Os Santos e a Virgem Maria no Anglicanismo


A questão da devoção de Maria e as orações aos santos sempre aparece nas conversas sobre Anglicanismo e a igreja anglicana. Em algum momento, alguém vai perguntar qual é nossa posição sobre a virgem Maria e os Santos.


"Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e o ser humano, Cristo Jesus, homem" - 1 Timóteo 2:5


Escrever sobre Anglicanismo sempre é um prazer, mas também preciso comentar que proclama uma grande tristeza no meu coração. É um grande prazer, porque sinceramente, acredito que o Anglicanismo é a expressão mais próxima ao Cristianismo primitivo. Em outras palavras, Anglicanismo no seu melhor, é o melhor tipo de Cristianismo. Anglicanismo no seu pior, é o pior tipo de Cristianismo.

Por outro lado, causa tristeza por muitos que usam o nome de Anglicanismo para criar igrejas que chamam de Anglicanismo sem ter base alguma.

Uma das questões onde hoje existe confusão, se refere ao tema que desejo tratar neste artigo.

Maria e os Santos 


Uma das coisas que os Reformadores Ingleses tiveram muito cuidado de fazer corretamente foi acabar com a pratica de invocar os santos e venerar as relíquias. Os Reformadores rejeitam estas duas práticas, porque viram que estas eram claramente contrarias as Escrituras. As Escrituras ensinam que só temos um mediador diante de Deus, Jesus Cristo (1 Timóteo 2:5). Não precisamos um sacerdote, ou santo vivo ou morto para interceder entre Deus e nós. Os Reformadores Anglicanos reconheceram a veneração das relíquias pelo que realmente era: idolatria. Precisamos entender que a idolatria e sua condenação são um dos maiores temas na Bíblia.

A saudação do Anjo Gabriel a Maria (Lucas 1:28-37) e o cântico de Maria em louvor de Deus (Lucas 1:46-55, veja o Cântico de Anna em 1 Samuel 2:1-10) não justifica de jeito nenhum a pratica de venerar a Maria, pedir o favor de Maria nas nossas petições, e fazer peregrinações a lugares “santos” onde se tem dito que ela tem aparecido. Tampouco, dá permissão para criar estatuas de Maria e fazer procissões com ela, como é feito por alguns em Walsingham e em outras partes.

Em nenhum lugar das Escrituras encontramos um texto bíblico que apoie a pratica de invocação dos mortos. De fato, encontramos na Bíblia outros textos que mostram uma forte oposição a qualquer comunicação com os mortos (1 Samuel 28:7-25).

Isto é claramente contrario aos princípios da reforma da Igreja da Inglaterra, tanto nos 39 Artigos da Religião como no Catecismo e no Livro de Oração Comum.

Se é certo que encontramos textos em Apocalipse 5:8 e Apocalipse 8:3-4, com referencias as orações dos santos no céu, estas referencias não significam que possamos pedir a eles que orem por nós. Esta interpretação é uma clara (des)interpretação do texto no seu contexto. Pelo contrario, estas orações representam nossas orações e suplicas como nação santa e povo escolhido de Deus.

Certamente, existe na Igreja de Roma e nas Igrejas Ortodoxas (Orientais e Ocidentais) tradições antigas de invocar os santos e venerar e pedir intercessões a Maria, uma tradição que remonta a antiguidade. Em qualquer caso, o fato de uma tradição estar fundamentada na antiguidade, não significa em nenhum caso que seja aceitável ou que fosse aceita pela igreja apostólica. As doutrinas dos apostolos se encontram no Novo Testamento. Por este motivo, encontramos no Novo Testamento exemplos de orações a Jesus, mas não encontramos nenhum exemplo onde se invoque os santos ou se venere a Maria.

De onde surgem estas práticas?


É evidente que o culto que foi desenvolvido ao redor da mãe de Jesus, incorpora muitas crenças e praticas associadas com as deusas pagas do mundo antigo. Aquelas regiões onde o culto de Maria cresceu, também são as mesmas onde o culto as diversas deusas cresceu. A devoção as deusas foi transferido a Maria que, aos olhos dos “pagini” (o que chamamos em português, caipiras), era simplesmente outra manifestação da Mãe divina. Em um dos ícones antigos, encontramos Maria com chifres de vaca da deusa Hathor.

A devoção de Maria, a invocação dos santos, e a veneração das relíquias fui rejeitados pelos Pais Anglicanos no século 16 por ser considerado contrário a própria Palavra de Deus. Portanto, não tem sentido, nem lugar, tal prática no Anglicanismo.

A ideia de que todo é aceitável no Anglicanismo, somente pode ser uma opinião daqueles que desejam promover suas ideias e conceitos na Igreja Anglicana, sem aceitar o formulário Anglicano. Existem candidatos as ordens sagradas que nunca tiveram a intenção de cumprir os votos sagrados realizados na sua ordenação, foram aceitos na Igreja Anglicana para depois mudar e reintroduzir praticas e doutrinas contrarias as Escrituras.

A crise atual do Anglicanismo só se pode entender a partir da aliança que existiu entre os modernistas e alguns setores ritualistas e tradicionalistas a partir do século 19 até finais do século 20.

O Anglicanismo histórico existe no formulário (Livro de Oração Comum e Ordinário, o Catecismo e os 39 Artigos da Religião) que foi desenvolvido a partir do século 16 e foi aceito como o ethos Anglicano até meados do século 19, quando começou a surgir o movimento ritualista de Oxford.

Estes fatos tem sido usados para justificar todo tipo de inovações que são contrarias as Escrituras, e ao caráter Reformado e Protestante do Anglicanismo.

Qual é o lugar de Maria e os Santos no Anglicanismo?


A Igreja Anglicana tem um grande respeito por Maria e os santos, como exemplos de fidelidade, santidade e obediência a Deus, porém não se pode entender pelos seus milagres ou vidas que Maria e os santos tivessem uma relação especial com Deus ou Cristo, as quais nós não possamos ter. Somos agradecidos ao Senhor pelo exemplo daqueles cristãos que viveram antes de nós, e foram exemplo de vida e permaneceram firmes na fiel Palavra.

No Anglicanismo, existem igrejas locais que tem sido nomeadas com o nome dos Apóstolos, mas isto não pode ser entendido como pedindo a proteção ou a benção deles sobre esta igreja, ou sendo o padrão dessa paróquia. Simplesmente, é o desejo de lembrar os exemplos de vida e santidade dos Apóstolos.

Nos, Anglicanos, fazemos nossa a resposta de Maria ao Anjo Gabriel, quando diz, “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra” (Lucas 1:38). Seguimos também o exemplo encontrado em Lucas 11:27-29: “E aconteceu que, dizendo ele estas coisas, uma mulher dentre a multidão, levantando a voz, lhe disse: Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos em que mamaste. Mas ele disse: Antes bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.” Por este motivo, temos Maria como um exemplo de mulher consagrada e temerosa de Deus. teve o grande privilegio de levar ao Senhor no seu ventre, e cuidar dele durante sua infância e adolescência.

O Anglicanismo não esquece que Maria foi uma mulher mortal, ou que ela teve outros filhos depois de Jesus. De fato, lembramos como Jesus amou a Maria, pedindo ao apóstolo João para cuidar da sua mãe viúva, enquanto ele estava dando sua vida por todos nossos pecados e nossa salvação, inclusive os de Maria. “E junto à cruz de Jesus estava sua mãe, e a irmã de sua mãe, Maria mulher de Clopas, e Maria Madalena. Ora Jesus, vendo ali sua mãe, e que o discípulo a quem ele amava estava presente, disse a sua mãe: Mulher, eis aí o teu filho. Depois disse ao discípulo: Eis aí tua mãe. E desde aquela hora o discípulo a recebeu em sua casa.” (João 19:25-27)

Os Anglicanos tem observado dias festivos como a Anunciação, porque estas celebrações nos lembram do nascimento e vida de Jesus como encontramos no Novo Testamento. Lemos o Cântico de Maria, porque glorifica a Deus, e nos lembra deste evento histórico.

“Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador; Porque atentou na baixeza de sua serva; Pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada, Porque me fez grandes coisas o Poderoso; E santo é seu nome. E a sua misericórdia é de geração em geração Sobre os que o temem. Com o seu braço agiu valorosamente; Dissipou os soberbos no pensamento de seus corações. Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos. Auxiliou a Israel seu servo, Recordando-se da sua misericórdia; Como falou a nossos pais, Para com Abraão e a sua posteridade, para sempre” (Lucas 1:46-55).

O Problema Anglicano


O problema se encontra quando encontramos igrejas que usam o termo “Anglicano,” promovendo numerosas praticas que são estranhas ao espirito do Anglicanismo clássico. Fazendo isto, tem seguido o movimento ritualista e tradicionalista. Distorcendo o caráter e jeito anglicano que é reformado, protestante e católico, ainda que não romano.

Estes setores auto titulados "anglicanos" no Brasil e na América Latina tem tentando desfazer e distorcer a Reforma Protestante na Inglaterra e “romanizar” novamente a Igreja Anglicana até tal ponto que o Papa pode aceitar de volta estes Anglicanos. Não à toa, isto aconteceu com um grupo de 12,000 anglo-católicos que foram recebidos pela Igreja de Roma.

Os Reformadores Protestantes tinham um grande apreço pelos Pais da Igreja. Eram grandes conhecedores da Patrística. Por isso, eles tentaram extirpar os ensinos e práticas erradas e, assim, restaurar a pureza da fé apostólica. Mantiveram as praticas e costumes antigos, onde eles ainda pudessem ser bem utilizados, sempre e quando fossem em consonância as Escrituras, fosse para a edificação do corpo de Cristo e não fomentasse a superstição.

A solução ao problema


Os Anglicanos atuais podemos aprender muito dos ensinos e exemplos dos Reformadores Ingleses. Antes de incorporar uma pratica na vida e culto da igreja, eles perguntavam estas três questões:

É esta pratica conforme as Escrituras? Qualquer afirmação de que a prática está em consonância com as Escrituras deve ser examinada cuidadosamente. Muitos textos que são usados para apoiar certas praticas, na verdade não a apoiam a mesma. Eles são lidos, entendidos, mudados e/ou esticados, assim dão a aparência de apoiar a pratica, ou ensino, ou doutrina. É importante sempre ter em conta o testemunho de todas as Escrituras e as considerar na sua totalidade, não simplesmente um texto insolado, explicado de tal forma que entra em conflito com outros textos. Quando não está claro se uma prática, ou doutrina, está em conformidade com a Palavra de Deus e a prática histórica da Igreja de Cristo, então é melhor evitar esta prática.

É esta prática ou doutrina edificante? É fácil de entender? Realmente serve para edificar a congregação na fé Cristã e o estilo de vida cristã? Se a prática, ou ensino, exige uma explicação complicada e os benefícios não são óbvios imediatamente para a congregação local, então é melhor que ela seja evitada.

Esta doutrina ou pratica promove superstição? Anima e fortalece crenças em “doutrinas errôneas e estranhas a palavra de Deus”? Pode ser que certa pratica por si mesma não seja contraria ou incompatível com as Escrituras, no entanto, promova crenças que são. Se houver qualquer dúvida sobre o que uma prática pode estar ensinando ou reforçando, o melhor é evitar a prática. Nisto seria sensato dar atenção cuidadosa à 1 Coríntios 8:11 e Romanos 14:21.

Os princípios destas três questões tem sua origem nos documentos “Relativo ao Culto da Igreja” e “Cerimônias, porque algumas devem ser abolidas, e outras retidas” que aparecem no principio do Livro de Oração Comum de 1662. Eles estão no centro do Anglicanismo clássico. Eles são uma parte integrante do legado que os Reformadores Ingleses deixaram à posteridade. A herança que entregaram as gerações futuras, o património sobre o qual o Anglicanismo foi construído nos últimos 500 anos.

Não em vão, aqueles Anglicanos que aceitam a oferta do Papa, na verdade estão deixando de ser Anglicanos para ser Católicos Romanos. E, ao mesmo tempo, aqueles que desejam introduzir e manter doutrinas, costumes e praticas estranhas as Escrituras e ao formulário Anglicano, são na verdade uma "quinta coluna" insolente ao testemunho dos mártires anglicanos que deram suas vidas pelas verdades eternas do Evangelho.


38 comentários:

  1. Muito bem, Bispo! Muito interessante este artigo e é mais do que esclarecedor porque por aí afora vemos que na opinião popular o anglicanismo e catolicismo são quase idênticos e realmente não é bem assim.

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  2. Estimado Bispo Josep Rosselo,

    Que a paz de XC esteja consigo.

    O senhor, mais uma vez, nos julga sem saber, a priori, o porquê eu estou celebrando a Santa Eucaristia segundo o Uso Comum Anglicano (é anglicano sim senhor, Rito de Sarum). Mas, somente não é o rito anglicano evangélico como o senhor costuma celebrar. Assim como não o critico pelo rito que o senhor julga correto, peço, encarecidamente, que reveja sua posição sectária e mantenha, ao menos, os laços de fraternidade que sempre diz ter em relação a minha pessoa. Ou, ao menos, o querido Bispo Francisco Buzzo, seu Bispo ordinário, em mensagens pessoais para mim.
    O que, talvez, a primeira vista pareça estranho, é o local onde celebrei. Sim, foi numa igreja romana (evidente pela imagem retirada do site da Diocese que presido, sem ao menos solicitar autorização). Neste ponto, como o senhor não teve o cuidado de me comunicar anteciparadamente, já pré-julga que a cerimônia não tem nada de anglicana. Pois gostaria de ressaltar ao senhor: tem e foi. Uma pena o senhor não estar lá no local para testemunhar. Sim, foi numa igreja romana, reitero! Mas segundo o venerável Rito anglicano de Sarum.

    Com o meu apreço em XC
    +James
    Diocese do Japi
    (sob supervisão da Igreja Episcopal Anglicana do Chile, Comunhão Anglicana Independente Mundial).

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  3. Concordo plenamente com a resposta supra emitida por Dom James e penso que, mutatis mutandis, a mesma é também verdade para as demais jurisdições citadas.

    Rev. Sandro+
    Missão Anglicana da Santíssima Trindade (IAB)

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  4. Qual é msm o problema da ultima foto?
    O incenso???

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  5. Prezado Josep, meu bispo e irmão,

    Concordo em gênero, número e grau, com o teu texto. Quanto aos comentários e seus autores recomendo a reflexão teológica do nosso Guardião do Livro de Oração Comum Reformado, Rev. Virgilio, no blog Anglicanos Reformados: http://anglicanosreformados.blogspot.com/2011/01/o-culto-anglicano-e-missa.html

    Um abraço largo!
    Gustavo.

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  6. Caro +James, sento muto que se senta assim, mas acho que vou precisar um novo postagem para poder responder corretamente porque o Rito de Sarum não se pode considerar anglicano. Porém, seria bom lembrar que não faz muito pessoas da diocese de Japi escreviam em fóruns que estavam indo para Roma, mas finalmente criaram outra igreja.

    Caro Rev. Sandro, iba responder, mas logo o Espirito Santo me impede por amor cristão. A Deus seja dada a gloria.

    Caro Vandim, as vestes litúrgicas e o incenso. A outra questão é que estão incensando? Uma virgem? Um ícone? Um santo? Um crucifixo?

    Caro Gustavo, obrigado por lembrar o excelente artigo do nosso amado Rev Virgilio.

    Finalmente, as Escrituras dizem, "conheceram a verdade, e a verdade vos fala livres"

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  7. Gostaria q o senhor postasse algo sobre akele documento:Maria: Graça e Esperança em Cristo.E sobre a participaçao do arcebispo de cantuária em Lourdes

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  8. Este comentário foi removido pelo autor.

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  9. Caro +Josep: se o Rito de Sarum (ainda que adaptado ao vernáculo, sendo, por isso, denominado de Uso Comum Anglicano) não é anglicano, o que seria então o LOC? Como diziam os puritanos do século 16: "um esqueleto do Missal??". Por gentileza: em primeiro lugar carece que você pregue a Palavra e deixe os outros também pregar, ainda que não lhe acompanhem (fisicamente em sua Igreja ou na uniformidade de sua visão do que é anglicano ou não). Creio que o estimado pastor deve se lembrar da ordem de XC para João, que quis impedir pessoas de usarem o Nome de Jesus, pois não estavam acompanhando o grupo dos Apóstolos. Creio que eu não preciso ficar indicando as passagens bíblicas (que aparecem em 2 Evangelhos), afinal não menosprezo a sua inteligência escriturística. De igual forma, o pedido na hora mais forte de XC neste mundo, lá no Getsemani, antes de ser preso, a respeito dos seus seguidores: "Pai, que sejam um PARA QUE o mundo creia!". Uma boa reflexão, cristã, misericordiosa, com a face de XC mesmo, seria discorrer sobre o por que do fracasso da Igreja cristã neste pós-modernismo frente, por exemplo, ao agnosticismo, ao ateismo, a indiferença, às superstições espíritas, ao paganismo que retorna, ao islamismo (que varre a Europa, a Asia, a Africa e começa a se espalhar na América). Fica a sugestão. Pontificar mais que o papa não me parece nada anglicano.
    Saudações em XC
    +James
    PS- Lamento igualmente que o senhor não tenha conseguido se fazer entender, necessitando de mais postagens. Para evitar isso, eu sempre fiquei a sua inteira disposição para explicar antecipadamente qualquer assunto que o senhor repute de interesse na Diocese que presido e que queira fazer comentários dela aqui em seu Blog. Assim, evitará inserir posições que poderão depreciá-lo na qualidade. Ademais, se alguem saiu de minha jurisdição episcopal para outra igreja: Deus acompanhe. Uma coisa dessas não me parece que justifique qualquer posição pontifical sua sobre o que é ou o que não é anglicano.
    PS2- Excelentes sugestões apresentadas pelo seu leitor (Vandim), em mensagem anterior a minha. Sugestões práticas que podem auxiliar na manutenção de um sadio sinal ao mundo, para que ele creia no Nome de Jesus. Caso contrário, é fomentar a fogueira da inquisição (neste caso, de vaidades). É isso.

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  10. A quem interessar possa:

    Pensemos um pouco: Por que o Arcebispo Cranmer foi queimado por heresia? O que o levou à condenação? Porque Latimer e Ridley, outros bispos e mártires, foram alvo da perseguição e condenação pela romanista Mary, a sanguinária, filha de Henrique VIII com Catarina de Aragão e que sucedeu Eduardo VI? Eles eram contrários aos princípios da Igreja Romana, e inclusive, de sua Liturgia. Isso digo como reformado e com estudioso de História, para quem contra fatos não há argumentos.(TORRES,V. Culto Anglicano é missa?)

    Este livro (de 1552) não teve mais de um ano de vigência, uma vez que Maria, a sanguinária, subiu ao trono, para substituir seu irmão Eduardo VI, e logo restaurou a comunhão plena com a Igreja de Roma e o Rito de Sarum. (AQUINO, J. Liturgia Anglicana)
    Pergunto: O Rito de Sarum é da IGREJA DE ROMA, se não, como seria adotado na governo da Rainha Maria, que era Romanista?

    O Livro de Oração Comum pretende preservar toda a herança litúrgica da Igreja Universal - Católica, sem contudo abrir mão da Reforma. Na realidade, “apesar de o Livro de Oração comum ser um documento tipicamente inglês, ele representa o verdadeiro culto reformado vez que foi coligido por homens que estavam em plena harmonia com a Reforma que se processava no Continente” (AQUINO, J. Liturgia Anglicana).

    Pergunto: Em que consiste essa harmonia entre a Reforma inglesa e a Reforma Continental?

    O quinto objetivo (do LOC), e sem dúvida o principal deles, foi o de dar ao povo uma liturgia despojada das doutrinas heréticas da Idade Média. Esta seria, de fato, uma liturgia Reformada. O Livro de Oração Comum pretendia, portanto, evitar os erros da doutrina da transubstanciação, do sacrifício da missa, da proibição da comunhão nas duas espécies, etc (AQUINO, J. Liturgia Anglicana).

    Pergunto: Onde se encontrava tudo isso? No Rito de Sarum!

    Pensemos um pouco: Por que o Arcebispo Cranmer foi queimado por heresia? O que o levou à condenação? Porque Latimer e Ridley, outros bispos e mártires, foram alvo da perseguição e condenação pela romanista Mary, a sanguinária, filha de Henrique VIII com Catarina de Aragão e que sucedeu Eduardo VI? Eles eram contrários aos princípios da Igreja Romana, e inclusive, de sua Liturgia. Isso digo como reformado e com estudioso de História, para quem contra fatos não há argumentos.
    (...)
    continua

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  11. Em abril de 1552, o Parlamento aprovou a Segunda Lei da uniformidade do culto e determinou o uso de um novo LOC a partir do Dia de Todos os Santos. Comparado com o primeiro LOC, este foi mais protestante, eliminando os usos das expressões como Missa, Altar, Sacrifício e enfatizou a Igreja inglesa como Igreja Nacional. Também proibiu os costumes, gestos, paramentos e ornamentação no altar ligados à Igreja Romana. Isso tudo foi ratificado, confirmado, no LOC de 1662. Sendo assim, NÃO EXISTE MISSA ANGLICANA. Não realizamos sacrifício, por isso não temos Altar, mas a Mesa da Comunhão ou Mesa do Senhor. Por isso, os clérigos não são sacerdotes, mas Ministros, sendo sacerdotes apenas no contexto de que somo um povo de sacerdotes (Sacerdócio Universal de todos os Crentes).
    (..)
    Outro detalhe: alguns afirmam que utilizam o “Rito de Sarum” em suas celebrações, julgando assim celebrar segundo o “Uso Anglicano”. Em primeiro lugar, a Liturgia de Sarum é uma Liturgia pré-tridentina, portanto, anterior ao século XVI, sendo incorporado como um dos ritos latinos, variações do Rito Romano, tal qual os ritos bracarense e moçárabe, por exemplo. Era um rito usado na Diocese Salisbury e incorporado como Rito aprovado pela Igreja de Roma. O que se chama hoje de “Uso Anglicano” é uma alternativa criada pelo Papa João Paulo II para paróquias anteriormente foram anglicanas e se ligaram à Igreja de Roma, em 1980. É uma variante do Rito Romano e assemelha-se, por isso, à Missa Tridentina. Existem poucas paróquias desse rito, sendo que todas elas estão nos Estados Unidos da América (EUA). É portanto, absurdo liturgico, histórico ou teológico chamar este rito de anglicano, pois não o é.
    (Torres, V. Culto Anglicano é Missa?)

    É isso.

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  12. Caro +James,

    você é engraçado, de verdade. Só posso tomar sua sugestões sobre pregar o evangelho como uma boa brincadeira. Qualquer um que me conhece sabem que eu falo de três coisas constantemente: evangelismo, discipulado e formação de líderes.

    De fato, a IAR passou de 1 a mais de 20 comunidades em dois anos. Acho que isto já fala muito do que estamos fazendo. Isto tem sido feito sem muitas ordenações, nem um exercito de clero.

    Por outro lado, permita que explique um pouco de minha história. Foi Primaz da IEVE a qual tinha ao redor 1200 igrejas em mais de 30 países do mundo. Igrejas de verdade... não como algumas igrejas virtuais que vemos no Brasil. Só na Espanha, ajude abrir 4 igrejas do zero que ainda está funcionado alguns das quais já tem mais de 100 membros.

    Estude em três seminários anglicanos: Dois da Comunhão anglicana (SEUT na Espanha e Trinity em UK) e um anglicano continuante que agora é parte da ACNA (St. Alcuin House). E, por se isto é pouco, fiz o certificado de estudos de culto do IWS em USA (considerado um dos maiores centros acadêmicos nesta matéria).

    Voltando a questão do rito de Sarum, esta questão requer um postagem para explicar, porque o este rito não se pode considerar anglicano.

    Finalmente, acho que não tem dito que você não pode pregar o evangelho. Acho que não estou impedindo você de seguir com seu ministério pastoral. Ou expressar sua opinião com liberdade.

    Portanto, não entendo sua reação. Não gostou minha opinião sobre este tema. Isto eu entendi no seu primeiro mensagem. Porém, aqui estamos para defensar as ideias com liberdade e explicar porque pensamos do jeito que pensamos.

    Deus te abençoe.

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  13. Vandim,

    infelizmente, não conosco o vídeo. MAS acho que minha opinião sobre a questão de Maria e os santos foi explicada plenamente no meu artigo.

    A visita do arcebispo de Canterbury a Lourdes se pode entender como parte da política ecumênica que o arcebispo acredita que precisa levar adiante. A resposta de Roma foi fazer proselitismo entre os membros da Igreja de Inglaterra.

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  14. Como não quero polemizar, serei breve, farei uma citação histórica neutra, com grifo meu, e em seguida um comentário:

    “A emancipação da Igreja da Inglaterra da autoridade papal, através da iniciativa do rei Henrique VIII, não transformou a Inglaterra num País verdadeiramente protestante, pois a Igreja PERMANECEU CATÓLICA QUANTO À DOUTRINA”

    (BURNS, Edward McNall. História da Civilização Ocidental. Vol.2, 3ª Ed. Porto Alegre: Editora Globo, 1975. Pg 474).

    Comentário: O Arcebispo de Cantuária foi a Lourdes em peregrinação, pedir a intercessão da Virgem Maria, que ele e muitos anglicanos crêem e pedem, veja o link: http://migre.me/3COJu Será que ele não é anglicano?

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  15. Caro Rev. Sandro,

    o seu comentário sobre Henrique VIII vai requer um artigo, o qual vai estar muito ligado a questão do Rito Sarum.

    O artigo não fala que ele vaja a pedir a intercessão de Maria como você fala, mas "o Dr. Williams vai fazer uma oração na cerimônia". Este é um pequeno, mas importante detalhe que faz um mundo de diferencia.

    Sobretudo, quando lemos a teologia das orações do LOC ao que se refere a Maria.

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  16. Na citada cerimônia o Arcebispo de Cantuária reconhece como verdadeiras as aparições de Maria em Lourdes e fala isto no sermão que está na página oficial dele: http://www.archbishopofcanterbury.org/1973

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  17. Este comentário foi removido pelo autor.

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  18. Caro Rev. Sandro,
    não se esqueça que o atual Arcebispo de Cantuária é um católico-liberal. Por que coisas como essas não aparecem em relação ao Arcebispo da Nigéria? Ou de Ruanda? Ou do Oriente Médio? Ou da ACNA? Ou do Cone Sul?

    Por que não se fazem referências deste tipo ao Arcebispo Emérito, Lord Carey?

    Isso é querer justificar o injustificável!

    Veja o que a imprensa, não os anglicanos reformados, evangélicos ou ortodoxos,como queira, mas a Imprensa escreveu a respeito da visita do Papa à Inglaterra:

    Sua majestade a Rainha, em comum com muitos dos seus cidadãos, tem sentimentos mistos sobre o Papa. Ela toma seriamente seu voto na defesa da religião Protestante. Como seu pai e avo, ela é da Igreja Baixa da Igreja de Inglaterra – ela não está interessada em paramentos ou vestes ou ofícios da Comunhão Anglicana que se parecem muito aos da Missa Católica Romana.

    Sua teologia é muito mais Protestante do que a do Arcebispo de Canterbury. O Dr. Williams se considera um católico, apesar de ser um liberal do ramo Anglicano (não Romano) da Igreja Universal. Ele tem uma grande devoção aos sacramentos e à Virgem Maria.

    (continua)

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  19. Contudo, paradoxalmente, a Rainha pode partilhar muito mais coisas em comum com o Papa que com o seu próprio Arcebispo. O Governador Supremo da Igreja da Inglaterra (não da Comunhão Anglicana) e o Sumo Pontífice da Igreja Católica Romana são octogenários consternados pela imoralidade moderna. Nenhum deles pensa que as uniões gays são compatíveis com o ensino bíblico, como parece ao Dr. Williams. (Você nunca sabe bem onde você está com +Rowan.) E, embora a rainha nunca tenha se pronunciado sobre o assunto, ela não é considerada uma grande defensora de presbíteros mulheres.

    Sem nenhuma duvida, a reunião de hoje reflexa um choque de tradições históricas e teologias. Mas também o encontro entre dois devotos Cristãos conservadores; e, a este respeito, um encontro de mentes semelhantes.

    Autor: Damian Thompson é Editor de “Telegraph Blogs” e um jornalista especializado em religião.
    Publicado: O Jornal Telegraph

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  20. Isto prova até que ponto o Arcebispo de Canterbury tem abandonado os próprios votos que faz na sua ordenação.

    Não em vão, tem sido o líder anglicano que mais tem ajudado a desenvolver a crise atual na Comunhão Anglicana.

    Possivelmente mais de um 25% dos Primados não vão participar este mês da Reunião dos Primados da comunhão Anglicana.

    Sem esquecer, tem nas suas portas uma conversão de anglicanos ao romanismo e a Igreja de Inglaterra rapidamente está ficando irrelevante na sociedade inglesa. Isto só é resolvido pela vitalidade das paróquias anglicanas que seguem os princípios da Reforma Inglesa.

    No último Sínodo, sua petição sobre a questão da sagração da mulher não foram escutado pelo Sínodo Geral da Igreja da Inglaterra. Portanto, mostra a fragilidade da sua liderança.

    Finalmente, seu sermão foi uma traição ao Cânon A5 dos Cânones da Igreja de Inglaterra, "Das doutrinas da Igreja de Inglaterra.
    A doutrina da Igreja Da Inglaterra estão fundamentadas na Sagradas Escrituras, e nos ensinos dos Pais antigos e os Conselhos da Igreja como sejam aceitáveis ao que diz as Escrituras. Em particular tais doutrinas se encontram nos 39 Artigos da Religião, O Livro de Oração Comum e O Ordinãrio." (The doctrine of the Church of England is grounded in the Holy Scriptures, and in such teachings of the ancient Fathers and Councils of the Church as are agreeable to the said Scriptures. In particular such doctrine is to be found in the Thirty-nine Articles of Religion, The Book of Common Prayer, and the Ordinal.)

    Na Inglaterra, O Livro de Oração Comum se refere o LOC 1662. O livro de culto alternativo é chamado de Common Worship.

    Portanto, é o Arcebispo de Canterbury anglicano? Sem duvida ele é. Ele segue os ensinos e doutrinas da Igreja de Inglaterra? Sem duvida, ele não segue. O que mostra a constante despreço por parte dos anglo-católicos e liberais as doutrinas e praticas anglicanas, as quais são defendidas neste artigo.

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  21. Roma está a espera dos seus filhos!
    Vão em paz!

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  22. Outra coisa que me esqueci: por que será que os defensores do Arcebispo Rowan Willians não estão na IEAB? Não é a IEAB uma das igrejas da Comunhão Anglicana no Brasil? Não arroga a si ser a única que representa a Comunhão Anglicana entre nós, brasileiros?

    Eu sei por que a Igreja Anglicana Reformada, seus clérigos e povo não estão na IEAB: pensamos de forma diametralmente oposta, em Teologia, doutrina e liturgia. Não somos anglo-católicos,não somos liberais. Somos anglicanos.

    Agora, outros por aí...por que não estão na IEAB?

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  23. O que precisa ser compreendido é que o anglicanismo não é apenas reformado, ele é ao mesmo tempo católico e reformado. Da mesma forma que o anglicanismo não é romanista, também não é puritano (inimigos figadais do LOC, da liturgia e do episcopado). O que acho errado é querer afirmar que só quem segue uma determinada corrente é anglicano, isto não é verdade. Se alguém concorda ou não com o anglo-catolicismo é direito da pessoa, mas é irrefutável que ele, assim como o evangelicalismo, fazem parte do anglicanismo. Concordo que Roma esteja a espera dos seus filhos, assim como Genebra dos dela...nem uns e nem outros são anglicanos. E outra coisa, anglo-catolicismo é completamente diferente de liberalismo, como já atestou até mesmo Robinson Cavalcante, até porque o liberalismo teológico nasceu no meio protestante.

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  24. Por Deus, caro Rev. Sandro! Eu sou Católico!

    Eu escrevi isso:

    "Somos católicos, não restam dúvidas. Somos católicos, porque a única Igreja que existe na face da terra é a Igreja UNA, SANTA, CATÓLICA E APOSTÓLICA, formada por todos aqueles e aquelas que foram salvos por Jesus Cristo e, por isso, são chamados cristãos. Católico significa Universal, de todos os povos em todos os tempos, para todos. O problema é a associação que se faz entre a designação católico e a confusão com o Romanismo, este sim, ligado ao Papa e ao seu séquito. Somos católicos porque a Igreja da Inglaterra, da qual descendemos os anglicanos, não é uma igreja nova, surgida da vontade de Henrique VIII ou dos seus sucessores protestantes, Eduardo VI e Elizabeth I. O que houve foi REFORMA, não refundação. Rompeu-se com a instituição romana, não com a Igreja Católica.


    No entanto, o Arcebispo Thomas Cranmer, verdadeiro reformador da Inglaterra, quis dar à Igreja uma feição reformada legítima e abolir da prática cristã aquilo que era considerado abuso ou superstição. E qual a base que ele usou? Como todos os reformadores do século XVI, a base era a Bíblia Sagrada, única fonte e autoridade da fé e prática dos cristãos. Essa afirmação está presente em todas as confissões de fé protestantes e também nos 39 artigos de religião. Aliás, foi o distanciamento dos anglo-católicos e dos liberais dos 39 artigos e a simples adoção do breve “Quadrilátero de Lambeth” que gerou toda a confusão que temos hoje e que ora serve de base para a lavra deste artigo".

    Não sou puritano: sou liturgista e defensor do sistema episcopal de governo da Igreja.

    Mas daí a ser Tridentino...os tradicionalistas da Igreja de Roma repudiam a "Missa de Paulo VI" acusando-a de protestante! Não se esqueça que o Concílio de Trento foi feito CONTRA a Reforma Protestante.

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  25. Caro Rev. Sandro, com relaçao ao trecho do eminente historiador BURNS, citado por você:
    “A emancipação da Igreja da Inglaterra da autoridade papal, através da iniciativa do rei Henrique VIII, não transformou a Inglaterra num País verdadeiramente protestante, pois a Igreja PERMANECEU CATÓLICA QUANTO À DOUTRINA.”

    Nisso você tem razão. Mas não se esqueça que foi nos reinados de Eduardo VI e de Elizabeth I que o Protestantismo, de fato, foi erigido na Inglaterra. Henrique VIII estava preocupado apenas com o poder e com a sua sucessão. Não se esqueça que a sexta espossa de Henrique, Catarina Parr quase foi morta por ser protestante.

    Essa "história" de "ethos" anglicano é um discurso tractariano. Veja onde foi para o Henry Newman: foi Cardeal e hoje está nos altares de Roma, como santo católico. Por que ele não ficou na Igreja da Inglaterra, se ele a considerava como parte da Igreja Católica? Para ele, a Igreja Católica só subsistia na Igreja Romana.

    Pense nisso.

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  26. Só fiz a pergunta por que estranhei criticar práticas dos “anglicanos” do Brasil e deixar passar oq o arcebispo de cantuária faz.

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  27. Caro Vandim,

    isto é devido a tres motivos principais:

    1. Todo o mundo interessado no Anglicanismo sabe o que faz o arcebispo de Canterbury e quem ele é ideologicamente.

    2. O Arcebispo de Canterbury não tem realmente autoridade no Brasil, e ainda menos nas igrejas chamadas "anglicanas tradicionais". Só precisamos ver que, depois das recomendações dele, a Igreja Episcopal nos USA segue fazendo das suas e aqui brasil a mesma coisa com a IEAB.

    3. Existem muita confusão no Brasil e pouca informação. Portanto, o meu desejo é ajudar abrir o debate de ideias para esclarecer um pouco a questão do "anglicanismo2 no Brasil.

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  28. Bispo Josep, me alegro por tão esclarecedora postagem e divulguei a mesma no Facebook, acredito que o Anglicanismo foi abençoado por Deus por não dar seguimento aos desvios da Igreja Católica Romana e ao procurar à luz das Escrituras, purificar-se destes erros grosseiros, coisas estas que estão claríssimas na Bíblia, só o cego espiritual realmente é quem não vê como Deus do começo ao fim condena a adoração de imagens e a doutrina da intercessão dos santos por nós, quando Jesus Cristo, como disse o apóstolo Paulo, é o único Mediador. Sempre me reporto aos Reformadores quando vejo a tendência da igreja contemporânea (não todas) de aceitar coisas fúteis, inúteis e supérfluas ao verdadeiro Evangelho de Jesus Cristo. Parabéns meu amigo e fique na Paz!

    Cicero Ramos

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  29. Gostaria de um esclarecimento sobre que práticas errada vemos nessa minha foto da Santa Eucaristia segundo o Livro de Oração Comum?

    Rev.Gecionny Pinto,tssf
    www.anatividade.com.br

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  30. São paulo diz que Cristo é o único e eterno mediador, mas também diz várias vezes que nós devemos rezar uns pelos otros porque fazemos parte do corpo e cristo, que é a igreja.
    Ora se nós que estamos na terra podemos rezar pelos outros, que dirá aqueles que já estão na glória de deus.

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  31. Rev, Gevionny, se você deseja um esclarecimento, isso é já preocupante, porque claramente o crucifixo, a elevação do pão, falar de "santa eucaristia," são todas práticas que não eram aceitas pelos Reformados Ingleses. De fato, foram práticas que só voltaram o anglicanismo através do movimento tractariano, ou movimento de Oxford. Inclusive, as próprias velas... se você percebe, sua foto vai acompanhado do comentário, "Culto da IEAB no Natal. Estas práticas foram consideradas errôneas pelos Reformadores Ingleses e foram canceladas até que o movimento Tractariano as recuperou no século 19." Nesse sentido, é que deve ser entendido.

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  32. Caro Bispo Josep,

    É uma pena que vocês entendam que a Reforma Inglesa foi congelada pelos 39 Artigos de Religião...
    Eu não sigo essa confissão de fé protestante, segundo o Livro de Oração Comum da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil todas essas práticas são permitidas.Inclusive para nós não é um culto protestante, mas uma missa anglicana.Isso é aceito e praticado em várias Províncias da Comunhão Anglicana do mundo.
    Quanto a necessidade de esclarecimento se deu pelo fato de ter sido usado a nossai imagem nos criticando...
    Em nossa capela também temos imagens de escultura,ícones, sacrário, usamos incenso, fazemos adoração ao Santíssimo Sacramento, Confissão Auricular e festa de padroeiro.
    www.anatividade.com.br

    Paz e bem para todos !
    Rev.Pe.Gecionny Pinto,tssf

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  33. Sempre entendi que Anglicanismo é o que você postou, mas muitos ainda desconhece que o anglicanismo não segue os desvio da Igreja católica. Levando para meu blog ok. Paz!

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  34. Agradeço suas palavras, Rô. E agradeço que faz seus o meu artigo, assim juntos ajudamos a fazer conhecido o Anglicanismo clássico e bíblico. Deus te abençoe.

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  35. Caro Bispo, ao ler sua postagem, lembrei de outro texto que li há alguns anos intitulado "Maria na Tradição Anglicana" e que pode ser encontrado atualmente no endereço http://capelamaedosalvador.blogspot.com.br/p/maria-na-tradicao-anglicana.html

    De fato, carece reflexão lugar de Maria nas igrejas não romanas.

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  36. Caro Alfrêdo,

    esse artigo mostra com simplicidade da posição que tem sido desenvolvida a partir dos últimos 60 anos na Igreja Episcopal dos USA e na Inglaterra, sendo exportados no exterior de forma diferente. Uma questão interessante é o fato que o "Livro de Oração Comum" mencionado no artigo, é o LOC aprovado pela Igreja Episcopal na década dos 70, e traduzido ao português pela IEAB uma vez que adotou o mesmo como o LOC oficial da mesma.

    Resulta curioso que o autor do artigo não faz nenhuma menção ao formulário anglicano (LOC 1662, o Catecismo e os 39 Artigos da Religião).

    Evidentemente, é um artigo que desenvolver uma posição que tenta manter felizes os diferentes setores dentro da Comunhão Anglicana, mas entendo que, realmente, somente satisfaz a opinião daqueles mais próximos as posições anglo-católicas.

    Muito obrigado pela sua opinião, e pelo link.

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  37. Presado Rev. Eu Gostaria Que Tivesse Uma Igreja Angricana Em Piracicaba SP Aqui Tem So A Catolica E Metodista E Evangelicas
    Eu Gostaria Que Tivesse Uma Igreja Angricana
    Boa Noite Muinto Obrigado
    Marcos Magagnatto

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  38. Obrigado por esclarecer o Anglicanismo, tirou minhas dúvidas.

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