Ordo Salutis

“Ordo Salutis” é um termo usado para falar sobre a ordem da salvação através das diversas etapas que se desenvolvem no pecador até ser completamente salvo. Também, poderíamos dizer que trata das questões da teologia sistemática referente a obra do Espirito Santo na vida dos cristãos. Este termo foi usado pela primeira vez no século 18 por teólogos luteranos.

Esta questão surgiu devido a que as Escrituras não mostram todo o processo claramente, ainda que encontramos textos, como Romanos 8.29-30, que mostram parte deste processo.

Ainda assim, não podemos considerar o texto de Romanos como uma ordem de salvação, não teologicamente.  Predestinação não deve ser considerada parte deste processo, ainda que existem teólogos que consideram parte dele, porque a predestinação é uma obra de Deus que foi realizada antes da fundação do mundo.

Existem diversas listas e formas de apresentar esta Ordem de Salvação; a seguinte representa a ordem que tem sido ensinada pelos Reformadores Ingleses e que tem sido expressada no LOC (Livro de Oração Comum) e nos 39 Artigos. Ainda que existam diversas posições hoje no “Anglicanismo”, se somos fiéis à ortodoxia, então a seguinte tem sido a ordem que a maioria dos Anglicanos ensinam conforme a tradição Anglicana e as Escrituras:

   Ordem de Salvação (este ordem foi copiado do site da Church Society)

    União Mística (União com Cristo)
    Chamada
    Regeneração
    Arrependimento e fé (ou conversão)
    Justificação
    Adoção
    Santificação
    Perseverança
    Glorificação

Precisamos pensar em várias questões sobre a ordem de salvação:

1.     Isto é uma tentativa de explicar estes conceitos bíblicos e sua interação. Não se pode entender a eles, como um processo determinado, como se fosse uma lista na qual primeiro recebemos um, depois outro e sucessivamente. Geralmente, podem acontecer ao mesmo tempo.

2.     O “Ordem de Salvação” tem uma função teológica e doutrinal importante que nos ajuda a entender que a aplicação da salvação não sucede em um só momento, é um processo que pode durar toda nossa vida e, só termina, quando estamos com Cristo no céu. Ainda que isto pode ser negado por aqueles defensores da plena santificação, porque acreditam que pode ser presente na vida do cristão em um só momento.

3.     Na Ordem da Salvação, como foi entendido pelos Anglicanos na Reforma, existe um par de coisas que precisam ser enfatizadas e que não podem ser mudadas: (a) a regeneração e a chamada deve ser anteriores à fé, do  contrário fé seria uma obra do próprio homem; (b) fé em si mesma deve vir antes da justificação para que seja coerente com o ensino da Reforma de justificação só pela fé; e (c) a justificação deve vir antes da santificação, do contrário temos a doutrina romana de justificação pela fé e obras.

Recordemos sempre esta simples verdade, a “Ordem de Salvação” (todas elas) devem sempre ensinar que a salvação e sua ação nas nossas vidas é inteiramente a obra de Deus através do Espírito Santo.  Assim salvação é plenamente de graça. “A salvação é do Senhor" (Jonas 2:9).

Um comentário:

  1. "Depois que Cristo me salvou
    Em céu o mundo se tornou
    Até no meio do sofrer
    Eu tenho paz no meu viver

    Ó Aleluia, sim eu sei,
    É céu fruir perdão sem par
    E com Jesus no eterno Céu
    Eu, desde agora, irei gozar.

    Mui longe outrora eu via o céu,
    Mas quando Cristo me valeu,
    Então senti meu coração
    Entrar no céu da retidão

    Bem pouco importa eu habitar
    Em alto monte, a beira mar
    Em casa ou gruta, boa ou ruim
    É sempre céu, com Cristo em mim!
    (Hinário Evangélico, hino 328)

    Obrigado, meu Jesus, por ter me escolhido, chamado e salvado! Aleluia!

    Rev. Virgilio

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