Somos 42,3 milhões de ...


Ontem acordei lendo a notícia de que somos 42,3 milhões de evangélicos no Brasil. Acho que os evangélicos de todo Brasil se acordaram com um grande sorriso, enquanto alguma coisa dentro de mim ficou incomodada.

Estava feliz por ser quase tantas pessoas que já conhecem Cristo, mas será que realmente conhecem Cristo? Esta pergunta me surpreendeu nos meus próprios pensamentos. Com certeza, temos quase 25% da população que se chama evangélica e as igrejas estão cheias. Contudo, observo com certo descrédito tantas coisas que vejo neste Brasil amado.

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Quando descobri o Anglicanismo Brasileiro...

NOTA: Este artigo foi escrito em novembro 2010, decidi publicar de novo, com informação atualizada.

Entender o Anglicanismo no Brasil requer conhecer o próprio povo brasileiro, e o estado da religião no Brasil.

Isto tem sido um difícil e triste processo para mim nos últimos três anos. Com certeza, o primeiro contato que tive com o anglicanismo brasileiro foi em 1998 quando estudava no Trinity College em Bristol.

O que vi causou um grande mal estar no meu espírito e agravou ainda mais a crise espiritual que tive causada pelo estado do Anglicanismo de finais dos anos 90.

Em Trinity, conheci um estudante episcopal brasileiro, hoje presbítero, que era um homossexual ativo. Se isto não foi uma surpresa que me deixou sem graça, ainda foi maior minha surpresa ao descobrir que os estudos dele estavam sendo pagos por uma sociedade missionaria evangélica.

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De conversas, bate-papos e um bom café...



Foi com surpresa que, recentemente, participe de uma boa conversa sobre a questão da ordenação da mulher, principalmente foram anglicanos, ainda que tivemos também irmãos de outros igrejas.

A conversa foi digna de “gentleman” (cavalheiros), como é próprio de bons anglicanos. Possivelmente, isto é um dos aspectos que resulta mais agradável das controvérsias entre anglicanos, elas sempre são amigáveis. Foi refrescante que, ainda com as diferencias de opinião, percebemos o fato de que temos muito mais em comum.

Ao mesmo tempo, teve lugar outra conversa bem desagradável no Facebook, onde um troco de idéias acabou com ataques pessoais.

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Nem todo o que se diz “anglicano,” pode ser considerado como tal


O Brasil vive um momento complicado. Todo dia aparecem e, também, desaparecem “igrejas.” Existe uma confusão geral, ninguém sabe mais o que é a igreja e o que não é.

Em 2009, observe que o problema não acontecia somente entre os Anglicanos, as principais igrejas luteranas do Brasil encontravam que o Censo incluía muitas igrejas luteranas, mas elas não existem, leia mais aqui. Evidentemente, este artigo não menciona as diversas igrejas luteranas que podemos encontrar na internet: IECLB, IELB, ILdeR, IENA, IELI, ILR, IELR, AILLB, entre outras.

Encontramos muitas igrejas que se intitulam metodistas, luteranas, batistas, presbiterianas e anglicanas, mas quando analisamos o conteúdo das mesmas, nos perguntamos, se os líderes entendem o que significam estas palavras.

Isto pode parecer de pouca importância para o observador, mas resulta muito doloroso para aqueles cristãos que, por opção pessoal, temos escolhido viver nossa fé Cristã em uma destas tradições cristãs.

Não dá mais para ficar calado, ainda com o temor de cometer uma injustiça com este artigo, preciso denunciar os abusos daqueles que se fazem passar pelo que não são. Assim, desejo ajudar as pessoas sinceras que buscam a verdade com o desejo de que encontrem a direção certa em meio de tanto caos.

Os seguintes pontos ajudarão ao leitor discernir se uma igreja que se chama “anglicana” é realmente anglicana e seria, ou, talvez, seja uma piada.

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Ser Anglicano em tempos de confusão


Ontem, escrevi sobre se era necessário ser parte da Comunhão Anglicana para ser considerado anglicano. Hoje, gostaria de refletir sobre o que faz uma igreja ser anglicana. Evidentemente, se considera uma área controvertida, contudo esclarecerei este ponto básico.

A Igreja Anglicana surge a partir do século 16. Até aquele momento, não se pode falar da Igreja Anglicana, mas da Igreja Celta em um primeiro momento e, depois, da Igreja Inglesa, leia-se a Igreja Católica Romana na Inglaterra.

Uma das questões interessantes é que se lemos diversas obras clássicas sobre Anglicanismo, não encontraremos quase nenhuma referência sobre a “Sê de Canterbury.” Por exemplo, não lembro ter visto nem uma só vez a palavra “Canterbury” na obra prima do bispo John Jewell, “Apologia da Igreja de Inglaterra.”

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É necessário estar na Comunhão Anglicana para ser Anglicano?


Até recentemente, podíamos ouvir com grande insistência que ser anglicano era estar na Comunhão Anglicana. Isto ainda pode ser escutado em alguns círculos no Brasil e outras parte do mundo.

Esta controvérsia não faz muito sentido. Somente se entende, porque, à diferença dos luteranos e presbiterianos, os Anglicanos foram desenvolvidos em igrejas nacionais e regionais, as quais nunca tiveram que encontrar-se com alternativas a ser consideradas. Por exemplo, a IELB e a IECLB ou a IPB e a IPI.

Evidentemente, surgiram diversas igrejas anglicanas que, desde o início, não participaram da Comunhão Anglicana. Estas surgiram como resposta ao movimento romanizante e ritualista. As mais conhecidas são a Igreja Episcopal Reformada dos USA (1873), a Igreja Livre de Inglaterra (1844) e a Igreja de Inglaterra na África do Sul (1938). Contudo, também, existem a Igreja de Inglaterra em Equador (hoje, chamada de Igreja Católica Anglicana de Equador, 1821) e a Missão Cristã da Índia (1897).

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Confesso, amo outra


Pode parecer muito forte esta afirmação, mas é certo. Estou namorado da noiva de outra pessoa. Amo loucamente a Igreja, a noiva de Cristo.

Sou Anglicano, porque amo a Igreja de Jesus Cristo una, santa, católica e apostólica. Sou apaixonado pela Igreja de Deus, sou louco, maluco, namorado, totalmente por ela.

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