelos seus feitos poderosos, louvem-no segundo a imensidão de sua grandeza! Louvem-no ao som de trombeta, louvem-no com a lira e a harpa, louvem-no com tamborins e danças, louvem-no com instrumentos de cordas e com flautas, louvem-no com címbalos sonoros, louvem-no com címbalos ressonantes. Tudo o que tem vida louve o Senhor!” (Salmos 150:1-6).

Com cânticos, palmas e mãos levantadas - ”Batam palmas, vocês, todos os povos; aclamem a Deus com cantos de alegria” (Salmos 47:1, leia Salmo 63:3-5).

As Sagradas Escrituras - O apóstolo Paulo nos ensina como a Igreja deve usar as Escrituras: “Até a minha chegada, dedique-se à leitura pública da Escritura, à exortação e ao ensino” (I Timóteo 4:13).

Portanto, a Igreja Anglicana Reformada do Brasil entende a importância de ler as Escrituras do Antigo e do Novo Testamento. Estas são lidas publicamente, seguindo o exemplo da Palavra de Deus. “Esdras abriu o livro diante de todo o povo, e este podia vê-lo, pois ele estava num lugar mais alto. E, quando abriu o livro, o povo todo se levantou. Esdras louvou o Senhor, o grande Deus, e todo o povo ergueu as mãos e respondeu: “Amém! Amém!” (Nêemias 8:5-6).   

“E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se para ler. E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías; e, quando abriu o livro, achou o lugar em que estava escrito” (Lucas 4:16-17).

Pregando e ensinando - Existem grande sabedoria e senso comum nas próprias Escrituras. Contudo, as Escrituras instruem, transformam e ensinam os caminhos de Deus. “Vocês sabem que não deixei de pregar-lhes nada que fosse proveitoso, mas ensinei-lhes tudo publicamente e de casa em casa” (Atos 20:20).   

“Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 3.16)

Comunhão Fraternal - Uma das práticas mais antigas na Igreja tem sido “dar a paz.” A Igreja Anglicana segue esta prática do Cristianismo primitivo. Usamos a expressão, “A paz do Senhor seja contigo,” e respondemos, “E também contigo.” ”Enquanto falavam sobre isso, o próprio Jesus apresentou-se entre eles e lhes disse: “Paz seja com vocês!” (Lucas 24:36).

A palavra grega para comunhão é koinonia que significa “vida em comum.” ”Naquele exato momento, Boaz chegou de Belém e saudou os ceifeiros: “O Senhor esteja com vocês! ” Eles responderam: “O Senhor te abençoe!”” (Ruth 2:4).

A Ceia do Senhor

A Santa Comunhão – O Senhor mesmo ensinou a forma e significado da Ceia do Senhor. Este sacramento é chamado geralmente da Ceia do Senhor, Santa Comunhão. A igreja primitiva celebrava em todos os seus cultos a Ceia do Senhor, tanto em cultos públicos como nas casas.

“Pois recebi do Senhor o que também lhes entreguei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, tendo dado graças, partiu-o e disse: “Isto é o meu corpo, que é dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim”. Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim”. Porque, sempre que comerem deste pão e beberem deste cálice, vocês anunciam a morte do Senhor até que ele venha. Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignadamente será culpado de pecar contra o corpo e o sangue do Senhor. Examine-se o homem a si mesmo, e então coma do pão e beba do cálice” (I Corinthians 11:23-28).   

“Tomou em seguida o pão e depois de ter dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de mim” (Lucas 22, 19).   

“Tomou depois o cálice, rendeu graças e deu-lho, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é meu sangue, o sangue da Nova Aliança, derramado por muitos homens em remissão dos pecados” (Mateus 26, 27-28)

Orações - A Igreja Anglicana Reformada do Brasil ora sempre e em todo lugar. A importância da oração na vida da Igreja e dos cristãos nunca se pode esquecer. Em muitas congregações, existe uma oportunidade para receber oração e ser abençoado, se assim deseja.

“Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores. Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o uniam com óleo, em nome do Senhor. E a oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz” (Tiago 5:13-16).   

“Orar uns pelos outros” (Mateus 5.44)

Benção final e comissão - Assim vocês abençoarão: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz.”Assim eles invocarão o meu nome sobre os israelitas, e eu os abençoarei” (Números 6: 22-26).   

“A graça do Senhor Jesus seja com vocês. Recebam o amor que tenho por todos vocês em Cristo Jesus. Amém.” (1 Coríntios 16.23-24)

O culto termina com a comissão, “Agora, vão ao mundo na paz para amar e servir ao Senhor.” E a congregação responde.”Damos graças a Deus.”

A Ordem da Ceia do Senhor

Boas-vindas: Se dão as boas-vindas à congregação, introduzindo o tema do culto. Também, se menciona qualquer mudança que a congregação precisa saber sobre a ordem do culto.

Cântico(s) de Abertura: Geralmente, se cantam músicas (hinos e/ou louvores) de agradecimento e louvor a Deus para preparar nossos corações e mentes para o culto.

Oração Preparatória: Pedimos ao Espírito Santo para dirigir nossa adoração.

Sumário da Lei ou os 10 Mandamentos: Escutamos a Lei de Deus ou Sumário da Lei: isto mostra o estilo de vida que se espera de nós e nos lembra da nossa necessidade do Salvador (no Advento e Quaresma, escutamos os 10 Mandamentos).

Oração de Misericórdia: Confessamos que não podemos manter a Lei de Deus na letra ou no espírito, pedimos que Deus nos permita viver na realidade do Novo Pacto (Jeremias 31), e coloque seus caminhos nos nossos corações.

Oração do dia (Colecta): Oramos pedindo a Deus que dê o que precisamos, baseado no tema do tempo do ano.

Leituras Bíblicas: Escutamos a Palavra de Deus, sendo duas ou três leituras, uma delas dos evangelhos.

Credo: De pé, juntos confessamos nossa fé em Deus: Pai, Filho e Espírito Santo.

Sermão: Escutamos a palavra de Deus explicada. O sermão nos ajuda a compreender a Bíblia para segui-la em nossas vidas.

Ofertas: Apresentamos a Deus nossas ofertas e dízimos. “Todas as coisas vem dEle, e oferecemos os dons com gratidão por tudo o que nos tem dado.”

Orações: Oramos por nós mesmos e outros. Oramos a Deus por ajuda, nossos líderes, a igreja, os enfermos e os que sofrem, e aqueles que não conhecem a Ele, como Senhor.

Preparação para a Ceia do Senhor: Nos preparamos para vir à Mesa do Senhor: devemos sinceramente arrepender-nos dos nossos pecados, reconciliando-nos verdadeiramente com os outros, e tentando viver uma nova vida, seguindo a Deus e seus caminhos.

Confissão: Confessamos nossos pecados. Respondendo a 1 João 1.9, pedimos perdão a Deus, silenciosamente e, depois, juntos.

Palavras de Segurança e Conforto: Recebemos segurança da misericórdia de Deus. Um ministro fala ‘Palavras de Conforto’ das próprias Escrituras e declara o perdão de Deus.

A Santa Comunhão: Começa reunindo-nos para celebrar a Ceia do Senhor. Logo, glorificamos a Deus, como em Isaias 6, cantamos ‘Santo, Santo, Santo.’ A oração de sagração (se separam o pão e vinho para um uso especial). Lembramos o sacrifício de Cristo, ‘proclamamos a morte do Senhor até Sua volta’ (1 Cor 11:26). Recebemos os dons de Deus, pagos pela morte do Senhor, nos aproximamos para compartilhar da Santa Ceia. Cantamos cânticos de agradecimento, confissão e proclamação de quem Deus é.

Oração Depois da Comunhão: Com um coração agradecido, nos oferecemos como sacrifícios vivos para o serviço a Deus.

Benção: Recebemos a benção de Deus.

Comissão: Somos enviados ao mundo para servir a Cristo no poder do Espírito Santo.

O Ano Cristão

De acordo com o Livro de Oração Comum (LOC), o ano cristão se organiza em torno de vários tempos litúrgicos ao redor do ano. São os seguintes: Advento, Natal, Epifania, Quarta-feira de cinza, Quaresma, Páscoa, Pentecostes e Trindade.

Assim, desejamos celebrar os atos de Deus, em Jesus, em favor do seu povo eleito. Entendemos que esta celebração foi desenvolvida aos poucos, com o desejo de lembrar o que Deus em Cristo fez pela Igreja. Com certeza, primeiro veio a experiência, depois a celebração e, finalmente, a proclamação dessa experiência de salvação.

Deste modo, a Igreja não difere da experiência de Israel. Não em vão, a Igreja é o Israel espiritual. Igual a Israel, os cristãos foram contando, de pais para filhos, as maravilhas de Deus que deu na celebração das festas cristãs, onde essas mesmas maravilhas eram relembradas e, de alguma forma, revividas.

O Ano cristão não deve ser entendido apenas como uma repetição de eventos passados. Deve ser encarado, como uma experiência viva, de crescimento espiritual, encontro pessoal com Cristo, amadurecimento na fé e no conhecimento de Deus e comunhão como o povo de Deus que tem sido redimido.

Os Cores do Ano Cristão

São usadas diversas cores para refletir o tema de cada celebração e culto cristão. Portanto, se poderá ver as cores branco, verde, roxo e vermelho, sendo usadas ao longo do ano, no púlpito, na estola do ministro e na Mesa do Senhor e, inclusive, em estandartes decorativos.

Preto: A cor preta é símbolo da morte. Desta forma, ela é usada como cor litúrgica na Sexta-feira santa.

Verde: A cor verde é a cor das plantas vivas, abundantes na primavera. Ela é usada para representar o triunfo da vida sobre a morte. É a cor litúrgica do período da Trindade e Epifania.

Roxo: Roxo é a cor da penitência e lamentação. É também a cor da realeza. É a cor litúrgica própria para o tempo do Advento e da Quaresma.

Vermelho: A cor vermelha é a cor do sangue. Por isso é usada na igreja como cor litúrgica para comemorar os mártires. Por lembrar o fogo, é usada como cor litúrgica de Pentecostes e usado nas ordenações.

Branco: Desde os tempos bíblicos, a cor branca é reconhecida como um símbolo da pureza, inocência e santidade. É a cor litúrgica para os períodos do Natal e da Páscoa.

O Lecionário Anglicano

O lecionário consiste em um sistema organizado de leituras bíblicas para o culto, que acompanha o desdobramento do ano litúrgico.

Os Anglicanos entendemos que o uso de um lecionário proporciona consistência nas leituras, garantindo que no decorrer do ano, o testemunho pleno da Bíblia será ouvido no culto e se desenvolverá uma pregação expositiva da mesma.

Também, ajuda a restabelecer a centralidade da Palavra de Deus no culto. Um dos meios comprovados para sanar o analfabetismo bíblico de nosso tempo consiste em adotar o uso de um lecionário na igreja.

Os Sacramentos

Acreditamos que Jesus Cristo instituiu dois sacramentos: o Batismo e a Santa Ceia.

Os Anglicanos batizamos as crianças e adultos não batizados e participam os confirmados do corpo e do sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiramente presentes espiritualmente no pão e do vinho distribuídos a todos os crentes confirmados (Mateus. 28: 19, 20; I Coríntios: 11: 23-29).

Santo Batismo

O Batismo se administra somente uma vez a cada pessoa, geralmente quando criança. Ele é a porta de entrada à família de Deus.

Se realiza com água para simbolizar a limpeza do pecado, e se faz em nome de Deus o Pai, o Filho, e o Espírito Santo.

O sinal espiritual do batismo é a união com Cristo na sua morte e ressurreição, sendo a promessa de arrependimento e o perdão dos pecados, a confiança em Jesus Cristo, como Senhor e Salvador, e a iniciação cristã dentro da família de Deus, a Igreja.

O Anglicanismo não acredita no batismo regeneracional.

A Ceia do Senhor

A Santa Comunhão é a comemoração e ação de graças pela morte e ressurreição de Cristo.

Nela compartimos o pão e o vinho para lembrar continuamente a nova aliança até o retorno de Cristo.

O corpo e o sangue de Cristo se dá, se toma e se consome espiritualmente, mediante a fé.
A renovação da nova aliança faz que os membros da Igreja se oferecem eles mesmos a Deus em arrependimento, amor e fé, lembram a morte de Cristo, testemunham o seu sacrifício, e renovam a esperança no banquete celestial.


A celebração da Ceia do Senhor pode ser realizada cada domingo, ou mensalmente. Esta é uma decisão da paróquia e, sobretudo, do presbítero.

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7 comentários:

  1. Revmo Bispo Rosselo . Acerca da Eucaristia , os anglicanos reconhecem a presença Real de Cristo nos elementos ( Luteranismo) , ou o entendimento é semelhante a compreensão de Calvino ?

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    1. A compreensão é mais próxima João Calvino, Martinho Bucer, e Heinrich Bullinger.

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  2. A Igreja Anglicana Reformada acredita na doutrina da sucessão apóstólica? Se sim, os bispos desta Igreja estão em legítima sucessão?

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    1. A Igreja Anglicana Reformada do Brasil afirma a sucessão histórica ou Episcopado histórico.

      A segunda resposta é mais complexa, qual sucessão legítima? Por exemplo, a Igreja de Roma não reconhece as ordens sagradas das igrejas anglicanas.

      As ordens sagradas da IARB, como parte da Free Church of England, são reconhecidas pela Igreja da Inglaterra. Poderá encontrar mais informação aqui no site da Igreja da Inglaterra:

      https://www.churchofengland.org/media/1934846/recognition%20of%20orders.pdf

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  3. E existe alguma diferença entre sucessão apostólica e episcopado histórico? Se sim, qual seria?

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    1. A diferença, ao meu ver, se encontra em duas questões básicas:

      1. O Episcopado é esse, bene esse ou plene esse da Igreja. Em outras palavras, a Igreja precisa ter bispo para ser igreja, ou não.

      2. Geralmente, aqueles que defendem a sucessão apostólica stricto sensu, consideram que aqueles ministros os quais não foram ordenado com uma válida sucessão apostólica, não são realmente ministros.

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