OS LATITUDINÁRIOS


Os Latitudinários eram um grupo de teólogos anglicanos do final do século 17, que advogavam por uma interpretação menos estrita ou dogmática da fé Cristã, a qual permitia continuar sua adesão as formas externas de governo e culto anglicano, mantendo ao mesmo tempo uma certa indiferença sobre sua validez absoluta. Assim, não defendiam o formulário Anglicano, como necessário para a vida da Igreja de Inglaterra. Nesse sentido, a palavra inglesa latitude tem o significado original do latim, que implica uma ampla margem ou espaço.

Eles eram fruto da influência dos Platônicos de Cambridge, ainda que estes não tivessem a profundidade teológica e mística dos Latitudinários. Esse grupo de homens de Cambridge, ainda que não fizessem parte do grupo de Latitudinários, propriamente dito, foi o primeiro grupo a ser assim denominado.

Os Latitudinários eram um movimento de reação aos conflitos que tinham se desenvolvido entre os Laudianos e os Puritanos. Hoje em dia, a Igreja Ampla, é considerada herdeira dos Latitudinários; contudo, historicamente, os Latitudinários foram aqueles que desenvolveram a Igreja Baixa, já que tinham um entendimento crítico em relação à Igreja e seus costumes. Somente no século XIX, os Latitudinários e os racionalistas levariam a formação da Igreja Ampla, enquanto, os evangélicos seriam conhecidos (no tempo do Rev. Charles Simon) como a Igreja Baixa, pela oposição destes aos ritualistas (o movimento de Oxford, hoje conhecido como os anglo-catolicismo).

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Chega de ser meio cristão


Neste principio do ano 2014, gostaria de meditar com você sobre uma questão tão importante como o ser um cristão brasileiro, um discipulo de Cristo no Brasil.

Você sabia que a palavra “mistério”, significa algo que eu não compreendo, algo que nós não entendemos, mas precisamos acreditar. Jesus morreu na Cruz por nós. Alguém tinha que pagar o preço para a nossa salvação…  e, por isso, o próprio Deus enviou o Seu filho Unigênito para entregar sua vida como paga do preço por nossa liberdade do pecado. Isto é um dom de salvação, um mistério de Amor.

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ANGLICANOS EM ROMA? Uma analise da situação atual


Não sei se vocês lembram da Anglicanorum Coetibus. Ela é uma Constituição Apostólica proposta pelo Papa Bento XVI em 2009 para receber os milhões de Anglicanos que estariam indo para a Igreja de Roma. No 4 de novembro deste ano, fará cinco anos de tal anuncio, e, depois de todo, ficou só em uma notícia momentânea.

A história começa quando Igreja Anglicana na América (ACA) e a Comunhão Anglicana Tradicional (TAC, não confundir essa com a Comunhão Anglicana encabeçada pelo Arcebispo de Cantebury) fizeram uma Petição de União a Roma em Outubro de 2007, através de um ato onde todos os seus bispos assinaram o Catecismo da Igreja de Roma, aceitando os ensinos e doutrinas de tal Catecismo. A Igreja de Roma não respondeu quanto a isso até finais de 2009. Porém, em 4 de Novembro de 2009, o Papa Bento XVI anunciou o ordinariato pessoal Anglicanorum Coetibus.

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As palavras, o vento as leva


"Sabeis estas coisas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. Porque a ira do homem não produz a justiça de Deus. Portanto, despojando-vos de toda impureza e acúmulo de maldade, acolhei, com mansidão, a palavra em vós implantada, a qual é poderosa para salvar a vossa alma. Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, e para logo se esquece de como era a sua aparência. Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela persevera, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar. Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a língua, antes, enganando o próprio coração, a sua religião é vã." (Tiago 1:19-26)

Esta epistola de Tiago, o irmão mais novo de Jesus, insta a ser atentos ao que outros falam e cuidadosos no que falamos. Ele adverte contra irritar-nos, dando jogo a nossa raiva, porque isto não vai permitir que cresçamos em santidade.

Tiago enfatiza fortemente a grande importância que tem ser praticantes da palavra. Ele nos mostra que a religião de um homem, se não faz que cresça em discernimento e autocontrole, se não transforma seu pensamento e a forma como vive, então é sem valor.

Quantos realmente tomamos a serio as palavras de Tiago? Quantos vamos ao culto, escutamos as orações, as leituras, o sermão, consideramos o que escutamos e vivemos conforme a palavra de Deus? Quantos fazemos o mesmo com os hinos e cânticos, as orações, a Santa Ceia? Quantos somos pessoas que seguimos os ensinos de Cristo e vivemos conforme a eles?

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