O paradigma errado da igreja reformada


Estes dias estou re-lendo o livro de Robert Webber, "Ancient- Future Faith." No inicio do livro, ele escreve sobre as dificuldades que as igrejas tem de mudar do paradigma moderno ao paradigma pós-moderno. Isto se mostra claramente quando observamos os três aspectos centrais do pensamento moderno e comparamos com o paradigma reformado atual, assim percebendo o erro teológico dos reformados do século 21, o qual provêem dos paradigmas da modernidade a qual a igreja ainda se encontra submergida.

1. Individualismo - afirmando a autonomia última de cada pessoa.
2. Racionalismo - caraterizado pela confiança extrema no poder da mente para investigar e entender a realidade.
3. Fatualismo -  insiste que o indivíduo, através do uso da razão, pode chegar a verdade objetiva. 
Estes três fatores tem criado um Cristianismo fortemente racionalista separado da vida diária, e fundamentado em princípios teóricos sem nenhuma relevância no estilo de vida cristã. Interessante perceber este movimento modernista teve como inspirador o iluminismo, mudando o paradigma filosófico que tinham os Reformadores Protestantes do século 16 e 17.

O paradigma pós-moderno nos ajuda a perceber, novamente, como os Pais da Igreja, a importância do mistério, o poder dos símbolos e a vida em comunidade, como aspectos a ser redescobertos. Nesse sentido, se entende o ressurgimento de um interesse pela liturgia, os sacramentos e a igreja anglicana nos últimos anos.

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