Os Anglicanos e a virgem Maria


Os Anglicanos não tem nenhuma posição sobre a virgem Maria que não seja aquela que se encontra nas Sagradas Escrituras e se afirma nos Credos universais: Credo Apostólico e Credo Niceno.

Afirmamos seu papel na história redentora da humanidade, sendo através dela que nasceu nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. Maria foi um exemplo de fé e obediência a Deus.

O Reconhecimento de Maria na Igreja Anglicana

A posição especial de Maria dentro do propósito de Deus na salvação, como “portadora de Deus” (theotokos), é reconhecida de várias formas na Igreja.

A Igreja Anglicana afirma nos credos históricos que Jesus nasceu da Virgem Maria, e tem os seguintes dias no calendário cristão em que o testemunho e vida de Maria é comemorada:

Apresentação de Cristo no Templo, comumente chamado A Purificação de Maria a Virgem – 2 de Fevereiro.

A lei judaica requeria a mãe oferecer um sacrifício de purificação e ação de graças quarenta dias depois do nascimento de um filho. Maria cumpriu esta lei quando José e ela apresentaram Jesus no templo.

Anunciação do nosso Senhor a Anunciação da Virgem Maria – 25 de Março.

Neste dia a Igreja comemora a resposta afirmativa de Maria para ser a mãe do Salvador. Esta mensagem foi anunciada a Maria pelo Anjo Gabriel, e, humildemente, ela aceitou o chamado de Deus, “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra.”

Mas a Igreja Anglicana ora a Maria?

A Igreja Anglicana não ora, ou reza, a Maria, tampouco venera ou adora a Maria, nem os santos. Comemoramos a vida de Maria e os apóstolos, entretanto somente adoramos, veneramos e louvamos ao verdadeiro Deus, o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Acreditamos que Jesus Cristo é o único mediador entre Deus e os homens, e oramos somente ao Pai em nome de Jesus guiados pelo Espírito Santo.

Como os ensinos da Igreja Anglicana sobre Maria se comparam com os ensinos de outras igrejas?

A Igreja Anglicana comparte com as outras igrejas cristãs uma fé comum na Encarnação. Maria é honrada, como a mulher através de quem Jesus, que é homem e Deus, foi concebido e nasceu.

A Igreja Anglicana não acredita na concepção imaculada de Maria, nem a ascensão de Maria, nem tampouco que Maria fosse virgem até a morte. Entendemos que estas doutrinas, ou dogmas, não tem nenhuma base bíblica e são frutos da tradição da Igreja de Roma.

+

3 comentários:

O Triplo Ministério Cristão


Quando Cristo ascendeu ao céu, Jesus deixou os apóstolos na liderança da sua Igreja na Terra. O ofício de apóstolo foi um ministério único aos primeiros discípulos. De fato, são poucos os cristãos que desenvolveram este ofício na sua plenitude. O termo Grego “apostolos” significa “enviados,” “delegados” ou “embaixadores.” Esta palavra comunica a idéia de alguém que tem sido autorizado para atuar em lugar de outra autoridade e exercer a autoridade daquele que o enviou. Deste modo, os apóstolos de Jesus representavam e exerciam a autoridade de Cristo.

Os requisitos que encontramos nas Escrituras para este ofício de apóstolo são, entre outros, que eles foram comissionados pessoalmente, como apóstolos pelo próprio Jesus (1 Cor. 9.1). Isto aconteceu na maioria dos casos durante o seu ministério no mundo, como foi o caso dos primeiros doze apóstolos (Mat. 10.1-2), ou depois, como no caso de Paulo (Gál. 1.1-17). Existe uma exceção a este caso, que foi quando surgiu a necessidade de escolher alguém que ocupasse o lugar de Judas. O escolhido foi Matias. Ele foi confirmado no ofício por Deus (Atos 1.24-26) e, ainda que ele não tinha recebido sua comissão diretamente de Cristo, foi um testemunho vivo do ministério de Jesus (Atos 1.15-23).

0 comentários:

Compreendendo a Trindade


O maior mistério e maravilhosa verdade do evangelho é o fato de que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo. Esta é a fundação de nossa fé e, a partir desta doutrina, toda a estrutura da redenção tem plena compreensão. Esta doutrina tem sido respondida através dos séculos. Ainda hoje, as Testemunhas de Jeová, os Unitaristas e os Mórmons rebatem esta doutrina.

Nunca poderemos compreender plenamente Deus, nem entender com total clareza o seu Ser; contudo, Ele tem feito que possamos conhecer todas as coisas necessárias para nossa salvação e satisfazer os próprios propósitos d’Ele. Deus tem revelado:

  1. A definição da Trindade ensinada.
  2. A verdade da Trindade revelada.
  3. A atividade da Trindade demostrada.
  4. A realidade da Trindade vivida.

I. A DEFINIÇÃO DA TRINDADE ENSINADA.

A palavra “Trindade” não se encontra nas Escrituras, mas foi expressada nelas. Precisamos ser conscientes que muitas palavras que usamos na teologia, não se encontram na Bíblia. Usamos estas palavras, porque são a melhor forma que temos para expressar as verdades divinas. Isto mostra a própria dificuldade de compreender e entender os mistérios de Deus.

Definindo a Trindade

No interior da Divindade, há uma comunidade de pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo, com distintos modos de expressão, tendo atributos e propriedades pessoais, entretanto comportam a mesma inseparável essência. Um Deus em Três Pessoas.

Na unidade da Divindade, há três pessoas de uma substância, poder e eternidade. Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo. O Pai não é de ninguém, nem gerado, nem prossegue. O Filho é eternamente gerado do Pai. O Espírito Santo é eternamente procedendo do Pai e do Filho.

0 comentários:

Uma identidade reformada em positivo


Há algumas semanas comecei uma série sobre pensamentos a respeito dos Anglicanos Reformados, com o artigo, “Biblicamente confessamos além das confissões.”

No artigo de hoje, desejo refletir sobre o que faz o Anglicanismo ter uma identidade reformada em positivo.

Os Anglicanos acreditamos em Deus. Como Cristãos, acreditamos em Jesus Cristo, através somente dEle somos reconciliados com Deus e podemos conhecer a Ele pessoalmente. Os Anglicanos, também, acreditamos no Espírito Santo, que foi prometido por Jesus e que foi enviado por Deus, como cumprimento da promessa de Jesus. Portanto, os Anglicanos reformados temos como a base da nossa fé uma fé totalmente, e absolutamente, Trinitária. Isto define quem somos mais que qualquer outro fator.

Não à toa, esta crença no Deus Trino, determina como fazemos as coisas; por exemplo, o Batismo é feito em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Com certeza, todos os Cristãos acreditam na Trindade, e sou consciente disso. MAS o Anglicanismo faz desta afirmação o início na sua confissão de fé, antes de que falamos das Escrituras ou o homem. Os primeiros artigos dos 39 Artigos da Religião falam da Trindade, sendo o centro e a razão da nossa fé Cristã.

0 comentários:

Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o SENHOR


Os cristãos somos cidadãos chamados a ser luz e sal na vida da nação onde Deus nos tem colocado para servir-Lo e ser testemunhos vivos do Senhor, Jesus Cristo.


Na semana passada comecei uma série escrevendo sobre as eleições, especialmente sobre como os cristãos podemos começar a refletir sobre este processo democrático. Sobretudo, tendo em conta de que somos chamados a ser exemplo de vida e glorificar a Deus através do que pensamos, fazemos e vivemos.

Tenho recebido diversos comentários a respeito do meu artigo. Eles tem sido realmente importantes na hora de seguir esta série de artigos sobre as Eleições, e como os cristãos podemos enfrentar este processo.

Uma das questões, sempre é a falta de credibilidade dos próprios políticos. Na verdade, existe uma crise de liderança muito grave no Brasil. Não somente entre os políticos, mas também na Igreja e nas diversas instituições humanas.

Realmente, não podemos negar que existe um problema muito sério de corrupção, responsabilidade e politicagem no interior das instituições de representação e de governo. Contudo, estas tem recebido de Deus poder para desempenhar sua função.

Ignorar este processo, ou votar sem refletir, não vai ajudar a mudar as coisas, ainda que fazer isso não significa que as coisas vão mudar tampouco. A nossa esperança está somente em Jesus Cristo, o Senhor e o Rei. Em qualquer caso, esta última afirmação não deve, nem pode, fazer que sejamos simplesmente observadores, mas devido a que Jesus é Senhor que devemos pensar, entender e refletir neste processo.

0 comentários:

Os Anglicanos se parecem aos Católicos, ou os Católicos se parecem aos Anglicanos


Muitas vezes escuto das outras igrejas evangélicas, comentários dando a entender que os Anglicanos podemos ser católicos-romanos disfarçados, ou como se fala mais agora, "precisamos sair do armário." Esta ideia, inclusive, toma força quando os jornais e a TV fala sobre os Anglicanos que se convertem ao Romanismo. Ainda que, uma minoria, eles conseguem aparecer com grande facilidade nos jornais. Por outro lado, neguem escuta dos milhares de católicos-romanos que são recebidos nas igrejas anglicanas cada ano.

Hoje, recebi no Facebook a foto que você podem ver ao início deste artigo. Esta foto mostra o bispo de Roma, Paulo VI, com a delegação de ministros anglicanos e luteranos que ajudaram a refletir sobre a reforma liturgia que aconteceria no Concílio Vaticano II.

Se observamos a foto, podemos ver que somente os ministros protestantes usam camisa clerical, já que Roma só permitiu o uso da mesma depois do Concílio Vaticano II. Deste modo, observamos como esta prenda de vestir de origem presbiteriano (Igreja de Escócia) terminou sendo usada pelos católicos-romanos pela influencia dos Anglicanos e os Luteranos.

5 comentários: