Entendendo o significado do Batismo


Uma das questões que tem dividido mais os cristãos desde a Reforma Protestante, tem sido sem nenhuma dúvida o Batismo. Sobretudo, o Batismo de crianças. Algumas denominações surgiram a partir da sua posição contrária a este fato; por exemplo, as Igrejas Batistas. Nos acusam de acreditar e praticar um Batismo que não tem nenhuma base bíblica e, inclusive, de estar errados por fazer isso.

Isto não poderia estar mais longe da verdade, embora muitos deles façam proselitismo, tentando influenciar os Anglicanos do seu erro, procurando convencer-nos de que, caso não sejam batizados como adultos em profissão de fé, estão sendo desobedientes à ordem clara de Jesus. Isto tem causado que algumas pessoas questionem a validade do seu Batismo.

Por isso, se faz necessário explicar a base bíblica a partir da qual os cristãos são batizados na sua infância, tendo plena confiança no Batismo, como é realizado na Igreja Anglicana Reformada.

No Livro de Oração Comum, lemos que “o Batismo marca o início de uma jornada com Deus que continua para o resto de nossas vidas, sendo o primeiro passo em resposta ao amor de Deus.”

O Batismo é um sacramento instituído por Jesus Cristo. No Novo Testamento, lemos que Jesus mandou Seus apóstolos, “ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo...”(Mateus 28:19).

No sacramento do Batismo, como na Ceia do Senhor, nós acreditamos que o mais importante é o que Deus está fazendo para nós e por nós - e não o que nós fazemos - embora a nossa participação seja importante. Em outras palavras, nós recebemos a benção de Deus em Cristo pelo Espírito Santo.

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O futuro tem igreja ou a igreja do futuro


Se observamos o presente no Brasil, pensaremos que a Igreja tem um grande futuro, com certeza. Agora bem, se observássemos somente Europa, talvez poderíamos ter outra perspectiva.


Se houvéssemos nascido em País de Gales a finais do século 19, estaríamos convencidos do grande futuro da Igreja nesse país. Lembremos que País de Gales teve um grande avivamento no início do século 20. Deus mudou de tal modo o coração das pessoas que, sem nenhuma obrigação, elas pararam de ir aos jogos de futebol e terminou por não ter mais jogos. As tavernas fecharam, devido a que foram tantos os que aceitaram a Cristo que não voltaram mais a estes estabelecimentos. Hoje em dia, Pais de Gales é um dos países mais secularizados da Grã Bretanha. Encontramos centenas de capelas fechadas e igrejas vazias. Isto faz que me pergunte, se o futuro tem Igreja?

Eu acredito que sim. Acredito que a Igreja do Futuro não será como a igreja do presente, mas será como a igreja do passado. O evangelho requer que os cristãos descubramos, novamente, uma saudável eclesiologia fundamentada na igreja primitiva, mas com os olhos no futuro.

Isto, evidentemente, requer que sejamos capazes de produzir uma mudança de paradigma nas correntes eclesiológicas atuais no Brasil. Temos que amar apaixonadamente a IGREJA, como nunca a temos amado. Ao mesmo tempo, a Igreja precisa recuperar a seu mensagem contra-cultura e sua coragem de ser conhecida pelo amor às pessoas. Ao mesmo tempo, Deus confiou à Igreja o futuro das nações, porque somos embaixadores do Reino de Deus. Inclusive, mais que embaixadores, somos o povo que faz visível o Reino de Deus nas nações.

Por esta razão, tenho a absoluta certeza de que uma nova geração está surgindo em meio do caos. Serão os novos Reformadores do Brasil, e o futuro os pertence. Neles, encontraremos profetas que reformem as paróquias e apóstolos que abram novas paróquias, onde quer que estejam.

Com esta missão e visão, desejo convidar a todos a participar do Culto Inaugural da Igreja Anglicana do Vale do Paraíba em São José dos Campos. Venha estar conosco, às 10.30 horas, este domingo 30 de setembro.

Juntos, vamos fazer história. Seja parte de nós, como nós desejamos ser parte de ti.

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Que é a maçonaria?


No seguinte vídeo, o Venerável Mestre Marcílio explica o que é a Maçonaria. Tomei este vídeo mostrando a visão dos maçons para não ser acusado de manipular aquilo que, realmente, a maçonaria é desde seu próprio entendimento.



Este vídeo mostra vários aspectos interessantes pelos quais acredito que é incompatível a dupla afiliação do cristão, tanto à Igreja como à uma loja maçônica. As Escrituras nos ensinam que não podemos obedecer a dois senhores (Mt. 6.24) e, verdadeiramente, é impossível. Esta dificuldade não vêm de parte da maçonaria, afinal a maçonaria aceita pessoas de todos os credos e religiões do mundo. O questionamento nasce dos próprios cristãos.

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Enfrentando os gigantes, novamente


Nos últimos dois artigos (podem ler aqui e aqui), escrevi sobre as aflições e dificuldades que enfrentamos, como cristãos. Muitas vezes nem percebemos que nos encontramos em meio das tribulações até que, finalmente, Deus nos mostra na sua misericórdia. Como líder, percebeu a importância de estar sempre envolvido das pessoas certas, mas nem sempre esteve. Contudo, a graça de Deus tem sido grande em meio de muitas lutas que temos enfrentado.

Uma das maiores aprendizados que tenho tido nestes anos no Brasil, é que tem mais gente preocupada em destruir e criticar que em construir e edificar. Contudo, muitos deles não são pessoas honrosas e honestas, eles não são homens para dar a cara a cara, somente sabem fazer isso nas costas. Talvez, por isso, a igreja cristã brasileira esteja sendo provada neste tempo para mostrar a madureza da mesma em meio de tanta heresia e doutrinas errôneas que estão sendo propagadas no nosso amada nação brasileira.

"Difícil é saber por mais tempo o que é certo ou errado," me falava com preocupação uma irmã. Com certeza, é difícil, sobretudo impossível se não tomamos tempo para estudar e meditar as Escrituras. Certamente, a maioria de cristãos tem Bíblias em casa, mas poucos tem aberto diariamente a mesma para ler atentamente e meditar no que as Escrituras dizem.

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O Sofrimento na vida do Cristão


Se ontem falei de forma geral sobre o sofrimento e a aflição, hoje desejo ver alguns pontos importantes a ter presentes na vida Cristã, quando enfrentamos as aflições do dia a dia. Muitos deles tenho aprendido através da minha própria caminhada cristã, outros tenho observado em irmãos durante a caminhada juntos. Em qualquer caso, todos eles são, claramente, ensinados nas Escrituras.

Primeiro, podemos sofrer, como resultado de seguir um estilo de vida santificado. Em uma sociedade como a brasileira, que está enferma eticamente e poluída moralmente, algumas pessoas pensam e acham que tudo é a mesma coisa, inclusive entre os “cristãos.” Contudo, existem muitos cristãos genuínos que desejam viver a fé Cristã, custe o que custar. Por isso, não devemos nos surpreender que sejamos humilhados pela nossa fé e nosso compromisso de viver de acordo com Deus, porque aqueles pervertidos morais e pessoas sem escrúpulos, em vez de submeter-se a Cristo, preferem o assassinato de caráter, as mentiras grotescas, a fofoca destrutiva, como uso de calunias e difamações. Possivelmente, fique surpreso na clareza das minhas palavras, mas seguir a Cristo tem um alto preço, e o apóstolo Paulo nos lembra nas Escrituras que devemos “ser santos, porque Eu sou santo” (1 Pedro 1.16).

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As aflições, uma necessidade na jornada


Cristianismo que está livre de sofrimento não é verdadeiramente Cristianismo. Seguramente, tenha ouvido os grandes “homens de Deus na TV” promovendo tesouros e grandes benefícios, se você envia ofertas e dízimos. Infelizmente, muitos são os brasileiros que tem sido enganados com este falso evangelho que promete riquezas, mas entrega desespero. Os únicos que parecem enriquecer com estas atividades são estes falsos profetas dos dias de hoje.

A verdade é que Jesus nos mostra outra realidade bem diferente. Em Marcos 8.31, lemos, “E começou a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos líderes religiosos, principais sacerdotes e escribas, fosse morto e depois de três dias ressuscitasse.”

Este texto nos chama a atenção a considerar o Cristianismo nos dia de hoje de uma forma diferente. A fé cristã se vivida verdadeiramente, vai trazer desconforto e aflições. Não estou falando dos atos injustos que muitos cristãos fazem e, depois, são perseguidos pelos seus próprios erros. Estou falando daqueles que, desejando seguir os passos de Jesus, enfrentam as aflições da própria vida.

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Além dos mil anos


Um tratado sobre escatologia e o milênio, em relação ao mandato cultural, o Reino de Deus e uma teologia da esperança para as futuras gerações.

Nem lembro quando foi a primeira vez que ouvi falar do Milênio, nem lembro muito bem o que pensei quando falaram sobre isso. Com certeza, não entendi do que estavam falando.

O Milênio tem se voltado um assunto bem popular entre os cristãos e, inclusive, entre os não-cristãos a partir dos livros e dos filmes da série, “Deixados para trás.” Pessoalmente, isto é a única coisa boa que tenho encontrado nesses livros. Contudo, a posição ensinada em “deixado para trás” tem se convertido na posição mais popular entre os evangélicos americanos e europeus, e, inclusive afirmaria, entre os evangélicos brasileiros.

Devo dizer que sempre fico com um pé atrás quando se tenta fazer toda uma doutrina a partir de um só texto, porque vai dar uma confusão danada. E, realmente, o Milênio dá uma confusão danada, somente precisamos entrar em qualquer fórum de debate para observar os debates apaixonados que acontecem ao redor do Milênio. Agora bem, também, discordo da posição confortável daqueles que desejam ignorar este debate com a desculpa de que o tema divide os cristãos. Os ministros precisamos entender as questões e ter uma posição própria, ainda que reconhecemos nossas limitações de entendimento. Afinal, a congregação local que tem sido confiada a nós, será exposta mais cedo ou mais tarde a estas questões e outras. E temos um dever de cuidar, proteger e instruir as ovelhas confiadas pelo Bom Pastor.

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A Comunhão dos Santos


Se você tem visitado uma igreja anglicana recentemente, talvez, tenha recitado o Credo Apostólico, ou o Credo Niceno. Nele, se encontra uma frase que tem sido muitas vezes mal-entendida, “a comunhão dos santos.”

Esta declaração é uma declaração maravilhosa da graça de Deus, e uma proclamação da Igreja de Cristo triunfante. Contudo, você sabe quem são os santos?

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Deus ainda fala hoje


Uma das grandes verdades é que Deus fala hoje, como sempre falou com seu povo. Hoje, Ele fala através da plena revelação escrita que encontramos nas Sagradas Escrituras, que são conhecidas como a Bíblia.

Que é a Bíblia?

As Sagradas Escrituras são a Palavra de Deus, também conhecida como a Bíblia. A palavra “Bíblia” significa coleção de livros ou biblioteca. Isto é devido a que a Bíblia está formada por 66 livros que estão divididos em duas partes: o Antigo Testamento e o Novo Testamento. Através da Bíblia, conhecemos a história de redenção do povo eleito, a lei de Deus, os ensinos de Cristo, como também aprendemos como Deus nos guia e seu propósito para a humanidade através da história, e entendemos como Deus ainda atua hoje.

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“Fazei isto em memória de mim...”


No Domingo de Ressurreição, Jesus Cristo se fez conhecido aos seus discípulos quando partiu o pão (veja Lucas 24.30-31). Assim, acontece de maneira similar nos dias de hoje, mas espiritualmente, quando participamos da Ceia do Senhor. Sendo um mistério no qual os cristãos tem as mais diversas opiniões a respeito, os cristãos acreditamos que temos um encontro com a presença, graça e poder de Jesus Cristo em uma forma única, quando compartilhamos do Corpo e do Sangue de Cristo juntos em comunhão. O pão e o vinho se fazem um alimento espiritual para nossas almas e nos fortalecem na caminhada cristã pela fé.

Ao mesmo tempo, o povo de Deus renova a nova aliança com o Deus todo-poderoso. Este sacramento nos lembra de que apesar dos nossos pecados, Deus nos elegeu a ser parte do seu povo, a Igreja, sendo justificados pela graça mediante a fé, porque Jesus entregou seu corpo e derramou seu sangue por nós e nossos pecados. Lembramos sua morte, celebramos sua ressurreição e ascensão, e esperamos sua volta. Fazendo isso damos graças pelos benefícios do seu sacrifício, e participando da Ceia do Senhor, fortalecemos nossa união com Cristo e Sua Igreja, porque recebemos o perdão dos pecados e somos nutridos para vida eterna. O novo pacto de Deus com a Igreja se reafirma, uma vez mais.

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O Povo de Deus e os seus ministros


Todos os membros batizados da Igreja Anglicana Reformada são parte integral da Igreja. Estes podem ser membros em plena comunhão quando decidem voluntariamente fazer uma profissão pública de fé e recebem a oração pela imposição de mãos na cerimônia de Confirmação. Assim, podem participar plenamente da vida da Igreja Anglicana.

O povo de Deus segue a Cristo e obedece os ensinos de Jesus e os Mandamentos de Deus. Assim, os membros da Igreja representam a Cristo e sua Igreja ao mundo, sendo testemunhos onde quer que estejam, conforme os dons que tem recebido do Espírito Santo, e sendo embaixadores de Deus no mundo.

Os membros da Igreja Anglicana participam ativamente na vida, no culto e no governo da igreja. Sem eles, realmente não existe Igreja. A Igreja é o povo de Deus. Por isso, cada um deles é um ministro de Deus onde quer que estejam.

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Anglicanos Protestantes ou Anglicanos Católicos


Talvez, tenha ouvido falar sobre os anglo-católicos, ou sobre os anglicanos reformados, ou os episcopais anglicanos. Alguns anglicanos falam que são católicos, outros falam que são protestantes, e outros falam que são tudo isso e muito mais. Então, provavelmente, você possa estar confundido sobre tudo isto, afinal os Anglicanos são protestantes ou católicos?

A resposta pode parecer uma contradição em si mesma, mas a Igreja Anglicana realmente é tanto Protestante como Católica, como todas as igrejas reformadas. Os próprios Reformadores Protestantes fizeram uso do termo “católicos reformados,” porque entendiam que estavam reformando a Igreja Católica dos erros de Roma. Por este motivo, resulta incorreto chamar somente de “católicos” os membros da Igreja de Roma. Na verdade, os termos Protestante e católico não são opostos, ou contrários, como muitos cristãos pensam.

Há Católicos que aceitam e obedecem a autoridade do Papa, o Bispo de Roma. Eles são conhecidos como católicos-romanos. Contudo há outros Católicos que não aceitam a autoridade do Papa, nem aceitam os dogmas ou ensinos da Igreja Católica Romana. Alguns destes Católicos são chamados de Evangélicos, Protestante e Reformados. Entre eles, se encontram os Anglicanos. Portanto, os termos “Protestante” e “Reformados” deveriam ser em oposição com “Romano,” em vez de com “Católico.”

A Igreja Anglicana é Católica, porque é a mesma igreja que a igreja dos primeiros cinco séculos. Assim, continua a fé e prática da igreja primitiva, baseada nas Sagradas Escrituras, afirma os Credos universais, celebra os dois sacramentos de Cristo e o ministério apostólico.

A Igreja Anglicana é Protestante e Reformada, porque afirma as Cinco Solas, as doutrinas reformadas, continua firme contra todas aquelas inovações em doutrina e culto, em que a fé Cristã tem sido desfigurada ou esquecida, permitindo erros, pecados e heresias na Igreja através dos séculos.

Assim, há Católicos que estão em comunhão com Roma, e Católicos que não, como é o caso de todas as igrejas reformadas.

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