Benissa, a cidade onde nasci



Levo alguns dias na cidade onde nasci. Me encontrei com parte da minha história, percebi as pequenas mudanças que acontecem em cidade de pouco mais de 12,000 pessoas. As emoções preenchem o coração, as sensações e os pensamentos que se faz difícil esquecer.

Sei que sou fruto desta cidade, Benissa. Sou um filho dela, e reconheço como Deus permitiu na sua soberania que nascera nesta cidade que, nem sempre, aparece nos mapas. Nem sei quantas vezes me perguntei porque nasci aqui, em vez de agradecer pela vida que recebi.

Voltar a Benissa, permite observar o passo do tempo, nas pessoas, nas ruas, na vida, acontecem tantas vezes sem perceber que o tempo nos move adiante, inclusive se não desejamos. O presente nos leva a perceber que, logo, forma parte do passado. Desejamos, às vezes, que o futuro chegue para perceber que, talvez, houvéssemos tido que ser mais agradecidos pelo tempo vivido.

Hoje estou escrevendo desde uma pequena cafeteria onde compartilhei longas horas com amigos, onde muitos sonhos nasceram e outros tiveram seu fim. O tempo não tem passado.

Isto nos leva a refletir sobre a simplicidade da realidade de que Deus não tem tempo. Ele não passa, mas está ai conosco.

Na tranquilidade do presente, longe dos barulhos da vida, encontramos um instante de vida para refletir no caminho.

A tristeza me envolve ao perceber que somos eleitos a ser parte de um povo, de viver como parte deste povo eleito, mas terminamos vivendo em ativismo e ações, esquecendo o presente de Deus e a presença do Senhor nas nossas vidas.

Paro... observo, e percebo que a simplicidade do AGORA é onde se encontra a plena realidade de Deus.

Bebo um pouco mais de café, enquanto agradeço a Deus por estar novamente em Benissa, compartindo este momento com Patrice, enquanto esperamos uma nova vida nascer.

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O mundo muda em poucas horas


Faz somente algumas horas me encontrava em Pindamonhangaba, cidade do interior de São Paulo, agora estou no centro de Lisboa. As diferenças vem sem ser faladas.

Estou sentado em um Starbucks, tomando café e escrevendo ao lado de minha amada esposa. Em Pinda, dificilmente, encontro um lugar que servem um bom café expresso. Também, posso esquecer de ar-condicionado e do conforto que encontro na Europa.

Em poucas horas, o nosso mundo muda e, de fato, de madrugada estava no Brasil, agora em Portugal e esta noite dormirei na Espanha. O mundo muda em poucas horas. E não só de idioma, eu sei que em Portugal falam português. De verdade, falam sim. Ainda que não dá para entender o que falam.

Esta noite, estarei falando catalão e espanhol e, em uma semana, estarei falando inglês. O mundo muda em poucas horas... e nem percebemos, as vezes. Acho que a igreja é muito tribal. Preocupado nas pequenas coisas, do dia a dia, na igreja local, enquanto esquece a igreja na sua mais autêntica catolicidade.

Um fato interessante é que, ainda com todas as mudanças, a catolicidade da igreja é cada dia mais evidente em um mundo globalizado. Observamos os templos, a cruz e as Escrituras, como símbolos que nos lembram da verdade eterna que Cristo vive e tem um povo eleito na Terra.

Talvez, seja esta catolicidade da igreja o melhor remédio aos aspectos negativos da globalização.

Sejamos fiéis ao chamado global de Cristo, enquanto vivemos a fé localmente.

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As mães, o júbilo da igreja


Hoje, se celebra o dia das mães em todo o Brasil. As mães tem um papel muito importante para os filhos, de fato sempre existem fortes emoções a respeito do papel das mães na igreja e na nossa vida. Infelizmente, nem todos podem celebrar o dia das mães sem pensar em uma situação terrível que viveram. Isto nos lembra que ainda vivemos em um mundo em pecado.

Por este motivo, desejo refletir um pouco sobre o papel da mãe. Isto não significa que o pai não seja importante. Ele é, sem dúvida. Muitas vezes aquilo que a mãe pode dar, e dá, aos seus filhos, é fruto direto daquilo que ela recebe da sua relação com seu marido. Se ela recebe apoio, alegria e paz, isto é o que dará aos filhos. Se ela só encontra expectativas falsas, promessas vazias e frustrações, então atuará desse jeito. Isto mostra a importância da harmonia em casa, e o papel único da mãe.

Ser mãe não é um ato individual e solitário, mas deve ser vivido em comunidade e companheirismo. Isto se faz possível na Igreja, na família e na sociedade. Cada uma destas comunidades tem um papel que muitas vezes é negligenciado, sendo que isto causa transtorno no decorrer do crescimento da própria mulher, como mãe, esposa e filha.

Assim, nem a igreja, nem o governo, tem direito de educar ou ensinar os filhos, sem a permissão dos pais. A mãe será grande influenciadora nos anos mais importantes da vida dos seus filhos.
Hoje, precisamos celebrar o dia das mães refletindo cada um de nós que valor tem as mães para a igreja, a sociedade e a família. Não é suficiente agradecer com presentes por este dia, mas precisamos recuperar valores únicos que as mães aportam a cada aspecto da vida, de tal forma que possamos nutrir, educar e crescer homens e mulheres tementes de Deus.

Que Deus abençoe a cada dia as nossas mães e a todas as mulheres.


Nota: Por isso, caros irmãos, hoje me tocou fazer o almoço para minha esposa, e cuidar dela com amor e carinho.

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Corre, corre,... que vão te pegar


Um amigo meu fez esta foto. O engraçado é que conseguiu captar uma imagem realmente engraçada. Vemos a criança correndo, dando a impressão que está tentando escapar de alguma coisa. Enquanto lemos no mural da igreja, "Pensas que podes escapar de Deus?"

Vivemos um ressurgir do ateísmo na Europa e América do Norte. Isto não deveria surpreender. A Igreja não está vivendo os melhores momentos da sua história na Europa. Eu não sou alarmista, nem acredito que tudo esteja perdido, mas reconheço que as coisas estão difíceis para os cristãos nesta geração.

Na última década, eu conheço as dificuldades que existem na Espanha. Eu plantei 3 igrejas na Espanha onde não existia nenhuma igreja evangélica, e ajudei a plantar outras duas. Algumas delas já não existem, ainda que a presença evangélica continua presente nessas cidades. Graças sejam dadas a Deus.

Muitos podem pensar que isto não pode acontecer no Brasil. Tem pessoas que pensam que podem escapar do julgamento de Deus. Contudo, estão errados. Eu já vi as consequências do juízo e a justiça de Deus... e tenho temor, medo. Deus é um Deus de amor imenso, mas também é um Deus zeloso pela sua santidade e seu nome.

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Vivendo a Soberana Bondade de Deus pelo Prisma de Cristo


Na edição anterior de “A Espada e a Espátula” escrevi sobre que ser reformado não é principalmente uma forma de pensar sobre as questões de fé, é um caminho e estilo de vida. Explanei como a vida de um cristão deve ser vivida tendo a Cristo no coração das nossas vidas. Se temos a Cristo, como centro e Senhor; com certeza, temos a Deus como Pai.

Também, colocamos que um compromisso intelectual com certas teologia, realmente é só isso, intelectual. Portanto, esta não tem nenhum valor na nossa vida, se a nossa forma de pensar não reflete na nossa forma de viver. Isto se faz visível na forma em que louvamos e adoramos a Deus.

Nós Reformadores somos um povo que damos somente glória a Deus em todas as coisas. No artigo de hoje, gostaria refletir sobre que produz em nós este desejo verdadeiro e sincero.

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O livro mais vendido, será o livro mais lido


Se fala que a Bíblia é o livro mais vendido de todos os tempos. Este fato, inclusive, tem sido uma realidade em tempos mais recentes. Contudo, comece a pensar, se o fato de ser o livro mais vendido significa que ele também o mais lido.

Tenho quase certeza que a maioria de jovens que tem Harry Porter term lindo o livro, mas será que é assim também com as Escrituras?

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Não nascemos ontem


A maioria dos cristãos não tem problemas em começar uma nova igreja sem mais. Esquecer dos costumes e práticas cristãs, e começar o Cristianismo todo de novo. De fato, isto não pode ser considerado uma Reforma, mas um Recomeçar do zero, já que reformar implica fazer algo novo do que já existe, e o que muitos líderes cristãos tem feito é recomeçar tudo do zero a partir da sua interpretação das Escrituras. Isto é o que tem acontecido uma e outra vez desde a Reforma Protestante. Talvez, não era o que pretendiam os reformadores, mas é o que tem acontecido de fato.

Acho interessante demais, quando vejo uma placa de igreja e leio nela o nome do fundador, "apóstolo ou profeta ou bispo ou missionário." A Igreja tem esquecido inclusive que a Igreja foi fundada pelo próprio Jesus Cristo.

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A prostituição da igreja


Este artigo poderia ser o tema de um livro e, possivelmente, poderíamos ter diversos capítulos. Já pensei em escrever, mas ainda está na pasta de projetos para ser realizados. Na verdade, faz tempo que desejava escrever sobre a prostituição da igreja, contudo sempre deixei para lá.

Na verdade nem o título é meu. Foi dado pela minha esposa faz uns meses. Chegou um momento que os absurdos observados, chegavam longe demais. E ela falou que a igreja estava sendo prostituída. Achei interessante a colocação dela.

A conclusão de que estamos em um momento onde a igreja se está prostituindo, vem de uma constante observação do que acontece na igreja hoje.

As igrejas já não tem preocupação do caráter dos seus líderes e, ainda menos, se os cristãos estão vivendo, como discípulos. Somente, se preocupam se os templos estão cheios de pessoas. Isto tem causado todo tipo de absurdos, como igrejas que vivem de campanhas, cada uma mais criativa e absurda que a outra. Até distorciam o evangelho a tal ponto que neguem reconhece mais a igreja.

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Assembléia de Westminster e os 39 Artigos da Religião



Através do anos, tenho ouvido diversas teorias e opiniões sobre o papel dos 39 Artigos da Religião no processo de redação da Confissão de Fé de Westminster. Alguns falam que estes tiveram pouco impacto, outros acham que, talvez, tive mais do que damos credito.

B.B. Warfield foi da opinião que se pode encontrar muito pouco dos 39 Artigos na Confissão de Fé de Westminster. Pessoalmente, sempre achei que os teólogos de Westminster tinham sido influenciados pelos 39 Artigos.

Recentemente, encontrei com grande surpresa o livro, ‘The Westminster Assembly: Reading its theology in historical context’ (P&R, 2009), onde o autor, Robert Letham, defende que a Confissão de Westminster uso extensivamente os Artigos e foi a partir deles que se desenvolveu a redação da confissão de Westminster. Ele afirma assim,
Os 39 Artigos foi uma fonte principal para a Assembléia. A Assembléia estava fortemente em linha com a tradição dos Reformadores Ingleses. Se os documentos da Assembléia fossem uma torta de queijo (cheesecake) magnificente, então a crosta crocante solida é Cranmer. Se tivéssemos que supor que eles são um suculento pescado frito, então as batatas, sal e vinagre vem da tradição dos primeiros Reformadores Ingleses” (P. 81).

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Raízes da Perseverança


Sempre gostei muito de ler biografias e as histórias daqueles que seguiram os passos de Jesus. Nelas, encontrei muitas vezes a força para seguir adiante.

Recentemente, tive uma grande surpresa a encontrar o livro, 'Raízes da perseverança,' escrito por John Piper e publicado no brasil pela Editora Tempo de Colheita. Neste livro, lemos sobre a vida de John Newton, Charles Simeon, e William Wilberforce.

Se você ainda não tem lido este livro, então, realmente, recomendou você ler. Primeiro, porque encontrará vidas de verdadeiros homens de Deus que marcaram uma momento da história e mudaram a história. Segundo, porque enfrentaram sofrimento ao longo das suas vidas e se mantiveram firmes pela causa do Reino de Deus.

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A infalível Palavra de Deus


Sempre devemos ter cuidado ao colocar credos e confissões de fé ao lado das Escrituras, porque fazendo isso estaremos cometendo o mesmo erro que a Igreja de Roma faz na Idade Média. Naquele tempo, o catolicismo-romano errou gravemente ao colocar a tradição ao lado da Bíblia e considerar igual a ela.

John Jewel, o grande apologista anglicano (1522-1571), escreveu:
"Que dizemos dos Pais, Agostinho, Ambrosio, Jerome, Cipriano?... Eram homens formados, instrumentos da misericórdia de Deus e vasos cheios da graça. Não desprezamos eles, de fato lemos, reverenciamos e damos graças a Deus por eles. Todavia... não devemos fazer eles a fundação e garante da nossa consciência: não devemos por nossa confiança 'neles.' Nossa confiança é no nome do Senhor."
Hoje, encontramos muitas pessoas nas nossas igrejas que colocam sua confiança em pastores, na fé, na sua igreja, ou na confissões de fé, mas esquecem de colocar sua total e plena confiança somente em Jesus Cristo.

Isto acontece, exatamente, porque as pessoas não acreditam no fundo na infalibilidade da Palavra de Deus. Não percebem o que 2 Timóteo 3.16-17 diz, "Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; a fim de que o homem de Deus tenha capacidade e pleno preparo para realizar toda boa obra."

Quando temos tantas Bíblias e a um preço tão econômico, nada justifica o analfabetismo bíblico que existe nos nossos dias. Estamos na hora de voltar a enfatizar, ajudar e desenvolver um verdadeiro hábito de leitura, meditação e estudo da Palavra infalível e inspirada de Deus.

Este foi a grande obra da Reforma e, sem dúvida, a maior herança dela. Se seguimos os ensinos das Escrituras, então ela será capaz de reformar e renovar a Igreja e edificar em toda verdade o povo de Deus.

Sola Scriptura!!!

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Uma confissão honesta de um bispo anglicano


Ontem começou uma nova jornada para mim. Não tenho certeza se estou feliz, triste, animado ou melancólico. Suponho, sinto um pouco de tudo isso.

Por um lado, tive o grande privilégio de caminhar com um irmão e amigo até hoje, o bispo Francisco, que tem sido um verdadeiro companheiro de luta, de sonhos e de ilusões.

A igreja da qual hoje sou bispo, surgiu de um sonho de Deus no coração do meu amado amigo. Talvez, ninguém acreditava, contudo este sonho tomou corpo no tempo de Deus. Tenho visto muitos outros tentarem fazer o mesmo caminho e acabar em nada. Não sei os motivos, mas conheço o coração do meu amigo. Tem sofrido, e dado, muito além do que muitos possam imaginar. Ama a Deus e sua igreja, como poucos que eu já vi.

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O Senhorio de Cristo na pregação


Se existe uma questão que devemos refletir nos dias de hoje, deve ser os métodos e apresentação que fazemos do evangelho. Se observamos atentamente, muitas “criaturas estranhas” tem surgido no nosso meio apresentando-se como “evangelistas,” ou “pastores,” com métodos tão inovadores que terminamos por esquecer o que é o evangelho. Nem todo se pode fazer para proclamar o evangelho de Jesus Cristo.

Temos que ser cuidadosos, se desejamos dar toda a glória a Deus. Recentemente, veia um vídeo de um rapaz todo empolgado falando, como ex-funkeiro, mas era somente um funkeiro atuando como crente. No vídeo, vi muito glória para o cantor, o ministério dele e os ajudantes. Também, vi muita emoção e pouco senso comum. Nem tudo o que se faz em nome de Jesus, era realmente traz honra a Deus.

Talvez, seja um bom momento de refletir sobre a simplicidade do evangelho. Já percebeu que Deus Pai faz Jesus, o Senhor de Senhores, o Senhor sobre toda a Terra. Parou a pensar que isso significa realmente? (Leia Efésios 1.20-22; Mateus 28:19; Atos 2:36).

Pregar o evangelho é muito mais que pregar o Senhorio de Jesus Cristo, o Rei. Na verdade, é viver n a realidade presente do Reino de Deus e sob a autoridade de Jesus Cristo. A partir deste fato, a Igreja prega o evangelho de Jesus Cristo, sendo este o evangelho do Reino.

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